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Antologia de Luiz Ruffato reúne mestres da narrativa breve em lançamento de Edições SM

Menino pobre, com pais à margem da cultura letrada (filho de uma lavadeira analfabeta e de um pipoqueiro semi-analfabeto), um dia o escritor Luiz Ruffato – então um tímido adolescente de 13 anos –, tentando escapar dos colegas, encontrou refúgio na biblioteca da escola. Ali, ao aceitar um livro das mãos da bibliotecária, ele descobriu um mundo que ia muito além de Cataguases (MG), sua cidade natal. Tal descoberta marcou-lhe irremediavelmente o destino e o levou, muitos anos e livros mais tarde, a dedicar sua vida à literatura.

Ciente, portanto, do poder transformador da leitura, de que ele mesmo é prova viva, Luiz Ruffato, um dos mais talentosos autores da ficção brasileira contemporânea, responde agora pela organização de uma antologia de contos dentro da série Leituras de escritor, lançamento recente de Edições SM. Tal antologia, especialmente elaborada para jovens leitores, mescla autores estrangeiros (como Julio Cortázar, Juan Rulfo, Katherine Mansfield e Luigi Pirandello…) e nacionais (como Machado de Assis, João Antônio e Ivan Ângelo, entre outros), todos mestres na arte da narrativa breve.

Mais de metade dos textos é protagonizada por crianças e adolescentes e boa parte deles tematiza problemas sociais, como a pobreza, o racismo, o trabalho infantil, entre outros. Além disso, ao longo do livro, é enorme a variedade de tom e estilos, que vai do humor pirandelliano ante as agruras de um pobre professor que dá a melhor aula de sua vida a uma platéia-fantasma (“A heresia cátara”), à ternura veterinária de João Alphonsus (“Galinha cega”), passando pelo realismo fantástico presente nas narrativas de Kafka (“Um artista da fome”) e de Lygia Fagundes Telles (“O jardim selvagem”).

Lançada sob o selo Comboio de Corda – que visa estimular o contato da criança e do jovem com diferentes gêneros textuais (como poesia, teatro e conto) – , a série Leituras de escritor é composta por antologias elaboradas por um leitor privilegiado; um leitor que, sendo também escritor, debruça-se sobre a produção alheia impelido por questões que podem dizer respeito às suas próprias inquietações criativas. Além do volume organizado por Luiz Ruffato, a série conta ainda com outros dois, organizados por Moacyr Scliar e Ana Maria Machado.

Sobre o organizador – Luiz Ruffato é mineiro de Cataguases, reside há vários anos na cidade de São Paulo. Contista, romancista, poeta e ensaísta, Ruffato é autor, entre outros títulos, de Eles eram muito cavalos e Mamma son tanto felice.

Sobre a ilustradora – Mariana Zanetti é arquiteta e artista plástica, ilustradora de livros para jovens e crianças, entre os quais Zoo, de Fabrício Corsaletti, e O anjo do Lago, de Socorro Aciolly.

Título: Leituras de Escritor – Luiz Ruffato
Organizador: Luiz Ruffato
Ilustração: Mariana Zanetti
Número de páginas: 176
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 30
ISBN: 978-85-60820-25-2
Edições SM

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Agenda poética Tempo Passageiro é lançada por um grupo de 12 poetas na Casa das Rosas

No próximo dia 03 de dezembro, quarta-feira, às 19h00, na Casa das Rosas, a Editora Klepsydra lança Tempo Passageiro. Agenda poética elaborada por um grupo de 12 poetas (Beatriz Luz, Hamilton Faria, João Carlos Padua, Jussara Salazar, Ledusha, Luis Olavo Fontes, Masé Lemos, Pedro Garcia, Reinoldo Atem, Ricardo Kubrusly, Rodrigo de Haro e Ulisses Tavares), impressa em tom de letra intencionalmente pálida, e que permite ao leitor anotar seus compromissos sobre os poemas. No lançamento haverá um recital de poesia e os poetas irão autografar as agendas. A Casa das Rosas fica na Av. Paulista, 37, em São Paulo (SP), telefone (11) 3285-6986.
Palimpsesto poderia ser o nome desta agenda poética. O palimpsesto, segundo o Houaiss, é um “pergaminho cujo texto foi escrito em cima de outro que foi raspado”. A idéia é esta. O texto, o poema, está aí para o que o leitor quiser fazer. Raspar (que é difícil), escrever por cima (o tom da letra é intencionalmente pálido para este fim) ou, sabe-se lá porque, preservar limpo o poema e abdicar da finalidade de uma agenda (anotar compromissos, etc.). Como palimpsesto é uma palavra que poucos conhecem, o grupo achou por bem batizar essa agenda com o nome de Tempo passageiro. Seguem abaixo breves apresentaçoes dos poetas.

Beatriz Luz caminha entre a poesia e as “artes plásticas”. Sabendo que o território é o mesmo – o da poética – diz:

Não sou poeta

sou

um ser que transita

dentro e fora de tudo

sina densa

e me estranho

qual muitos me estranham

no assim sendo

construindo.

