A dor é kitsch

A artista Anita Hirschbruch apresenta obras inspiradas em versos do carioca Paulo Henriques Britto, que estará presente no evento

O Estúdio Risco promove no dia 18/4 a abertura da mostra A dor é kitsch, de Anita Hirschbruch. A artista, após algumas exposições com fotografias em P&B associando texto e imagens, resolveu se arriscar no complexo universo da cor. As obras são colagens de fotos e objetos acompanhadas por trechos de poemas do escritor carioca Paulo Henriques Britto, que estará presente no evento. A idéia foi criar um scrapbook, mesclando diversos elementos que dialogam com as citações.

Anita explora a dor de amor, provocando estranhamento ao vincular imagens de cores saturadas, carregadas de ícones kitsch como flores, gatinhos, partes do corpo e copos vazios a versos contundentes e por vezes até agressivos, extraídos dos textos de Paulo H. Britto.  O exagero causa sensação de crítica de si mesmo, quando associado a poemas que, apesar de versarem sobre as dores do amor, são contidos e elaborados. As composições de Anita propõem uma reflexão sobre nossa recusa ao kitsch e sobre nosso próprio lado excessivo. Questiona: afinal, é possível que a dor de amor não seja kitsch, mesmo quando tenta desesperadamente não sê-lo?

Depois da exposição no Estúdio Risco, a artista irá expor outra versão de A dor é kitsch nas estações de metrô Vila Madalena, em julho, e Luz, em agosto.

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