Archive for the ‘Artes visuais’ Category

Tomie Ohtake na Nara Roesler

Mesmo na extensa trajetória de uma artista que já participou de 20 Bienais Internacionais (seis de São Paulo), contabiliza em seu currículo mais de 200 exposições entre o Brasil e o exterior, esta individual na Galeria Nara Roesler revela-se rara, por reunir ao mesmo tempo pinturas e esculturas, duas expressões do vocabulário de Tomie Ohtake até então exibidas separadamente.

“A opção por apresentar ao lado de pinturas um pequeno, mas significativo número de esculturas lineares realizadas em tubos metálicos pintados de branco, termina por evidenciar a agilidade do raciocínio da artista, a maneira desenvolta com que ela lida com a linha, uma das protagonistas recorrentes de sua obra, fazendo-a transitar do espaço plano da tela para o espaço do ambiente, saltando de um para o outro, conquistando seu lugar no mundo”, explica Agnaldo Farias.

Com uma agenda lotada neste ano em função do Centenário da Imigração Japonesa, quando foi convidada a desenvolver seis obras públicas (entre as quais, Aeroporto de Cumbica, Santos, Guarulhos, Guairá) e a desenhar condecorações para o Itamaraty, além dos freqüentes projetos, como a marca e o troféu da Mostra Internacional de Cinema, Tomie manteve-se silenciosamente ativa em seu ateliê, produzindo e, como sempre, inovando em pinturas, esculturas e gravuras. O resultado disso está nesta exposição com 14 telas e 6 esculturas (2008) selecionadas por Agnaldo Farias, a ser inaugurada no mês seguinte ao 95º aniversário da artista.

Segundo o crítico, esta mostra tem a força de um balanço “como se a artista resolvesse repassar alguns dos caminhos percorridos nas últimas duas décadas, avaliando os resultados obtidos em cada um dos meios – pintura e escultura – as aberturas e os intercâmbios que eles propiciaram e que terminaram por resultar nos extensos limites de sua obra”. Farias ressalta que a linha feita pelo lápis ou pelo pincel na bidimensionalidade do plano é convocada para uma outra família de gestos, a manipulação de arames ou chapas finas de metal com os quais a artista constrói as maquetes, a base de suas esculturas.

Nesta série de pinturas, com seu virtuosismo inconfundível na fatura das formas e das cores que entre a opacidade e a transparência constroem campos magnéticos para o olhar, surge a linha – um gesto que, sem fazer esforço, consegue amarrar o todo só pela presença, dando movimento à forma criada pela cor.

Costumava-se observar que as linhas da pintura de Tomie num determinado momento, principalmente a partir de sua sala especial na Bienal Internacional de São Paulo, em 1996, foram para o espaço alcançar a linguagem escultórica. Nestas novas pinturas, a linha parece retornar calma à tela, porém, como elemento estruturante, ao mesmo tempo em que continua a habitar as novas esculturas, que podem brotar das paredes e do teto, ou permanecerem apoiadas no chão. Agnaldo Farias assinala que a poética de Tomie está no modo como ela opera a relação entre cor, plano e linha, engendrando situações tão diversas quanto surpreendentes.

“De um lado a linha descrita na superficie de um tecido, um plano bidimensional retesado num chassis de madeira, definindo formas fechadas, sugestões de sementes, corpos e vórtices de energia, ou abertas como as bordas cambiantes de um território continuamente alagado; linhas que, em todos os casos, poderão flutuar, dividir ou submergir nos planos coloridos confeccionados em soluções distintas, da fatura homogênea e inconsútil à textura vaporosa, manchada e atmosférica.  De outro lado os gestos miúdos e destros frutos da conversa das mãos com os materiais; um exercício executado na escala de objetos dos quais resultam essas esculturas com pouca massa, quase que só profundidade; que abraçam o ar através de torções, envergamentos e estiramentos sutis, dir-se-ia que inconclusos. Explorando a potencialidade do material através de formas claras e concisas, limpas ou beirando o emaranhamento, demonstrando a persistente plasticidade do espaço, sua infinita maleabilidade, a artista lança mão de matéria pouca, rondando o capilar, como maneira de sugerir que elas prosseguem pelo invisível”, escreve Farias.

Exposição: Tomie Ohtake
Abertura: 8 de dezembro de 2009, às 20h (convidados)
Até 31 de janeiro de 2009
Galeria Nara Roesler | galeria térreo
Av. Europa, 655 – São Paulo. Tel: 11.3063-2344 Fax: 11.3088-0593
Site:
www.nararoesler.com.br / E-mail: galeria@nararoesler.com.br

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Terceira edição do Projeto Portfólio abriga exposição em São Paulo

s artistas Adriano Motta (pintura – Rio de Janeiro), Nove (graffiti – São Paulo) e Federico Lamas (audiovisual – Buenos Aires) são os convidados da terceira edição do Projeto Portfólio, que abre as portas para visitação mediante agendamento a partir da próxima sexta-feira (05), em São Paulo, com entrada gratuita.

