Verus Poética lança O visível e o invisível, de Severino Antônio

Livro convida o leitor a reescrever a vida por meio de uma travessia poética

Lançado pela Verus Editora, O visível e o invisível: alguma poesia é a reunião de três livros de Severino Antônio: A redescoberta do sagrado, O reencantamento do mundo e A matéria amada, trabalho que consolida mais de trinta anos de dedicação do autor.

“Há três décadas, procuro fazer uma experiência poética de recuperação da esperança, de reconstrução da utopia: o que ainda quase não existe, mas precisa existir”, afirma o autor, que acredita na convivência poética como educação dos sentidos – da percepção e dos sentimentos, da imaginação e da racionalidade.

Com um ritmo suave, carregado de silêncio, que ecoa por todos os lados, o livro sensibiliza o leitor para a necessidade de recriar a realidade caótica em que vivemos. Os poemas falam por si só, com voz própria. Escutar O visível e o invisível é como dançar a melodia da vida, de maneira tão marcante que o livro instiga o leitor a redesenhar seus passos existenciais.

Severino Antônio propõe que o universo seja tratado como um grande poema, e cabe ao leitor utilizar tal experimento para redescobrir a sua essência, reinventando um novo modo de viver a vida. Como ele mesmo diz, a poesia é uma necessidade vital.

Entre seus admiradores, estão os professores Carlos Rodrigues Brandão e Emília Amaral, seus amigos e companheiros de jornada. Ambos descrevem o livro com muito entusiasmo: “Essa poesia canta, entre amores vividos e sonhados, entre o que foi perdido, o que poderia ter sido e o que teima em existir, a gesta de um futuro que precisamos ‘pegar à unha’, com asas nas pontas dos dedos”, afirma Emília. Para Brandão, “Severino é um homem raro. Ele diz como quem tira as palavras-água do claro-escuro de um poço fundo. Ele fala como se criar uma frase fosse como escrever um poema”.

Os poemas do livro

Os poemas que compõem O visível e o invisível são filosóficos, lírico-reflexivos e, ao mesmo tempo, cotidianos e cósmicos. Escritos de modo constelar, contínuo-descontínuo, como se fossem poemas feitos de poemas.

Cada poema desperta secretos poderes de comunhão e inconformismo, que os leitores às vezes pressentem. Cada página do livro é constituída com a mais rigorosa das lógicas. Cada imagem, cada ritmo, cada emoção, cada idéia – tudo está indissociavelmente interligado a tudo e aos silêncios, aos vazios e também ao mistério do além do dizível, o que sopra como quer.

Não são poemas de decomposição da linguagem, em nenhum de seus campos: nem na dimensão sonora, nem na morfológica e sintática, menos ainda na questão semântica. Ao contrário, é uma poética de recriação de sentido, uma poética de religação, desde a materialidade primeira, da sonoridade de cada palavra, até as constelações de imagens e idéias, as tessituras de símbolos e suas paixões medidas.

Severino Antônio

Quem já estudou com Severino Antônio jamais esquece. Além de ser unanimidade entre os alunos, é um daqueles professores que marca a vida dos estudantes. Foi citado inclusive pelo Ministro da Educação no Programa do Jô Soares.

Severino participou do nascimento do Colégio Anglo-Campinas como professor, onde trabalhou por 18 anos. Há mais de dez anos trabalha no UNISAL-Americana, especialmente no Mestrado em Educação Sócio-comunitária. Foi por duas vezes professor convidado do curso de pós-graduação sobre sexualidade humana, realizada pela UNICAMP por meio da na Faculdade de Educação e Faculdade de Ciências Médicas.

Severino Antônio por ele mesmo

Em uma festa de Cosme e Damião, fui apresentado como “um irmão que se afastou de Deus pela razão, e agora se reaproxima de Deus pela razão”. Para mim, a poesia também é a procura dessa religação com o sagrado, com os outros e com a vida, a Terra, o cosmos.

Cursei letras e, mais tarde, o doutorado em educação. Trabalho com ensino de redação e leitura, literatura, filosofia. Tenho ministrado palestras e cursos, em muitos lugares do Brasil, sobre como desenvolver a capacidade de criação – no escrever, no ler, no pensar.

Alguns livros publicados: Escrever é desvendar o mundo (Papirus); A menina que aprendeu a ler nas lápides (Biscalchin Editor); Educação e transdisciplinaridade (Lucerna); A utopia da palavra (Lucerna); Novas palavras, com Emília Amaral e outros (FTD).

O visível e o invisível, poesia alguma
Severino Antônio
ISBN: 978-85-037-2
169 páginas
Preço sugerido: 32,90

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1 comment so far

  1. Fábio José on

    Li o livro e me encantei com ele!
    Uma literatura nova, um autor com alma e sangue também. O terei ao lado daqueles escritores que considero sagrado: Adélia Prado, Teresa D’ Ávila, Manuel de Barros, Kafka. Alguns amigos meus foram alunos do Severino, razão pela qual o conhecia somente de nome. Ele sempre foi para mim uma espécie de mito, tamanho eram os comentários sobre suas aulas de literatura…agora, mais do que nunca, continuará sendo! Severino, a você todo honra e toda glória! amém!

    P.S. “algo” é minha poesia preferida.


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