Archive for the ‘Teatro’ Category

Festival Fábricas de Cultura Jovens da periferia se apresentam em programa inédito

O Teatro Sérgio Cardoso recebe o Festival Fábricas de Cultura, evento que reúne o conjunto de nove diferentes montagens inspiradas em Petrouchka, resultado do Projeto Espetáculo do Programa Fábricas de Cultura desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e dedicado a atividades de dança (coordenação Inês Bogéa), teatro (coordenação Marcio Aurélio), música (coordenação Ari Colares) e circo.

Após um ano de vivências artístico-culturais e ensaios, cerca de mil jovens dos distritos de Capão Redondo, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, Jaçanã, Jardim São Luís, Luz, Sapopemba, Vila Curuçá e Vila Nova Cachoeirinha vão apresentar o seu respectivo “Pedrinho” inspirado na obra de Stravinsky e no repertório cultural de sua região. 

Petrouchka

Em uma feira popular de São Petersburgo repleta de danças e de apresentações de artistas de rua, surge um misterioso Mago com suas três marionetes: Petrouchka, Mouro e Bailarina. Com toques de sua flauta, ele dá vida aos bonecos, que aprendem a se relacionar e a amar. O triângulo amoroso que se desenrola leva ao conflito entre o Mouro e Petrouchka que, em meio aos espantados espectadores, disputarão o amor da Bailarina em pleno carnaval. Com música de Igor Stravinsky e coreografia de Michel Fokine, Petrouchka estreou em 13 de junho de 1911 no Théâtre du Châtelet, em Paris, com o lendário Nijinsky no papel do introvertido boneco.

Confira a programação completa do Festival no Teatro Sérgio Cardoso (somente Pedrinho Capão Redondo acontece no Parque do Ibirapuera):

Quinta,
4/12

Pedrinho Jardim São Luis
Direção de Sérgio Rocha

20h

Sexta,
5/12

Pedrinho Vila Curuçá
Direção de Luciano Gentile

20h

Sábado,
6/12

Pedrinho Sapopemba
Direção de Célia Gouvêa

20h

Domingo,
7/12

Pedrinho Capão Redondo*
Direção de Wanderley Piras

11h

Domingo,
7/12

Pedrinho Cidade Tiradentes
Direção de Fabio Canniato

18h

Quinta,
11/12

Pedrinho Cachoeirinha
Direção de Paulo Marcello

20h

Sexta,
12/12

Pedrinho Jaçanã
Direção de Heron Coelho

20h

Sábado,
13/12

Pedrinho Itaim Paulista
Direção de João Carlos Andreazza

20h

Domingo,
14/12

Pedrinho Luz
Direção de Susana Yamauchi

18h

* Parque do Ibirapuera – espaço atrás do Auditório

Teatro Sérgio Cardoso.
856 lugares
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
Informações: (11) 3288-0136
Ar-condicionado
Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais.
Ingressos: entrada franca.
Indicação Etária: Livre

Horário da bilheteria: Retirada de senhas uma hora antes do espetáculo.
Estações do Metrô próximas ao teatro: São Joaquim e Brigadeiro

Anúncios

Mary Jane não mora mais aqui

Em São Paulo, num apartamento da Rua Augusta (sentido centro), em épocas distintas, convivem Fred e Lucy, Sarah e Yan. Quatro jovens com realidades, objetivos e visões de mundo diferentes tentando achar um motivo para não desistirem. No apartamento, palco central desta história, chegam rotineiras cartas e encomendas para Mary Jane, garota de Brasília, ex-moradora que desapareceu e ninguém sabe como e nem por que. O recebimento dessas correspondências muda completamente as vidas e destinos que cada personagem planejou seguir.

Mary Jane não mora mais aqui é baseada na realidade e no universo dos garotos da geração 80´s e que hoje se encontram nos primeiros anos de vida “adulta”.  Questionando estas necessidades e anseios, o dramaturgo e diretor Marco Plá consegue desnudar valores básicos como o amor, fracasso, solidão, sucesso – conflitos humanos e suas derivações e que, ao bem da verdade, reflete-se em todas as pessoas independente de faixa etária.

