Archive for the ‘arte’ Tag

Galeria norte-americana faz festa em SP

Para encerrar o ano do Galleria, a Carmichael Gallery de Los Angeles, em parceria com a galeria nacional, apresenta Os Brasileiros, exposição com grafiteiros brasileiros pintando painéis ao vivo.

Os grafiteiros que vão se apresentar são Akeni, Alexandre Anjo, Alexandre Yassu, Andre Firmiano, Binho Barreto, Binho Ribeiro, Bruno Kurru, Ciro Schu, Dalata, Daniel Bileu, Dask Two, DOC, Does, Flavio Morais, Flavio Samelo, Flip, Graphis, Hyper, Jana Joana, Jey, Kaleb, Mateus Bailon, Milo, Pankill, Pato, Paulo Ito, Petite Poupee7, Prila, Rodrigo Villas, Sesper, Suzue, Tatiana Guid, Thais Beltrame, Thiago Syen, Tiago Fazito, Tikka, Vitché, Yá!, Zeila Trevisan.

Além da exposição, o Galleria apresenta seu cardápio orgânico e vegetariano de pizzas, vinhos, cervejas e sucos.

Os Brasileiros
22 de dezembro de 2008 às 21 horas
Entrada Grátis
Galleria Pizzeria – Rua Capital Federal, 440 – SP
(11) 2158 0348
Capacidade: 200 pessoas

O olhar seletivo de Ricard Akagawa na Raquel Arnaud

A partir de uma seleção feita por Ricard Akagawa, o Gabinete de Arte Raquel Arnaud apresenta a partir do dia 14 de dezembro de 2007, às 20 horas, a exposição “OLHAR SELETIVO”.

Sobre a exposição, diz Raquel Arnaud: “A seleção de obras dessa mostra coletiva foi feita por meio de um olhar seletivo e experiente de Ricard Akagawa. É uma nova experiência do Gabinete, que tem, dessa forma, algumas respostas do nosso público. Ricard é um amante das artes e acompanha a trajetória da arte contemporânea. Ele esteve presente em praticamente todos os momentos importantes – na abertura de mostras, em palestras e em simpósios – não só do nosso Gabinete, como também de várias exposições na cidade e no mundo. Com tantos anos de dedicação à arte, acabou se tornando amigo de vários artistas, como Sergio Camargo, Mira Schendel, Carlos Cruz-Diez e Arthur Luiz Piza. Mais do que tudo, Ricard é um amigo da arte e dos que fazem arte”.

Ricard Akagawa, além de apreciador das artes, é empresário e escolheu obras do acervo da galeria para preparar essa coletiva que põe luz em obras de Waltercio Caldas, Arthur Luiz Piza, José Resende, Frida Baranek, entre outros.

A inauguração para convidados será dia 13 de dezembro às 20h, e a abertura para o público, dia 14 de dezembro ás 10h.

Gabinete de Arte Raquel Arnaud
Rua Artur Azevedo, 401
CEP 05404-010
São Paulo – SP
Fone: 11 3083 6322
www.raquelarnaud.com
Abertura para o público dia 14/12, às 10h.
Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 12h às 16h.

Nova Aranha no MAM

A artista plástica Débora Muszkat apresenta sua mais recente obra, uma aranha gigante feita a partir de embalagens comerciais de vidro descartadas, nesta quinta-feira, dia 6 de Dezembro, nos jardins do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Com 4m de largura e 1,5m de altura a obra, que cria um contraponto com a obra do acervo do museu, a aranha de Louise de Bourgeouis, irá recepcionar e inspirar o público que participará das oficinas gratuitas de criação artística a partir de lixo reciclável.

O projeto ‘Recriando o Vidro no MAM’ é promovido pelo Setor Educativo do MAM, numa Programação complementar a exposição Panorama da Arte Brasileira. Ele surgiu da busca de uma solução para o problema do lixo ambiental gerado pela industrias que utilizam a embalagem de vidro para os seus produtos.

