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Festival do Minuto realiza Planeta Minuto no RJ e SP

A programação é gratuita, e incluirá debate com curadores internacionais e a exibição de aproximadamente 500 vídeos. 237 centros culturais, de mais de 100 cidades brasileiras, apresentarão os melhores minutos de 2007

O Festival do Minuto promoverá, de 4 a 9 de dezembro, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, o Planeta Minuto. Trata-se de um evento que reunirá as melhores produções do Brasil e do mundo no formato. Na programação estão mostras de vídeos minutos de 14 países, exibição dos melhores trabalhos de 2007, além da realização de um debate com curadores de Festivais do Minuto de sete países. O Planeta Minuto é gratuito e será realizado no Cine Olido e MIS (SP), e no OI Futuro (RJ). A abertura oficial acontecerá no dia 4, às 12h, no Oi Futuro. Em São Paulo, o Planeta se iniciará às 20h do mesmo dia, no Cine Olido, com exibição da Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007. Ambos os eventos serão abertos ao público. O Planeta Minuto é patrocinado pela Oi.

A Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007 é composta pelos 50 vídeos que mais se destacaram no Festival Permanente do Minuto. Eles foram escolhidos pela curadoria entre os 900 trabalhos recebidos nesta edição. Em 2007, o Festival do Minuto sofreu modificações, passando a ser realizado mensalmente e exclusivamente pela Internet, por meio do site http://www.festivaldominuto.com.br, transformado em um portal de vídeos diferenciado. Desde o seu lançamento, em setembro, o site Minuto já registrou 40 mil visitas únicas e um tempo médio de visitação de 12 minutos.

Além de ser exibida no decorrer da programação do Planeta Minuto, a Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007 será apresentada em 237 centros culturais, localizados em mais de 100 cidades do País. A relação completa poderá ser visualizada no site Minuto.

PREMIAÇÃO

Os trabalhos que compõem a Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007 serão avaliados por uma comissão julgadora, formada por 11 membros. São eles: Tata Amaral (cineasta); Jean Thomas Bernardini (empresário e distribuidor); Cazé Peçanha (apresentador da MTV); Luiz Carlos Merten (jornalista); Francisco César Filho (cineasta e produtor cultural); João Batista Breda (psiquiatra); Jun Nakao (estilista); José Luiz Oliveira Lima (advogado); Pop Carvalho (Designer); Fiamma Zarife (Oi Internet); e Joaquim Egydio de Trez Rios (Animador).

O júri analisará e elegerá os melhores de trabalhos em sete categorias: Melhor Nano Minutos (vídeo com até 10 segundos); Melhor Animação; Melhor Vídeo do Ano; Melhor Som; Melhor Vídeo de Humor; Melhor Vídeo Sem Fala; e Melhor Vídeo Feito com Celular. Os vencedores serão anunciados no dia 6, às 20h30, no Oi Futuro, e receberão R$ 1 mil e troféus.

MOSTRAS

O Planeta Minuto terá duas mostras: a internacional e a retrospectiva. A Mostra Internacional reunirá vídeos minutos da China, Itália, Canadá, Portugal, Holanda, Chile, Lituânia, Eslováquia, África, Eslovênia, Filipinas, Estados Unidos e Japão. Ela será realizada a partir do dia 4, no Oi Futuro, e do dia 5, no Cine Olido.

O MIS abrigará a Retrospectiva Brasil e, a partir do dia 5, exibirá obras de edições passadas do Festival do Minuto. Os trabalhos estarão agrupados por temas: Acabou a Gasolina (2007); Control+Alt+Del (2006); Comuni. da Internet (2006); Silêncio (2005); Sexo (2005); Mãe (2003); Cidade (1995); Mínima Diferença; além da Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007 e Retrospectiva Brasil (seleção de alguns dos trabalhos que se destacaram em edições passadas, com temas variados).