Publicou: Carmel – 1963; Medersa – 1998 e 2000; Nepentes – 2002. Colabora em publicações de arte e literatura. Pensa igual ao poeta Murilo Mendes “Viver a poesia é muito mais importante do que escrevê-la”.
Hamilton Faria escreveu seis livros de poesia, participou de 12 antologias no Brasil, e publicou poemas em outros países e em alguns dos principais jornais e revistas do país. Participa de leituras poéticas em universidades, centros de cultura, teatros, feiras de livro, escolas, bibliotecas, meios de comunicação, praças etc. e acredita que a poesia deve sair do seu estado de livro para revelar e criar mundos poeticamente habitáveis, com vidas significativas e re-encantadas.  Recebeu prêmios literários e teve o trabalho poético estudado no meio acadêmico. Afirma: “poeta estou em contato com a bem-aventurança. E posso dizer que tive algumas dádivas na vida: a de ter nascido são, amar meus pais e ter sido abençoado com a poesia. A poesia me salva sempre, porque faço a mutação do bruto dia em poesia. Escrevo todos os dias, às vezes muito, porque não tenho tempo de escrever pouco.  Não sou um poeta maldito, sou um poeta bendito.”

João Carlos Padua é carioca, cursou Língua Portuguesa e Literatura Brasileira na PUC/RJ nos anos setenta, quando participou da geração marginal, com publicações no Almanaque Vitalidade, sendo um dos 26 poetas do livro de Heloisa Buarque de Holanda, com trabalhos como letrista da MPB, em parceria com Danilo Caymmi, João Donato e Egberto Gismonti entre várias outras e, malgrado convicto de que nada vai dar certo, persevera em manter esperança no porvir.

Jussara Salazar – Poeta, artista plástica e designer nasceu em Pernambuco. Publicou os livros: “Inscritos da casa de Alice”(1999), “Baobá”, poemas de “Leticia Volpi”, (2002), “Natália” (2004) e Coloraurisonoros (Buenos Aires, 2008). Publicou em várias revistas: Tsé-Tsé (Argentina), Chain (EUA), Rattapallax (EUA), Suplemento literário de Minas (Brasil), Galerna (EUA/Espanha), Mandorla (México) Caderno Mais! (Folha de São Paulo), Mar com Soroche (Chile), entre outros. Faz parte das antologias “Na virada do século” (2002) “Passagens”, Poesia Contemporânea no Paraná, (2002) Invenção Recife, (2004) Poetry Wales, (País de Gales, 2004), Relicário Latino, Antologia de poesia latina, (2004), Literatura Brasileira Hoje, (2004). Integra a Antologia Comentada da poesia brasileira do século XXI, (2006) e Geometry of Hope (New York University, 2008). Atualmente edita a revista eletrônica de arte e literatura Lagioconda7 (http://www.lagioconda.art.br)

Ledusha – Nasceu e  vive em São Paulo com sua filha Nina, e seus cachorros: Pingo e Brigitte. É defensora da causa animal, tradutora de espanhol, letrista de música e jornalista, mas não raro diz que também tem que fazer mágica. Ama Tom Jobim. Publicou 4 livros de poemas: Risco no Disco – 1980 – Edição independente, RJ, Finesse & Fissura – 1984 – Editora Brasiliense, SP; 40 graus – 1990 – Francisco Alves Editora, RJ; Exercícios de Levitação – 2002 – Editora 7 Letras, RJ. Visitem o Pseudopopblog:
http://ledusha.blig.ig.com.br/

Luis Olavo Fontes foi poeta marginal nos anos 1970 e esse foi o seu fim.  Marginalizado de antologias literárias e currículos escolares – marginal não vai à escola – só lhe restou a  penosa solução do exílio. Cada vez mais ausente do cenário poético do país, foi esquecido nas últimas eleições da ABL – marginal não freqüenta a Academia.  Nunca ganhou um prêmio literário – marginal não ganha prêmios, apenas penas.  Geralmente, de reclusão.  Naturalmente, de exclusão.  Marginal não merece ter biografia.

Masé Lemos nasceu em Belo Horizonte e foi morar com 7 anos no Rio. Aos 13 anos escreveu o “Drama do meu conto” que foi logo em seguida, dramaticamente, destruído. Com 17 anos quis fazer Jornalismo, mas acabou fazendo Direito na UERJ.  Formou-se, advogou, fez mestrado em direito, depois mudou de profissão e trabalhou como designer gráfica. Neste ínterim casou e teve um filho, o Manoel, a maior riqueza de sua vida. Talvez, levada por esta experiência quase mística, quis mais uma vez mudar de profissão. Fez, então, mestrado e doutorado em literatura brasileira em Paris: depois disto nada mais seria dramático em sua vida. Agora está de volta à UERJ como professora de Teoria da Literatura. Em 2007 publicou “Redor” pela 7letras, seu primeiro livro de poesia.