Para saber mais sobre a Recriando o Vidro, clique aqui

Alumínio digital em cartaz no RJ

O ponto de partida desta exposição foi a reunião de um grupo de artistas contemporâneos brasileiros, alguns muito jovens outros já grandes nomes consagrados, para produzirem obras a partir de uma experimentação com uma nova técnica: a impressão de trabalhos gráficos a partir de uma matriz originada por arquivo digital.

Trata-se de um grupo heterogêneo de artistas de várias gerações, cada qual com as suas poéticas e seus meios habituais de expressão que, diante das possibilidades inéditas abertas por uma inovação tecnológica, desenvolvem diferentes caminhos. Aí reside a singularidade desta exposição da Galeria Artur Fidalgo em parceria com a Lithos, tradicional estúdio carioca de artes gráficas e com projeto e produção artística de Iuri Frigoletto.

A prensa litográfica que inicialmente foi desenvolvida no séc XIX para acelerar o processo de impressão industrial, passou a ser utilizada por artistas na impressão de obras gráficas, criando-se assim ao longo do tempo uma tradição da litografia como forma de expressão artística. Com o passar dos anos as matrizes de impressão, inicialmente de pedra calcárea, evoluíram para a matriz de alumínio que é a utilizada atualmente, daí o titulo da exposição: “Alumínio Digital”.

As obras da exposição foram impressas numa antiga prensa francesa Marinoni sob a orientação de Iuri Frigoletto que juntamente com a Lithos introduziu esta tecnologia de impressão litográfica com matriz. Outro ponto de interesse da exposição é mostrar esse resultado da fusão de uma tecnologia atual (a matriz digital) com uma máquina do século XIX na produção de obras de artistas contemporâneos.

“ALUMÍNIO DIGITAL”
Coletiva apresentando dez litografias inéditas, de dez artistas contemporâneos brasileiros, impressas com matriz de arquivo digital,
ARTISTAS: ANTONIO MANUEL, ERNESTO NETO, GUSTAVO SPERIDIÃO, JOSÉ DAMASCENO, MIGUEL RIO BRANCO, PAULO CLIMACHAUSKA, PAULO VIVACQUA , RAFAEL CARNEIRO, VICENTE DE MELLO e WALTERCIO CALDAS.
INAUGURAÇÃO: 10 de dezembro de 2007
DURAÇÃO: De 10 de dezembro a 1º de março de 2008
LOCAL: GALERIA ARTUR FIDALGO
Rua Siqueira Campos 143, lojas 147/150
2° piso, tel: ( 21 ) 25496278
contato@arturfidalgo.com.br
www.arturfidalgo.com.br

Julio Le Parc e Jasper Krabbé expõem em SP

Depois de sua última individual na Nara Roesler, em 2001, Julio Le Parc (1928, Argentina) volta à galeria com 20 obras, entre trabalhos históricos e recentes. O artista que também está em cartaz na exposição O(s) Cinético(s), no Instituto Tomie Ohtake, é um dos poucos latino-americanos a ganhar um Grande Prêmio na Bienal de Veneza, o que aconteceu em 1966, quando tinha 38 anos, na mesma época em que realizava a sua primeira individual em Paris, na Galeria Denise René.

Segundo Sheila Leirner, Le Parc criticava os artistas construtivos e cinéticos da época que utilizavam a eleição livre das formas e a sua expansão fortuita na superfície e no espaço. “Ligava-se a Denise René, Vasarely, Vantongerloo, Morellet e outros, para fazer investigações visuais sobre a superfície, as ordenações regulares, a homogeneidade das conformações e das relações entre elas, a seqüência progressiva de figuras, cores e posições”, diz a crítica.

A trajetória do artista passa rapidamente pela Argentina, seu país de origem, mas se faz praticamente em Paris, de onde sai toda a sua produção. Forma, em 1959, o G.R.A.V. – Group de Recherche D’Art Visuelle – com Morellet, Sobrino, Yvaral e Stein, que chegou a expor em São Paulo, em 1964, na Fundação Armando Álvares Penteado.