ENCONTRO MINUTO

No dia 6, o Planeta Minuto promoverá às 19h30, no Teatro do Oi Futuro, um debate com curadores internacionais. A proposta do encontro é aprofundar a discussão sobre o formato minuto e avaliar a criação de uma rede internacional de festivais do Minuto. Estarão presentes: Joanne Tremblay (Minutes Moments – Canadá); George  Lever (Minuto Cidade – Chile); Martin Hasak (Festival Azyl – Eslováquia); Bart Rutten (One Minute Fundation –  Holanda); Andrea Salvatori Mi (Vídeo Minuto – Itália); Indre Viltrakyte (Pravda Minute – Lituânia); e Paula Albuquerque (Workshop Minutos – Portugal). A mediação será feita por Marcelo Masagão, criador e curador do Festival do Minuto, evento que inspirou a criação de outros do gênero no mundo.

Este é o segundo encontro realizado entre curadores de festivais do minuto. O primeiro ocorreu em outubro deste ano, em Firenze, por  iniciativa do Festival do Minuto da Itália. Intitulado One Minute Onde World I, o evento reuniu curadores de 10 festivais.

“Cada Festival do Minuto tem suas particularidades. No Canadá, o evento foi idealizado por um VJ, é realizado mensalmente em um galpão, e a exibição e premiação dos vídeos acontece na mesma noite. Já o festival da Lituânia nasceu de um grupo de realizadores que produzia uma revista, com estilo semelhante a um fanzine, enquanto na Holanda desde 1998 é organizado pela One Minute Foundation. Na Itália, um Museu perto de Firenze é ocupado por uma semana com exibições e instalações de vídeos de um minuto e, em Portugal, um workshop com 22 artistas produziu minutos de alta qualidade”, explica Marcelo Masagão.

Festival do Minuto – Criado em 1991, pelo cineasta Marcelo Masagão, o Festival do Minuto é hoje o maior festival de vídeo da América Latina, inspirando a criação de outros eventos do gênero no mundo. Em 16 anos de existência, foram mais de 10 mil trabalhos recebidos, provenientes de 40 países. É considerado por muitos o mais democrático dos festivais, justamente por conseguir reunir em um único espaço, diretores conceituados, estudantes universitários, vídeos amadores e profissionais. A partir deste ano,  ele deixou de ser um evento pontual, para se tornar permanente. Neste novo formato, os temas serão lançados mensalmente pela curadoria e os vídeos deverão ser enviados exclusivamente pela internet. A proposta é criar um espaço em que o conteúdo seja elaborado pelos próprios participantes, estimulando de forma contínua a produção de vídeos com este formato.

SERVIÇO
Planeta Minuto – de 4 a 9/12
Locais: Cine Olido – avenida São João, 475. São Paulo.
MIS – avenida Europa, 158. São Paulo.
Oi Futuro – rua dois de dezembro, 63 – Flamengo. Rio de Janeiro.
ENTRADA GRATUITA
Mais informações: www.festivaldominuto.com.br

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Coração de pedra, o sucessor de Harry Potter, chega ao Brasil

Coração de pedraNovo escritor inglês narra uma fascinante viagem ao passado de Londres e é apontado como o legítimo sucessor de J.K. Rowling

Ele vem sendo apontado nada mais nada menos como o sucessor de J. K. Rowling no coração dos adolescentes que adoram aventuras eletrizantes. E é com uma história realmente eletrizante – a série Coração de Pedra, que se estenderá por três livros – que o inglês Charlie Fletcher, um homem do cinema, estréia na literatura para adolescentes.

Vejamos: com raiva do professor que o puniu injustamente durante uma visita ao Museu de História Natural, em Londres, George Chapman, um garoto de 12 anos, decepa com um murro a cabeça de um dragão de pedra – um gárgula – do pórtico do museu. Tem início então uma guerra entre estátuas mitológicas (o mal) e estátuas de seres humanos (o bem), e uma frenética e fascinante viagem ao passado da cidade de 2 mil anos.

Depois de ter colocado no bolso a cabeça do dragão, do tamanho de seu punho, George é perseguido por Pterodáctilo, réptil do tamanho de uma pomba com os dedos unidos por membranas e dentes afiados e pontudos, que se soltou da fachada do museu e o olhava fixamente com ódio e fome.