Como forma de apresentar questões tão sensíveis, o grupo optou por pesquisar um despojamento na interpretação, gerando uma comunicação honesta com o público. O que surge é uma substância dramática envolvente, naturalista e prazerosa que se mostra até na escolha do nome da peça, uma mistura de títulos de Martin Scorsese e dos Beatles.

O trabalho reestréia no Teatro Commune em São Paulo, dia 22 de novembro e permanece em cartaz aos sábados, 21 horas, até 20 de dezembro.

SERVIÇO
Mary Jane não mora mais aqui
Texto e Direção: Marco Plá
Temporada: Sábados, 21h.
Duração: 120 minutos.
Recomendação: a partir de 16 anos.
Ingresso: R$ 20
Meia – entrada para estudantes, terceira idade, aposentados,
professores da rede pública, artistas e técnicos em espetáculos de
diversões com DRT.
Teatro Commune
Rua da Consolação, 1218 – Consolação.
(Estacionamento Conveniado com o teatro)
110 lugares
Formas de Pagamento: em dinheiro ou cheque.

Musical "3×3 – 3 DJs em Busca do Vinil Perdido" no Espaço Bartolomeu de 14 a 30 de novembro

Usando como pano de fundo a história do Hip-Hop, 3 DJs (conduzindo toda a narrativa através de toca discos) em crise com a profissão falam sobre esta cultura jovem que se impôs no mundo como uma das mais potentes forças urbanas da atualidade.

Ficha técnica
Direção: Luaa Gabanini
Assistente de Direção: Maia Gongora
Dramaturgia: Claudia Schapira
Djs-Atores-Mcs: Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Will Robson
Participação especial no vídeo: Thaíde
Cenografia: Líbero Malavoglia
Concepção de Vídeo: Bija Ri
Música e Coreografia: Eugênio Lima, Luaa Gabanini e Will Robson
Treinamento de yoga: Alexandre Polain
Coreografia solo DJ 3 São Bento: Frank Ejara
Figurino: Claudia Schapira
Programação visual: Sato
Fotos: Zeca Caldeiras
Desenho de Luz: Guilherme Bonfantti
Operação de luz: Carol Autran
Produção administrativa e geral: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
Duração do espetáculo: 1h30

Serviço:
Espetáculo “3X3 – 3 Djs em Busca do Vinil Perdido”
Data: de 14 a 30 de novembro
Local: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
Endereço: R. Dr. Augusto de Miranda, 786
Tel: 3803 9396
Horário: Sextas e sábados às 21h e domingos às 20h
Preço: R$18 (inteira) e R$9 (meia)
Capacidade da sala: 100 pessoas
Classificação: Livre

O cabra que matou as cabras

Acontece de 8 a 16 de novembro em São Paulo a 3ª. Mostra de teatro de rua Lino Rojas. Na programação do dia 14 de novembro, às 11horas, vindos especialmente de Goiânia para se apresentar na Mostra, a Cia de Teatro Nu Escuro e sua comédia de rua O Cabra que Matou as Cabras. A peça é baseada na obra medieval francesa A farsa do advogado Pathelin e a direção geral é de Hélio Fróes. A história é cômica e retrata circunstâncias bem próximas do cotidiano: a trama ocorre em torno das tramóias criadas pelos personagens para tirarem vantagens uns sobre os outros. A principal é a de um advogado, vigarista, que sobrevive aplicando pequenos golpes em seus clientes. Se relembrarmos episódios da atual reforma do sistema judiciário brasileiro, vemos que não estamos muito distantes do que se via no período em que o texto foi composto, diz Hélio Fróes. O espetáculo levanta temas como política, hierarquia, opressão, sempre com muito humor e ironia.

Em O Cabra que Matou as Cabras, a Cia de Teatro Nu Escuro emprega uma série de elementos da arte popular brasileira, tradicional e contemporânea. Estão presentes a linguagem circense, o teatro de bonecos, a literatura de cordel, o repetente nordestino, as músicas populares brasileiras. A trilha sonora é integralmente entoada pelo elenco, que, sob a coordenação do percussionista Sergio Pato, utiliza instrumentos como o violão, cavaquinho, flauta, zabumba, triângulo, pandeiro, ganzá, tamborim, etc. Em seu processo de montagem, a equipe da Cia de Teatro Nu Escuro passou ainda por um intenso trabalho de pesquisa histórica e de linguagens cênicas, instruídos por pesquisadores como Maurício de Bragança (UFF/RJ) e Pedro Plaza (UFF/RJ). Além de Sergio Pato, são parceiros nesta produção profissionais como Mara Nunes, design de interiores, que executou o cenário e Izabela Nascente, que ficou a cargo dos figurinos e bonecos. O elenco é formado por Abílio Carrascal, Adriana Brito, Eliana Santos, Izabela Nascente e Lázaro Tuim.