Pedro Garcia publicou treze livros de poesia: Viagem Norte, 1959; Ilha submersa, 1973; Paisagem Móvel, 1973 (Prêmio Poesia UFSC); Trapézio & Trapezista, 1977; Frutos do mar, 1985; Sobre a carne do poema, 1986; Índice de percurso, 1986 (Prêmio Luís Delfino); A invenção do tempo, 1993; Escadas improváveis, 1993; Flechas & Flechas,1996; 34 poemas dois pedros, 1996; 360º (poesia reunida), México, 1997; Sobre nomes, 1998; 360º  (poesia reunida), 2ª  edição, 2005. Em 2000 teve reeditado, em edição limitada, de 111 exemplares, com serigrafia de Rodrigo de Haro, seu primeiro livro: Viagem Norte.

Reinoldo Atem é nordestino de nascimento, mas radicou-se no Paraná aos quatro anos de idade, já tendo virado curitibano. Começou a interessar-se por literatura bem cedo, antes dos quinze anos de idade, lendo e escrevendo, principalmente poesia. Aos vinte e cinco anos de idade começou a publicar, por conta própria, poesias e contos. Tem um livro de contos intitulado Eterna Primavera e vários de poesia: “Urbe urge”, “O sopro de tudo”, “O aprendizado da vida” e “Sob o céu do país”.

Ricardo Kubrusly, poeta e matemático, escapa dos números pelo poema. Livros e equações dispersas, teoremas em versos transformados. Títulos, títulos dobrados num tempo sem memória, texto sem texto escreve um real entre vazios. Professor de alunos esquecidos entre a matéria e o grito, grita. Versos de números somente sem medo ou filosofia, cujo destino é a imprudência de uma lógica desgovernada. Filósofo das madrugadas entre versos tortos, filho da morte e irmão dos pensamentos. Homem na sorte e mulher nas aventuras, ama o amor na distância de seus números discretos e nas rugas que lhe trouxe o tempo. Louco pela fama, transforma destinos em destinos números em números e versos em transparências onde a vida enumera seus poemas.

Rodrigo de Haro – Desterro, Rio de Janeiro, São Paulo, Desterro. Morro do Assopro na Lagoa da Conceição (Florianópolis.) onde elabora, cheio de susto, uma obra que foge sempre do seu comando, onde “a disciplina se liga ao anjo da extravagância”. O poeta, também pintor, entende que ambas as disciplinas perseguem as mesmas visões recorrentes. Nostalgia, o Eros em diagonal, a infância perdida e inquietudes presentes são os elementos constantes de sua inspiração. As ilhas, lugares malditos, abrigam caprichosamente seus poetas. Livros: “Trinta Poemas”; “Taça Estendida”; “Amigo da Labareda”; “Caliban”; “Livro dos Naufrágios”; “Porta”; “Mistério de Santa Catarina”; “Livro da Borboleta Verde”; “Andanças de Antonio”.  Seus trabalhos estão publicados no Brasil e no exterior. Tem 6 livros inéditos.

Ulisses Tavares tem 118 livros publicados em todos os gêneros e assuntos. Com mais de 22 milhões de exemplares vendidos, 8 milhões apenas em poesia. Há 3 anos vive (mal, mas com tesão) literalmente de literatura. Tem um brilhante currículo de publicitário, jornalista, dramaturgo, roteirista de televisão, marketeiro político e professor de pós-graduação. Mas prefere ser o que é: um moleque cinqüentão, budista e anarquista. http://www.ulissestavares.com.br
Tempo Passageiro
Vários autores
390 p. / R$ 30,00

Taís Morais lança em Brasília seu novo livro-bomba

“Sem Vestígios – revelações de um agente secreto da  ditadura militar brasileira “,  um lançamento da Geração Editorial

Prepare-se para uma experiência chocante: Carioca, o agente secreto da ditadura militar cuja trágica história é contada neste livro, vai fazer você descer aos porões mais revoltantes da ditadura militar brasileira, principalmente na fase da guerra suja contra os grupos de esquerda, nos anos 70.

                Imagine a seguinte cena: nosso homem, que ajudou a prender o líder comunista David Capistrano da Costa, é acordado no meio da noite, por um colega, que o leva para assistir aos últimos momentos do  infeliz personagem: preso, interrogado, torturado, aparentemente ele já não é útil e os comandantes militares do Palácio do Planalto já deram a ordem: matar e desaparecer com o corpo. E o corpo está lá, espedaçado, pendurado em ganchos, uma costela aqui, uma perna ali, pingando sangue. Carioca, o agente – cujo final também haveria de ser trágico – tem engulhos, o estômago se revolve, mas, ao lado dele, outro agente ri cinicamente: o inimigo derrotado já não serve para nada e precisa ser descartado – sem deixar Vestígios.