O Projeto Portfólio é uma iniciativa da agência de comunicação integrada Aktuell, sediada na capital paulista, que tem como objetivo integrar a arte contemporânea ao seu ambiente de trabalho de forma permanente, ao mesmo tempo em que promove uma reflexão sobre a produção artística contemporânea.

Dividido em três propostas (a Galeria Parede, de artes bidimensionais; a Galeria Elevador, dedicada ao audiovisual; e a Galeria Muro, voltada à arte urbana), o Projeto Portfólio abriga exposições regulares de novos nomes relevantes das artes visuais.

Passadas as duas primeiras edições desta plataforma de artes visuais, que recebeu criações de nomes como Felipe Morozini, Letícia Ramos, Emerson Pingarilho e Luiz Roque, o Projeto Portfólio abre agora uma nova temporada de arte que se estende na agência até fevereiro de 2009.

Segundo o diretor da Aktuell, Rodrigo Rivellino, investir em arte é uma maneira da agência ir além das referências culturais cotidianas. “Qualquer agência que se preze precisa respirar um ambiente de arte e de idéias autônomo às suas necessidades comerciais, por isso o desenvolvimento deste projeto permanente de artes visuais ocupando os espaço da agência com total respeito às obras dos artistas”, pontua.

Sobre os artistas da temporada:

GALERIA PAREDE: ADRIANO MOTTA

Adriano Motta nasceu em 1975 em Oklahoma (EUA), mas atualmente vive e trabalha como designer no Rio de Janeiro. Formado em desenho industrial no Brasil, tem diversas especializações através da School of Visual Arts de Nova York nas áreas de tipografia, design bi-dimensional, teoria das cores e serigrafia. Foi no contexto desta temporada de estudos nos Estados Unidos que Motta fez sua primeira exposição, em 2002.

Para o Projeto Portfolio, ele traz do Rio séries de pinturas como “Ficção Científica”, que destacam sua proposta de reconstrução de signos em busca de um novo sentido para eles. “Ficção…” parte de imagens coletadas em enciclopédias e livros de história que, submetidas a desarticulações, são jogadas para um outro contexto de significado. Este “cut and paste intuitivo” justapõe elementos complementares de forma irregular, produzindo ambientes que hora remetem a desastres tecnológicos, hora sugerem utopias intangíveis

http://www.durexart.com.br

GALERIA ELEVADOR: FEDERICO LAMAS

Federico Lamas nasceu em Buenos Aires (Argentina) em 1979. É designer, artista visual e VJ, além de trabalhar como diretor de arte em publicidade em seu país de origem. Seu repertório de realizações audiovisuais incluem videclipes, curta-metragens, vídeos experimentais e VJ sets.

Trabalha regularmente com a banda de rock Mataplantas, criando todo o seu imaginário visual, além de outros grupos da cena independente de Buenos Aires. É VJ residente e um dos produtores da Festa Hey, que acontece sempre às vésperas de feriados na capital argentina e reúne shows surpresa, performances e cenografias diferenciadas a cada edição.

Seu trabalho autoral se desdobra sobre estas vertentes, incluindo animações e vídeos híbridos que ultrapassam as classificações de gênero. Como resultado, o trabalho de Lamas já foi exibido em festivais de cinema, de arte eletrônica e de videoarte, além de galerias e museus – muitas vezes, com sua interferência ao vivo sobre as obras, ampliando a experiência fechada de um criação já pronta e em exibição. Foi residente de projetos de fomento audiovisual na Alemanha (Cityzooms – Hannover) e no Brasil (Videobrasil – Prince Claus Fund for Culture and Development) e traz para o Projeto Portfolio algumas de suas criações aplicadas sobre diferentes plataformas.

http://www.flickr.com/federicolamas

GALERIA MURO: NOVE

Grafiteiro desde 1999, Nove é conhecido por sua técnica primorosa e pela influência da natureza e da tecnologia em sua arte. Telas, madeira e sucata são seus suportes – além, é claro, da rua, ambiente onde pinta constantemente.

A arte de Nove retrata o cotidiano com psicodelia, criando ambientes totalmente nonsense. Elementos como grafismos e cores vibrantes remetem à linguagem tecnológica, enquanto a natureza é vista em pessoas, galhos e elementos orgânicos.