3ª MOSTRA DE TEATRO DE RUA LINO ROJAS

De 8 a 16 de novembro de 2008
O cabra que matou as cabras, da Cia. Nu Escuro, de Goiânia
Data: 14 de novembro, 11 horas, Anhangabaú, em frente ao Correio central.
Grátis
Informações: 11 2285 5699/ 2282 3801
Programação da Mostra: www.semeandoasas.pombasurbanas.org.br – email: contato@pombasurbanas.org.br

Minha Mãe, de Georgse Bataille, no teatro

O espetáculo Minha Mãe – uma adaptação livre do romance homônimo do francês Georges Bataille – terá duas apresentações no Teatrix, dias 24 e 31 de outubro, à meia-noite. O monólogo, estrelado por Bia Toledo, tem direção assinada por Inês Aranha, além de dramaturgia, adaptação e co-direção de Elzemann Neves.  A peça fala sobre a desmedida relação de uma mãe com seu filho que, para recriá-lo aos seus olhos, o conduz ao abismo da corrupção moral.

Minha Mãe – primeira obra de Bataille adaptada para o teatro brasileiro – é uma realização da Cia. NUA – Núcleo de Artes em parceria com a Filmes de Abril, responsável pela produção do espetáculo, que reúne uma equipe de profissionais de primeira linha: Fábio Namatame (figurino), Chris Aizner (cenário), Carmine D’Amore (iluminação) e Fernanda Maia (trilha sonora original).

A história se passa na cidade de Paris, no ano de 1906. Hélène, que perde o marido aos 32 anos, tem a chance de se aproximar mais do filho Pierre, que via no pai um bêbado sem valor. Aos poucos, Hélène se revela e se desnuda para o filho, querendo torná-lo reconhecível aos seus olhos e o conduz a um mundo de vícios, perversidades, erotismo e excessos. Isto o assusta e o seduz na mesma proporção, fazendo gritar a hipocrisia de uma sociedade despreparada para conviver com as diferenças. Pierre passa a admirar a mãe cada vez mais e a viver um intenso conflito interno. A atraente sensação do abismo permeia toda a trajetória dessa mulher, que faz da recriação do filho sua principal obra. 

Em noites regadas a vinho e amantes, Hélène se mostra uma mulher forte e imperativa, capaz de atos de extrema humilhação com o marido, mas também disposta a amar sem medidas. Sua relação com o filho é pontuada por sentimentos de amor e ódio, uma vez que ele é fruto de suas entranhas e também fruto de uma violência sexual sofrida aos 13 anos. Ela se casou com seu agressor, mas ele nunca mais a tocou. Hélène se expõe e se questiona de forma perturbadora, é libertina, mas íntegra consigo mesma. O texto levanta de forma extremada as questões do tabu, do sexo, do incesto.

Segundo a diretora Inês Aranha, a direção explora os conflitos vivenciados por essa mãe que deseja viver a maternidade trazendo o filho para seu universo libertino e erótico para ser amada como a fêmea que é, sem hipocrisias. “As constantes mudanças de estado de espírito da personagem proporcionam dinamismo ao espetáculo. Ela vai tirando seus véus e isto é explorado de forma física, verbal e com uma pertinente pontuação musical”, argumenta Inês, que completa: “A Bia Toledo é muito intensa na interpretação dessa mãe adorável, mas que leva o filho ao abismo por viver no limite e pagar o preço exato por isso”. Para a diretora, a narrativa quase poética de Bataille – ao mesmo tempo muito direta, sem ser chula – é um belo tratado que revela a natureza humana.

A narrativa de Minha Mãe é intimista. Apenas a iluminação e alguns objetos cênicos são suficientes para a ambientação da montagem. A encenação é embasada na interpretação da atriz que confere um profundo conhecimento de Hélène; a construção de partituras físicas e internas conduz o espectador aos caminhos dessa personagem crucial da moderna literatura francesa, sedutora e perversa, passível de contradições e absolutamente reconhecível. Embora a narrativa se desenvolva na Paris de 1906, a caracterização do figurino e do cenário impõe o aspecto contemporâneo e transgressor do texto.