Esta é a questão: que vestígios sobraram daquele período negro em que homens, mulheres e até crianças, alguns deles inocentes, foram presos, torturados e mortos com requintes de sadismo por verdadeiras bestas que operaram num verdadeiro açougue humano?

Carioca, o agente que infelizmente é preciso deixar anônimo, deixou numa caixa os vestígios de suas ações e seu remorso. Seu depoimento fragmentado e atormentado, que Taís Morais costurou em livro, é uma acusação mais que terrível: ele estava lá, participou dos atos. Investigou, prendeu, interrogou, matou. Algumas vezes matou sem necessidade, matou porque quis. Outras vezes, tentou não matar, mirou para errar o corpo. Mas os outros haveriam de acertar.

Este livro dramático, terrível, em que pela primeira vez uma testemunha das atrocidades revela que estava lá e foi daquele jeito mesmo, terá sem dúvida uma repercussão intensa nos meios políticos e militares. Muitos de seus personagens – os presidentes Médici e Geisel, o general Antônio Bandeira – estão mortos e só poderão ser julgados pela História. Outros, porém, estão vivos e seus nomes não foram poupados. A sociedade brasileira discute no momento o que fazer com este lixo do passado. Esquecer, já que houve uma anistia? Responsabilizar, ainda que ninguém seja preso de fato? Deixar de lado, finalmente, a busca de corpos que foram transformados em cinzas ou comida de peixes e não podem ser resgatados?

O projeto era não deixar vestígio algum: documentos, corpos e até algumas testemunhas, que foram convenientemente apagadas. Mas alguma coisa imprevista ficou: o depoimento desse agente atormentado e cheio de remorsos que se lê com ansiedade e apreensão. Taís Morais, autora também de Operação Araguaia – os arquivos secretos da guerrilha teve em mãos um conjunto de informações que nenhum brasileiro jamais teve… O resultado é este livro incômodo e aterrador.

A História Íntima do Beijo

Beijo roubado, proibido, apaixonado, rejeitado, provocante, sagrado, supersticioso, avassalador… Não importa como, um beijo nunca será só um beijo. O beijo é íntimo, é pessoal,  é tradutor de sentimentos e precursor de sensações. Tudo começa com um beijo. O primeiro beijo dos nossos pais nos traz à vida.

Há quem garanta que o beijo traz em si o poder da transformação, outros morrem de medo de terem suas almas roubadas através dele. Mas, afinal, de onde vem o beijo e a vontade de beijar? Beijar é instintivo?  Qual é a origem desse ato? É algo cultural ou é sagrado?

Desvendar os mistérios dessa arte e deste gesto universal, com delicadeza e profundidade, é o principal objetivo da jornalista canadense Julie Enfield em sua recém lançada obra “A História Íntima do Beijo” (Matrix Editora, 244 páginas).

Organizada em nove capítulos, a obra explora todos os ângulos desse gesto prazeroso e evocativo: o cultural, o químico, o psicológico, o erótico, o literário, o visual e até mesmo o tecnológico. Segundo Enfield “um mergulho na história do beijo e do amor, e nos hábitos em torno dele, pode ser o caminho para nos conduzir a um terreno mais familiar: a exploração de como nós mesmos beijamos nossos parceiros amorosos”.

“A História Íntima do Beijo” investiga as origens e a alquimia do beijo, como ele varia de cultura para cultura, as suas dimensões espirituais, profundezas eróticas e atração artística, a sua linguagem e sua magia.

Misto de reflexão romântica e investigação cultural, a obra chega para ampliar a nossa compreensão sobre um dos prazeres mais eternos desta vida – o beijo. Julie Enfield convida os leitores para uma jornada que passa pelo mundo todo, desde tempos pré-históricos até o presente, atrás dos beijos que mais marcaram as artes plásticas, a literatura, o cinema e a fotografia. Mostra como cada um dos cinco sentidos enriquece e influencia o ato de beijar e desvenda aspectos surpreendentes da química do desejo.

Trechos

“(…) Tudo começa com um beijo. Nós nascemos do primeiro beijo dos nossos pais, e a lembrança mais antiga que todo mundo guarda é dos beijos carinhosos da própria mãe. Dentre todos os beijos que passam por nós depois disso, nenhum parece mais intenso do que o primeiro beijo romântico. Nós seguimos pela vida afora sendo beijados pelo destino, pelo amor. E aprendemos a moldar com os lábios os nossos desejos mais apaixonados.”

“(…) Um beijo pode expressar paz, paixão e lealdade. E mesmo com certos tipos de beijos sendo considerados obscenos em algumas culturas, o beijo se firmou através dos séculos como um símbolo da devoção religiosa. Seria difícil imaginar um mundo sem beijos.”
Sobre a autora

Julie Enfield é jornalista e já teve seus textos publicados em diversos países do mundo. Especializada em temas ligados a sexualidade e comportamento, ela escreve para publicações como Flare e Chatelaine. A autora nasceu em Otawa, Canadá, e passou mais de uma década vivendo na Itália e trabalhando na indústria da moda, ao lado de Versace e Armani. Hoje ela divide seu tempo entre as cidades de Veneza e Toronto, onde atua como diretora de RP na Ports International e é professora de Jornalismo de Revista na Ryerson University.