É um artista extremamente ativo, não só com sua arte, mas na relação com o mundo. Nas décadas de 60 e 70, Le Parc teve uma extraordinária atuação política, de esquerda, contra os governos militares da América Latina e na defesa do regime socialista de Cuba, onde formou um atelier para a participação do povo na arte. Fiel a suas posições, boicotou várias exposições por questões políticas, inclusive a Bienal de São Paulo de 1969, realizada logo após o AI-5, atitude tomada por artistas de todo o mundo, inclusive brasileiros.

No mezanino, o projeto Roesler Hotel traz obras do artista holandês Jasper Krabbé (1970, Amsterdã). São pequenas pinturas que podem ser vistas como como remanescências de um processo de recordação. Ao pintar camadas de aquarela muito finas sobre uma base seca, o artista transmite ao espectador um sentido de perda. Os fundos são deliberadamente instáveis, uma gota d’água poderia dissolver a imagem… ou uma rajada de vento poderia varrer a imagem para fora da tela; e com isso um sentimento de impermanência é instaurado na tela.

No ato de recordar há uma certa melancolia em relação aos tempos perdidos e isso também é inserido no trabalho. Segundo o artista, o formato pequeno utilizado nesta série sugere intimidade, mas apresenta um lado prático também, pois a maior parte das imagens é produzida enquanto ele viaja e registra fragmentos de seu entorno.

Nos trabalhos desta exposição, Jasper conta que tinha em mente as as gravuras japonesas de Ukiyo-e (um estilo de arte popular no Japão durante o período Edo, que normalmente representava cenas do cotidiano). “Ukiyo” significa mundo flutuante, um irônico trocadilho com o termo budista que designa o plano terreno ou “mundo doloroso”.

Para o artista, o termo “mundo flutuante” é muito apropriado, pois nada é estável e tudo permanece em estado de fluxo constante.”Assim são as minhas imagens: algumas derivam de sonhos, outras brotam da memória de pessoas que conheci, viagens que fiz, lugares que vi”, completa.

Galeria Nara Roesler
Abertura: 6 de dezembro de 2007, às 20h (convidados)
Público: 7 de dezembro a 31 de janeiro 2008
Av. Europa, 655 – São Paulo. Tel./fax: 3063-2344
De segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 11h às 15h.
Site: www.nararoesler.com.br / E-mail: galeria@nararoesler.com.br

6ª Bienal do Mercosul chega a SP

Chega a São Paulo a mostra Conversas, segmento que traz diálogos entre artistas

O público paulista poderá conhecer parte da bem sucedida 6ª Bienal do Mercosul que esteve em cartaz em Porto Alegre de 1º de setembro a 18 de novembro deste ano. Chega ao Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, um dos segmentos mais elogiados desta edição do evento, tanto pelo público quanto pela crítica, a mostra Conversas, exibida nos Armazéns do cais do porto, na capital gaúcha.

Em iniciativa inovadora, o curador geral Gabriel Pérez-Barreiro e o co-curador Alejandro Cesarco dedicaram parte da Bienal a uma nova experiência: o artista atuando também como curador. Em cada um dos nove núcleos determinados pela curadoria, o “artista-curador” escolheu para dialogar com a sua obra dois outros criadores, enquanto a dupla da Bienal sugeriu um nome para fechar cada “conversa”. No Instituto Tomie Ohtake serão exibidos cinco, dos nove núcleos:

Núcleo Pablo Chiuminato
Escolha do artista: vitrine com livros e Adolfo Couve
Escolha da curadoria: Katie van Scherpenberg
A obra de Pablo Chiuminato (sem título, 2006) é um óleo sobre tela, que registra uma paisagem quase imperceptível. Remete às questões de percepção, transcurso do tempo, do olhar sensibilizado para ver as coisas de uma forma diferente. O artista escolheu sua estante de livros porque acredita que sua principal influência vem deles. Conheceu grandes obras e grandes artistas através dos livros, suas referências pessoais. A vitrine contém 14 livros da sua própria coleção, de artistas que o influenciaram: Frederic Edwin Church, Hiroshi Sugimoto, Emile Nolde, Gerhard Richter, Michael Biberstein, Joan Nelson, Philippe Cognée, Joseph Mallord William Turner, Claude Monet, Caspar David Friedrich, Edward Hopper, Georges Seurat, Mark Tansey e Giorgio Morandi. A tela de Adolfo Couve (sem título, 1987) lida com questões semelhantes de passagem do tempo. Já a obra de Katie van Scherpenberg (Igarapé, 2003) com as questões do tempo de uma forma um pouco distinta, mas com a mesma temática. A artista morou na Amazônia e esta obra é deste período. Ela deixa o tempo agir na sua obra, utilizando materiais que vão se transformando na medida em que o tempo passa.

Núcleo Liliana Porter
Escolha da artista: Leopoldo Estol e Sylvia Meyer
Escolha da curadoria: Ceal Floyer
Liliana apresenta a obra Trabajo Forzado – forced Labor (rope), 2006, que traz um emaranhado de fios e, na ponta dos fios, um mínimo cowboy, compondo uma abordagem minimalista de uma forma mais cômica. Traz para o diálogo um poema de Leopold Estol, intitulado Gramática estendida: Em um pequeno quarto, esticam-se fios, de ponta a ponta, atando tudo o que está por atar. A cadeira à mesa, a mesa ao livro e a caneta que sobre ela repousa. Desde a caneta, o fio cruza o quarto em diagonal até a esquina em que a biblioteca está, atando, um por um, todos os livros. Daí parte para o batente da janela e, em seguida, ao armário em que ata, com uma só volta, as roupas ali penduradas. Depois as gavetas, uma a uma. O rádio sobre o criado-mudo, o criado-mudo, a lâmpada, a caderneta e, um pouco mais adiante, um par de sapatos. Dias mais tarde, à noite, um movimento brusco balança o fio. Ele tropeça e, assim como suas coisas, cai) O poema também reflete acerca das conexões, como se fosse a obra visual de Liliana em palavras, com uma poética diferente. Sylvia Meyer, compositora uruguaia, está presente com sua música Loco da atar, de 2007. Sylvia trabalha seguidamente em parceria com Liliana. A escolha da curadoria é um vídeo da paquistanesa Ceal Floyer (Ink on Paper, 2002), que mostra uma caneta tinteiro borrando um papel, cuja mancha se espalha aos poucos. Novamente, uma reflexão acerca das ligações.

Núcleo Waltercio Caldas
Escolha do artista: Milton Dacosta e Steve Reich
Escolha da curadoria: Jesús-Rafael Soto
Em O ar mais próximo, 1991, Waltercio Caldas organiza o espaço de uma sala utilizando nada mais que alguns fios que vão de uma parede à outra. A obra é literalmente um desenho no espaço, um desenho que, portanto, se converte tanto em escultura quanto em arquitetura. A obra, que foi montada uma única vez em Nova Iorque, foi remontada na Bienal. A reflexão aqui é referente às questões de espaço, como modificá-lo de uma forma radical com um mínimo de recursos. Para isso, o artista escolheu três telas da fase mais concreta de Milton Dacosta e uma música do compositor minimalista Steve Reich, que repete diversas vezes o mesmo elemento, modificando algum aspecto e retomando-o. A curadoria escolheu uma instalação de Soto, através da qual se pode enxergar o outro lado da sala.
Waltercio Caldas participou da 1 e a da 5ª edição da Bienal do Mercosul. Jesús-Rafael Soto esteve na 1ª , enquanto Dacosta participou das 2ª e 5ª edições da mostra.