O romance original de Georges Bataille é narrado pelo filho, que constrói a personalidade de Hélène a partir de sua imatura concepção de vida. A adaptação de Elzemann Neves para o teatro teve como desafio dar voz a Hélène, transformando-a no centro da ação, sem descaracterizar a personagem. “Quando li o romance sob a ótica de Pierre, percebi a força de Hélène, que fala mais alto que ele, e resolvi dar voz ativa para ela”, comenta Elzemann.  Minha Mãe é a primeira parte de uma trilogia inacabada do autor. A Última edição do livro no Brasil trouxe alguns fragmentos do que poderiam ser os próximos livros; isso deu a Elzemann uma maior liberdade na adaptação. “Como no livro muita coisa parecia estar por acontecer, na encenação não há uma estrutura muito cronológica ou linear, explorei a questão da memória e o ponto de vista da mãe”, completa. 

Segundo Bataille, “o sujeito é falha, é fenda e é a consciência da negatividade que o impulsiona para a superação de seus limites”. É nesse contexto que a obra original Minha Mãe se insere. A trajetória de Pierre em direção ao descaminho da vida se torna ainda mais peculiar, posto que é conduzida por sua jovem mãe. Ambos vivem num mundo, como afirmou Bataille, cheio de “alegria torturante”, uma alegria cheia de vícios e excessos, mas que – como alegria que é – incomoda uma sociedade pouco afeita às transgressões. A relação visceral que se estabelece entre eles varia entre a loucura e o desejo, o que resulta num fenômeno social transgressor. A determinação de Hélène em conduzir o filho até a verdade do ser humano se mostra transgressora ainda hoje, quando a verdade ainda precisa ser mascarada. A obra de Bataille soa bastante contemporânea, uma vez que dialoga com os novos conceitos de família e erotismo.

Espetáculo: Minha Mãe

Livre adaptação do romance homônimo de Georges Bataille

Adaptação, dramaturgia e co-direção: Elzemann Neves

Direção: Inês Aranha

Atriz: Bia Toledo

Figurino e visagismo: Fábio Namatame

Cenário: Chris Aizner e Pedro Ivo Pisano

Iluminação: Carmine D’Amore

Trilha sonora original: Fernanda Maia

Teatrix – Rua Peixoto Gomide, 1066. Telefone: (011) 3149.4400

Ingressos: R$ 30,00 – Duração: 55 min – Gênero: Drama – Censura: 16 anos

Apresentações: Dias 24 e 31 de outubro (sextas-feiras), à meia-noite

Realização: Cia. NUA – Núcleo de Artes

Produção: Filmes de Abril
TEATRIX:

Rua Peixoto Gomide, 1066. -Tel: (11) 3149 4400
 www.teatrix.com.br

Pornografia barata fica mais tempo em SP

PORNOGRAFIA BARATA é um espetáculo composto por cenas curtas e seriadas e percorre a intimidade de encontros entre clientes e prostitutas e invade a privacidade de casais pouco ortodoxos. Não se trata, porém, de exibição pura e simples de sexo explícito como o título parece evocar. O texto encara com profundidade e coragem o sexo mercenário ou livre, privado ou público. É um espetáculo caracterizado por um vivo contraste entre a ferocidade licenciosa e libertina do início e a suavidade de sua conclusão.

Direção: Mauricio Paroni de Castro
Dramaturgia: Mauricio Paroni de Castro e Atelier de Manufactura Suspeita, a partir de Nietszche, Andrés Lima e textos de anônimos da web.

