Mostra mapeia o cinema espanhol atual

10 a 14 de dezembro de 2008

A Cinemateca Brasileira, a Embaixada da Espanha no Brasil e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional reúnem-se mais uma vez para oferecer ao público um breve apanhado da nova cinematografia espanhola. A partir da exibição de títulos premiados, aclamados pela crítica e, em sua maioria, nunca lançados comercialmente no Brasil, o ciclo é uma boa oportunidade para se conferir os rumos e tendências do novo cinema espanhol.

ENTRADA FRANCA
Não indicado para menores de 16 anos
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próxima ao Metrâ Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br

PROGRAMAÇÃO
10.12 | QUARTA
SALA CINEMATECA BNDES
20h30
AZULESCUROQUASEPRETO

11.12 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
20h30
O MELHOR DE MIM

12.12 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
20h30
EU SOU A JUANI

13.12 | SÁBADO
SALA CINEMATECA BNDES
20h30
UM FRANCO, 14 PESETAS

14.12 | DOMINGO
SALA CINEMATECA BNDES
20h30
SALVADOR – ESTÓRIA DE UM MILAGRE COTIDIANO | TUA VIDA EM 65?

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES
AzulEscuroQuasePreto (Azuloscurocasinegro), de Daniel Sánchez Arávalo
Espanha, 2006, 35mm, cor, 105? I Legendas eletrônicas em português
Quim Gutiérrez, Marta Etura, Antonio de la Torre, Héctor Colom
Depois de passar anos estudando, cuidando do pai doente e trabalhando como faxineiro, um jovem decide mudar o rumo de sua vida. Por meio do irm?o, que cumpre pena num pres?dio, conhece uma mulher com quem desenvolver? uma rela??o incomum.

Eu sou a Juani (Yo soy ja Juani), de Bigas Luna
Espanha, 2006, 35mm, cor, 90? | Legendas eletrônicas em português
Veronica Echegui, Dani Martin, Laya Marte, Gorka Lasaosa
A jovem Juani tem problemas em casa. Seu namorado é insuportável e, não aturando mais seus ciúmes, ela o abandona e decide fazer tudo aquilo que não fez enquanto estava com ele. Cansada de levar uma vida conformada e tola, Juani resolve ser atriz.

Um Franco, 14 pesetas (Un Franco, 14 pesetas), de Carlos Iglesias
Espanha, 2006, 35mm, cor, 96? | Legendas eletrônicas em português
Carlos Iglesias, Javier Gutierrez, Nieve de Medina, Isabel Blanco
Em 1960, dois amigos abandonam suas famílias na Espanha e partem para a Suécia à procura de trabalho. Arrumam emprego como mecânicos de uma fábrica e passam a morar numa pequena vila industrial. Ali, terão de adaptar-se a uma nova realidade.

O melhor de mim (Lo mejor de m?), de Roser Aguilar
Espanha, 2007, 35mm, cor, 85? | Legendas eletrônicas em português
Marian Álvarez, Juan Sanz, Lluas Homar, Alberto Jimenez
Quando criança, Raquel não conseguia entender por que as pessoas falavam tanto sobre o amor. Nesta época, pensava no que poderia acontecer se ninguém a amasse. Hoje, ela questiona até onde está disposta a ir por amor.

Salvador – Estória de um milagre cotidiano (Salvador ? Historia de un milagro cotidiano), de Hwidar Abdelatif
Espanha, 2007, 35mm, cor, 14? | Legendas eletrônicas em português
Nacho Fresneda, Gabriel Merchan, Orlan Morin
Uma criança brinca num vagão de trem. Em um trajeto idílico, todos participam do jogo, à exceção de um passageiro que, inquieto, abandona o veículo. O diretor Hwidar Abdelatif idealiza a trágica manhã de 11 de março de 2004, em Madri, dia em que uma série de atentados terroristas foram cometidos na rede ferroviária da cidade.

Tua vida em 65? (Tu vida en 65?), de Mar?a Ripoll
Espanha, 2006, 35mm, cor, 100? | Legendas eletrônicas em português
Javier Pereira, Oriol Vila, Marc Rodriguez, Tamara Arias

Num domingo, três jovens lêem uma nota de óbito e acreditam que o morto é um antigo colega de escola. Eles se dirigem ao velório e descobrem que se enganaram. A partir daí, a confus?o e o acaso tecem uma história de amizade, amor e morte.