Núcleo Álvaro Oyarzún
Escolha do artista: Josefina Guilisasti e Magdalena Atria
Escolha da curadoria: Peter Fischli e David Weiss
A obra de Álvaro já foi apresentada no Blanton Museum, no Texas – uma parede de 4m x 10m com centenas de desenhos diferentes. Cada vez que é remontada, é disposta de uma forma diferente e ganha um título diferente.
Magdalena Atria (Una vez, cada vez, todas las veces II, 2007) utiliza massinha de modelar para montar grandes pinturas. Poderia se dizer que ela “esculpe” suas pinturas, mas o resultado não é um híbrido entre escultura e pintura, ele se guia pelas expectativas que se tem com relação à pintura. O interessante do trabalho desta artista não é como rompe as fronteiras da pintura, mas com as expande.
Josefina traz a obra Bodegones, de 2006. Peter Fischli e David Weiss trazem o vídeo The way things go, de 1987.

Núcleo Osvaldo Salerno
Escolha do artista: León Ferrari e Beatriz González
Escolha da Curadoria: Alejandro Paz
Salerno achou na rua uma construção artesanal (Las torres gemelas, 2004-2005) da qual gostou e decidiu que funcionaria como obra de arte. Como Salerno é um artista estabelecido, usou a oportunidade do seu convite à Bienal para expor este objeto. A sua obra, neste caso, não tem nada a ver com o objeto de fato ou com sua aparência, mas acontece a partir da utilização do reconhecimento que acumulou em sua trajetória como artista, para poder introduzir um objeto feito fora dos círculos da arte no circuito artístico e fazê-lo visível.
Para dialogar com esta obra, o artista escolheu Leon Ferrari (Bombardero, 2002) e Beatriz Gonzáles (Zócalo de la tragedia, 1983). A curadoria escolheu o artista Alejandro Paz.
Salerno participou das 1ª, 2ª e 5ª Bienais do Mercosul. Leon Ferrari teve seu trabalho exposto na 1ª e na 4ª edição.

6ª Bienal do Mercosul – Mostra Conversas
Abertura: 6 de dezembro, às 20h – até 27 de janeiro de 2008
de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
Mais informações sobre a 6ª Bienal do Mercosul no site
www.bienaldomercosul.art.br

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) – Pinheiros SP
Fone: 11.2245-190
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Recriando o Vidro no MAM

Programação complementar a exposição Panorama da Arte Brasileira Uma grande Aranha, criada pela artista-plástica Debora Muszkat a partir de embalagens comerciais de vidro, recepciona e inspira o publico. Oficinas gratuitas de criação artística a partir de lixo reciclável, um projeto promovido pelo Setor Educativo do MAM, propicia uma reflexão mais profunda sobre a responsabilidade socio-ambiental do homem contemporâneo.

O projeto Recriando o Vidro no MAM surgiu da busca de uma solução para o problema do lixo ambiental gerado pela industrias que utilizam a embalagem de vidro para os seus produtos. Além das oficinas, a iniciativa contará com:
Palestra da curadora Kátia Canton sobre ‘As Potências da Arte Contemporânea’;
Tenda de Atividades com projeção de vídeo sugerindo referências criativas e conceituais;
Espaço de Materiais com pilhas de ‘lixos recicláveis’ à disposição do público participante;
Coleta de materiais orgânicos pelo parque;
Apreciação dos Resultados, onde os trabalhos individuais serão expostos e poderão ser levados por cada um após o término do evento.

Para inspirar os participantes e despertar os empresários para o poder transformador que está em suas mãos quando trocam o simples descarte de material pelo seu reaproveitamento em ações que fazem a diferença não só para o meio-ambiente, mas para as áreas social e cultural, a artista-plástica Débora Muszkat criou uma aranha a partir de frascos de perfumes descartados. Com 4m de largura e 1,5m de altura ela será colocada em frente à área das oficinas, para criar um contraponto também com a obra do acervo do museu, a aranha de Louise de Bourgeouis.

Outra produção que promete chamar a atenção é a arara de vidros de perfume contendo diferentes quantidades de água e que será utilizada na oficina de produção de instrumentos musicais, coordenada pelo músico Luiz Gayotto, com assessoria de Luthier Rômulo de Albuquerque. A proposta desta oficina é a experimentação da sonoridade do vidro com outros materiais.