Elenco:
Bruno Kott
Cristine Perón
Diego Ruiz
Fernanda Moura
Mauricio Paroni de Castro

Participações especiais:
Simona Queiroz
Otávio Azevedo

Temporada: até 20 de Dezembro
Sextas-feiras e Sábados às 23:59
Duração: 80 minutos
Censura: 18 anos
Fotos de Cena: André Stefano / Fotos de Estúdio: Hilton Ribeiro

Espaço dos Satyros I
Praça Roosevelt, 214, Telefone: 3258 6345
Ingressos: R$20 e R$10
São Paulo – SP

Companhia Terraço de Teatro estréia temporada da peça "Se você vier", no Teatro Tao, em Campinas

Espetáculo, sob a direção de Marina Elias, é uma livre adaptação do triller romântico “Fool for Love”

Se você vier cartaz com cerv  

A Companhia Terraço de Teatro estréia, na próxima sexta feira, 24 de outubro, às 19h, a peça “Se você vier”, livre adaptação inspirada no triller romântico “Fool for Love”, escrito pelo americano Sam Shepard. As primeiras apresentações acontecem nos dias 24, 25 (21h) e 26 de outubro (19h), no Teatro Arte e Ofício (Tao), em Campinas.

No elenco estão os atores Dú Badaró, Priscila Paes, Marcus Oliveira, Bruna Pêra, Bruno Ferian, Josi Zurdo, Mônica Cagliari e Stella Zagatto, sob a direção de Marina Elias.

A peça se passa no sul do Texas e é ambientada num hotel de beira de estrada, onde o casal Eddie e May vive um tórrido e turbulento romance, envolvidos por um grande segredo e a figura misteriosa de um velho.

Sobre a Companhia Terraço Teatro

A Terraço Teatro foi fundado em 2004 pelos atores e diretores Marina Elias, bacharel, mestra e doutoranda em artes pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e Daniel Dalberto, bacharel em artes cênicas também pela Unicamp. Teve sua estréia em Campinas com o premiado espetáculo “As Pegadas do Rei”, com direção da professora Doutora do Instituto de Artes da Unicamp, Marília Vieira Soares. Em junho de 2004, a companhia estréia seu segundo espetáculo, “Curta nas Alturas”, uma livre adaptação da obra de Nelson Rodrigues e Luis Fernando Veríssimo.

Em novembro de 2004, participou do projeto Criação Teatral Volkswagen, com o espetáculo “Otelo para todos os brasileiros”, de Antônio Abujamra e direção de Marcelo Lazzaratto, conquistando, em apresentação no Theatro Municipal de São Paulo, o segundo lugar geral e o prêmio de melhor atriz para Marina Elias.

Em 2006, com direção de Alexandre Caetano, o grupo estreou o espetáculo “Era… Uma Vez?”, obtendo sucesso de público e de crítica e recebendo importantes prêmios em festivais dentro e fora do estado. Um ano depois, estreou a peça “Alma de Papel”, com direção de Marina Elias e Daniel Dalberto, que tem no seu elenco vinte e um estudantes da graduação em Artes da Unicamp, e é fruto da pesquisa de mestrado de Marina Elias.

Serviço
Estréia da peça “Se você Vier”
Direção: Marina Elias
Datas: 24 de outubro, às 19h, 25 de outubro, às 21h e 26 de outubro, às 19h
Local: Teatro Arte e Ofício (Tao) – Rua Conselheiro Antonio Prado, 529 Vila Nova – Campinas (próximo à Lagoa do Taquaral).
Ingressos: antecipados (ate o dia 23/10) R$16,00 a inteira e R$8,00 a meia, e a partir do dia 24/10 R$20,00 a inteira e R$10,00 a meia (ou com doação de 1k de alimento)
Informações e reservas: (19) 3241.7217 / (19) 9605.2510

TUSP & Cia Avessa de Teatro apresentam Balada de Um Palhaço na Mostra Plínio Marcos 2008

Texto de Plínio Marcos revela a dialética entre utopia e tradição a partir da relação de dois palhaços. Balada de um Palhaço é a peça que marcou a volta do autor após sete anos de silêncio, em uma nova fase que o distanciou de seus temas de violência marginal