Antologia de Luiz Ruffato reúne mestres da narrativa breve em lançamento de Edições SM

Menino pobre, com pais à margem da cultura letrada (filho de uma lavadeira analfabeta e de um pipoqueiro semi-analfabeto), um dia o escritor Luiz Ruffato – então um tímido adolescente de 13 anos –, tentando escapar dos colegas, encontrou refúgio na biblioteca da escola. Ali, ao aceitar um livro das mãos da bibliotecária, ele descobriu um mundo que ia muito além de Cataguases (MG), sua cidade natal. Tal descoberta marcou-lhe irremediavelmente o destino e o levou, muitos anos e livros mais tarde, a dedicar sua vida à literatura.

Ciente, portanto, do poder transformador da leitura, de que ele mesmo é prova viva, Luiz Ruffato, um dos mais talentosos autores da ficção brasileira contemporânea, responde agora pela organização de uma antologia de contos dentro da série Leituras de escritor, lançamento recente de Edições SM. Tal antologia, especialmente elaborada para jovens leitores, mescla autores estrangeiros (como Julio Cortázar, Juan Rulfo, Katherine Mansfield e Luigi Pirandello…) e nacionais (como Machado de Assis, João Antônio e Ivan Ângelo, entre outros), todos mestres na arte da narrativa breve.

Mais de metade dos textos é protagonizada por crianças e adolescentes e boa parte deles tematiza problemas sociais, como a pobreza, o racismo, o trabalho infantil, entre outros. Além disso, ao longo do livro, é enorme a variedade de tom e estilos, que vai do humor pirandelliano ante as agruras de um pobre professor que dá a melhor aula de sua vida a uma platéia-fantasma (“A heresia cátara”), à ternura veterinária de João Alphonsus (“Galinha cega”), passando pelo realismo fantástico presente nas narrativas de Kafka (“Um artista da fome”) e de Lygia Fagundes Telles (“O jardim selvagem”).

Lançada sob o selo Comboio de Corda – que visa estimular o contato da criança e do jovem com diferentes gêneros textuais (como poesia, teatro e conto) – , a série Leituras de escritor é composta por antologias elaboradas por um leitor privilegiado; um leitor que, sendo também escritor, debruça-se sobre a produção alheia impelido por questões que podem dizer respeito às suas próprias inquietações criativas. Além do volume organizado por Luiz Ruffato, a série conta ainda com outros dois, organizados por Moacyr Scliar e Ana Maria Machado.

Sobre o organizador – Luiz Ruffato é mineiro de Cataguases, reside há vários anos na cidade de São Paulo. Contista, romancista, poeta e ensaísta, Ruffato é autor, entre outros títulos, de Eles eram muito cavalos e Mamma son tanto felice.

Sobre a ilustradora – Mariana Zanetti é arquiteta e artista plástica, ilustradora de livros para jovens e crianças, entre os quais Zoo, de Fabrício Corsaletti, e O anjo do Lago, de Socorro Aciolly.

Título: Leituras de Escritor – Luiz Ruffato
Organizador: Luiz Ruffato
Ilustração: Mariana Zanetti
Número de páginas: 176
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 30
ISBN: 978-85-60820-25-2
Edições SM

Encontro de Dança e Música com Betty Gervitz e grupo MUTRIB no CCSP

O Centro Cultural São Paulo promove o Encontro de Dança e Música com Betty Gervitz e grupo Mutrib, uma apresentação de danças étnicas, com trilhas de grupos musicais que atualizaram a música folclórica de seus países, e coreografias também revitalizadas. O encontro será nos dias 9 e 16 de dezembro, às 12h, na Sala Adoniran Barbosa, com entrada franca. Ao final do encontro, será oferecida ao público uma aula aberta com música ao vivo, com danças de roda tradicionais, principalmente danças dos Bálcãs. Este projeto pretende aproximar as danças étnicas do público, partindo do princípio que a dança é para todos. Ela pode ser feita com muita técnica, ou sem, pelos mais diversos tipos de corpos, e como é a expressão da cultura pelo movimento, o importante é a convivência com o grupo, criando um sentimento de pertencer, de fazer parte. A partir de sua larga experiência em viagens pelo mediterrâneo, pelo mundo árabe, judaico, cristão, cigano, leste europeu, Betty Gervitz ressalta a importância dos rituais de comemoração da vida, onde se dança de forma comunitária e solidária. O Mutrib, que em turco significa a energia que emana do encontro de músicos, nasceu da convergência dos interesses musicais multiculturais de alguns dos maiores instrumentistas do cenário musical paulistano aliado a experiência do clarinetista americano Stewart Mennin que pesquisa, há mais de 30 anos, o repertório de músicas do mundo. Junto com ele, Gabriel Levy (acordeom) e Ma3 (saxofone e flauta) iniciaram uma pesquisa profunda no repertório do mediterrâneo oriental e Bálcãs. O grupo ainda conta com a participação dos percussionistas Roberto Angerosa, Valéria Zeidan, Éder “O” Rocha e Douglas Felis, além de de Deivid Peleje, na tuba. Músicos: Stewart Mennin, Gabriel Levy, Ma 3, Roberto Angerosa, Valéria Zeidan, Éder “O” Rocha, Douglas Felis e Deivid Peleje. Betty Gervitz Formada em educação física e fisioterapeuta, Betty Gervitz atua como professora, bailarina e coreógrafa, e como fisioterapeuta, atendendo em consultório particular. Trabalha com dança desde 1978, ao lado de Ivaldo Bertazzo. Em 1982, passou a ser sua assistente permanecendo por 12 anos na escola e em seu grupo. Em 1992, junto com André Trindade, criou o Estúdio A & B, escola que teve como objetivo despertar o aluno para o movimento, pretendendo uma saúde holística. Desde então, ministra aulas de dança étnicas, sendo referência neste gênero de dança no Brasil.

