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Galeria Baró Cruz traz a São Paulo o premiado artista cubano Wilfredo Prieto

Ganhador do Cartier Award 2008 da Frieze Art Fair, artista ocupa toda a galeria com as instalações “Mute” e a inédita “Termo Médio” em sua primeira mostra individual no Brasil. Abertura no sábado, dia 8 de novembro, das 11 às 16 horas.

A Galeria Baró Cruz inaugura no sábado, dia 8 de novembro a mostra “Termo Médio” do renomado artista cubano Wilfredo Prieto, apresentando duas instalações de grandes dimensões. São elas “Mute”, realizada anteriormente no Canadá e a inédita “Termo Médio”. A exposição fica em cartaz de 8 a 29 de novembro de 2008.

“Termo Médio”, primeiro projeto inédito de Wilfredo Prieto no Brasil, apresenta um espaço vazio e cheio ao mesmo tempo. A instalação de raro minimalismo anula a visualidade, a contemplação do objeto concreto para despertar o resto dos sentidos. O espaço do andar térreo da galeria está dividido em três salas contíguas, completamente vazias, separadas por franjas de PVC. A primeira delas está submetida a temperaturas baixas, quase intoleráveis, em seguida há outra em temperatura ambiente e, por fim, uma sala com ar demasiado quente. A temperatura é o único elemento que preenche o espaço, conotando a obra a partir de sua relação entre os opostos vazio e cheio, frio e calor.

Para a também cubana Direlia Lazo, em texto de apresentação da exposição, “Sem se pretender política, a obra emana significados afins apresentando sua sala intermediária como uma zona de tolerância e de concílio entre situações extremas de calor e frio. A obra busca conferir significado a este espaço como um trajeto de aparente imunidade, desdobrando sua eloqüência em circunstâncias e contextos diferenciados”.

A eloqüência do gesto e a aparente neutralidade da ação definem a visualidade de Wilfredo Prieto. Seu trabalho é desigual em escalas e contextos, agudo e crítico em seus fundamentos e aborda os conflitos da contemporaneidade, aludindo às significações contextuais e ampliando seu alcance a preocupações filosóficas e mesmo globais, segundo a crítica cubana.

“Termo Médio” se manifesta como uma experiência que somente o espectador que percorrer os três espaços pode vivenciar. O público perceberá o silogismo, fazendo sua entrada por um extremo ou outro da obra, habitando cada espaço polarizado e de intercâmbio. A disposição dos espaços e o clima manipularão a visita do visitante orientando-o sensorialmente para um ou para outro.

A instalação “Mute” (Mudo, em inglês), por outro lado, versa sobre os contrastes e contradições de um dado espaço através do uso de iluminação típica de discotecas em uma sala totalmente escura, porém sem som algum, criando uma espécie de desorientação por parte do espectador que adentra a obra, instalada no primeiro andar da galeria. Segundo a crítica Ingrid Mayrhofer, em catálogo crítico sobre a obra, “aspectos de perda simbólica e disfunção sistemática desenvolvem-se à medida que o visitante contempla a obra, criando um espaço heurístico entre o objeto e a ação”.

Para Wilfredo, “o espectador pode ver o movimento das luzes e sentir a ausência contraditória da música, sentindo a dupla reação do contraste entre o que é esperado desse ambiente e o que ele de fato vivencia nele”.  Ao final da visita à obra, segundo o artista, o que se sente é uma sensação de vácuo e falso brilho, uma espécie de glamour incompleto.

Cartier Award 2008 e Frieze Art Fair

Wilfredo Prieto foi anunciado o ganhador do Cartier Award 2008 da Frieze Art Fair, a renomada feira de arte contemporânea londrina, em maio deste ano. Com a premiação, o artista apresentou uma enorme instalação durante a o evento realizado entre os dias 14 e 18 deste mês, onde um tapete vermelho passava por toda a extensão do pavilhão até terminar numa haste de bandeira, localizada do lado de fora do edifício, conectando o universo da feira à área externa do Regent’s Park. Selecionado entre mais de 400 candidatos do mundo todo, Wilfredo, nas palavras do curador dos projetos da Frieze Neville Wakefield “se destaca entre seus colegas por criar arte que levita o cotidiano com grande economia de recursos, conjugando temas esculturais e geopolíticos de forma provocativa e poética”.