Bobo Plin, ao buscar sentido para seu ofício – marcado pela repetição mecânica do fazer artístico -, nega antigas formas de fazer rir a fim de preencher o vazio de uma existência que ele percebe medíocre. Sua motivação em mudar é acionada a partir do seu reencontro com sua vocação. Porém, desprovido de um plano mais consistente, o palhaço sucumbe ao hábito e novamente recorre às velhas gags, aos mesmos truques e piadas infames, reiterando o papel que se negava a desempenhar. Absorvido pela tradição e incapaz de traduzir-se em uma nova forma de expressividade, cria nessa busca um novo “filão” a ser explorado por Menelão, o empreendedor do circo. O embate entre Menelão e Bobo Plin transcende o conflito psicológico e abre perspectivas para a libertação deste homem, até aqui fruto de seu meio e encarcerado pela sua condição social. Sem se ater à melancolia do palhaço, o foco da montagem está na relação dialética entre a atitude positiva de um personagem em busca da transformação incerta e utópica e o conservadorismo eficiente de tradições vazias, tão bem sustentadas, hoje, pela visão pragmática e liberal. Com o espetáculo, vemos que a percepção do fracasso generalizado enfraquece o conflito. A impressão que se tem é que Plínio Marcos já sabia que apenas por conta disso, a humanidade, perplexa como está, seria obrigada a refletir sobre suas diferenças. Privilegiando o lirismo e o humor, essa montagem enfatiza a atualidade do texto no momento em que a discussão ética e artística e esta indissoluvelmente ligada à percepção de uma realidade carente de valores definidos.

SINOPSE – Em um velho circo, antes do início do espetáculo, o palhaço Bobo Plin se nega a entrar em cena para repetir velhas e gastas gags típicas de seu ofício. Surge, então, um grande conflito com seu companheiro Menelão, dono do circo. Nesse confronto vemos personificados nas respectivas personagens o ideal e a realidade, o desejo e a necessidade. No embate entre a tradição e a ruptura, Plínio Marcos nos brinda com os dois lados de problemáticas que afligem, na verdade, um mesmo personagem: o ser humano.

TUSP – Teatro da USP – Rua Maria Antônia, 294 – Consolação – Tel. 3255 7182 R. 41 e 53

De 3 a 19 de outubro de 2008 / Sextas e Sábados às 19h, Domingos às 18h.

Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia) / Classificação: 14 anos. / Duração: 75 min.

A bilheteria abre duas horas antes do espetáculo

FICHA TÉCNICA

Texto: Plínio Marcos / Direção: Gustavo Trestini

Elenco: Cibele Bissoli: Bobo Plin / Bruno Feldman: Menelão

Atriz convidada: Bete Dorgam (voz em off da Grande Mãe)

Cenografia: Márcio Tadeu / Figurinos: Ana Luísa Lacombe e Clarita Sampaio / Iluminação: Gustavo Trestini / Trilha sonora original e Direção musical: Gustavo Kurlat (A partir das canções originais de Léo Lama e Plínio Marcos) / Arranjos e Produção Musical: Ruben Feffer e Gustavo Kurlat / Voz: André Frateschi / Instrumentos Virtuais: Ruben Feffer / Acordeão: Lula Alencar / Viola / Violino: Fábio Tagliaferri / Trombone de Boca: Gustavo Kurlat / Assessoria de Corpo: Joana Mattei / Assessoria de Circo: Bete Dorgam e Val Pires / Visagismo: Carlos Beltran / Programação Visual: Cláudio Queiroz / Cenotécnico: Daniel Ribeiro / Produção de Figurino: Roupa de Cena / Costureira: Judite de Lima / Técnicos de Gravação e Mixagem: Maurício Madureira e Marcelo Tupinambá / Estúdio: Ultrassom – São Paulo / Fotos: Sérgio Logullo / Produção: Cibele Bissoli e Bruno Feldman.

Se essa história fosse minha

Projeto Estações apresenta AS MENINAS DO CONTO, CIA RODAMOINHO E FURUNFUNFUM em  “SE ESSA HISTÓRIA FOSSE MINHA”

O espetáculo “SE ESSA HISTÓRIA FOSSE MINHA” é parte da pesquisa que vem sendo realizada pelos grupos “As Meninas do Conto”, “Furunfunfum” e “Cia. Rodamoinho”, da Cooperativa Paulista de Teatro, contemplados pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e pelo Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

As seguintes histórias brasileiras de tradição oral, reescritas pelos artistas, compõem o espetáculo: “A mulher dengosa”, “A princesa Sidônia”, “Os músicos prosas”, “O caboclo, o padre e o estudante” e “O laço do diabo”. A música é executada ao vivo pelos artistas que cantam e tocam saxofone, violão, pandeiro, tambor, lira e instrumentos variados de percussão. Composições próprias e músicas da tradição popular brasileira fazem parte da apresentação.