E isso é só o começo: Coração de Pedra, lançado agora no Brasil pela Geração-Ediouro, em tradução de Lidia Cavalcante Luther, tem não apenas linguagem ágil, fácil e cativante; a história, de perder o fôlego, mas ao mesmo tempo divertida, tem adrenalina suficiente para despertar o interesse dos órfãos do bruxinho que nos últimos anos cativou crianças e adolescentes no mundo inteiro.

Na fuga desenfreada, George chega a parar de respirar de tanto susto e corre o risco de ser atropelado na rua, mas ninguém vê do que ele foge. Na calha ornamental de um prédio, salamandras começam a se mover. A perseguição de Pterodáctilo continua. “Dizem que nunca se está mais sozinho do que no meio de uma multidão, mas estar sozinho no meio de uma multidão, enquanto se é perseguido por uma coisa monstruosa sem que ninguém perceba, é muito pior”, escreve o autor.

O garoto é salvo pela estátua do Artilheiro do Memorial de Guerra, que abate Pterodáctilo com vários tiros de revólver. Assustado, George agradece. Uma voz sepulcral sai da garganta do Artilheiro: “Me agradeça quando chegar ao fim, amigo”. Para reparar seu erro e restabelecer a paz, George tem que colocar a cabeça do dragão no Coração de Pedra. Mas, para isso, claro, ele precisa descobrir que coração é esse.

Para encontrar o Coração de Pedra, George Chapman conta com a ajuda de uma nova amiga, Edie, uma garota de “cabelos brilhantes cor de berinjela”, de dureza de expressão e determinada – ela não se importava com pequenas questões da vida. “Sua expressão era a de um rosto firme na perseguição de alguma coisa grande”, escreve Charlie Fletcher.

Da mesma forma que George, Edie vê os seres mitológicos. Mas, diferente dele, ela consegue ficar invisível, quando quer passar incógnita. Na busca do Coração de Pedra, “uma coisa preciosa”, eles lançam mão do Dicionário, que lhes ensina o significado de palavras importante para prosseguirem.

Coração de Pedra é uma história por vezes sombria, mas autêntica – as ruas, os lugares e as estátuas do livro existem, estão na Londres real. Charlie Fletcher combina erudição com divertimento e lições, numa prosa cativante e enredo talvez ingênuo, mas verossímil. Coração de Pedra é uma aventura mais do que surpreendente. Fletcher já escreveu para cinema, televisão e jornais. Atualmente o escritor mora em Edimburgo com a mulher, dois filhos e um cão terrier.

Coração de Pedra
Autor: Charlie Fletcher – Infanto Juvenil
R$ 39,90

Hospedaria Carioca inaugura espaço cultural

Galeria reúne trabalhos recentes de artistas plásticos, fotógrafos e designers

Ipanema ganha um novo espaço dedicado à arte. Nesta sexta-feira, 30, abre as portas, na sobreloja do Quartier Ipanema, a Galeria da Hospedaria Carioca, um espaço-piloto dedicado à exposição e venda da produção recente de artistas plásticos, fotógrafos e designers integrantes do movimento cultural. O novo espaço funcionará em caráter provisório, do dia 30 de novembro ao dia 31 de dezembro.

A Galeria será dedicada a exposições coletivas e multidisciplinares, seguindo o espírito da Hospedaria Carioca, que é o de fazer dialogar as diferentes correntes artísticas. Entre os nomes que integram a primeira formação da Galeria estão o designer de móveis Zanini de Zanine, o fotógrafo Murillo Meirelles e os artistas plásticos Antonio Breves, Antonio Bokel – que também assina o lay out da vitrine externa, voltada para a Rua Maria Quitéria, e Michel Mendes, além de designers de jóias e criadores da nova geração.

O espaço também oferecerá uma linha de itens do tipo “lojinha de museu”, com objetos criados pelos demais integrantes da Hospedaria Carioca e t-shirts “de arte” assinadas pelos fashion designers das marcas Soul Seventy, Theodora, Fábia Bercsek e D’ Obra.

A Hospedaria Carioca é um movimento coletivo de resgate da gentileza e da hospitalidade que fizeram do Rio de Janeiro um lugar amado e respeitado no mundo todo. É um movimento espontâneo, e independente, que se propõe a atuar, de forma simultânea, sob duas vertentes: organizar fóruns de discussão que busquem encontrar caminhos para que o Rio volte a ser um dos melhores lugares no mundo pra se viver; e ser um laboratório permanente de idéias que tornem esses caminhos mais curtos.

