Deus existe?

Em A parte divina do cérebro, o filósofo Matthew Alper descreve, de maneira sistemática, de que forma a crença no divino atua como mecanismo de sobrevivência da Humanidade. Segundo ele, todo ser humano herda, a cada geração, uma estrutura evolutiva que lhe permite lidar com o seu maior medo: a morte. O trabalho de Alper recebeu elogios de importantes cientistas americanos, entre eles E. O. Wilson, professor de Harvard e vencedor de dois prêmios Pulitzer; E. Fuller Torry, a quem o Washington Post qualificou de “o psiquiatra mais famoso dos Estados Unidos”, e Arnold Sadwin (ex-chefe de neuropsiquiatria da Universidade da Pensilvânia). A parte divina do cérebro sai da gráfica da Editora BestSeller no final de agosto.

A parte divina do cérebro
(The “GOD” part of the brain)
Matthew Alper
Tradução: Vera Martins
Editora BestSeller
Formato:15,7 X 23 cm
308 páginas
Preço: R$ 29,90

ISBN: 978-85-7684-284-2

A maioria das pessoas se preocupa em saber se Deus existe e como ele é. Matthew Alper propõe, em A parte divina do cérebro, um questionamento revolucionário: Por que Deus existe? A conclusão é inusitada e polêmica. Com uma lógica impecável, o autor demonstra que a espiritualidade nada mais é do que um recurso evolutivo que permitiu à espécie humana lidar com seu maior medo: a morte.

Alper utiliza uma extensa pesquisa e parte do princípio da teoria evolucionista para explicar como nosso cérebro criou o conceito de poder superior para processar o medo causado pelo conhecimento de que a morte é inevitável.

A parte divina do cérebro foi publicado de forma independente em 1996 e recebeu elogios de grandes nomes da ciência: “Excelente leitura.” – E. O. Wilson, professor de Harvard e vencedor de dois Pulitzer.

Matthew Alper é formado em Filosofia. Trabalhou nas mais variadas áreas profissionais, de eletricista, na Inglaterra, a roteirista, na Alemanha. A parte divina do cérebro é seu primeiro livro.

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2 comments so far

  1. Carlos Lemes on

    Olá,

    Matthew justifica a necessidade da divindade para a consolação por conta de acontecimentos futuros.
    Porém a maior prova racional de uma primeira entidade – dada por Aristóteles – é através da necessidade de um primeiro movimento que em sí contesse toda a Potência em Ato.

    Portanto existe uma contradição ao menos razoavel entre Matthew e Aristóteles e por autoridade filosófica eu fico com o Areopágita

    Um Abraço.
    Carlos Lemes

  2. Gabriel on

    Caro Carlos Lemes,

    Não seria um tanto quanto pretensioso confrontar Matthew e Aristóteles? Para que tentar essa pirueta intelectual?
    O que seria para você ” a primeira entidade” definida por Aristóteles? Seria algum deus? O que será que Aristóteles queria dizer com esse termo? Em que isso refutaria o pensamento de Matthew?

    Aristóteles e Metthew estão falando em contextos diferentes, épocas diferentes sobre coisas diferentes, para públicos diferentes.Não se trata de aceitar os argumentos pela sua “autoridade” (seja ela religiosa, filosófica ou científica) e sim de investigações e evidências oriundas do campo específico das ciências cognitivas e da neuropsiquiatria.

    Para chegar ao mesmo argumento que evoca uma “autoridade” e uma primeira entidade detentora de toda “Potência em Ato” o senhor poderia muito bem ter citado qualquer mito de criação evocado por qualquer profeta de qualquer religião, ainda assim, a estrutura do seu texto e seu argumento ficariam praticamente os mesmos.

    Colocar um conceito de Aristóteles fora de contexto apenas adicionou um colorido pseudo-racional ao seu comentário.

    Não estou dizendo que não se pode chegar a alguns conceitos fabulosos através do pensamento puro, como fez Schopenhauer por exemplo, que influenciou Freud, antecipou a lógica evolucionista encontrada em Darwin e influênciou muitos intelectuais no âmbito das representações. Na minha opinião, o pensamento puro deve caminhar junto com as evidências, bem como, é simetricamente valioso que a pesquisa empírica esteja ao lado da criatividade e da reflexão filosófica.


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