Segundo o curador e crítico cubano Gerardo Mosquera, a obra do artista inscreve-se na antiga tradição de visualidade direta, que não carece de textos a serem lidos nem longos vídeos a assistir. Para Mosquera, o conjunto da obra do artista é marcado pela simplicidade, ativação de objetos do cotidiano, uso da arte como uma atividade dessacralizada e também por uma estética minimalista particular que está em sintonia com a expansão global dos circuitos artísticos. Para ele, em texto da corrente edição da revista de arte colombiana ArtNexus, “Wilfredo especializou-se em sintetizar as questões mais complexas com apenas um toque de luz”.

Wilfredo Prieto

Nasceu em 1978 em Sancti-Spíritus, Cuba e reside em Barcelona, Espanha. Graduou-se no Instituto Superior de Arte da Umiversidade de Havana em 2002. Já teve obras foi exibidas no SMAK (Ghent, Bélgica) em 2008, na 52ª Bienal de Veneza, no Museu do Louvre (Paris, França) assim como na VIII Bienal de Havana em 2006 e na Dia Art Foundation (Nova York, EUA) em 2003. Possui trabalhos na Daros Collection for Latinamerican Art (Zurique, Suíça) e na Verbund Samlung (Viena, Áustria).

Serviço:
Evento: “Termo Médio”, mostra individual com duas instalações do artista cubano Wilfredo Prieto
Abertura: sábado, dia 8 de novembro, das 11 às 16 horas
Período expositivo: de 10 a 29 de novembro de 2008
Local: Galeria Baró Cruz
Endereço: Rua Clodomiro Amazonas, 526, Itaim Bibi – São Paulo, SP
Telefone: (55 11) 3167 0830
Horários de funcionamento: de segunda a sexta, das 11 às 19 horas e aos sábados, das 11 às 16 horas
Entrada franca
Livre
Estacionamento: duas vagas gratuitas em frente à galeria
www.barocruz.com

Bono, líder do U2, ilustra o clássico da ópera Pedro e o Lobo

Para surpresa dos fãs do U2 e admiradores do Bono, militante de tantas causas sociais, o cantor irlandês revela mais um talento: o de ilustrador. Bono e suas filhas Eve e Jordan apresentam a versão em família para a célebre história Pedro e o Lobo.

As ilustrações foram baseadas na ópera do compositor russo Sergei Prokofiev. E fazem parte do projeto que arrecada fundos para o Irish Hospice Foundation, uma instituição sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento do tratamento de pacientes terminais.

O livro conta a história de Pedro, um garoto que mora com o avô em uma casa, que possui um lago no jardim ao lado de uma floresta, onde vivem animais como o pato, o lobo, o passarinho e a gata.

Além de pai e filhas, o livro traz Ali, a mulher do cantor, retratada como uma gata, e Robert Hewson, pai do cantor e inspiração para o surgimento deste livro, como o avô protetor de Pedro. Bono se auto-retrata como uma versão punk do menino Pedro. “Um garoto com cabeça de feijão… eu era realmente assim até os 13 anos”. Uma história que fala de autoconfiança e de como perder o medo de lobos.

A ópera foi composta pelo russo Sergei Prokofiev em 1936 especialmente para crianças. E cada personagem da história é representado por um instrumento diferente, cordas, fagote, flauta, oboé, clarinete, entre outros.

