Archive for abril \17\UTC 2008|Monthly archive page

24 horas de música na Cinemateca

Miles Davis, Wilson Simonal, Isaac Hayes, Wilson Pickett, The Who, Elton John, Tina Turner, The Sex Pistols, Burning Spear, Gregory Isaacs, The Beatles, Debbie Harry, Vincent Gallo, Arto Lindsay e os principais nomes do rap underground francês, paulistano e carioca estão entre os destaques da programação musical que a CINEMATECA BRASILEIRA preparou para a VIRADA CULTURAL 2008.

A maratona de 15 filmes inclui os clássicos Os reis do Iê-iê-iê (filme que documenta de maneira irreverente o surgimento da beatlemania) e Tommy (versão cinematográfica para o delírio psicodélico do The Who), documentários definitivos como Only the strong survive (sobre soul music) e O lixo e a fúria (sobre o punk inglês), filmes essenciais e quase nunca exibidos em São Paulo como Downtown 81 (um passeio pelo underground nova-iorquino com Jean Michel Basquiat) e Rockers (que reúne quase todas os principais nomes do reggae jamaicano) e raridades do acervo da Cinemateca Brasileira como as comédias É Simonal (longa-metragem dirigido por Domingos de Oliveira e estrelado pelo cantor Wilson Simonal) e Um samurai em Copacabana (sobre a passagem do cantor de surf music japonês Yuzo Kayama pelo Rio de Janeiro).

No domingo, às 15h30, a maratona se encerra com a primeira exibição em São Paulo do documentário de longa-metragem L.A.P.A. (2007), produção totalmente independente – dirigida pela dupla Cavi Borges e Emílio Domingos – que conta como o tradicional bairro boêmio do Rio de Janeiro, reduto de sambistas no início do século passado, também serviu como ponto de encontro para rappers, DJ’s, grafiteiros e b-boys a partir dos anos 1990.

ENTRADA FRANCA

SALA CINEMATECA / BNDES

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próxima ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)

http://www.cinemateca.gov.br

A dor é kitsch

A artista Anita Hirschbruch apresenta obras inspiradas em versos do carioca Paulo Henriques Britto, que estará presente no evento

O Estúdio Risco promove no dia 18/4 a abertura da mostra A dor é kitsch, de Anita Hirschbruch. A artista, após algumas exposições com fotografias em P&B associando texto e imagens, resolveu se arriscar no complexo universo da cor. As obras são colagens de fotos e objetos acompanhadas por trechos de poemas do escritor carioca Paulo Henriques Britto, que estará presente no evento. A idéia foi criar um scrapbook, mesclando diversos elementos que dialogam com as citações.

Anita explora a dor de amor, provocando estranhamento ao vincular imagens de cores saturadas, carregadas de ícones kitsch como flores, gatinhos, partes do corpo e copos vazios a versos contundentes e por vezes até agressivos, extraídos dos textos de Paulo H. Britto.  O exagero causa sensação de crítica de si mesmo, quando associado a poemas que, apesar de versarem sobre as dores do amor, são contidos e elaborados. As composições de Anita propõem uma reflexão sobre nossa recusa ao kitsch e sobre nosso próprio lado excessivo. Questiona: afinal, é possível que a dor de amor não seja kitsch, mesmo quando tenta desesperadamente não sê-lo?

Depois da exposição no Estúdio Risco, a artista irá expor outra versão de A dor é kitsch nas estações de metrô Vila Madalena, em julho, e Luz, em agosto.

Os mistérios da aclamada série Cléo & Levesque chegam ao Brasil em formato de livro de bolso

Editora Melhoramentos lança seis histórias da série de mistérios juvenil Cléo & Levesque

Livros abordam relacionamentos entre jovens e seus familiares e amigos recheados de mistérios que a heroína da série Cléo e seu padrasto, o detetive Levesque, solucionarão

A Editora Melhoramentos traz ao Brasil histórias da série Cléo & Levesque, uma das mais premiadas do gênero policial para jovens, no formato pocket. A autora Norah McClintock, vencedora de cinco Prêmios “Arthur Ellis” para novelas policiais, mistura as tramas das histórias com alguns elementos da vida particular da heroína da série, Cléo, criando uma identificação entre os leitores juvenis e o cenário que os personagens vivem.

Cléo é enteada do detetive Levesque e adora ajudá-lo a desvendar os mistérios que rondam a cidade que eles moram, East Hastings, no Canadá. Ela tem uma meia-irmã e sua mãe está no terceiro casamento. A jovem consegue enfrentar os conflitos de sua vida pessoal dedicando-se ao máximo nos casos que aparecem para Levesque solucionar.