SERVIÇO: Danças populares – Encontro de Dança e Música Dias 9 e 16 de dezembro, às 12h Ingresso: gratuito Duração: 30 min. Centro Cultural São Paulo – Sala: Adoniran Barbosa (631 lugares) Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso Informações ao público: 3397-4002 www.centrocultural.sp.gov.br

Cabaret Cru, Contos de Fadas

Reviravolta no reino dos contos de fadas: Chapeuzinho Vermelho vira uma cantora de cabaré e o Lobo Mau, um Pitbull!

As histórias da carochinha nunca mais serão as mesmas! Dia 04 de dezembro, na boate Pista 3, é a vez da terceira edição do Cabaret Cru, evento que oxigenou a noite carioca em 2008. Pra encerrar o seu bem sucedido primeiro ano de atividades, a festa-banda – como se auto-intitula – continua inovando e detona uma reviravolta no reino das fadas.

No comando, a insaciável personagem Noiva “toca o terror” como a anfitriã-mestre-de-cerimônias, cantando e contando sua trajetória de vida até se transformar em ícone pop dos inferninhos e cabarés ao redor do mundo: “Minha saga existencial é um exemplo de libertação! Sempre sonhei em ser uma cantora de cabaré, fosse na Bessarábia ou no luxo de Paris, nada seria capaz de me impedir!”. Seus devaneios fazem parte do alter ego da cantora e atriz Lu Baratz, também idealizadora do evento.

A banda desfila seu repertório de encorpadas versões de Tom Waits a Dolores Duran. Nessa edição, tem também “Lobo Bobo” de Carlos Lyra, “Over the Rainbow” e um remix de Braguinha com suas “Eu vou, eu vou” e “Pirata da Perna de Pau”. A Noiva canta e vai anunciando as atrações que vão desde contorcionismos extremos e danças exóticas à clássicas, como o número em que o mágico corta alguém ao meio.

O convidado ilustre é Sany Pitbull (Carioca Funk Clube) e sua indefectível MPC. Depois de cumprir com êxito a missão de encerrar o TIM Festival 2008, ele ataca de Lobo Mau no Cabaret Cru Contos de Fadas arrematando a noite.

Ao público cabe aproveitar a atmosfera de encantamento e escape da realidade. Para atiçar ainda mais o deleite geral, serão servidas ao público as maçãs do amor confeitadas por Branca de Neve especialmente para a ocasião. No segundo andar da boate, a cabana de João e Maria com docinhos saídos das histórias da carochinha. A cada nova edição deliciosas horas do mais puro entretenimento. E dessa vez com “as histórias que nossas babás não contavam”. Confira!

Serviço: Quinta-feira,
04 de Dezembro de 2008
Horário: 22 h
Local: Pista 3
R. São João Batista, 14- Botafogo
Ingresso: R$ 15,00 e R$ 12,00 lista amiga: cabaretcru@gmail.com

Site: http://www.cabaretcru.com

S. Bernardo, longa dirigido por Leon Hirszman, tem sessão grátis no Cine Bombril, amanhã, terça, 2 de dezembro

s. bernardo, longa dirigido por Leon Hirszman, tem sessão grátis no Cine Bombril, amanhã, terça, 2 de dezembro

Sessão, às 20h, será seguida de debate com Ismail Xavier, Lauro Escorel e Othon Bastos

S.Bernardo, longa dirigido por Leon Hirszman em 1972, será exibido no Cine Bombril, amanhã, terça-feira, 02 de dezembro, com entrada franca. Othon Bastos, protagonista do filme, Lauro Escorel,  diretor de fotografia de S.Bernardo  (e um dos responsáveis pelo projeto de restauro da obra de  Hirszman) e o crítico e ensaísta Ismail Xavier, serão os debatedores da noite, mediados pelo jornalista Sergio Rizzo. As senhas poderão ser retiradas a partir das 19h, na bilheteria do cinema.