A História Íntima do Beijo
Lançamento: Matrix Editora
244 páginas
Preço: R$ 29,90

Napoleão: o imperador que virou mito

Passados quase 200 anos de sua morte, Napoleão Bonaparte ainda desperta o imaginário de historiadores, jornalistas, políticos e apaixonados pela história mundial e continua referenciado pelo seu gênio militar e político. Em Napoleão, lançamento da Editora Unesp, Thierry Lentz vai além de uma simples biografia cronológica e propõe uma reflexão sobre a vida, obra e herança deste personagem emblemático da história ocidental.

Lentz evita as paixões que envolvem as obras do passado para levar adiante a complexa tarefa de compreender esta figura mítica e como o Império que ele construiu passou do apogeu à queda em apenas cinco anos. A cada novo capítulo, interessantes fatos sobre Napoleão são apresentados, como sua admiração por Carlos Magno e a relação conflitante com o papa.

Esta síntese transparente da vida de Napoleão mostra como os conflitos ritmaram a sua ação política, mesmo que sua história não se resuma em uma série ininterrupta de guerras. Napoleão entendia o confronto armado como ferramenta necessária para impor à força um novo modo de governar, transformando assim não apenas a nação francesa, mas toda a Europa.

Mais do que um estudo sobre seus feitos e atitudes, Napoleão traz linhas de reflexão sobre a biografia deste personagem que excede bastante a aventura individual. Um homem versátil e capaz de se adaptar a diferentes situações, cuja “política é de governar os homens como a maioria exige. Está aí, creio eu, a maneira de reconhecer a soberania do povo. Foi em me passando por católico que acabei com a guerra de Vendéia, me passando por muçulmano que me estabeleci no Egito, me passando por ultramontano que ganhei as pessoas na Itália. Se eu governasse um povo judeu eu restabeleceria o templo de Salomão”.

Sobre o autor – Thierry Lentz é diretor da Fundação Napoleão e responsável pelos cursos no Celsa (Paris iv-Sorbonne). Ele é autor de várias obras sobre o período napoleônico, entre elas Le Grand Consulant, 1799- 1804 (Fayard, 1999).

Título: Napoleão
Autor: Thierry Lentz
Tradução: Constância Egrejas
Número de páginas: 182
Formato: 12 x 21 cm
Preço: R$ 24
ISBN: 978-85-7139-846-7

Exposição de Saramago em SP

O Instituto Tomie Ohtake, orgulhosamente, foi escolhido pela Fundação César Manrique, com apoio do Ministério da Cultura de Portugal, para abrigar no Brasil a bem sucedida mostra José Saramago: a consistência dos sonhos, que será inaugurada com a presença do consagrado escritor português. Organizada e produzida pela Fundação César Manrique, com a colaboração da Fundação José Saramago, a exposição, patrocinada no país pela MAPFRE, foi exibida anteriormente na ilha Lanzarote, nas Ilhas Canárias, e na capital portuguesa, no final de 2007 e em meados de 2008 respectivamente. 

Com curadoria de Fernando Gómez Aguilera, diretor da Fundação César Manrique, José Saramago: a consistência dos sonhos, dedicada ao Prêmio Nobel de Literatura (1998), analisa obra e vida do escritor tanto da perspectiva de sua transcendência no mundo da literatura universal como de sua dimensão sociopolítica. Concebida por ocasião do 85º aniversário do autor de Ensaio sobre a Cegueira, a mostra é resultado de dois anos de intenso trabalho de investigação, não apenas desde o momento do reconhecimento internacional, a partir de 1982, mas também abordando períodos menos conhecidos de sua trajetória.

A exposição reúne em torno de 500 documentos originais, entre eles, poesias inéditas, e outros tantos digitalizados que são apresentados através de um desenho inovador que combina os recursos convencionais com os suportes digitais e audiovisuais, empregando mais de 50 monitores. O abundante material traz obras inéditas, manuscritos, notas pessoais, primeiras edições, traduções, fotografias, vídeos, gravações originais, etc, que traçam a vida literária do escritor, assim como exploram as chaves de seu imaginário.

Seguindo uma ordem cronológica, a mostra é pontuada por quatro instalações desenvolvidas por Charles Sandison especialmente para o projeto. Conhecido internacionalmente desde a sua participação na Bienal de Veneza em 2001, o artista escocês, que vive na Finlândia, a partir de programas de computador criados por ele e utilizados como suporte de sua obra, gera projeções sobre telas ou sobre as paredes (Jangada de pedra, Todos os nomes, Manual de pintura e caligrafia e Hermes).

A mostra reúne ainda brasileiros, como Jorge Amado, Nélida Piñon e Caetano Veloso em fotos ao lado de Saramago e ressalta a sua amizade com o fotógrafo Sebastião Salgado.