Já na oficina de plástica livre, com a supervisão de Débora e da equipe do Setor educativo do Museu, o público poderá produzir quadros de vidro com mosaicos coloridos, bandejas, vasos, porta-retratos, cinzeiros, além de realizar experimentações bidimensionais e tridimensionais, na forma de objetos não-utilitários (ausentes de funcionalidade). O objetivo das oficinas é estimular o processo criativo de cada participante, propondo experimentações de diversas origens com materiais que não se relacionam entre si, a priori.

Após a construção dos materiais, será realizado o momento de integração entre os participantes das duas oficinas. Integração que faz a diferença num mundo cada vez mais segmentado.

Cronograma
Agenda de atividades e a quantidade de vagas por oficina:
06 de dezembro (quinta-feira)*
Oficina de plástica livre: 14h às 17h (15 vagas) – Produção do banco coletivo
Oficina de produção de instrumentos musicais: 14h às 17h (15 vagas)
* Nas oficinas de 5ª feira haverá a participação dos participantes do Programa ‘Igual Diferente’ do MAM, que visa orientar e estimular a produção e a apreciação artística, para um público com necessidades especiais.

07 de dezembro (sexta-feira)
Oficina de plástica livre: dois períodos – 10h às 13h e 14h às 17h (30 vagas por oficina)
Oficina de produção de instrumentos musicais: dois períodos – 10h às 13h e 14h às 17h (30 vagas por oficina)

08 de dezembro (sábado)*
Oficina de plástica livre: dois períodos – 10h às 13h e 13h30 às 15h30 (30 vagas por oficina)
Palestra com Kátia Canton: 16h às 17h30 (200 vagas)
*Não haverá oficina de produção de instrumentos musicais

09 de dezembro (domingo)
Oficina de plástica livre: dois períodos – 10h às 13h e 14h às 17h (30 vagas por oficina)
Oficina de produção de instrumentos musicais: dois períodos – 10h às 13h e 14h às 17h (30 vagas por oficina)
Os interessados em participar, com idade mínima de doze anos, podem retirar senha gratuitamente com uma hora de antecedência no MAM. Inscrições com antecedência podem ser feitas pelo email educativo@mam.org.br ou pelo tel. 5085-1313.

Serviço:
Recriando o Vidro no MAM – Oficinas Educativo MAM
Data: 06 a 09 de dezembro (quinta a domingo), horários alternados (vide cronograma)
Vagas: grupos de 30 e 60 pessoas por oficina
Onde: Marquise do MAM-SP (Parque do Ibirapuera – av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – portão 3)
Tel: (11) 5085-1300
Entrada franca (retirar senha 1 hora antes; inscrições pelo educativo@mam.org.br ou 5085-1313)
Estacionamento (Zona Azul: R$ 1,80 por 2 horas)
Site: www.mam.org.br

Seminário reflete os impasses da arte neste começo de século

De 22 a 24 de novembro, o Itaú Cultural será palco de reflexão crítica e interdisciplinar sobre a produção das artes visuais na atualidade, seu potencial e vocação de permanência, e as instâncias implicadas neste processo. Dando seqüência ao ciclo de Seminários Itaú Cultural, este acompanha a mostra Futuro do Presente, a ser exibida na instituição de 14 de novembro a 10 de fevereiro de 2008. Os temas das três mesas que norteiam o debate são O Estatuto do Futuro, O Futuro no Horizonte do Possível, e A Arte e os Impasses da Contemporaneidade.

Alinhavando-se com a tônica determinada pela curadoria da mostra, assinada por Agnaldo Farias e Cristiana Tejo, o eixo central do seminário está orientado pela noção de futuro e pretende ter seu escopo de discussões expandido para além dos horizontes da arte. O propósito do seminário é explorar as possibilidades de reflexão oferecidas pelo recorte temático proposto sem ignorar as instâncias de interação da arte com os diversos processos da vida social.