Em continuidade ao projeto de restauro da obra de Hirszman, S.Bernardo está sendo lançado em DVD pela Vídeo Filmes. Esta segunda caixa inclui os curtas Maioria Absoluta (1964) e Cantos de Trabalho (1975). A primeira caixa de DVD, lançada no final do ano passado, incluiu os filmes Eles Não Usam Black-Tie, ABC da Greve, Ecologia, Megalópolis, Pedreira de São Diogo e o documentário inédito Deixa Que Eu Falo, de Eduardo Escorel. Até 2010 mais duas caixas serão lançadas, reunindo outras obras essenciais do cinema brasileiro como A Falecida e Imagens do Inconsciente.

O projeto Restauro Digital da obra de Leon Hirszman tem o apoio do Ministério da Cultura e da Cinemateca Brasileira, produção da Cinefilmes Ltda e patrocínio da Petrobrás, através do Projeto Petrobrás Cultural. São Curadores e responsáveis pelo projeto, Carlos Augusto Calil, Lauro Escorel e Eduardo Escorel, com acompanhamento de Maria e João Pedro Hirszman, filhos do cineasta.

Preço sugerido para o DVD: R$ 55,00

Visite o site: http://www.leonhirszman.com.br

Companhia produtora: Saga Filmes

Companhias produtoras associadas: Mapa Filmes, L. C. Barreto

Distribuição: Embrafilme

Produção executiva: Marcos Farias

Produtores associados: Márcio Noronha, Henrique Coutinho, Luna Mochcovith

Direção de produção: Liana Aureliano, Rubens Azevedo, Rui Polanah

Direção: Leon Hirszman

Assistência de direção: Lúcio Lombardi

Argumento: baseado no romance homônimo de Graciliano Ramos

Roteiro: Leon Hirszman

Fotografia: Lauro Escorel Filho

Câmera: Cláudio Portiolli

Assistência de câmera: Renato Laclette

Montagem: Eduardo Escorel

Assistência de montagem: Gilberto Santeiro

Elenco: Othon Bastos, Isabel Ribeiro, Vanda Lacerda, Nildo Parente, Mário Lago, Josef Guerreiro, Rodolfo Arena, Jofre Soares, José Labanca, José Policena, Andrey Salvador

Agenda poética Tempo Passageiro é lançada por um grupo de 12 poetas na Casa das Rosas

No próximo dia 03 de dezembro, quarta-feira, às 19h00, na Casa das Rosas, a Editora Klepsydra lança Tempo Passageiro. Agenda poética elaborada por um grupo de 12 poetas (Beatriz Luz, Hamilton Faria, João Carlos Padua, Jussara Salazar, Ledusha, Luis Olavo Fontes, Masé Lemos, Pedro Garcia, Reinoldo Atem, Ricardo Kubrusly, Rodrigo de Haro e Ulisses Tavares), impressa em tom de letra intencionalmente pálida, e que permite ao leitor anotar seus compromissos sobre os poemas. No lançamento haverá um recital de poesia e os poetas irão autografar as agendas. A Casa das Rosas fica na Av. Paulista, 37, em São Paulo (SP), telefone (11) 3285-6986.
Palimpsesto poderia ser o nome desta agenda poética. O palimpsesto, segundo o Houaiss, é um “pergaminho cujo texto foi escrito em cima de outro que foi raspado”. A idéia é esta. O texto, o poema, está aí para o que o leitor quiser fazer. Raspar (que é difícil), escrever por cima (o tom da letra é intencionalmente pálido para este fim) ou, sabe-se lá porque, preservar limpo o poema e abdicar da finalidade de uma agenda (anotar compromissos, etc.). Como palimpsesto é uma palavra que poucos conhecem, o grupo achou por bem batizar essa agenda com o nome de Tempo passageiro. Seguem abaixo breves apresentaçoes dos poetas.

Beatriz Luz caminha entre a poesia e as “artes plásticas”. Sabendo que o território é o mesmo – o da poética – diz:

Não sou poeta

sou

um ser que transita

dentro e fora de tudo

sina densa

e me estranho

qual muitos me estranham

no assim sendo

construindo.