“A Editora Melhoramentos resolveu investir no lançamento de livros no formato pockets, conhecidos como livro de bolso, e achamos que a série Cléo & Leveque seria uma excelente oportunidade de levar as premiadas histórias de mistérios para o público juvenil”, afirma Breno Lerner, diretor – geral da Editora Melhoramentos

O leitor acompanhará a trajetória desta jovem detetive nas seguintes histórias: À Beira do Abismo, Brincando com o Perigo, Morta de Medo, Alta Traição, Sem Saída e Sem Vestígio. Na primeira história, Cléo investigará o mistério que envolve a morte de Peter. O garoto caiu do Mirante MacAdam acidentalmente? Peter não tinha amigos e a jovem detetive precisará da ajuda de seu padrasto para resolver o enigma.

No livro Brincando com o Perigo, Cléo percebe que foi vítima de uma armação. Além de seu professor acusá-la de colar na prova, ela também se vê sob suspeita de ter arrombado o carro dele. Em sua busca pela verdade, a jovem se depara com um rastro de sangue e se envolve em uma trama ainda mais sinistra.

Em Morta de Medo, Cléo se sente culpada pela morte de Tessa. A jovem foi procurar o detetive Levesque dois dias antes de sua morte e como ele não estava em casa, ninguém pôde salvá-la. Agora, Cléo não desistirá até encontrar o culpado.

Na história de Alta Traição, Cléo quer provar a Levesque que Jonas não é um assassino e vai atrás de todas as provas para inocentá-lo. Mas, quanto mais perto ela chega de desvendar o que aconteceu no dia em que a mãe do garoto foi assassinada, mais se aproxima do perigo.

No livro Sem Saída, a jovem detetive está disposta a dar uma segunda chance a Caleb Darke, recém libertado da prisão, mas ninguém o quer de volta a cidade. Cléo decide provar que Caleb foi preso injustamente. Será que ela conseguirá?

Na última obra, Sem Vestígio, Cléo encontra um cadáver de um homem e David Mitchell é o principal suspeito. Porém, as provas contra David, um homem que sempre defendeu as terras pertencentes aos índios, não convenceram a jovem que investigará melhor o caso. O problema é que não há nenhuma evidência que aponte para qualquer outro culpado. Nem um vestígio sequer…

Sobre a autora

Norah McClintock é uma das melhores escritoras da atualidade no gênero policial para jovens. É muito difícil deixar um livro seu de lado, sem saber como se soluciona o mistério. A autora é cinco vezes vencedora do Prêmio Arthur Ellis do Canadá, para melhor novela de mistérios juvenil. Basta ler um de seus romances para descobrir o motivo. Embora Norah seja editora free-lance, ainda encontra tempo para escrever pelo menos uma novela por ano. Vive com sua família em Toronto, Canadá.

Kafka em HQ

Um dos mais importantes escritores do século XX volta a ganhar vida nas mãos do quadrinista Peter Kuper. Desista! reúne nove histórias assinadas pelo tcheco Franz Kafka.

São fábulas curtas em que estão presentes todo o absurdo, a dúvida, o vazio e a solidão que se tornaram marcas registradas da obra de Kafka. Mais que uma adaptação literal, Kuper fez uma interpretação da visão de mundo kafkiana, fragmentada e desesperada, e seu traço expressionista (lembrando a xilogravira) realça o tom sombrio e o humor negro das histórias.

A arte de Kuper leva o leitor a uma imersão angustiante na obra de Kafka, tornando seus pesadelos claustrofóbicos em realidade, dando rosto e voz a seus personagens torturados. Os contos de Desista!, todos curtos e de poucos parágrafos, são carregados das imagens desesperadas que se esperam encontrar em um conto do escritor. E Kuper consegue recriar equivalentes visuais das histórias ao mesmo tempo em que evita a armadilha da adaptação literal. O Kafka de Kuper é fiel, mas possui brilho próprio. E seu traço áspero e estilo expressionista dão vida nova aos atormentados personagens arquetípicos de Kafka, como o assassino e sua vítima, em “Um fratricídio”, ou o marinheiro desorientado de “O timoneiro”.

Kuper, como diz Jules Feiffer na introdução, faz “uma série de riffs, improvisações visuais sobre breves manifestações do velho mestre”. O resultado é uma obra ousada, que une o isolamento angustiado de Franz Kafka com a arte ruidosa e estridente de Peter Kuper.