O universo criativo de Nove materializa o contraste entre o digital e o natural da vida moderna, nos fazendo refletir sobre o que é puro e o que é artificial – proposta que o levou a desenvolver, além de oficinas e workshops de graffiti, trabalhos profissionais para marcas como Colcci, Rede Globo, Itaú Cultural, Ellus e AmBev. Para o Projeto Portfolio, Nove desenvolve um painel inédito, concebido e aplicado diretamente na área externa da agência.

http://www.flickr.com/digitalorganico
http://www.myspace.com/digitalorganico

O QUÊ: Terceira temporada do Projeto Portfólio, plataforma de exposições de artes visuais da agência Aktuell, com obras de Adriano Motta (pintura – Galeria Parede), Nove (graffiti – Galeria Muro) e Federico Lamas (audiovisual – Galeria Elevador)

QUANDO: Aberto para visitação mediante agendamento (pelo telefone [11] 3775.9889) de 05 de Dezembro 27 de Fevereiro de 2009

ONDE: Aktuell – Rua Edson 11, esquina Av. Santo Amaro – Campo Belo / São Paulo

QUANTO: Grátis

Vazio Off Bienal

Em menos de um mês, exposição sem espaço físico reúne 140 obras de 70 artistas

Artistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Ribeirão Preto, Piracicaba, Joinville, Ilhéus, Salvador, Belo Horizonte, Antonina, Juiz de Fora, Natal, Tiradentes, Petrópolis, Florianópolis, Brasília, Porto Alegre, Campinas, Macaé, Santa Maria, Goiânia e da cidade norte-americana Arlington estão reunidos em torno da VAZIO Off Bienal, que tem como proposta refletir visualmente sobre o VAZIO exposto na Bienal de São Paulo.

Com a proposta de “construir seu próprio vazio” (ou baixar pela internet um “modelo de vazio” sugerido para a exposição), tirar uma foto com este vazio e enviar esta imagem para publicação em um site”, a VAZIO Off Bienal, ação independente criada pelo artista visual Tom Lisboa, atinge, em quatro semanas, a marca de 140 obras que foram enviadas por 70 artistas, provenientes de vários estados brasileiros.

Diferente das ações que buscam preencher com grafites e stickers o que foi “esvaziado” pela curadoria da Bienal, a VAZIO Off Bienal propõe a multiplicação de “espaços vazios” e, ao mesmo tempo, intensificar e problematizar a discussão sobre visibilidade. “O que importa é que o espaço não-expositivo da Bienal deixou aberta uma lacuna para o público, a crítica e os artistas projetarem seus conceitos sobre aquilo que era não-visto.”, afirma Lisboa.

A participação na VAZIO Off Bienal é livre, gratuita e os trabalhos fotográficos podem ser enviados, por email, até o dia 5 de dezembro. E como o objetivo é expandir o conceito do vazio, as fotos não precisam estar tematicamente relacionadas à Bienal de São Paulo. Afinal de contas, com diz o Lisboa: “O vazio é um tema pessoal e que desconhece fronteiras geográficas”.
VAZIO OFF BIENAL
Lançamento: 28 de outubro de 2008
Envio das fotos até 5 de dezembro (as fotos devem ter no máximo 15x21cm, em 72dpi e serem encaminhadas para o e-mail tomlisboa@terra.com.br)
Fotos e regulamento para participação no site: www.sinTOMnizado.com.br/vazio

Workshop gratuito do Blast Theory em SP

Atividade integra a programação no MIS do Vivo Arte.Mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, que trará exposição e mostra de vídeos de diversos países

Líder do grupo britânico Blast Theory, o artista Nick Tandavanitj divide sua experiência com os mais diversos conceitos de realidade mista em workshop gratuito no LABMIS, o Laboratório de Novas Mídias do MIS. A atividade, que acontecerá no dia 27 de novembro (quinta-feira), é um dos destaques da programação do festival Vivo Arte.Mov no Museu, que se completa com a realização da exposição O Lugar da Arte em Deslocamento e a terceira edição da mostra Para Além da Tela Pequena.

O grupo de artistas Blast Theory (Reino Unido) é reconhecido internacionalmente como um dos mais ousados na utilização das mídias interativas, entrelaçando a internet com performances ao vivo e transmissão digital. Liderado por Matt Adams, Ju Row Farr e Nick Tandavanitj, explora a interatividade com aspectos políticos e sociais; além de pesquisar formas de envolver seu público a partir do uso de tecnologias de rede portáteis. Em termos de desenvolvimento tecnológico, tal pesquisa se dá no âmbito das novas interfaces de rede, compreendendo desde pranchetas que conectam palms e GPS com a Internet até laptops modificados para funcionar como pontes para mundos virtuais tridimensionais.

Sobre LABMIS: primeiro laboratório de novas mídias instalado em um museu público no Brasil, o LABMIS foi fundado em 9 de agosto de 2008 com o objetivo de promover pesquisa e produção artísticas, além de cursos, palestras e workshops para os mais diversos públicos. Sua inauguração marca o reposicionamento institucional do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), após conclusão do processo de readequação de seus espaços físico e virtual para atender às demandas artísticas do século 21. Instalado no 2º andar da instituição, seu espaço foi concebido pela diretoria da instituição, com base na consultoria de um corpo de artistas de ponta, críticos e pensadores, e está dividido em: sala de workshop, estúdio de som, oficina de interfaces; sala de pós-produção e edição de áudio e vídeo; lounge (com acesso gratuito à internet sem fio) e um pequeno auditório (para 70 pessoas). Está sob coordenação da artista e pesquisadora Gisela Domschke, que coordenou também o lab mídia da Goldsmiths University de Londres, na Inglaterra.