Publicou: Carmel – 1963; Medersa – 1998 e 2000; Nepentes – 2002. Colabora em publicações de arte e literatura. Pensa igual ao poeta Murilo Mendes “Viver a poesia é muito mais importante do que escrevê-la”.
Hamilton Faria escreveu seis livros de poesia, participou de 12 antologias no Brasil, e publicou poemas em outros países e em alguns dos principais jornais e revistas do país. Participa de leituras poéticas em universidades, centros de cultura, teatros, feiras de livro, escolas, bibliotecas, meios de comunicação, praças etc. e acredita que a poesia deve sair do seu estado de livro para revelar e criar mundos poeticamente habitáveis, com vidas significativas e re-encantadas.  Recebeu prêmios literários e teve o trabalho poético estudado no meio acadêmico. Afirma: “poeta estou em contato com a bem-aventurança. E posso dizer que tive algumas dádivas na vida: a de ter nascido são, amar meus pais e ter sido abençoado com a poesia. A poesia me salva sempre, porque faço a mutação do bruto dia em poesia. Escrevo todos os dias, às vezes muito, porque não tenho tempo de escrever pouco.  Não sou um poeta maldito, sou um poeta bendito.”

João Carlos Padua é carioca, cursou Língua Portuguesa e Literatura Brasileira na PUC/RJ nos anos setenta, quando participou da geração marginal, com publicações no Almanaque Vitalidade, sendo um dos 26 poetas do livro de Heloisa Buarque de Holanda, com trabalhos como letrista da MPB, em parceria com Danilo Caymmi, João Donato e Egberto Gismonti entre várias outras e, malgrado convicto de que nada vai dar certo, persevera em manter esperança no porvir.

Jussara Salazar – Poeta, artista plástica e designer nasceu em Pernambuco. Publicou os livros: “Inscritos da casa de Alice”(1999), “Baobá”, poemas de “Leticia Volpi”, (2002), “Natália” (2004) e Coloraurisonoros (Buenos Aires, 2008). Publicou em várias revistas: Tsé-Tsé (Argentina), Chain (EUA), Rattapallax (EUA), Suplemento literário de Minas (Brasil), Galerna (EUA/Espanha), Mandorla (México) Caderno Mais! (Folha de São Paulo), Mar com Soroche (Chile), entre outros. Faz parte das antologias “Na virada do século” (2002) “Passagens”, Poesia Contemporânea no Paraná, (2002) Invenção Recife, (2004) Poetry Wales, (País de Gales, 2004), Relicário Latino, Antologia de poesia latina, (2004), Literatura Brasileira Hoje, (2004). Integra a Antologia Comentada da poesia brasileira do século XXI, (2006) e Geometry of Hope (New York University, 2008). Atualmente edita a revista eletrônica de arte e literatura Lagioconda7 (http://www.lagioconda.art.br)

Ledusha – Nasceu e  vive em São Paulo com sua filha Nina, e seus cachorros: Pingo e Brigitte. É defensora da causa animal, tradutora de espanhol, letrista de música e jornalista, mas não raro diz que também tem que fazer mágica. Ama Tom Jobim. Publicou 4 livros de poemas: Risco no Disco – 1980 – Edição independente, RJ, Finesse & Fissura – 1984 – Editora Brasiliense, SP; 40 graus – 1990 – Francisco Alves Editora, RJ; Exercícios de Levitação – 2002 – Editora 7 Letras, RJ. Visitem o Pseudopopblog:
http://ledusha.blig.ig.com.br/

Luis Olavo Fontes foi poeta marginal nos anos 1970 e esse foi o seu fim.  Marginalizado de antologias literárias e currículos escolares – marginal não vai à escola – só lhe restou a  penosa solução do exílio. Cada vez mais ausente do cenário poético do país, foi esquecido nas últimas eleições da ABL – marginal não freqüenta a Academia.  Nunca ganhou um prêmio literário – marginal não ganha prêmios, apenas penas.  Geralmente, de reclusão.  Naturalmente, de exclusão.  Marginal não merece ter biografia.

Masé Lemos nasceu em Belo Horizonte e foi morar com 7 anos no Rio. Aos 13 anos escreveu o “Drama do meu conto” que foi logo em seguida, dramaticamente, destruído. Com 17 anos quis fazer Jornalismo, mas acabou fazendo Direito na UERJ.  Formou-se, advogou, fez mestrado em direito, depois mudou de profissão e trabalhou como designer gráfica. Neste ínterim casou e teve um filho, o Manoel, a maior riqueza de sua vida. Talvez, levada por esta experiência quase mística, quis mais uma vez mudar de profissão. Fez, então, mestrado e doutorado em literatura brasileira em Paris: depois disto nada mais seria dramático em sua vida. Agora está de volta à UERJ como professora de Teoria da Literatura. Em 2007 publicou “Redor” pela 7letras, seu primeiro livro de poesia.