Os Autores:

Franz Kafka nasceu em Praga, em 1883. Se formou em direito e trabalhou durante catorze anos em uma empresa semi-estatal de seguros. Embora a escrita fosse seu único interesse, ela nunca serviu para pagar as contas. Publicou poucas de suas histórias em vida, antes de morrer de tuberculose aos 40 anos, em 1924. Max Brod, grande amigo de Kafka, ignorou o pedido para que os manuscritos fossem queimados após sua morte, e começou a editar e publicar o trabalho no mesmo ano em que ele morreu.

Peter Kuper nasceu em Cleveland, nos EUA, em 1958. Tornou-se conhecido ao assumir a série Spy vs. Spy na revista Mad após a aposentadoria do criador dos personagens, o cubano Antonio Prohías. Kuper é autor de várias obras de quadrinhos, incluindo uma adaptação de A Metamorfose, de Franz Kafka. Suas ilustrações aparecem regularmente no Times, no New York Times e na Business Week. Desde 2006 está morando com a mulher e a filha em Oaxaca, no México, para documentar a situação política local.

Teatro da Vertigem volta a atacar em SP

De 12 a 15 de abril os três grupos ocuparão a passagem subterrânea entre o Viaduto do Chá e a Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo. Espaço está fechado há cerca de 10 anos.

A partir de um texto filosófico de G. Deleuze – O Esgotado – e aliando a isso a perspectiva de investigação do universo interpretativo, o grupo Teatro da Vertigem se apropria da criação a partir da “experiência” do corpo do ator e do estudo sobre os conceitos da performance e estréia dia 12 de abril a intervenção cênica “A Última Palavra é a Penúltima”. O local para a encenação será a passagem subterrânea entre o Viaduto do Chá e a Praça ramos de Azevedo, no centro, em S.Paulo. A ocupação espacial e o confronto das inquietações artísticas dessas três companhias poderão ser vistas de 12 a 15 de abril de 2008 e em seguida no dia 26, na Virada Cultural.

Esse novo trabalho se propõe à criação de um intercâmbio cultural ao convidar para uma criação e direção colaborativa as companhias Zikzira (Belo Horizonte – MG / Londres – Inglaterra) e o grupo LOT (Lima – Peru). Interessadas na exploração do espaço público, as três companhias têm em suas trajetórias pesquisas que relacionam o teatro com a dança, artes plásticas e cinema (no caso da ZikZira, de BH) e intervenções em espaços urbanos (Vertigem, de SP e LOT, do Peru).
de G. Deleuze.

Dias:
12 a 15 de abril, às 19h e 21h e
Dia 26 de abril na Virada Cultural, às 19h e 21h
Local: Passagem Subterrânea Viaduto do Chá X Praça Ramos de Azevedo.
Lotação: 100 pessoas
Ingresso: Entrada Franca – Retirar ingressos no local uma hora antes
Fone: 11 3255 2713
Site:
www.teatrodavertigem.com.br

Nárnia em videogame

Disney Interactive Studios anuncia os detalhes do jogo As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian, da Disney/Walden Media

Todos os que desejam visitar Nárnia não precisam mais esperar: em breve, os velhos protagonistas retornarão à terra mágica 1.300 anos depois e um novo herói deve surgir. A Disney Interactive Studios anunciou que o jogo As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian, da Disney/Walden Media, chegará às lojas do Brasil a tempo de acompanhar a estréia do filme, em 30 de maio de 2008.

As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian será lançado para Xbox 360® da Microsoft, PLAYSTATION®3, Wii, PlayStation®2, Nintendo DS™ e PCs com Windows.

Desenvolvido pela Traveller’s Tales, As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian para consoles e PCs com Windows leva os jogadores de volta a Nárnia, com um capítulo inédito tanto para o livro quanto para o filme.  Esta fase, situada entre os eventos de “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” e “Príncipe Caspian”, acontece no castelo de Cair Paravel e conta como Nárnia sucumbiu às hordas de telmarinos.  Em “Príncipe Caspian”, Cair Paravel é visto apenas como ruínas abandonadas que os irmãos Pevensie descobrem centenas de anos depois.

Este jogo de ação/aventura oferece diversão para um ou dois jogadores no mesmo sistema, com o recurso de entrada e saída a qualquer momento. Dessa forma, cada jogador pode iniciar sua participação ou deixar a partida sem atrapalhar o outro.  Incluindo combates, exploração e enigmas que vão além do filme, o jogo As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian é o complemento ideal para a experiência nos cinemas.  É possível assumir o papel de até 20 personagens, inclusive como o Príncipe Caspian.  O jogo As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian é a continuação de As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa para consoles, que recebeu o prestigiado prêmio “Editor’s Choice” da IGN.com.