A primeira mesa, O Estatuto do Futuro, na quinta-feira (22), a partir das 20h, será composta pelo sociólogo Laymert Garcia dos Santos; o professor de comunicação e semiótica Norval Baitello e o psicanalista Tales Ab’Saber. Na sexta-feira (23), o tema O Futuro no Horizonte do Possível reunirá o físico Thomás Haddad; o cineasta e artista Wagner Morales e o escritor de ficção científica Bráulio Tavares. Encerrando o ciclo de debates, no sábado (24), a partir das 17h, o curador e professor de arte Ivo Mesquita, o curador da mostra Futuro do Presente, Agnaldo Farias, e o pesquisador e curador José Antonio Navarrete debaterão A Arte e os Impasses da Contemporaneidade.

O crítico e pesquisador em arte Guy Amado, coordenador e mediador dos debates, procurará imprimir pontos de conexão entre as palestras, levando questões de uma sessão para outra, e, assim, procurando manter um desenvolvimento continuado de certas linhas de reflexão.

Sobre os participantes
Agnaldo Farias é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidades de São Paulo (FAU/USP), crítico e curador independente
Braulio Tavares é escritor, compositor e autor de O que é Ficção Científica e O Rasgão no Real: Metalinguagem e Simulacros na Narrativa de Ficção Científica.
Guy Amado é crítico e pesquisador em arte contemporânea.
Ivo Mesquita é curador-chefe na Pinacoteca do Estado, em São Paulo.
José Antonio Navarrete é crítico e curador de artes visuais.
Laymert Garcia dos Santos é professor titular da Unicamp e autor, entre outros, de Politizar as Novas Tecnologias.
Norval Baitello Junior é doutor pela Universidade Livre de Berlim. Foi diretor da Faculdade de Comunicação e Filosofia e é professor de pós-graduação da PUC-SP. É autor dos livros Die Dada-Internationale (1987), Dada-Berlim.Des/montagem (1993), O Animal que Parou os Relógios (1997), A Era da Iconofagia (2005), e Flussers Völlerei (2007).
Tales Ab’Saber é professor da Escola da Cidade e mestre em artes e doutor em psicologia clínica pela Universidade de São Paulo (USP).
Thomás Haddad é mestre e doutor em física teórica pela Universidade de São Paulo, e professor da mesma instituição. Suas atividades se concentram em história da física e suas relações com a cultura.
Wagner Morales é artista visual. Trabalha com cinema, vídeo, fotografia e música. Teve trabalhos seus exibidos em vários países, recebendo prêmios em festivais de cinema e vídeo e exposições de arte.

PROGRAMAÇÃO
Mesa 1: O Estatuto do Futuro
Com Laymert Garcia dos Santos, Norval Baitello e Tales Ab’Saber
Dia 22 de novembro, quinta-feira
20h às 22h

Mesa 2: O Futuro no Horizonte do Possível
Com Thomás Haddad, Wagner Morales e Bráulio Tavares
Dia 23 de novembro, sexta-feira
20h às 22h

Mesa 3: A Arte e os Impasses da Contemporaneidade
Com Ivo Mesquita, Agnaldo Farias e José Antonio Navarrete
Dia 24 de novembro, sábado
17h às 19h

SERVIÇO
Ciclo de debates Presente do Futuro
Dias 22 e 23 de novembro (quinta e sexta-feira), das 20h às 22h, e dia 24 (sábado), das 17h às 19h

Sala Vermelha (70 lugares)
Entrada franca (Ingressos distribuídos com meia hora de antecedência)
Estacionamento com manobrista: R$ 8,00 a primeira hora; mais R$ 4,00 a segunda hora; e R$ 2,00 p/ hora adicional
Estacionamento gratuito para bicicletas
Acesso para deficientes físicos
Ar condicionado

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149 – estação Brigadeiro do metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
www.itaucultural.org.br
atendimento@itaucultural.org.br