Pedro Garcia publicou treze livros de poesia: Viagem Norte, 1959; Ilha submersa, 1973; Paisagem Móvel, 1973 (Prêmio Poesia UFSC); Trapézio & Trapezista, 1977; Frutos do mar, 1985; Sobre a carne do poema, 1986; Índice de percurso, 1986 (Prêmio Luís Delfino); A invenção do tempo, 1993; Escadas improváveis, 1993; Flechas & Flechas,1996; 34 poemas dois pedros, 1996; 360º (poesia reunida), México, 1997; Sobre nomes, 1998; 360º  (poesia reunida), 2ª  edição, 2005. Em 2000 teve reeditado, em edição limitada, de 111 exemplares, com serigrafia de Rodrigo de Haro, seu primeiro livro: Viagem Norte.

Reinoldo Atem é nordestino de nascimento, mas radicou-se no Paraná aos quatro anos de idade, já tendo virado curitibano. Começou a interessar-se por literatura bem cedo, antes dos quinze anos de idade, lendo e escrevendo, principalmente poesia. Aos vinte e cinco anos de idade começou a publicar, por conta própria, poesias e contos. Tem um livro de contos intitulado Eterna Primavera e vários de poesia: “Urbe urge”, “O sopro de tudo”, “O aprendizado da vida” e “Sob o céu do país”.

Ricardo Kubrusly, poeta e matemático, escapa dos números pelo poema. Livros e equações dispersas, teoremas em versos transformados. Títulos, títulos dobrados num tempo sem memória, texto sem texto escreve um real entre vazios. Professor de alunos esquecidos entre a matéria e o grito, grita. Versos de números somente sem medo ou filosofia, cujo destino é a imprudência de uma lógica desgovernada. Filósofo das madrugadas entre versos tortos, filho da morte e irmão dos pensamentos. Homem na sorte e mulher nas aventuras, ama o amor na distância de seus números discretos e nas rugas que lhe trouxe o tempo. Louco pela fama, transforma destinos em destinos números em números e versos em transparências onde a vida enumera seus poemas.

Rodrigo de Haro – Desterro, Rio de Janeiro, São Paulo, Desterro. Morro do Assopro na Lagoa da Conceição (Florianópolis.) onde elabora, cheio de susto, uma obra que foge sempre do seu comando, onde “a disciplina se liga ao anjo da extravagância”. O poeta, também pintor, entende que ambas as disciplinas perseguem as mesmas visões recorrentes. Nostalgia, o Eros em diagonal, a infância perdida e inquietudes presentes são os elementos constantes de sua inspiração. As ilhas, lugares malditos, abrigam caprichosamente seus poetas. Livros: “Trinta Poemas”; “Taça Estendida”; “Amigo da Labareda”; “Caliban”; “Livro dos Naufrágios”; “Porta”; “Mistério de Santa Catarina”; “Livro da Borboleta Verde”; “Andanças de Antonio”.  Seus trabalhos estão publicados no Brasil e no exterior. Tem 6 livros inéditos.

Ulisses Tavares tem 118 livros publicados em todos os gêneros e assuntos. Com mais de 22 milhões de exemplares vendidos, 8 milhões apenas em poesia. Há 3 anos vive (mal, mas com tesão) literalmente de literatura. Tem um brilhante currículo de publicitário, jornalista, dramaturgo, roteirista de televisão, marketeiro político e professor de pós-graduação. Mas prefere ser o que é: um moleque cinqüentão, budista e anarquista. http://www.ulissestavares.com.br
Tempo Passageiro
Vários autores
390 p. / R$ 30,00

Exposição dos Direitos Humanos em SP

Para o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Fundo Brasil de Direitos Humanos inaugura hoje (01/12) a exposição Direitos Humanos são direitos de todos, no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073). Com objetivo de discutir o histórico e a situação atual dos direitos humanos no país, a mostra reúne, por meio de fotos e textos, situações de violação e abuso aos direitos humanos sob quatro perspectivas: Mulheres, Terra e Território, Igualdade e Cidadania. 

No mesmo espaço do Conjunto Nacional, a mostra do Fundo Brasil de Direitos Humanos dialoga com a exposição de arte internacional Responsabilidades Humanas: responsabilidades de todos, com obras de artistas gregos, brasileiros e norte americanos, além de desenhos elaborados por crianças da Geórgia e do Brasil, sobre o tema: “Meio ambiente: Bem comum – responsabilidade comum”.

Direitos Humanos são direitos de todos Quando: 1º a 20 de dezembro, das 10h às 22h Onde: Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073 – São Paulo – SP Entrada Franca

Paulo Moura e Duo Siqueira Lima juntos no Sesc Vila Mariana

O clarinetista Paulo Moura e os violonistas do Duo Siqueira Lima, a uruguaia Cecília Siqueira e o mineiro Fernando Lima, reúnem-se para apresentar o show SUL/SUR, baseado em releituras e diálogos da obra do brasileiro Radamés Gnatalli (1906-1988) com a do argentino Astor Piazzolla (1921-1992).