SERVIÇO
Workshop Nick Tandavanitj – LABMIS
Data e horário: 27 de novembro (quinta-feira), das 14h30 às 17h30
Local: LABMIS (2º Andar)
MIS – Av. Europa, nº 158. Jardim Europa.
Tel.: (11) 2117-4777
Atividade gratuita
Inscrições pelo site: http://mis-sp.org.br/icox.php?mdl=mis&op=formulario_para_oficinas

Exposição de Saramago em SP

O Instituto Tomie Ohtake, orgulhosamente, foi escolhido pela Fundação César Manrique, com apoio do Ministério da Cultura de Portugal, para abrigar no Brasil a bem sucedida mostra José Saramago: a consistência dos sonhos, que será inaugurada com a presença do consagrado escritor português. Organizada e produzida pela Fundação César Manrique, com a colaboração da Fundação José Saramago, a exposição, patrocinada no país pela MAPFRE, foi exibida anteriormente na ilha Lanzarote, nas Ilhas Canárias, e na capital portuguesa, no final de 2007 e em meados de 2008 respectivamente. 

Com curadoria de Fernando Gómez Aguilera, diretor da Fundação César Manrique, José Saramago: a consistência dos sonhos, dedicada ao Prêmio Nobel de Literatura (1998), analisa obra e vida do escritor tanto da perspectiva de sua transcendência no mundo da literatura universal como de sua dimensão sociopolítica. Concebida por ocasião do 85º aniversário do autor de Ensaio sobre a Cegueira, a mostra é resultado de dois anos de intenso trabalho de investigação, não apenas desde o momento do reconhecimento internacional, a partir de 1982, mas também abordando períodos menos conhecidos de sua trajetória.

A exposição reúne em torno de 500 documentos originais, entre eles, poesias inéditas, e outros tantos digitalizados que são apresentados através de um desenho inovador que combina os recursos convencionais com os suportes digitais e audiovisuais, empregando mais de 50 monitores. O abundante material traz obras inéditas, manuscritos, notas pessoais, primeiras edições, traduções, fotografias, vídeos, gravações originais, etc, que traçam a vida literária do escritor, assim como exploram as chaves de seu imaginário.

Seguindo uma ordem cronológica, a mostra é pontuada por quatro instalações desenvolvidas por Charles Sandison especialmente para o projeto. Conhecido internacionalmente desde a sua participação na Bienal de Veneza em 2001, o artista escocês, que vive na Finlândia, a partir de programas de computador criados por ele e utilizados como suporte de sua obra, gera projeções sobre telas ou sobre as paredes (Jangada de pedra, Todos os nomes, Manual de pintura e caligrafia e Hermes).

A mostra reúne ainda brasileiros, como Jorge Amado, Nélida Piñon e Caetano Veloso em fotos ao lado de Saramago e ressalta a sua amizade com o fotógrafo Sebastião Salgado.

Contribuir para a formação de cidadãos e a democratização do acesso à cultura foram os objetivos que mobilizaram a MAPFRE a apoiar este projeto. “A grandiosidade da proposta e do escritor também nos sensibilizaram. É uma oportunidade única de trazer ao Brasil uma coleção tão notável”, destacou o presidente do Grupo MAPFRE no Brasil, Antonio Cássio dos Santos.

Exposição: José Saramago: a consistência dos sonhos

Abertura: 28 de novembro de 2008, às 20h

Até 15 de fevereiro de 2009, de terça a domingo das 11h às 20h – Entrada franca

Patrocínio: MAPFRE

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros SP

Fone: 11.2245-1900

Yolima Reyes mostra pinturas do cotidiano colombiano

Artista mostra retratos em acrílica sobre lona de situações de extrema violência

e de inocência em séries de pequenos formatos. Curador Ricardo Resende ressalta

paralelo com a cidade de São Paulo. Abertura no dia 26 de novembro, quarta-feita.

O dconcept escritório de arte inaugura no dia 26 de novembro, quarta-feira, às 17 horas, a exposição individual “Sorbitos”, da artista colombiana Yolima Reyes. Em sua primeira mostra no Brasil, a artista, residente em Cali, apresenta duas séries de pinturas de pequenos formatos em acrílica sobre lona com curadoria do brasileiro Ricardo Resende.  Fica em cartaz de 26 de novembro a 31 de dezembro de 2008.