Elenco
Fabiano Assis
Renata Flaiban
Kika Antunes
Simone Grande
Norma Gabriel
Girlei Miranda
Marcelo Zurawski
Paula Zurawski

Serviço:
Dia 04 de Outubro
Parque da Água Branca
Sábado às 11h

Dia 05 de Outubro
Parque Villa Lobos
Domingo às 11h

Ingressos: ENTRADA FRANCA

Duração: 75 minutos
Censura: Livre

O Ménage de Marina Person

Peça com Domingas Person e Ivo Müller e direção de Marina Person, espetáculo traz três casais, em três textos de três autores contemporâneos e estréia dia 7 de Outubro.

Domingas Person e Ivo Müller encenam seis personagens na comédia  Ménage, que marca a estréia de Marina Person na direção teatral. “Ménage” fala de relacionamentos, através de três textos curtos:

· “Rex”, de Joe Pintauro: Um casal muito rico enfrenta questões domésticas à mesa. Pintauro é poeta, dramaturgo e roteirista, nunca foi montado no Brasil.

· “Tudo Bem” de David Ives, autor conhecido por suas comédias de um ato só, retrata as angústias e os absurdos que podem acontecer num primeiro encontro.

· “Fogo”, fala de sexo e consumo. O texto foi escrito pelo paulista Guilherme Solari em parceria com o ator Ivo Müller. Solari é autor do blog “Depressão pós-cafeína”, Müller já teve texto encenado na peça “Uma Noite de Outono Antes da Paz”.

O fato de o projeto envolver tantos trios (textos, casais, dois atores e a diretora) originou o nome do espetáculo. Diferente do significado popular que damos a ela, a palavra “Ménage” segundo o dicionário, quer dizer: “o conjunto de tarefas rotineiras e afazeres relacionados com a casa; a vida doméstica”.

Sobre os atores e direção:
Os atores assinam a tradução, a adaptação e a produção do espetáculo. Convidaram Marina Person, irmã de Domingas, para dirigir o trabalho. Marina é cineasta e apresentadora da MTV. Estreou recentemente o documentário “Person”, sobre o pai, o cineasta Luiz Sérgio Person e prepara seu primeiro longa-metragem de ficção.

Domingas Person e Ivo Müller se conheceram trabalhando no Centro de Pesquisa Teatral/CPT- SESC/SP, dirigido por Antunes Filho.

Müller é catarinense, advogado de formação, está a cinco anos em São Paulo e trabalhou recentemente com o Grupo Tapa, no espetáculo “Amargo Siciliano”.

Domingas cresceu num teatro, o Auditório Augusta, fundado por seus pais nos anos 70. Atualmente apresenta o programa “Métrópolis”, da TV Cultura.

Atriz e diretora cresceram no meio teatral, fizeram carreira na tv e retornam ao teatro. Rita Wainer assina seu primeiro figurino teatral. Müller e Solari tem seus primeiros textos encenados. Todas essas estréias acontecem no projeto Primeiro Sinal, no SESC Av. Paulista a partir de 07 de outubro.

Ficha técnica:
Ménage
Textos: David Ives, Joe Pintauro, Guilherme Solari e Ivo Müller
Tradução e adaptação: Ivo Müller e Domingas Person
Elenco: Domingas Person e Ivo Müller
Direção: Marina Person
Assistente: Carlos Morelli
Direção de produção: Joca Paciello
Iluminação: Davi de Brito
Figurino: Rita Wainer
Cenografia: Frank Dezeuxis
Trilha sonora: Dimi Kireeff, supervisão de Wilson Simoninha
Programação Visual: Ana Muriel
Fotos: Cris Bierrenbach
Produção executiva: Ivo Müller e Domingas Person

Serviço
Peça: Ménage
Com: Domingas Person e Ivo Müller
Direção: Marina Person
Textos: David Ives, Joe Pintauro, Guilherme Solari e Ivo Muller
Estréia dia 07 de Outubro
Temporada: até 05 de Novembro
Sessões as terças e quartas-feiras
Gênero: comédia
Censura: 12 anos
Duração: 60 minutos
Local: Sesc Paulista, 2º andar
Ingressos: R$ 12 (inteira) – R$ 6 (Meia) – R$ 3 (comerciários c/ carteirinha)
Bilheteria:
Telefone para informações: 3179-3700