Steve Martin lança autobiografia

A vida nada fácil de quem trabalha para fazer rir: a autobiografia de Steve Martin

Durante um de seus ataques de pânico, Steve Martin estava no hospital, achando que ia morrer. A enfermeira se vira para ele e pede um autógrafo no papel que registrava os batimentos cardíacos do ator.

No auge da fama, as pessoas reagiam com risadas descontroladas a qualquer coisa inócua que ele dissesse, como “A que horas o filme começa?”.

Ou então, durante um jantar com uma bela garota, Martin descobria que a moça tinha um namorado – e que o rapaz aprovava a idéia de ela estar tendo um encontro com um rei da comédia.

Essas são algumas das ricas e interessantes passagens de “Nascido para Matar… de Rir – Do stand-up ao cinema, como me tornei um fenômeno do humor” (Matrix Editora, 216 páginas – tradução de Daniela P. B. Dias), onde o astro norte-americano narra seu início de carreira, sua ascensão no cenário do humor, fala de suas namoradas, das pessoas que influenciaram seu trabalho, por que abandonou os palcos, além de contar a sua difícil relação com a família.

Nascido no Texas, Steve começou a trabalhar cedo – aos dez anos de idade, já vendia guias aos visitantes da Disneylândia. Mais tarde, foi cursar faculdade de filosofia e começou sua carreira como humorista. Em meados dos anos 70, o nome de Steve Martin estourou no cenário da comédia nos Estados Unidos. Em 1978, ele já atraía as maiores platéias da história da stand-up comedy; em 1981, deixou os palcos para sempre.

Ganhador do Emmy e do Grammy, autor de dois best-sellers consagrados na lista dos mais vendidos do jornal NY Times, A Balconista e The Pleasure of My Company, e de artigos regulares para a revista The New Yorker, Steve Martin sempre foi um escritor. Estas memórias da sua trajetória pela stand-up comedy são um relato franco, tremendamente divertido e magistralmente escrito.

As recordações dos anos em que Martin praticou e aperfeiçoou sua arte são comoventes e reveladoras. O compromisso com a excelência e a inovação apareceu cedo, e nunca deixou de ser uma das prioridades do comediante.

Martin mostra todo o sacrifício, disciplina e originalidade que fizeram dele um ícone e que continuam transparecendo no seu trabalho até hoje. O preço para conseguir manter a qualidade mesmo em apresentações tão freqüentes foi o isolamento. O humorista levou décadas para se reaproximar dos pais e da irmã, e essa é uma história contada com toda a delicadeza e emoção no livro. O texto traz também um retrato cheio de nuances da época em que os fatos se desenrolaram – o tempo do amor livre e dos protestos contra a Guerra do Vietnã, da irreverência do programa “The Smothers Brothers Comedy Hour”, que estreou no final dos anos 60, e da inovação transformadora que foi a estréia do “Saturday Night Live” na década seguinte.

Martin nos mostra ainda diversas fotografias entremeadas no texto, muitas delas nunca publicadas antes.

Trechos

“Depois de ter me determinado a apresentar um espetáculo cômico sem piadas, eu criei uma regra pessoal: jamais passar a impressão de que a apresentação estava sendo um fiasco. Isso é engraçado, vocês é que não sacaram ainda.”

“A verdade é que eu nunca tinha contado com a fama, de qualquer maneira; queria só tentar me estabelecer como artista nos palcos, mas não conseguia me imaginar fazendo espetáculos em casas noturnas decadentes lá pelos meus 30, 40, 50 anos.”

Sobre o autor

Steve Martin é ator, escritor e performer consagrado. No cinema, estrelou sucessos como O Panaca, O Pai da Noiva e O Tiro Que Não Saiu Pela Culatra, e participou como roteirista, além de ator, de L.A. Story, Roxanne e Os Picaretas. Como autor de programas de TV, Martin ganhou um prêmio Emmy, além de ter sido agraciado três vezes com o Grammy. No teatro, seu trabalho foi visto nas peças Picasso at The Lapin Agile e WASP, e ele ainda publicou as coletâneas de textos cômicos Pura Bobagem e Cruel Shoes, e os romances A Balconista e The Pleasure of My Company. O jornal NY Times e a revista The New Yorker publicam com regularidade textos assinados pelo autor. Steve Martin foi homenageado com o prêmio do John F. Kennedy Center For The Performing Arts em 2007, e atualmente vive entre as cidades de Nova York e Los Angeles.

Nascido para matar… De Rir
216 páginas
Preço: R$ 29,90

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