A série “Sorbitos” (“Golinhos”, em português), que empresta título à mostra, tem 9 por 4 centímetros e retrata uma realidade metropolitana cruel que, segundo a artista “de tão dura, deveria ser bebida depois de liquidificada em pequenas doses para se tornar digerível”. Nela, estão representados homens, mulheres e crianças em situações de violência, preconceito racial, ameaça armada e mesmo luto. Em “Juegos de Niños” (“Brincadeiras de Crianças”), por outro lado, Yolima Reyes retrata com a mesma dramaticidade pictórica as brincadeiras e os jogos de rua de crianças.

São cenas antagônicas, retratadas pela artista durante trajetos feitos em ônibus dentro da cidade de Cali (Santiago de Cali), uma dinâmica, porém violenta metrópole de 2,7 milhões de habitantes localizada no departamento de Valle del Cauca, no oeste da Colômbia.

Segundo Resende, em texto de apresentação da mostra, a lógica da ganância dentro do sistema capitalista e a crise da utopia humanista produzem situações análogas a estas retratadas pela artista em qualquer lugar do mundo, daí o interesse do curador em realizar a mostra em São Paulo, cidade onde, segundo ele, vivemos uma realidade que nos aproxima da cidade de Cali. ­­­

“As pinturas são delicadas, de simples resolução, nada mais que pequenas janelas do mundo físico e real. Arquivo ou narração do cotidiano. São figuras espectrais, quase sombras humanas vistas de dentro destas cidades. Funcionam como frames de um filme trágico já por demais conhecido”, arremata o curador.

Yolima Reyes

Nasceu e reside em Cali, Colômbia. É graduada em Artes Plásticas pelo Instituto Popular de Cultura e tem especialização em Informática Educativa pela Universidad Católica Lumen Gentium, também em Cali. Realizou exposições individuais no centro Cultural Colombo-Americano, Centro Cultural de Cali, Hotel Casa del Alferes, entre outros espaços. Dentre as coletivas, destacam-se aquelas realizadas na Universidade de Santiago de Cali e no Museu de Arte Moderna “La Tertulia”.

dconcept escritório de arte

Localizado na charmosa e histórica vila projetada por Flávio de Carvalho na Alameda Lorena, nos Jardins, o dconcept escritório de arte tem um dos menores espaços expositivos da cidade de São Paulo, com aproximadamente 14 metros quadrados, e pé-direito de 5 metros. Dirigido por Cecília Isnard desde 2005, o dconcept foge à proposta tradicional das galerias de arte, promovendo mostras individuais de artistas contemporâneos em lugares alternativos e na diminuta sala, fomentando o vanguardismo artístico em montagens desafiadoras que ressaltam a singularidade das obras.

Serviço:

Exposição: Sorbitos (pintura em acrílica sobre lona), individual da artista colombiana Yolima Reyes
Abertura:  26 de novembro, quarta-feira, das 17 às 21 horas
Exibição: de 26 de novembro a 31 de dezembro de 2008
Horários: Ter. a sex., das 14 às 19 horas; sáb., das 15 às 18 horas
Curadoria de Ricardo Resende

dconcept escritório de arte
Alameda Lorena, 1.257,G 1, Jardim Paulista, São Paulo

Tel. (11) 3085 5006

http://www.dconcept.net

Entrada franca

Base para unhas fracas

Um dos nomes mais interessantes e versáteis das arte contemporânea apresenta uma série de trabalhos na Galeria Carminha Macedo, em Belo Horizonte. O carioca Alexandre Vogler apresenta “Base Para Unhas Fracas” até o dia 13 de dezembro. A abertura para convidados acontece nesta quinta-feira, dia 13 de novembro . O público pode prestigiar a mostra a partir de 14 de novembro. “Base para Unhas Fracas” tem entrada franca.

Contexto “Base para Unhas Fracas”: Cidade, paisagem, mídia externa

Existe uma cidade ideal, desenhada por arquitetos e urbanistas. Para além disso, seus habitantes constroem sua visualidade, agindo e permitindo sua transformação espontaneamente sob bases de tolerância e bom senso.

Essa visualidade configura a cultura visual do lugar onde milhares de pessoas convivem. A cultura visual de uma cidade grande é parte efetiva da noção de Paisagem que seus habitantes formam a cerca do lugar onde vivem.

Há tempos se percebeu, que a publicação do Capital só se faria de forma extensa e triunfante caso a imposição de sua marca abarcasse a escala do cotidiano. E a tomada das ruas, como o novo ground simbólico, se deu de forma natural e permissiva pela imagem-mensagem e sua recém-criada ciência.

As relações entre imagem e informação se estreitaram não deixando espaço para a subjetividade e os devaneios que permeiam a contemplação nos espaços de convívio.

Essa transformação foi absorvida e diluída no corpo social. Aos poucos os locais “ociosos” passam a ganhar função, pois, diante de uma cidade que cresce sob parâmetros de produtividade, todo e qualquer mobiliário urbano é passível de transformação, contanto que isso gere dinheiro.