Serviço
Galeria na Hospedaria Carioca
Rua Maria Quiteria, 77 loja 224
Ipanema, RJ.

Saíram os vencedores do The British Independent Film Awards

Um dos mais tradicionais festivais de cinema do mundo anunciou seus vencedores. Confira a lista

Melhor filme britânico independente
Control

Melhor atriz
Judi Dench – Notas Sobre um Escândalo

Melhor ator
Viggo Mortensen – Eastern Promises

Prêmio especial do juri
Andi Engel, Pamela Engel e Robert Beeson – Artificial Eye

Ator/Atriz Coadjuvante
Toby Kebbell – Control

Iniciante mais promissor
Sam Riley – Control

Melhor diretor
Anton Corbijn – Control

Melhor diretor iniciante
Anton Corbijn – Control

Melhor documentário
Joe Strummer: The future is unwritten

Bicho de 7 Cabeças em livro teatral

Lançamento dos livros Canto dos malditos e O sapatão e a travesti, textos de teatro de Austregésilo Carrano Bueno, autor do livro Canto dos malditos que originou o filme Bicho de sete cabeças

Austregésilo Carrano Bueno ficou conhecido como escritor pelo seu livro autobiográfico Canto dos malditos, que originou o filme mais premiado da cinematográfica brasileira: Bicho de sete cabeças, dirigido por Laís Bodansky. Agora como dramaturgo, Carrano lança em livros dois textos de teatro: Canto dos malditos (uma outra leitura sobre os manicômios) e O sapatão e a travesti. Na época em que viveu a situação representada no filme por Rodrigo Santoro, Carrano fazia curso de ator no Teatro Guaíra e preparava-se para o vestibular de comunicação, teve sua vida e seus objetivos interrompidos. Sobrevivente de um sistema manicomial arcaico e cruel, que lhe deixou seqüelas, Carrano procurou retomar seus caminhos, primeiro denunciando o que se passa dentro dos chiqueiros psiquiátricos no Brasil, através da publicação do livro relatando o que viveu e tornou filme, que junto provocaram uma grande mudança neste cenário, com a promulgação da lei de Reforma Psiquiátrica no Brasil em 2001. Carrano é fundador e militante do Movimento da Luta Antimanicomial e membro representante dos usuários na Comissão de Reforma Psiquiátrica do Ministério da Saúde.

Retomando seu caminho no teatro, agora como dramaturgo, Carrano apresenta dois textos de uma série de seis escritos nos últimos anos. No primeiro Canto dos malditos ele propõem uma outra leitura sobre a questão manicomial, fazendo com que Freud e Charcot reencarnem no Brasil como assistentes de psiquiatria e o segundo mostra uma relação cojungal de uma casal formado por um sapatão e a travesti.

SERVIÇO
Lançamento dos livros Canto dos malditos e O sapatão e a travesti – Textos de Teatro
Dia 07 de dezembro, Sexta-Feira, 19h.
Teatro Satyros 1 – Praça Roosevelt, 214 – 3258 6345.
Realização: Edições Canto dos Malditos, teatro Satyros, Sebo do Bac e O Autor na Praça.
Informações: Sebo do Bac – 9794 7943 – vendas@sebodobac.com.br / www.sebodobac.com.br

Cia. Danças 7 e a mesa e Pares na Galeria Olido

A Secretaria Municipal de Cultura promove, na Galeria Olido, a apresentação dos espetáculos 7 e a mesa, de 6 a 9 de dezembro, e Pares, de 13 a 16 de dezembro, com entrada franca. Ambos estrearam no Centro Cultural são Paulo, em 2003 e 1999, respectivamente, e agora estão de volta, remontados por Cláudia de Souza, da Cia. Danças. 7 e a Mesa tem como foco o jogo que surge da relação entre os intérpretes em cena e Pares introduz a pesquisa sobre o universo das danças de casais na linguagem desenvolvida pela Cia. Danças.