Contribuir para a formação de cidadãos e a democratização do acesso à cultura foram os objetivos que mobilizaram a MAPFRE a apoiar este projeto. “A grandiosidade da proposta e do escritor também nos sensibilizaram. É uma oportunidade única de trazer ao Brasil uma coleção tão notável”, destacou o presidente do Grupo MAPFRE no Brasil, Antonio Cássio dos Santos.

Exposição: José Saramago: a consistência dos sonhos

Abertura: 28 de novembro de 2008, às 20h

Até 15 de fevereiro de 2009, de terça a domingo das 11h às 20h – Entrada franca

Patrocínio: MAPFRE

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros SP

Fone: 11.2245-1900

Ana Maria Machado apresenta seus contos inesquecíveis

Mesmo sem se considerar uma leitora habitual de contos, a escritora Ana Maria Machado, instada a organizar uma antologia de narrativas breves, surpreendeu-se com a presença de muitas histórias desse tipo entre as suas mais caras recordações de leitura. Trata-se, reconhece ela, de um gênero difícil, que não admite o supérfluo nem perdoa o desperdício, como se o contista tivesse de escrever o tempo todo “com um bisturi”, em busca daquele máximo de concentração sem o qual o texto não decola.

Leitora atenta e exigentíssima, Ana aceitou o desafio e selecionou, com base no critério do afeto e da memória,
14 contos para inaugurar a coleção Leituras de Escritor, o mais recente lançamento de Edições SM. Assim foram surgindo nomes como os de Machado de Assis, Gabriel García Márquez, Somerset Maugham, Virginia Woolf, Rubem Fonseca e Francis Scott Fitzgerald, entre outros expoentes da literatura brasileira e mundial. Ao final de cada história, há uma pequena nota com informações biográficas sobre o autor e sua obra, seguida de um comentário da organizadora, com observações sobre a estrutura narrativa, o estilo, a linguagem, esboços interpretativos etc.

Lançada sob o selo Comboio de Corda – que visa estimular o contato da criança e do jovem com diferentes gêneros textuais (como poesia, teatro e conto) –, a série Leituras de escritor é composta por antologias elaboradas por um leitor privilegiado; um leitor que, sendo também escritor, debruça-se sobre a produção alheia impelido por questões que podem dizer respeito às suas próprias inquietações criativas. Além do volume organizado por Ana Maria Machado, a série conta ainda com outros dois, organizados por Luiz Ruffato e Moacyr Scliar.

Sobre a organizadora – Nascida em Santa Teresa, Rio de Janeiro, Ana Maria Machado é escritora, jornalista e professora. Autora de mais de 100 títulos, publicados em cerca de 20 países, foi vencedora do prêmio Hans Christian Anderson em 2000. Em 2001, obteve da Academia Brasileira de Letras o prêmio Machado de Assis. Dois anos depois, foi eleita membro da instituição.

Sobre a ilustradora – Thais Beltrame formou-se em Artes Plásticas pelo Columbia College, de Chicago e fez cursos no City College de San Francisco. Já participou de exposições coletivas por todo o mundo. Como ilustradora, teve trabalhos publicados em revistas como Superinteressante, Trip, Vida Simples e Zupi.

Título: Leituras de Escritor – Ana Maria Machado
Organização: Ana Maria Machado
Ilustração: Thais Beltrame
Número de páginas: 256
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 30
ISBN: 978-85-60820-27-6
Edições SM

Dez! Nota Dez! – Eu sou Carlos Imperial

A história do grande incendiário da cultura brasileira

Ele foi ator, cineasta, apresentador de TV, colunista de jornais e revistas, compositor, produtor musical e até vereador e candidato a prefeito pelo Rio de Janeiro. Em geral é lembrado como um sujeito inconseqüente, encrenqueiro e mulherengo.

Direta ou indiretamente fez e ajudou a fazer o sucesso dos maiores nomes do nosso show bizz, de Roberto Carlos a Tim Maia, de Clara Nunes a Elis Regina. Dez! Nota dez! Eu sou Carlos Imperial, (Matrix Editora, 400 páginas), escrito pelo pesquisador Denilson Monteiro, é um mergulho na agitada vida e obra do autor de sucessos como Vem quente que estou fervendo, Nem vem que não tem, A praça, O bom  e Mamãe Passou Açúcar em Mim.

O título é uma referência à maneira como Imperial anunciava as notas das escolas de samba do Rio de Janeiro. Na década de 1980, Carlos, na época vereador pelo PDT de Leonel Brizola,  se notabilizou por divulgá-las exclamando a frase “Dez! nota dez!”. O bordão caiu no gosto popular e se transformou em sua marca registrada.

Orgulhoso por ser  chamado de “o rei da pilantragem” e de “grande vilão da TV”, mais do que tudo, Carlos Imperial gostava de causar polêmica e inventar situações que seriam destaque na mídia.