Em 1958, Paulo Moura trabalhava na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, ao lado de Radamés Gnatalli, responsável pelos arranjos de conjuntos e orquestras apresentados diariamente na rádio. Compositor, arranjador, regente e pianista, Gnatalli lançou dez álbuns, entre 1948 e 1953. Nos anos 70, foi peça fundamental na redescoberta do choro, divulgando o gênero e incentivando jovens músicos. Paulo Moura pediu então, que Radamés Gnatalli fizesse alguma coisa para tocar no saxofone. Tempos depois, Gnatalli trouxe uma série de composições, que foram gravadas no LP Paulo Moura Interpreta Radamés Gnatalli (1959), com o próprio Radamés ao piano.

Cinqüenta anos depois, Paulo Moura recebeu os dois jovens violonistas Cecília Siqueira e Fernando Lima em sua casa, no Rio de Janeiro. A idéia era regravar as composições de Radamés, agora com a formação clarineta e duo de violões. Mas, depois de ouvir os sons de Astor Piazzolla “saltarem” dos violões de Fernando e Cecília, o próprio Paulo lançou o desafio: “E se fizermos o Radamés com o Piazzolla?” Nasceu desse feliz encontro o projeto deste show no Sesc Vila Mariana, que mostra composições dos dois geniais compositores da música latino-americana.

O “trio” vai executar algumas composições de Astor Piazzolla, como Otoño Porteño, Verano Porteño, Milonga Del Angel e Alguién Le Dice Al Tango. As músicas Devaneio, Nostalgia, Valsa Triste, Romance e Penumbra, de Radamés Gnatalli, completam o roteiro da apresentação.

Os artistas
O Duo Siqueira Lima (www.duosiqueiralima.com.br) foi formado em 2002, depois que Cecília dividiu o primeiro lugar em um concurso internacional de violões com Fernando. Em seis anos de carreira, o Duo já tocou várias vezes por todas a Europa e gravou os CDs Tudo Concorda (2003) e Lado a Lado (2006).

O clarinetista e saxofonista Paulo Moura (www.paulomoura.com) tem 60 anos de carreira, gravou 35 álbuns autorais e foi premiado diversas vezes como instrumentista, nacional e internacionalmente, inclusive com um Grammy Latino.

SERVIÇO
Paulo Moura e Duo Siqueira Lima
Dia 5/12/2008. Sexta, às 21h
R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário inscrito, + 60 anos, estudante com carteirinha e professor da rede pública); R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes)
Teatro (608 lugares)
Duração: 90 minutos
Ingressos à venda em todas as unidades do SESC
Acesso a portadores de deficiências
Não recomendado para menores de 12 anos
Estacionamento: a partir de R$ 5,00

SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141
Informações: 5080-3000
http://www.sescsp.org.br
0800 11 8220

Radiohead confirma shows no Brasil em março Grupo inglês fará apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo

Confirmado. O aguardado grupo inglês Radiohead faz dois shows no Brasil em março de 2009. As apresentações farão parte do  festival Just A Fest, que acontece no Rio de Janeiro no dia 20 de março, na Praça da Apoteose, e em São Paulo, na Chácara do Jóquei, em 22 de março. O festival contará ainda com a participação de outros grupos, que serão anunciados em breve.
Formada em 1988, em Oxford, na Inglaterra, o Radiohead é composto por  Thom Yorke (vocais, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra), Ed O’Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão).
Seu primeiro single, “Creep”, foi lançado em 1992 e no ano seguinte chegou o primeiro álbum, Pablo Honey. O Radiohead estourou na Inglaterraem 1995, com a gravação do segundo álbum, The Bends. O lançamento de OK Computer, em 1997, deu ao Radiohead fama mundial – e uma legião de fãs.
O início dos anos 2000 foi marcado por inovação no Radiohead, com a banda incorporando elementos experimentais de música eletrônica e jazz em suas composições. Hail to the Thief (2003), sexto álbum da banda, mesclou diversos estilos
Em 2007 o Radiohead  causou nova revolução – saiu de sua gravadora EMI e lançou seu sétimo álbum, In Rainbows, por meio de download digital, quando o público escolhia o quanto queria pagar.
O Radiohead apresentará aos fãs brasileiros o show de sua turnê do álbum In Rainbows.
O Festival Just A Fest será realizado pela Planmusic Entretenimento, em parceria com MCT Brasil Produções e  Brasil 1 Entretenimento.
Sobre a venda dos ingressos
Os ingressos para os shows começam a ser vendidos pelo site www.ingresso.com a partir das 00:00h do dia 05 de dezembro 2008
Em São Paulo, também será possível comprar ingressos, a partir das 9:00h do dia 5 de dezembro, nas bilheterias do Estádio do Pacaembu – Rua Prof. Passalaqua, s/n – ao lado do portão 24.
No Rio de Janeiro os ingressos estarão também disponíveis, a partir das 9:00h do dia 5 de dezembro, na bilheteria 1 do Maracanãzinho – Prof. Eurico Rabelo – próximo a estátua do Bellini
Serão disponibilizados 35 mil ingressos para  Rio de Janeiro e 30 mil ingressos para São Paulo.
A censura do evento é 16 anos.
O telefone do SAC é 021 30 35 76 21  – atendimento@ingresso.com.br
Setores disponíveis e valores dos ingressos:
Dia 20/03/09 – RIO DE JANEIRO – Praça da Apoteose
PISTA  E ARQUIBANCADA–  35 mil ingressos
Inteira ……………….R$ 200,00
Meia/Estudante………….R$ 100,00
DIA 22/03/09 – SÃO PAULO – Chácara do Jóquei
PISTA – 30 mil ingressos
Inteira ……………….R$ 200,00
Meia/Estudante………….R$ 100,00
www.ingresso.com ou nos pontos credenciados
INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
Pagamento nos pontos de venda – apenas em dinheiro
Limite de venda de 4 ingressos por pessoa
Não será efetuada devolução de dinheiro após a compra
Não será permitida a troca de ingressos após a compra
Pontos de venda credenciados
São Paulo
Bilheteria dos Estádio do Pacaembu
Rua Professor Passalaqua, S/n◦
Rio de Janeiro
Bilheteria 1 do Maracanãzinho
Professor Eurico Rabelo S/ n◦ – próximo a estátua do Bellini