Sobre a Cia. Danças

Danças é o resultado de um processo iniciado em 1996 por Claudia de Souza, reunindo bailarinos de diversas formações e experiências profissionais com o objetivo de criar uma linguagem própria que respeitasse e utilizasse a individualidade do intérprete, absorvendo e transitando por outras técnicas corporais. Embasada na dança moderna (Técnica de Martha Graham), o Danças passou a investigar uma linguagem que partiu da fusão entre a dança moderna e a capoeira, expandindo-se para o universo das danças de casais, artes visuais, improvisação, teatro e outras mídias.

Para consolidar sua busca por uma identidade de um corpo dançante brasileiro, Claudia de Souza e o Danças, dentro de uma investigação em Dança Contemporânea, traz em cena o intérprete como um criador e transformador do movimento. O trabalho da Danças aproveita o resultado da articulação entre dança moderna, capoeira e dança social para compor espetáculos que falam do nosso tempo e registram elementos atávicos da cultura que nós, nossos corpos, testemunhamos e construímos.

Consolidando estes 11 anos de trabalho, Claudia de Souza remontou dois espetáculos do repertório da companhia que retratam diferentes épocas e características do seu trabalho. “Pares” (1999) que introduziu a pesquisa sobre o universo das danças de casais na linguagem desenvolvida pelo Danças e “7 e a Mesa” (2003) que tem como foco o jogo que surge da relação entre os intérpretes em cena. Estes dois espetáculos mostram a diversidade e riqueza do trabalho que Claudia de Souza desenvolve com sua companhia, fruto de uma pesquisa consistente dentro do cenário da Dança Contemporânea brasileira.

7 E A MESA – 2003
6 a 9 de dezembro
quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Sete pessoas e uma mesa. Objeto-signo carregado de sentidos: mesa-lugar do conflito entre tramas, da instabilidade, do risco… Metáfora-lugar para o
jogo da vida, da lida. Neste trabalho, Claudia de Souza e a Cia. Danças aprofundam sua pesquisa articulando a dança moderna e a capoeira. Ora mantendo suas propriedades, ora justapondo-as ou, ainda, indicando padrões cinéticos híbridos, buscam novas gramáticas de movimentos. O jogo, motivo primordial presente na
capoeira, é tratado como tema poético-investigativo desde o nascimento do movimento, sua repetição e transformação nas relações com o outro, outro-corpo, outra-dança, outra-mesa, outro banco. O jogo é também estratégia para compor situações inesperadas de encontros e desencontros, acordos e desacordos, tensões e oscilações. “7 e a mesa” estreou em 2003 no CCSP.

Ficha técnica:
grupo: Cia. Danças
concepção, direção e coreografia: Claudia de Souza
elenco: Anabel Andrés, Claudia de Souza, Cristiana de Souza, Janaína Castro,
Junior Gonçalves, Ítalo Ramos e Kleber dos Santos
assistência: Cristiana de Souza
edição de trilha sonora: Gustavo Barbosa Lima
criação de luz: Ari Buccioni
figurino: Cia. Danças
cenografia: Ana Luisa Santoro
produção e administração: Yara Leite e Adriana Amorim
(60 min, 12 anos)

PARES – 1999
13 a 16 de dezembro
quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h
“Pares” busca explorar o rico universo das danças casais. Não as ditas danças de salão de um modo geral, mas, sobretudo, aquelas danças pares, relativas a ritmos e festas das diversas regiões do país como o samba de gafieira, o baião, o xote e outras, dentro do contexto urbano. Dessa dinâmica emerge uma informação fundamental do modo como se desenvolveu o relacionamento afetivo na nossa cultura: a expressão através do contato do toque.

Pares foi montado em 1999 com o apoio Secretaria do Estado da Cultura através da atuação da coreógrafa no projeto de coreógrafa – residente da Oficina Cultural Oswald de Andrade. Sua estréia se deu em Junho/99 no Centro Cultural São Paulo, no evento Semanas de Dança, cumprindo uma temporada de
três semanas.