Em 1981, por exemplo, pouco antes da estréia de seu filme As Delícias do Sexo,  teve a idéia de criar a Liga da Moral e da Decência. Mandou alugar duas Kombis, nas quais colocou vinte senhoras, que foram para a porta do cine Vitória, no Rio de Janeiro, protestar com cartazes contra a estréia daquele filme repleto de imoralidades. Além disso, arranjou um jovem negro anatomicamente privilegiado, para correr nu no meio da primeira exibição e causar alvoroço na platéia.

Na mesma hora, o rebuliço foi noticiado nas rádios. As pessoas ouviam e iam ao cinema para conferir o tal filme mais ousado que “O Império dos Sentidos”. O resultado foi um grande sucesso de bilheteria.

Foi graças a Imperial que Roberto Carlos – assim como ele,  também capixaba de Cachoeiro de Itapemirim –,  gravou seu primeiro disco. Na época, o apresentador Chacrinha conseguiu contato com uma gravadora, propondo o nome de Roberto. Mas o atual “rei” foi recusado. Quem conseguiu a chance para o jovem cantor  na Polydor foi o irmão mais velho de Imperial, Francisco, locutor da Rádio Continental. O rapaz comprometeu-se em tocar músicas da gravadora se o divulgador que visitava a emissora em que ele trabalhava conseguisse uma chance para  Roberto.

Também foi Imperial  quem convenceu Paulo Silvino a ser humorista, já que naquela época o astro do programa Zorra Total queria ser cantor de rock and roll. Sem deixar de mencionar  que tanto Wilson Simonal quanto Erasmo Carlos, tiveram suas primeiras oportunidades na vida artística participando do  “Clube do Rock”, um embrião da Jovem Guarda, também invenção de Carlos. Em 1966, com Simonal,  o compositor Nonato Buzar e o pianista César Camargo Mariano,  o “Gordo”, como era chamado pelos amigos,  criou uma nova e deliciosa onda musical, a “pilantragem”. 

Imperial foi o responsável pela única ocasião em que o Ibope admitiu ter sido vítima de fraude. Em 1979, com o auxílio de  dez pesquisadores do instituto, Carlos pôs em prática um esquema que colocou seu programa de auditório, então na TVS de Sílvio Santos, em primeiro lugar na audiência.

O Gordo ainda enfrentou com irreverência o regime militar. Um cartão de Natal que trazia sua foto, sentado no vaso sanitário, com a frase: “Espero que papai Noel não faça no seu sapato o que eu estou fazendo neste cartão”, foi enviado a algumas personalidades em pleno AI-5 e acabou lhe rendendo uma temporada no presídio da Ilha Grande. 

Sobre o autor

Responsável pela pesquisa de texto e imagem de Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia, best-seller do jornalista Nelson Motta, e colaborador em Clara Nunes, Guerreira da Utopia, de Vagner Fernandes, o pesquisador Denilson Monteiro dedicou seis anos à realização de Dez! Nota dez! Eu sou Carlos Imperial. Fez centenas de entrevistas com artistas, familiares, amigos de infância e até desafetos do “homem vaia”, além de uma busca minuciosa em diversas instituições de pesquisa e acervos particulares, a fim de obter toda e qualquer informação sobre sua vida. Aluno do escritor José Louzeiro, o roteirista de O homem da capa preta, atualmente Denilson dedica-se a um roteiro para cinema em parceria com Clarice Messer.

Dez! Nota Dez! – Eu sou Carlos Imperial.
Autor: Denilson Monteiro
Lançamento: Matrix Editora
Preço: R$ 39, 90

Carioca André Tartarini lança Mormaço também queima

Mormaço também queima é o segundo livro do carioca André Tartarini – uma seleção de 19 contos, que não se enquadram em temática ou estilo únicos. São histórias que podem ter 37 páginas ou apenas 14 linhas: um menino despejando baratas na gaveta da prima, mãe e filha ao telefone momentos antes da chuva, um dentista que vira matador profissional, um sapo tentando conversar com um velho, Flamengo e Botafogo na final do campeonato. A obra trata, quase sempre, de diferentes formas de relacionamento – ora desconfiados, ora sinceros – nunca ingênuos, que se redefinem conforme as tramas avançam. Um olhar apressado e pistas falsas podem sugerir um desfecho que não se confirma. Em outros momentos, o leitor toma as pistas como armadilhas, quando elas são, aí sim, atalhos para o fim da história. 

Como escritor diletante, o autor faz do seu primeiro livro um exercício de experimentação, arriscando-se em diferentes estilos e temas. Esse exercício é o que norteia a obra.

Um dos contos (Argemiro) foi roteirizado e filmado, de maneira independente, pela diretora Angelica Campos. O curta, atualmente em fase de edição, traz no elenco os atores Leandro Firmino da Hora (Cidade de Deus) e Henri Pagnoncelli (Sexo, amor e traição). 