Título:
Pedro e o Lobo
Autor:
Bono, Eve e Jordan Hewson
Preço:
R$ 34,90
Formato:
14 cm x 21cm
Numero de páginas:
64
Editora:
Conrad

Carcass em São Paulo

Os fãs de rock pesado, especialmente os da vertente death metal, estão vibrando. O Carcass, uma das mais importantes e cultuadas bandas do gênero, vem pela primeira vez ao Brasil. O show será realizado no dia 9 de novembro no Santana Hall, em São Paulo, às 19 :30 h, e tem como promotora a Buda Produções, responsável pelo bem-sucedido Budafest e outros eventos de sucesso na seara roqueira, como a recente apresentação dos suecos do Millencolin. O show é imperdível também pelo fato de integrar a turnê de retorno do grupo, que estava longe dos palcos há mais de uma década.

Para quem pensa que Liverpool é apenas a terra dos Beatles e do Echo & The Bunnymen, vale lembrar que o Carcass tem como origem essa mítica cidade britânica. Os fundadores da banda foram o guitarrista Bill Steer e o baixista e vocalista Jeff Walker. O guitarrista Michael Amott entrou no time após o lançamento de seu segundo álbum.

De um início calcado no grindcore, estilo mais radical do heavy metal, com letras escatológicas e capas mostrando cadáveres em estado adiantado de putrefação, como pode ser conferido no CD Reek Of Putrefaction (1988) o Carcass tornou-se nos anos 90 uma das mais técnicas e consistentes formações dedicadas ao death metal. Necroticism – Descanting The Insalubrious (1991) e Heartwork (1993) são os discos que marcam essa fase áurea.

Infelizmente, o quarteto acabou saindo de cena na metade dos anos 90. Michael Amott seguiu adiante com outro grupo de sucesso, o Arch Enemy. Quando surgiu a idéia de uma turnê de retorno do Carcass, ele trouxe dessa banda o batera Daniel Erlandsson, que atualmente ocupa o posto deixado por Ken Owen, afetado por sérios problemas de saúde. A tour tem sido muito bem-sucedida, com apresentações pelos EUA e Europa, algumas em grandes festivais.

Serviço
Carcass – realização Buda Produções
Data: 09/11/2008 (domingo)- início do show: 19 :30 h
Local: Santana hall (Capacidade da Casa: 3.000 pessoas)
Endereço: Av. Cruzeiro do Sul, 2737 – Santana/SP (a um minuto do metrô Santana)-Informações: Fone: (11) 3628-0635 / 7878-6519 / http://www.fotolog.com/budaproducoes

Ingressos (valores referentes a meia-entrada): 1º Lote já esgotado; 2º Lote: Pista: R$ 70,00, Camarote Inferior R$ 100,00 (com open bar de cerveja), Camarote Superior: R$ 130,00 (com open bar de cerveja).
Vendas: http://www.ingressofacil.com.br  compras com cartões Visa e Mastercard.
Pontos de venda físicos: Horário de Funcionamento: Segunda à sábado, das 11hs às 17hs. Aos sábados o ponto de Santo André está aberto apenas das 10hs às 16hs.

Estádio do Pacaembu: Praça Charles Miller, S/Nº – Pacaembu
Estádio do Morumbi: Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1 – Morumbi
Estádio do Canindé: Rua Comendador Nestor Pereira, 33 – Canindé
Parque São Jorge: Rua São Jorge, 777 – Tatuapé
Bruno José Daniel: Rua 24 de Maio, S/Nº – Santo André
Ginásio do Ibirapuera: Rua Padre Manoel da Nóbrega, 1361 -Ibirapuera
Ginásio de Esportes José Corrêa (Bilheteria A): Avenida Guilherme P. Guglielmo, 100 – Barueri
Galeria do Rock – Loja Mutilation – de segunda à sábado, das 10hs. às 18hs.