A tomada do espaço público é feita diante de um público amortizado. A privatização do espaço de convívio convive com a subjetividade dos padrões de poluição visual. 

O ser humano tolera tudo, desde que aos poucos.

Portanto a transformação do espaço público das cidades, quase sempre, se dá de forma gradual – quase pedagógica – avalizada pelos responsáveis de sua manutenção: os representantes do poder público.

A adequação do mobiliário urbano às regras do capital é um exemplo da transformação da paisagem das cidades em grandes corredores de publicidade estática.

As imagens veiculam aquilo que o espectador-pedestre quer vê. Campanhas publicitárias são precedidas por pesquisas de opinião que estabelecem a conformação dos elementos simbólicos contidos nas imagens.

Isso produz a sensação de prazer e deleite aos consumidores em potencial, capturados pela força de composições sofisticadas e bem produzidas.  O julgamento estético recobre o julgamento ético nesse grande campo simbólico que se transformou a paisagem imagética das cidades.

Dessa forma, recorro a uma imagem ordinária que, veiculada junto a um vidro de esmalte de unha, reproduz uma campanha publicitária de um cosmético.

A escolha deste segmento deve-se a fetichização da imagem da mulher em campanhas dessa (e outras) natureza como apelo de consumo. Assim, imprimo as mãos de uma mulher casada, com unhas pintadas de vermelho, sobre imagem manipulada que faz alusão ao órgão sexual feminino.

Parafraseando tais estratégias utilizo, grosseiramente, a imagem feminina alargando os padrões de aceitabilidade e bom senso utilizado nestas campanhas. Viso, com isso, estimular o pedestre amortizado a refletir sobre tais artimanhas utilizadas no mercado de forma subliminar, fazendo com que ele associe o mesmo procedimento em outras campanhas, feitas à vera, mas encobertas por recursos estéticos que ameniza a ilegalidade de suas ações.

A imagem contida, na verdade, trata-se de um conjunto de partes do corpo humano, alterados e reunidos digitalmente com a intenção de simular um conteúdo erótico, belicoso e, até mesmo, escandaloso.

No entanto a associação natural que se faz não condiz com a natureza original da imagem. Como disse, trata-se de uma manipulação, realizada por design gráfico, que trabalhou para a obtenção desse resultado. Resultado que põe em prova os níveis de tolerância do pedestre, solicitando uma reação a esse e outros produtos que cooptaram a paisagem da cidade a revelia do poder público.

BASE PARA UNHAS FRACAS
ALEXANDRE VOGLER
GALERIA CARMINHA MACEDO – RUA BERNARDO GUIMARÃES, 1.200 – FUNCIONÁRIOS – BELO HORIZONTE
TELEFONE: (31)3226.3712. DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA: DAS 10H ÀS 19H E AOS SÁBADOS: DAS 10H ÀS 14H
ABERTURA DIA 13 DE NOVEMBRO DE 2008
QUINTA-FEIRA, DAS 19H AS 22HS
EXPOSIÇÃO EM CARTAZ DE 14 DE NOVEMBRO A 13 DE DEZEMBRO

MASP traz China: Construção – Desconstrução

Uma exposição de arte contemporânea chinesa especialmente concebida para um museu brasileiro. Assim é China: Construção – Desconstrução, que traz ao público a partir de 19 de novembro 50 obras de dezessete artistas contemporâneos chineses, grande parte concebidas especialmente para a mostra. Instalações, telas, fotografias e esculturas vão compor o espaço, complementado também por um vídeo lounge e uma obra conceitual interativa do artista Liu Ding. A exposição fica em cartaz até 15 de fevereiro.

As 45 obras refletem um recorte da produção atual da arte contemporânea produzida na China, respaldada em obras de artistas internacionalmente reconhecidos, além de outros emergentes que representam a internacionalização não somente da produção artística, mas também do elo entre o Oriente e Ocidente. Com curadoria de Tereza Arruda, a exposição reúne Wang Qingsong, Yin Zhaoyang, Chen Bo, Wang Chengyun, Ma Jawei, Qiu Xiaofei, Ai Weiwei, Yin Xiuzhen, Xiong Yu, Zhou Wenzhong, Mao Yan e Liu Ding. O vídeo lounge exibirá permanentemente uma série de sete de obras em videoarte dos artistas Miao Xiaochun, Song Dong, He Yunchang, Qing Ga e Zhou Yiaohu. Esta diversidade de produção leva ao público brasileiro o potencial de inovação e renovação dos artistas chineses, muitos deles se destacaram em um primeiro momento pela pintura, seguindo pela fotografia, vídeo e instalação, os quais diversificam sua linguagem artística em um amplo leque de atuação.