Ficha técnica:
grupo: Cia Danças
direção: Roberto Lage
concepção: Claudia de Souza e Roberto Lage
coreografia: Claudia de Souza
elenco: Anabel Andrés, Claudia de Souza, Cristiana de Souza, Janaína Castro,
Junior Gonçalves, Ítalo Ramos, Kleber dos Santos e Reinaldo Soares
pesquisa e textos: Anabel Andrés e Cláudia de Souza
projeto de iluminação: Ari Nagô
cenografia: Luiz Trigo
produção de trilha sonora: estúdio Veio Musical
(60min, 12 anos)

SERVIÇO:
Galeria Olido
Av. São João, 473 – Centro
Informações ao público: 3331.8399
Sala Paissandu (136 lugares)

7 e a mesa – 06 a 09/12
Pares – 13 a 16/12
60 min., 12 anos
quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h
ingresso: entrada franca
bilheteria abre uma hora antes do espetáculo

Projeto Adoniran Oito e Meia: Demônios da Garoa fecha a programação 2007

O Projeto Adoniran encerra a programação de 2007 com a apresentação de um grupo que pode ser considerado como o retrato mais claro da poesia cotidiana de São Paulo, o Demônios da Garoa, que, há mais de 60 anos, canta com bom humor as dores e as alegrias dessa metrópole. O show acontece no dia 12 de dezembro, quarta-feira, no Auditório Simon Bolívar, do Memorial da América Latina, às 20h30.

Formado, atualmente, por Sérgio Rosa (pandeiro e afochê), Roberto Barbosa (cavaquinho), Sydney C. Thomazzi (violão de 6 cordas), Izael Caldeira da Silva (timba) e Ricardo C. Rosa (percussão), os Demônios da Garoa – imortalizados na história da música popular brasileira – interpretam como ninguém os sucessos de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Zé Kéti e Frank Sinatra, sem falar nas inesquecíveis canções de Adoniran Barbosa como “Trem das Onze”, “Saudosa Maloca”, “Samba do Arnesto” e muitas ouras.

Não se pode falar de Demônios da Garoa sem lembrar de Adoniran Barbosa e vice-versa. Os Demônios sempre tiveram um estilo próprio com um linguajar próprio dos bairros populares e uma grande identificação com os sambas de Adoniran. Pode-se afirmar com tranqüilidade que Adoniran Barbosa tinha os Demônios em mente quando compunha, assim como eles foram os grandes responsáveis pela divulgação do compositor. Vale lembrar também as canções “Samba do Arnesto”, “Malvina”, “Iracema”, “Joga a Chave” e “Samba Italiano”.

Diante dessa história, gerada pela música popular e pela amizade entre um grupo musical e um compositor, o Projeto Adoniran não poderia fechar o ano, senão com a apresentação dos Demônios da Garoa – grupo que, há 64 anos, melhor representa a cidade de São Paulo, interpretando canções de seu mais ilustre compositor, Adoniran Barbosa.

Projeto Adoniran / Oito e Meia
Show: Demônios da Garoa
Integrantes: Sérgio Rosa (pandeiro e afochê), Roberto Barbosa (cavaquinho), Sydney C. Thomazzi (violão de 6 cordas), Izael Caldeira da Silva (timba) e Ricardo C. Rosa (percussão).
Dia 12 de dezembro – quarta-feira – às 20h30
Memorial da América Latina – Auditório Simon Bolívar
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda/SP Tel: (11) 3823-4600
Ingressos: R$ 10,00 (meia-entrada: R$ 5,00) – Duração: 1 hora – Censura: Livre
Capacidade: 800 lugares – Não faz reservas – Bilheteria: 1 dia antes (14h às 19h) e no dia do show (a partir das 14h) – Ar condicionado. Acesso universal
Estacionamento: R$ 12,00. Possui lanchonete.
Realização: Fundação Memorial da América Latina

Descondicionamento do Olhar

Workshop de linguagem visual e criatividade, com Cláudio Feijó. Dias 08 e 09 de dezembro

Esse workshop foi desenvolvido a partir de uma experiência com o ensino de fotografia na Imagem-Ação ao longo de anos e consiste em uma série de vivências e exercícios visando estimular outros olhares isentos da contaminação de modelos existentes.