Censura: 14 anos

Ava no Cinematheque

Grupo da cantora Ava Rocha, filha de Glauber, é atração da casa em duas quintas de novembro, com participação de Jards Macalé na estréia, dia 06

O recém formado grupo AVA, que se apresenta em duas quintas de novembro na casa (06 e 20), é formado pela cineasta, cantora e compositora Ava Rocha e os músicos Emiliano 7 (violão, guitarra e baixo), Daniel Castanheira (percussão, guitarra, baixo e eletrônicos) e Nana Love (violoncello, teclado e voz). Jards Macalé é o convidado especial da PRIMEIRA noite

Lançado recentemente em show no Cine Odeon, o trabalho reúne a novidade do canto de contralto raro de Ava Rocha, filha de Glauber, com uma pesquisa sonora que cruza percussões, timbres do violão acústico e do violoncelo e loops e samples criados a partir do computador.  Imagens editadas ao vivo pela VJ Moana Mayall ilustram o som a partir de fragmentos dos filmes de Ava Rocha e de outros diretores que tiveram canções do grupo em suas trilhas sonoras, como Laminadas Almas, de Tunga e Eryk Rocha e Miragem em Abismo, de Geraldo Carneiro e Eryk Rocha.

O híbrido de música e imagem, em que um dá significado ao outro, tem razão de ser. Os artistas envolvidos no trabalho transitam livremente pelo território das artes. Emiliano 7 é roteirista, compõe trilha de filmes e integra as bandas Solana Star e Urubu Sertão; Nana Love é performer, atriz e professora de música; Daniel Castanheira é percussionista, compositor, violonista e integrante do coletivo de arte sonora Hapa. Ava Rocha dirigiu diversos curtas, prepara seu primeiro longa, Vento Sul e atuou junto ao Teatro Oficina, cantando em Os Sertões, dirigido por José Celso Martinez.

No repertório do show, composições próprias como Acorda Amor, Crianças da China e Infinito Azul são alinhavadas a releituras de Movimento dos Barcos, de Jards Macalé e Pra Dizer Adeus, de Torquato Neto e Edu Lobo

Serviço:
Show: AVA – Participação especial de Jards Macalé
Data: Quintas de novembro (06 e 20)
Abertura da casa: 19h                                   
Horário do show: 22h
Couvert Artístico: R$20,00

Cinematheque Música Contemporânea
End: Rua Voluntários da Pátria, 53 – Botafogo
Abertura da casa: 19h                 
Reservas e informações: (21) 2286-5731
Capacidade: 240 pessoas
Censura: 18 anos

Preconceito racial e religioso em uma aventura policial e mística

Há uma lenda judaica na qual Judá Loew, um rabino de Praga, constrói uma criatura gigantesca de barro e água por meio da magia contida nos escritos da Cabala. O ser foi chamado de golem e devia proteger os judeus do século XVI, que viviam em guetos e sofriam perseguições e ataques de anti-semitas. Esse ser artificial e mítico ganha vida na São Paulo dos anos 80, no livro O golem do Bom Retiro, de Mario Teixeira, lançamento de Edições SM e integrante da coleção Barco a Vapor – Série Laranja (para leitor fluente, a partir dos 10 anos).

O bairro paulistano do Bom Retiro foi escolhido como cenário por sua mistura de culturas e tradições, um recorte da realidade mais ampla de São Paulo, que sempre atraiu diversas correntes migratórias. É aí que o pequeno Ariel, filho do rabino Peretz, sofre com as ações dos skinheads, que aterrorizam a vizinhança com atos violentos regidos pelo preconceito racial e religioso. Fascinado pela história original do golem, decide criar um para proteger os judeus do Bom Retiro e seus dois amigos, Riri (uma menina católica) e Nico (um menino de rua) de seus inimigos, iniciando uma grande aventura policial e esotérica.

O golem do Bom Retiro, livro que o escritor Moacyr Scliar considera uma “esplêndida contribuição para a literatura juvenil em nosso país”, retrata com seriedade temas polêmicos como o racismo e a intolerância com diferentes crenças e ideologias. Também provoca uma série de questionamentos éticos, existenciais e filosóficos nas personagens a partir do conflito entre criador e criatura, além de apresentar uma crônica de costumes, retratando o modo de ser de uma família judaica ortodoxa. Um glossário explicando os termos utilizados pelos personagens judeus completam a publicação.

