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Um cheiro diferente de volta no ar… É a "M…" número 3 chegando

Chega às bancas nesta quarta, dia 5 de novembro, a edição número 3 da “M…”, revista que usa a irreverência para tratar de assuntos variados, dos mais engraçados aos mais polêmicos. Para quem ainda se pergunta “é M de quê?”, os editores respondem: “É M de merda, mesmo”. É a única revista bimestral que sai uma vez ao ano, devido à uma impressionante prisão de ventre editorial, que promete ser curada a partir deste número.

Se a “M…” número 2 foi um “Edição Apelativa Sexo & Violência”, desta vez o tema é “Celebridades”. Nossas reportagens, os textos dos colaboradores e nossas seções fixas tratam de destrinchar esse estranho mundo dos famosos, tratando de separar o joio do trigo, como sugere o título da capa: “Quem fez fama e quem deitou na cama”. Na foto principal está Sidney Magal, que deu uma entrevista para a seção “Experiência pós-M”, sobre os períodos que passou longe dos holofotes no mercado musical. “Hoje você já tem uma aceitação da música popular. Mas você tem tudo isso e também uma má qualidade absurda. Justamente porque querem abrir tanto tanto… Todo mundo quer atirar pra todo lado, quer ser maravilhoso, perfeito em tudo”, conta Magal, que explica por que não entrou em crise nos momentos em que sua carreira musical parecia ter terminado. Magal, para a revista, é um dos exemplos de celebridades que não apelam para estar sempre em evidência.

A perseguição à fama é abordada em nosso ensaio sensual, com uma sátira às dançarinas de funk que se lançam ao mercado com nomes artísticos ligados a frutas. A Mulher Acerola, brilhantemente vivida por Douglas Silva – e que foi notícia no mês passado, quando o vídeo com o funk em sua homenagem foi parar na internet, com mais de 22 mil exibições no YouTube -, finalmente aparece em fotos provocantes, clicadas pelo fotógrafo Max Moure na mesma locação usada pela Mulher Melancia para o ensaio da Playboy, mas com muito mais beleza e sensualidade. E talvez com glúteos mais firmes.

Na seção “No ventilador”, o humorista Marcelo Madureira, do Casseta & Planeta, comenta as merdas que apronta fora do grupo, como a declaração que fez sobre Glauber Rocha. No bate-papo, que contou ainda com a participação de Mauricio Menezes (do Plantão de Notícias), Madureira solta o verbo sobre o presidente Lula, Roberto Carlos e Gilberto Gil, além de comentar as críticas que o programa de TV do grupo vem recebendo e falar sobre o filme que fará com o colega Hubert, sobre a vida de Agamenon Mendes Pedreira.

Outro destaque da edição é o Teste do Vibracall, uma mostra de que a revista se preocupa com o público feminino. A reportagem traz um teste sobre quais são os aparelhos celulares que têm os melhores modos de vibração para satisfazer sexualmente as mulheres. Uma modelo foi contratada como piloto de testes e a experiência foi documentada em vídeo e jogada na internet, no canal da M… no YouTube. Mas o portal decidiu tirar o vídeo do ar (mesmo com recursos eletrônicos tapando as partes íntimas da modelo) e a experiência teve que migrar para um concorrente do YouTube, o não tão popular DailyMotion, onde a produção já foi vista por uma média de 1500 pessoas em apenas três dias.

Nomes de peso vêm colaborar com esta edição: Marcelo Rubens Paiva (continuando seu trabalho como ombudsman da “M…”), Léo Jaime (falando sobre vídeos de sexo com famosos que vazam para a internet ou são lançados no mercado pornô), Rosana Hermann, ex-redatora do Pânico e apresentadora do “Atualíssima” e autora do blog Querido Leitor (analisando o fascinante mundo das celebridades e subcelebridades), Fernando Caruso, Nani (ilustrando um guia sobre como burlar exames antidoping), André Dahmer e Tico Santa Cruz (mostrando como o axé exportou a apelação erótica para o rap americano). Além deles, designers e diretores de arte de todo o Brasil foram chamados para desenhar e/ou ilustrar as páginas da “M…”, que tem seu design comandado por Carlos Denisieski.

Sobre a revista

A “M…” foi lançada no fim de 2006, com repercussão entre formadores de opinião e o seleto público que conseguiu adquirir um exemplar. A revista (que tem uma parte disponível no site http://www.mcorporation.com.br, além de um blog atualizado diariamente, com colaborações de profissionais e leitores) sempre traz na capa uma personalidade conhecida sentada em uma privada (já posaram para a foto principal Clodovil, Regininha Poltergeist e Sidney Magal, além de Preta Gil, Lacraia e Carlos Moreno, em outras seções). Como sugere o título, a publicação fala sobre as “merdas” que acontecem na sociedade, mas sempre de forma bem humorada.

Sua distribuição é feita de forma mista, com alguns exemplares distribuídos para formadores de opinião, outros vendidos em ações de guerrilha nas ruas, e grande parte à venda em bancas e livrarias selecionadas do Rio e de São Paulo (os leitores paulistas recebem a revista até o fim da semana).

O exemplar da “M…” custa R$ 8 e tem 165 páginas, em papel couché mat.

Quem faz M…

Silvio Lach – O premiado publicitário largou sua agência própria para se dedicar ao humor. Começou escrevendo para o Pasquim 21. Teve uma coluna diária no Caderno B e depois passou para a revista Domingo, no Jornal do Brasil.

Ulisses Mattos – Jornalista com passagem pelo JB (onde foi editor da Programa, colunista da Domingo e editor e colunista do Caderno B), editou o site oficial dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Também assinou uma coluna no polêmico site Cocadaboa.com, adotando um pseudônimo.

Fernando de Castro – Jornalista que também foi colunista do Pasquim 21 e do Caderno B, e trabalhou como coordenador de jornalismo da rádio Paradiso. Atualmente, está na equipe do Caldeirão do Huck, na Globo.