Os exercícios trabalharão, como estrutura básica do workshop, os seguintes itens: os canais de percepção, a transformação da expressão nas diferentes linguagens, a formação de conceitos, o pré-conceito e a intuição, a conceituação e a percepção, os estados emocionais e as distâncias, a leitura de símbolos e signos, a leitura não verbal, o ritmo e o tempo psicológico, a síntese, a ocupação do espaço, a composição e o equilíbrio etc.

Cláudio Feijó é diretor e professor da Escola Imagem-Ação desde 1972 e ministra Descondicionamento do Olhar há 15 anos para estudantes ou profissionais das áreas de fotografia, cinema, artes plásticas, arquitetura e a todas as pessoas que utilizam o Olhar como ferramenta de trabalho.

Para mais detalhes acesse o site www.olhar.com.br/workshop.htm

Data: dias 08 e 09 de dezembro
Horário: das 9h as 18h nos dois dias.
Preço: R$300,00 ( divididos em 3 vezes)
Local: Paço do Baobá – Butantã SP/SP
(próximo à Cidade Universitária)

Para inscrições e mais informações mande uma mensagem para info@fotoforma.com.br ou adriana.ribas@olhar.com.br ou ligue 11- 8667-4710 das 9h as 13h e 11-5575-2917, das 14 às 17:30 horas e fale com Adriana.

Pierre Bastien no SESC Pompéia

O músico francês Pierre Bastien se apresentará na unidade Pompéia. É conhecido por construir arranjos com suas máquinas musicais, peças dotadas de mecanismos eletromotores que permitem seu funcionamento autônomo, que formam uma orquestra com ritmos e melodias únicos, base para seus solos e improvisos. O músico traduz com perfeição a idéia de “banda de um homem só”.

Pierre Bastien
O francês Pierre Bastien nasceu em 1953, é pós-graduado em literatura francesa do Século XVIII na Universidade de Sorbonne em Paris. Em 1977 ele construiu sua primeira maquina de musica. Durante os anos seguintes compôs para grupos de dança e tocou com Pascal Comelade. Neste meio tempo, foi desenvolvendo constantemente sua orquestra mecânica. Desde 1987 concentrou-se em apresentar-se em performances solo, produzir instalações, gravar e em colaborações com artistas como o vídeo artista Pierrick Sorin, o cantor e compositor Robert Wyatt e o fashion designer Issey Miyake.

SESC POMPÉIA
Teatro
Período: 01/12, às 21h, e 02/12, domingo, às 18h.
Ingressos R$16,00, R$ 8,00, R$ 4,00
760 lugares

Mostra SESC de Artes
Desde 13 de novembro, o SESC SÃO PAULO realiza a MOSTRA SESC DE ARTES, com o tema CIRCULAÇÕES, que este ano visa oferecer ao público a oportunidade de vivenciar experiências artísticas a partir de suas concepções e desenvolvimentos e não apenas de seu resultado final. O eixo curatorial da temporada se norteia pela exibição de obras selecionadas em função das particularidades de seus processos de criação e o diálogo que esses trabalhos podem estabelecer com os artistas e o público no espaço urbano. O processo de criação de grande parte das atrações será aberto ao público que, em muitos casos, também será co-autor das obras, deslocando seu olhar para o acompanhamento dos diferentes exercícios de criação artística.

Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem se apresenta no RJ

Na próxima sexta-feira (30/11), a OSB Jovem se apresenta na Sala Cecília Meireles encerrando as comemorações dos 10 anos de Música no Museu. O repertório homenageia o compositor brasileiro Cláudio Santoro, mas também apresentará obras de mestres como Mozart e Beethoven. A Orquestra será regida por Ricardo Rocha e terá como solista a flautista Roseli Ribeiro Moutinho. A apresentação começa às 20h e os ingressos serão vendidos a R$ 2,00.

Serviço:
Dia 30- sexta-feira- 20:00SALA CECILIA MEIRELES – Lgo. da Lapa, 47 – CentroCapacidade: 800 lugares.Músico: OSB Jovem.Regência: Ricardo RochaSolista: Roseli Ribeiro Moutinho, flauta.
PROGRAMA: Claudio Santoro, Mozart e Beethoven.
 

Ingressos: R$ 2,00
Informações: 2253-8645