Sobre o autor – Mário Teixeira nasceu na cidade de São Paulo, em 1968. É autor de telenovelas, ligado ao núcleo de teledramaturgia da Rede Globo de Televisão. Participou da criação de alguns programas infanto-juvenis, entre os quais se destacam o Castelo Rá-tim-bum (TV Cultura) e o Sítio do Picapau Amarelo (Globo). Como romancista, publicou Salvando a pele (São Paulo, Editora Ática, 2007). 

Título: O golem do Bom Retiro
Autor: Mario Teixeira
Ilustração: Renato Alarcão
Número de páginas: 336
Formato: 12 x 19 cm
Preço: R$ 23,50
ISBN: 978-85-7675-226-4
Edições SM

O cabra que matou as cabras

Acontece de 8 a 16 de novembro em São Paulo a 3ª. Mostra de teatro de rua Lino Rojas. Na programação do dia 14 de novembro, às 11horas, vindos especialmente de Goiânia para se apresentar na Mostra, a Cia de Teatro Nu Escuro e sua comédia de rua O Cabra que Matou as Cabras. A peça é baseada na obra medieval francesa A farsa do advogado Pathelin e a direção geral é de Hélio Fróes. A história é cômica e retrata circunstâncias bem próximas do cotidiano: a trama ocorre em torno das tramóias criadas pelos personagens para tirarem vantagens uns sobre os outros. A principal é a de um advogado, vigarista, que sobrevive aplicando pequenos golpes em seus clientes. Se relembrarmos episódios da atual reforma do sistema judiciário brasileiro, vemos que não estamos muito distantes do que se via no período em que o texto foi composto, diz Hélio Fróes. O espetáculo levanta temas como política, hierarquia, opressão, sempre com muito humor e ironia.

Em O Cabra que Matou as Cabras, a Cia de Teatro Nu Escuro emprega uma série de elementos da arte popular brasileira, tradicional e contemporânea. Estão presentes a linguagem circense, o teatro de bonecos, a literatura de cordel, o repetente nordestino, as músicas populares brasileiras. A trilha sonora é integralmente entoada pelo elenco, que, sob a coordenação do percussionista Sergio Pato, utiliza instrumentos como o violão, cavaquinho, flauta, zabumba, triângulo, pandeiro, ganzá, tamborim, etc. Em seu processo de montagem, a equipe da Cia de Teatro Nu Escuro passou ainda por um intenso trabalho de pesquisa histórica e de linguagens cênicas, instruídos por pesquisadores como Maurício de Bragança (UFF/RJ) e Pedro Plaza (UFF/RJ). Além de Sergio Pato, são parceiros nesta produção profissionais como Mara Nunes, design de interiores, que executou o cenário e Izabela Nascente, que ficou a cargo dos figurinos e bonecos. O elenco é formado por Abílio Carrascal, Adriana Brito, Eliana Santos, Izabela Nascente e Lázaro Tuim.

3ª MOSTRA DE TEATRO DE RUA LINO ROJAS

De 8 a 16 de novembro de 2008
O cabra que matou as cabras, da Cia. Nu Escuro, de Goiânia
Data: 14 de novembro, 11 horas, Anhangabaú, em frente ao Correio central.
Grátis
Informações: 11 2285 5699/ 2282 3801
Programação da Mostra: www.semeandoasas.pombasurbanas.org.br – email: contato@pombasurbanas.org.br

THC analisa as origens da Terra, em especial vencedor do Emmy

O The History Channel apresenta um especial exclusivo e inédito de duas horas de duração sobre um assunto que até hoje intriga a Humanidade, as origens da Terra. Em Como Nasceu Nosso Planeta, o canal faz uma jornada pela história do nosso lar no universo – desde quando foi formado, há 4,5 bilhões de anos, até os dias de hoje. Muito mais do que uma aula acadêmica ou formal, o THC joga o espectador dentro de diferentes eras para que todos entendam e possam visualizar como o mundo surgiu no meio da galáxia. Para isso, o especial do dia 3/11, segunda-feira, às 21h, apresenta animações, graças ao auxílio da mais avançada computação gráfica, que ajudam o espectador a embarcar nas teorias e explicações de especialistas convocados para o programa. Baseado em estudos recentes de renomados cientistas e filmado em diversas locações ao redor do globo, o especial desafia o conhecimento de quem acha que já sabe tudo sobre o nascimento do nosso planeta. O especial ganhou, entre diversos prêmios, o Emmy Awards deste ano, na categoria melhor edição.