O artista Liu Ding apresentará a obra conceitual Liu Ding´s Store, que simula uma loja na qual são vendidas telas inacabadas produzidas por artesãos que trabalham na realização de cópias de obras-primas. O processo de execução dos quadros é similar à produção de uma fábrica: cada um dos funcionários é responsável por pintar somente um item de cada tela, como uma árvore, o céu, o mar, etc. O visitante que estiver interessado em adquirir uma cópia de pintura pode escolher entre 10 elementos diferentes e somente possuirá a obra se obter as 10 partes que a compõem. Cada tela tem um valor e o dinheiro adquirido é revertido para o próprio projeto a fim de pagar os artesãos para produzirem novas telas e repor o estoque da “Liu Ding´s Store”. Por meio desta obra, Liu Ding faz uma análise crítica bem-humorada sobre as diversas características da sociedade chinesa e também do mercado de arte.

China: Construção – Desconstrução – Arte Contemporânea Chinesa
Vernissage, 18 de novembro. Abertura ao público, 19 de novembro. Até 15 de fevereiro.
MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Av. Paulista, 1.578 – Cerqueira César – São Paulo – SP.
Horário: terça-feira a domingo e feriados, das 11h às 18h; quinta até 20h. A bilheteria fecha uma hora antes. Ingresso: R$ 15 (inteira) e R$ 7 (estudante), gratuito às terças-feiras e diariamente para menores de 10 anos e maiores de 60 anos. Informações: 11 3251 5644. http://www.masp.art.br

Sheila Goloborotko apresenta "um daqueles lugares sublimes"

Encerrando a programação de 10 anos da galeria, Sheila Goloborotko, artista plástica brasileira radicada em Nova Iorque há 25 anos, inaugura sua primeira exposição individual na galeria Gravura Brasileira após dois anos ausente dos espaços expositivos brasileiros.

Sua última exposição em São Paulo inaugurou o espaço expositivo do Gabinete de Gravura Guita e José Mindlin da Pinacoteca do Estado em outubro de 2004 com curadoria de Felipe Chaimovich.

Nas palavras de Marcelo Araújo, “a obra de Sheila é paradigmática da gravura brasileira contemporânea em sua permanente busca por novas possibilidades técnicas para a consolidação de uma poética que mescla vivências pessoais e referências culturais as mais cosmopolitas.”

Serão expostos 12 séries inéditas de  trabalhos realizadas entre os anos de 2004 e 2008.

Um catálogo estará disponível com fotos de Isabella Matheus e textos de Ricardo Resende e Graciela Kartofel e poemas das americanas Lori Anderson Moseman e Belle Gironda.

Será exposto o álbum “Olhos Que Viram Peixes” que faz parte do acervo da New York Public Library.

A galeria Gravura Brasileira e o Goloborotko´s Studio mantém uma parceria há 3 anos para realização de exposições e intercâmbios entre artistas brasileiros e norte-americanos. Neste período já foram realizadas mais de 10 mostras em Nova Iorque, Washington DC, Cidade do México, Oaxaca, Ciudad Juarez e São Paulo com palestras e workshops.

“um daqueles lugares sublimes” – individual de Sheila Goloborotko
Período Expositivo: de 06 de novembro a 23 de dezembro de 2008.
Abertura: 06 de novembro, quinta-feira, 19h00 às 23h00
Local: Galeria Gravura Brasileira
Horários de visitação: 2ª a 6ª das 10 às 18h e aos sábados das 11 às 14h
Endereço: Rua Dr. Franco da Rocha, 61, Perdizes, São Paulo, SP

(travessa da av. Sumaré)
Telefone: (11)  3624 0301
Entrada Franca
Estacionamento gratuito no local
www.cantogravura.com.br

www.goloborotko.com

Galeria Baró Cruz traz a São Paulo o premiado artista cubano Wilfredo Prieto

Ganhador do Cartier Award 2008 da Frieze Art Fair, artista ocupa toda a galeria com as instalações “Mute” e a inédita “Termo Médio” em sua primeira mostra individual no Brasil. Abertura no sábado, dia 8 de novembro, das 11 às 16 horas.

A Galeria Baró Cruz inaugura no sábado, dia 8 de novembro a mostra “Termo Médio” do renomado artista cubano Wilfredo Prieto, apresentando duas instalações de grandes dimensões. São elas “Mute”, realizada anteriormente no Canadá e a inédita “Termo Médio”. A exposição fica em cartaz de 8 a 29 de novembro de 2008.

“Termo Médio”, primeiro projeto inédito de Wilfredo Prieto no Brasil, apresenta um espaço vazio e cheio ao mesmo tempo. A instalação de raro minimalismo anula a visualidade, a contemplação do objeto concreto para despertar o resto dos sentidos. O espaço do andar térreo da galeria está dividido em três salas contíguas, completamente vazias, separadas por franjas de PVC. A primeira delas está submetida a temperaturas baixas, quase intoleráveis, em seguida há outra em temperatura ambiente e, por fim, uma sala com ar demasiado quente. A temperatura é o único elemento que preenche o espaço, conotando a obra a partir de sua relação entre os opostos vazio e cheio, frio e calor.