Taís Morais lança em Brasília seu novo livro-bomba

“Sem Vestígios – revelações de um agente secreto da  ditadura militar brasileira “,  um lançamento da Geração Editorial

Prepare-se para uma experiência chocante: Carioca, o agente secreto da ditadura militar cuja trágica história é contada neste livro, vai fazer você descer aos porões mais revoltantes da ditadura militar brasileira, principalmente na fase da guerra suja contra os grupos de esquerda, nos anos 70.

                Imagine a seguinte cena: nosso homem, que ajudou a prender o líder comunista David Capistrano da Costa, é acordado no meio da noite, por um colega, que o leva para assistir aos últimos momentos do  infeliz personagem: preso, interrogado, torturado, aparentemente ele já não é útil e os comandantes militares do Palácio do Planalto já deram a ordem: matar e desaparecer com o corpo. E o corpo está lá, espedaçado, pendurado em ganchos, uma costela aqui, uma perna ali, pingando sangue. Carioca, o agente – cujo final também haveria de ser trágico – tem engulhos, o estômago se revolve, mas, ao lado dele, outro agente ri cinicamente: o inimigo derrotado já não serve para nada e precisa ser descartado – sem deixar Vestígios.

Esta é a questão: que vestígios sobraram daquele período negro em que homens, mulheres e até crianças, alguns deles inocentes, foram presos, torturados e mortos com requintes de sadismo por verdadeiras bestas que operaram num verdadeiro açougue humano?

Carioca, o agente que infelizmente é preciso deixar anônimo, deixou numa caixa os vestígios de suas ações e seu remorso. Seu depoimento fragmentado e atormentado, que Taís Morais costurou em livro, é uma acusação mais que terrível: ele estava lá, participou dos atos. Investigou, prendeu, interrogou, matou. Algumas vezes matou sem necessidade, matou porque quis. Outras vezes, tentou não matar, mirou para errar o corpo. Mas os outros haveriam de acertar.

Este livro dramático, terrível, em que pela primeira vez uma testemunha das atrocidades revela que estava lá e foi daquele jeito mesmo, terá sem dúvida uma repercussão intensa nos meios políticos e militares. Muitos de seus personagens – os presidentes Médici e Geisel, o general Antônio Bandeira – estão mortos e só poderão ser julgados pela História. Outros, porém, estão vivos e seus nomes não foram poupados. A sociedade brasileira discute no momento o que fazer com este lixo do passado. Esquecer, já que houve uma anistia? Responsabilizar, ainda que ninguém seja preso de fato? Deixar de lado, finalmente, a busca de corpos que foram transformados em cinzas ou comida de peixes e não podem ser resgatados?

O projeto era não deixar vestígio algum: documentos, corpos e até algumas testemunhas, que foram convenientemente apagadas. Mas alguma coisa imprevista ficou: o depoimento desse agente atormentado e cheio de remorsos que se lê com ansiedade e apreensão. Taís Morais, autora também de Operação Araguaia – os arquivos secretos da guerrilha teve em mãos um conjunto de informações que nenhum brasileiro jamais teve… O resultado é este livro incômodo e aterrador.