A árdua conquista dos mares

Há mais de quinhentos anos, os portugueses iniciaram um processo que mudaria a face do mundo: lançaram-se à empreitada marítima.

A coragem de desbravar e encontrar novas rotas era marca dos aventureiros portugueses, que se lançaram em águas tão inóspitas quanto as terras que descobriram nos séculos XV, XVI e XVII. A Editora Contexto iça as velas da história e apresenta o livro Por mares nunca dantes navegados: a aventura dos Descobrimentos, escrito pelo historiador Fábio Pestana Ramos. Ele leva o leitor a uma fantástica viagem pelos oceanos, a bordo de naus e caravelas, passeando ao lado de passageiros e marujos, prostitutas e religiosos, oficiais e degredados, comerciantes e escravos. Portanto, Ramos buscou documentação manuscrita inédita, coletada nos arquivos portugueses.

O que os motivava? Como era o cotidiano a bordo? O que encontraram no trajeto? Chegariam? Realizariam seus sonhos? Em Por mares nunca dantes navegados, o leitor acompanhará os dramas pessoais e coletivos da gente embarcada nos navios lusitanos, no tempo dos Descobrimentos e das Grandes Navegações. Conhecerá as ambições de Portugal e dos portugueses, explicadas dentro do contexto da época.

O inferno podia se instalar durante tempestades, calmarias e naufrágios. Mas o inferno também podia se instalar dentro das embarcações. O “marinheiro” convidado a ler esse livro sentirá na pele, dos outros, as privações, os perigos e os invariáveis conflitos sociais enfrentados em alto mar. As doenças, provindas da falta de higiene e a alimentação, quase sempre insuficiente para todo o trajeto, eram constantes. Mulheres e crianças embarcadas muitas vezes não escapavam da “sede” dos marujos, já que violações eram práticas comuns. As leis da terra não eram empregadas no mar. Os oficias faziam vistas grossas para os abusos, isso quando não participavam deles.

E se a travessia marítima não era fácil, o desembarque, na África, na Ásia ou na América, também podia reservar surpresas e situações perigosas. Deparando-se com realidades totalmente diversas da vivida no Velho Mundo, esses viajantes tornaram-se os principais protagonistas de encontros e desencontros culturais, violências e conflitos com nativos, em cenários de destruição, exploração e extermínio. E ao mesmo tempo em que foram desenvolvidas relações comerciais, surgiram povoados e cidades, e a paisagem foi modificada.

A paisagem brasileira começou a ser modificada oficialmente em 1500, mas hoje quase ninguém contesta a presença portuguesa antes dessa data. Entre os navegadores Bartolomeu Dias (1488) e Vasco da Gama (1497) existem diversas possibilidades de um possível Descobrimento ou “achamento” como preferem alguns, que só não foi anunciado porque havia um entrave diplomático entre Espanha e Portugal. Fábio Pestana Ramos conta em detalhes a manobra política feita para garantir tal feito. Com a parte jurídica acertada, coube a Pedro Álvares Cabral oficializar o “achado”, antes de cumprir a sua verdadeira missão: acertar um tratado de paz com os governos indianos. Com o Brasil oficialmente descoberto, Cabral partiu para as Índias, onde não obteve muito sucesso, o que acabou frustrando toda a missão e o rei D. Manuel. Depois disso, nunca mais esse fidalgo comandou sequer um navio.