André Tartarini tem 33 anos, é dentista e escritor de gaveta há mais de 10 anos. Passou a levar isso mais a sério após ter sido selecionado, por dois anos seguidos, para a oficina de novos autores da Festa Literária Internacional de Parati (Flip). Há dois anos, teve textos publicados no livro Pula, pula, macacada, que amanhã não tem mais nada, de memórias de ex-alunos do Colégio de São Bento. Também está na seção de novos autores do site http://www.releituras.com. Escreveu, ainda, uma história para o projeto mojo books (www.mojobooks.com.br), inspirado no disco The Stone Roses, da banda inglesa The Stone Roses.

A jovem editora carioca PTK tem como uma de suas principais diretrizes lançar talentos até então desconhecidos do grande público. Os projetos já realizados são: Canibal de Copacabana, romance de Alexandre Fraga, Urbanismo na Fragmentação – desdobramento da dissertação de mestrado de André Luiz Pinto, a revista Rio Etc, edição impressa do blog Rio Etc (http://rioetc.blogspot.com), e 1932 – Uma aventura olímpica na terra do cinema, de Tiago Petrik.

Mormaço também queima
André Tartarini
180 páginas
R$ 30
PKT livros
Lançamento
17 de novembro, 20h, Livraria da Travessa
Rua Viscode de Pirajá, 572 – Ipanema, Rio de Janeiro

I Concurso Pontos de Leitura

Prazo para as inscrições vai até 10 de novembro

O Concurso Pontos de Leitura 2008 – Edição Machado de Assis, instituído pelo Ministério da Cultura no âmbito do Programa Mais Cultura, é um trabalho inédito no país. Por meio dele serão selecionadas até 600 iniciativas culturais desenvolvidas em todo o Brasil com a finalidade de incentivar a leitura.

As inscrições foram abertas no dia 25 de setembro, data em que foi publicada a Portaria nº 60, assinada pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, por meio da qual o concurso foi instituído e regulamentado. Ainda dá tempo de participar. As inscrições podem ser feitas até 10 de novembro.

As iniciativas inscritas no concurso devem fortalecer, estimular e fomentar a leitura em diferentes locais, como bibliotecas comunitárias, Pontos de Cultura, sindicatos, hospitais, presídios, associações comunitárias, residências e em vários outros lugares. Uma das condições é que os trabalhos concorrentes completem pelo menos um ano de existência no dia 10 de novembro de 2008.

Ineditismo da premiação

O ineditismo da premiação chama a atenção: cada iniciativa selecionada receberá um kit com, no mínimo, 500 livros, dos quais 50% serão de obras de ficção, 25% de não-ficção e 25% de referência. Também farão parte do kit um computador e um mobiliário básico. O Ministério da Cultura (MinC) e a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) farão a compra e a distribuição de todo material. O conjunto a ser entregue aos vencedores do concurso se destina à renovação de acervos bibliográficos e de equipamentos que promovam o uso cultural de computadores e Internet.

São consideradas prioritárias, mas não exclusivas, as iniciativas localizadas nos 410 municípios atendidos pelo Programa Territórios da Cidadania 2008, nas áreas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e municípios prioritários do Programa Mais Cultura, citados no Anexo A da Portaria.
Podem se inscrever no concurso pessoas físicas ou jurídicas nacionais, públicas ou privadas, sem fins lucrativos, representantes de iniciativas voltadas para, pelo menos, um dos objetivos que constam no artigo 1º, parágrafo 2º da Portaria nº 60.  Não poderão candidatar-se bibliotecas, escolas e universidades mantidas pelo poder público. Cada candidato poderá inscrever uma única iniciativa.

Correios
As inscrições são gratuitas e só poderão ser feitas por meio dos serviços dos Correios, preferencialmente via Sedex ou carta registrada, e encaminhadas para:

Concurso Pontos de Leitura 2008: Homenagem a Machado de Assis – Caixa Postal n° 8614 – CEP 70312-970 – Brasília/DF.

Os envelopes a serem remetidos pelos candidatos deverão conter a ficha de inscrição preenchida e assinada pela pessoa responsável pela iniciativa. Além da ficha, precisam constar dentro dos envelopes os documentos que se encontram listados na Portaria, a qual deve ser lida atentamente, uma vez que contém todas as orientações e normas para a participação no concurso. Os candidatos deverão aceitar a adesão à Rede Biblioteca Viva (Anexo C), cujos objetivos e conceitos estão divulgados no site do Ministério da Cultura.

Os trabalhos de avaliação e seleção das iniciativas serão feitos por uma comissão julgadora, que será presidida pelo coordenador-Geral de Livro e Leitura do MinC ou por substituto formalmente designado. A comissão será composta por 15 profissionais representantes de escritores, editores e leitores, técnicos e/ou dirigentes do Ministério da Cultura e também de órgãos federais e/ou organismos internacionais parceiros.

Informações: pontosdeleitura@minc.gov.br ou pontosdeleitura@cultura.gov.br e pelo telefone (61) 3316-2014.