Para a também cubana Direlia Lazo, em texto de apresentação da exposição, “Sem se pretender política, a obra emana significados afins apresentando sua sala intermediária como uma zona de tolerância e de concílio entre situações extremas de calor e frio. A obra busca conferir significado a este espaço como um trajeto de aparente imunidade, desdobrando sua eloqüência em circunstâncias e contextos diferenciados”.

A eloqüência do gesto e a aparente neutralidade da ação definem a visualidade de Wilfredo Prieto. Seu trabalho é desigual em escalas e contextos, agudo e crítico em seus fundamentos e aborda os conflitos da contemporaneidade, aludindo às significações contextuais e ampliando seu alcance a preocupações filosóficas e mesmo globais, segundo a crítica cubana.

“Termo Médio” se manifesta como uma experiência que somente o espectador que percorrer os três espaços pode vivenciar. O público perceberá o silogismo, fazendo sua entrada por um extremo ou outro da obra, habitando cada espaço polarizado e de intercâmbio. A disposição dos espaços e o clima manipularão a visita do visitante orientando-o sensorialmente para um ou para outro.

A instalação “Mute” (Mudo, em inglês), por outro lado, versa sobre os contrastes e contradições de um dado espaço através do uso de iluminação típica de discotecas em uma sala totalmente escura, porém sem som algum, criando uma espécie de desorientação por parte do espectador que adentra a obra, instalada no primeiro andar da galeria. Segundo a crítica Ingrid Mayrhofer, em catálogo crítico sobre a obra, “aspectos de perda simbólica e disfunção sistemática desenvolvem-se à medida que o visitante contempla a obra, criando um espaço heurístico entre o objeto e a ação”.

Para Wilfredo, “o espectador pode ver o movimento das luzes e sentir a ausência contraditória da música, sentindo a dupla reação do contraste entre o que é esperado desse ambiente e o que ele de fato vivencia nele”.  Ao final da visita à obra, segundo o artista, o que se sente é uma sensação de vácuo e falso brilho, uma espécie de glamour incompleto.

Cartier Award 2008 e Frieze Art Fair

Wilfredo Prieto foi anunciado o ganhador do Cartier Award 2008 da Frieze Art Fair, a renomada feira de arte contemporânea londrina, em maio deste ano. Com a premiação, o artista apresentou uma enorme instalação durante a o evento realizado entre os dias 14 e 18 deste mês, onde um tapete vermelho passava por toda a extensão do pavilhão até terminar numa haste de bandeira, localizada do lado de fora do edifício, conectando o universo da feira à área externa do Regent’s Park. Selecionado entre mais de 400 candidatos do mundo todo, Wilfredo, nas palavras do curador dos projetos da Frieze Neville Wakefield “se destaca entre seus colegas por criar arte que levita o cotidiano com grande economia de recursos, conjugando temas esculturais e geopolíticos de forma provocativa e poética”.

Segundo o curador e crítico cubano Gerardo Mosquera, a obra do artista inscreve-se na antiga tradição de visualidade direta, que não carece de textos a serem lidos nem longos vídeos a assistir. Para Mosquera, o conjunto da obra do artista é marcado pela simplicidade, ativação de objetos do cotidiano, uso da arte como uma atividade dessacralizada e também por uma estética minimalista particular que está em sintonia com a expansão global dos circuitos artísticos. Para ele, em texto da corrente edição da revista de arte colombiana ArtNexus, “Wilfredo especializou-se em sintetizar as questões mais complexas com apenas um toque de luz”.

Wilfredo Prieto

Nasceu em 1978 em Sancti-Spíritus, Cuba e reside em Barcelona, Espanha. Graduou-se no Instituto Superior de Arte da Umiversidade de Havana em 2002. Já teve obras foi exibidas no SMAK (Ghent, Bélgica) em 2008, na 52ª Bienal de Veneza, no Museu do Louvre (Paris, França) assim como na VIII Bienal de Havana em 2006 e na Dia Art Foundation (Nova York, EUA) em 2003. Possui trabalhos na Daros Collection for Latinamerican Art (Zurique, Suíça) e na Verbund Samlung (Viena, Áustria).

Serviço:
Evento: “Termo Médio”, mostra individual com duas instalações do artista cubano Wilfredo Prieto
Abertura: sábado, dia 8 de novembro, das 11 às 16 horas
Período expositivo: de 10 a 29 de novembro de 2008
Local: Galeria Baró Cruz
Endereço: Rua Clodomiro Amazonas, 526, Itaim Bibi – São Paulo, SP
Telefone: (55 11) 3167 0830
Horários de funcionamento: de segunda a sexta, das 11 às 19 horas e aos sábados, das 11 às 16 horas
Entrada franca
Livre
Estacionamento: duas vagas gratuitas em frente à galeria
www.barocruz.com