Indicada a todos os interessados em embarcar nesta jornada recheada de aventuras, a obra é uma leitura divertida e muito bem fundamentada historicamente. Paraíso ou inferno? É o que veremos em Por mares nunca dantes navegados. Todos a bordo! Levantar âncora, rumo à livraria mais próxima.

Fábio Pestana Ramos é doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (usp). Seu currículo registra intensa atividade de pesquisa e passagens por arquivos históricos do Brasil e de Portugal, como a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, o Arquivo Público do Estado da Bahia, o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o Arquivo Histórico Ultramarino, a Biblioteca Nacional de Lisboa e a Biblioteca Central da Marinha Portuguesa. Pela Editora Contexto, publicou No tempo das especiarias e, como co-autor, História das crianças no Brasil, obra agraciada com o prêmio Casa-Grande & Senzala.

Serviço

Livro: Por mares nunca dantes navegados
Autor: Fábio Pestana Ramos
Formato: 16 x 23 cm; 224 páginas
Preço: R$ 37,00

Colóquio Internacional "História e(m) Movimento: MAM 60 anos"

O MAM-SP complementa a celebração de seus 60 anos discutindo as fronteiras entre as artes Moderna e Contemporânea em um colóquio internacional no começo de novembro, “História e(m) Movimento: MAM 60 anos”. O evento dialoga com uma das quatro mostras do museu, MAM 60, em cartaz na Oca até 14 de dezembro. Confira detalhes no release abaixo:

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Rock Feminino abre inscrições

Inscrições para o Festival de Rock Feminino 2009 iniciam esta semana e terminam no dia 8 de dezembro.

A organização do Festival de Rock Feminino já começou a se preparar para a sétima edição do evento, que acontece em março de 2009. Com algumas alterações na programação e no formato de seleção, as inscrições encontram-se abertas no site: http://www.rockfeminino.org.

De acordo com a organizadora Vivian Guilherme, foi necessário uma alteração profunda nos quesitos de seleção das bandas, “na edição anterior tentamos fazer algo interativo com o público, mas os resultados não foram os desejados. Tivemos muitos problemas com a votação online, o que desagradou muitas bandas”, declara.

Para edição 2009, o espaço para bandas de Rio Claro será muito maior, três bandas de Rio Claro ocupam o “cast” do evento, fora o espaço para as bandas de abertura. “Em sete anos de festival percebemos que o FRF tem impulsionado muito o surgimento de bandas femininas na cidade e na região, nada mais justo do que possibilitar esta abertura”. As bandas convidadas serão três, que devem ser definidas pela organização de acordo com importância e visibilidade na cena rock nacional/internacional. Para a seleção ficam reservadas quatro vagas, destinadas às bandas inscritas dentro do prazo e que sigam as exigências do edital.

“No ano anterior tivemos 250 bandas, o que atrapalhou bastante o trabalho dos jurados, desta vez iremos pre-selecionar vinte bandas, e dessas vinte passar para um júri de cinco pessoas, que selecionarão as quatro finalistas”. Quanto aos nomes dos jurados, Vivian ainda não se pronuncia, mas destaca que são “as pessoas mais capacitadas do meio musical”.

O diferencial para o evento do próximo ano, fica por conta das noites de abertura, que devem ocupar todos os bares da cidade de Rio Claro, se estendendo para a região em Limeira, Araras, Piracicaba e Santa Gertrudes. Aumentando a possibilidade para bandas inscritas no site. “As bandas que se inscreverem no site além de terem a possibilidade de tocar no evento, podem tocar nas noites de abertura, ter seu cadastro disponibilizado para casas de shows e em nosso site”.

As inscrições encontram-se abertas até o dia 8 de dezembro no site do RockFeminino. Mais informações através do email: rockfeminino@yahoo.com.br

SERVIÇO
O quê: Inscrições abertas para o FRF 2009
Quando: 27 de Outubro a 08 de dezembro de 2008
Onde: www.rockfeminino.org/bandas.php
Mais informações: rockfeminino@yahoo.com.br