“As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian oferece uma aventura épica e experiências inesquecíveis, pois leva os jogadores aos lugares de Nárnia retratados no segundo filme”, diz Craig Relyea, vice-presidente sênior de marketing global da Disney Interactive Studios.  “Os fãs dos filmes e dos livros vão reviver toda a emoção, as batalhas e os personagens incríveis da história, e serão transportados a eventos que vão além do roteiro do filme”.

O desenvolvimento de Príncipe Caspian para Nintendo DS é responsabilidade do Fall Line Studio, o estúdio da Disney Interactive Studios exclusivo para a plataforma da Nintendo.

Blues no Paddy’s Pub

O Paddy’s Pub recebe na próxima quarta-feira, 9 de Abril, para mais uma noite de sua ‘Quarta Blues’, Paulo Meyer, nos vocais e na gaita, à frente de sua banda The Burning Bush. E, ao final, músicos convidados sobem ao palco do Paddy’s para a tradicional jam session de todas as quartas, sempre comandada por Ricardo Côrte Real.

Vigorosa e estradeira – Ninguém fica parado quando o bluesman paulistano Paulo Meyer entra no palco e entoa os versos negros do blues com sua voz gutural, acompanhado da banda The Burning Bush, vigorosa e estradeira, na tradição do bom e velho estilo que despontou nas margens do Mississipi.
         Pioneiro do blues no Brasil, Meyer tocou com Nuno Mindelis em 1990, fundou a hoje lendária banda Expresso 2222 – que marcou época e influenciou toda uma geração de bluesmen paulistanos, abrindo o caminho para a formação de um circuito que inclui festivais e eventos especiais Brasil afora.
O PROJETO “QUARTA
BLUES” DO PADDY’S PUB

O palco do Paddy’s Pub é hoje espaço privilegiado em São Paulo para o blues. O projeto ‘Quarta Blues’ apresenta, sempre nas noites de quarta-feira, shows com nossos melhores músicos do gênero.
        O projeto tem três grupos “residentes” – Dadá Cyrino & Youngster’s Blues, Paulo Meyer & The Burning Bush e Ricardo Côrte Real & Banda Côrte Legal. Os três grupos se apresentam alternadamente, a cada semana, uma vez por mês. Nas outras quarta-feiras do mês, os shows são de bandas convidadas.
        E sempre, sempre!, os shows são seguidos de incríveis jam sessions, comandadas por Ricardo Côrte Real (o “síndico da casa do blues”) e das quais têm participado músicos como Luís Carlini, João ‘Mottinha’, Baby Labarba, Roberto Terremoto e Júnior “Allright” Moreno, entre tantos outros.
        A programação das três próximas quarta-feiras de Abril:

    * dia 16 – O guitarrista Norba Zamboni
    * dia 23 – Dadá Cyrino & Youngster’s Blues
    * dia 30 – Ricardo Côrte Real & Banda Côrte Legal

        E também tem futebol!
        Para aqueles que, além de blues, curtem também o nosso nobre esporte bretão, no Paddy’s Pub as noites de quarta começam sempre com futebol no telão do lounge…
        No show palco do Paddy’s Pub, Paulo Meyer and The Burning Bush mostram o repertório de seus cinco CDs, incluindo composições escritas pelo band-leader – blues com refrões eletrizantes! –, clássicos de lendas do blues como Jimmy Reed, Sonny Boy Williamson, B.B. King, T-Bone Walker, e ainda clássicos do rock dos anos 60 e 70, de músicos como Bob Dylan, Beatles, Rolling Stones, Doors e Creedence, entre outros.
        Na estrada desde 1994, a banda The Burning Bush é formada por Paulo Meyer, vocal e gaita; Mateus Schanoski, teclados; Caio Góes, baixo; Paulo Resende, bateria; e Alexandre Spiga, guitarra.

Serviço – O Paddy’s Pub, a balada mais falada e freqüentada da Zona Norte, fica na avenida Luís Dumont Villares 655, Santana, tel. 2977-9226.
       Aberto de quarta a sábado, das 19 horas até o último cliente.
       Os shows da Quarta Blues começam por volta das 22h30 e só terminam ao final da jam session.
       Entrada R$ 10,00 a R$ 15,00 (mulheres) e R$ 15,00 a R$ 20,00 (homens). Mulher é Vip até 24h.
       Aceita todos os cartões de débito e os cartões de crédito Diners, Mastercard e Visa.
       Estacionamento com manobrista (R$ 10,00).
       Na internet: www.paddyspub.com.br.