Archive for the ‘Cinemateca’ Tag

As vampiras voltam a atacar na Cinemateca

AS VAMPIRAS VOLTAM A ATACAR! na Cinemateca Brasileira, de 17 a 21 de setembro, com pérolas dos cinemas de horror e erótico dirigidas por mestres como Jean Rollin, Jesus Franco e Joe Sarno. Os aficionados pelo universo do filme de terror e classe B ganham nova chance para conferir a retrospectiva de 12 filmes de vampiras, todos extremamente raros no Brasil e legendados em português, organizada por Carlos Reichenbach e Leopoldo Tauffenbach. A programação é realmente de tirar o sono e foi um dos principais destaques da edição deste ano da Virada Cultural. Da Argentina ao Japão, passando pelo México, Espanha, França, Inglaterra e Alemanha, o mito sensual da mulher vampiro ganhou corpo e se espalhou pelos quatro cantos graças ao cinema (e também aos quadrinhos). Aproveitamos esta mostra para homenagear um dos maiores nomes dos quadrinhos brasileiros, o mestre Eugênio Colonnese, que faleceu em 8 de agosto último, aos 78 anos. Italiano residente no Brasil desde os anos 60, Colonnese foi criador de MIRZA, A MULHER VAMPIRO. A personagem nasceu em 1967 e foi a primeira vampira em quadrinhos do mundo, precedendo inclusive a famosa Vampirella, criada pelo americano Forrest J. Ackerman dois anos depois.

CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
http://www.cinemateca.gov.br
Ingressos:
R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)

Atenção:
Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Escolas Públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

PROGRAMAÇÃO

17.09
I QUARTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

18h00 A BONECA VAMPIRA

20h00 VAMPIRAS

18.09
I QUINTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

18h00 O ÊXTASE DO VAMPIRO

20h00 O INFERNO DE DRÁCULA

19.09
I SEXTA

SALA CINEMATECA BNDES

18h00 A PROMETIDA DE DRÁCULA

20h00 A ORGIA NOTURNA DOS VAMPIROS

20.09
I SÁBADO

SALA CINEMATECA BNDES

16h00 SANTO CONTRA AS MULHERES VAMPIRO

18h00 ALUCARDA

20h00 LÁBIOS DE SANGUE

21.09
I DOMINGO

SALA CINEMATECA BNDES

16h00 SANGUE DE VIRGENS

18h00 MULHER VAMPIRO

20h00 A LOUCURA DO VAMPIRO

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

Alucarda
(Alucarda, la hija de las tinieblas), de Juan López Moctezuma

México, 1978, 35mm, cor, 85’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Claudio Brook, David Silva, Tina Romero, Susana Kamini

Uma garota é enviada a um convento, onde faz amizade com a órfã Alucarda. O início dessa amizade marca também o surgimento de uma série de eventos demoníacos no convento. Um clássico do cinema mexicano, dirigido por Juan López Moctezuma, amigo e colaborador de Alejandro Jodorowsky.

A boneca vampira
(Chi o suu ningyô), de Michio Yamamoto

Japão, 1970, 35mm, cor, 85’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Jun Hamamura, Yukiko Kobayashi, Kayo Matsuo, Yôko Minakaze

Um jovem vai visitar a noiva e recebe a notícia de que ela falecera. Dias depois, a irmã do jovem denuncia seu desaparecimento e parte com seu namorado para tentar descobrir a verdade sobre seu irmão. Mas uma série de eventos estranhos parece tentar afastar o jovem casal dos fatos.

O êxtase do vampiro (Der Fluch der schwarzen Schwestern), de Joseph W. Sarno

Suécia/Suíça/República Federal da Alemanha, 1973, 35mm, cor, 115’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Nadia Henkowa, Anke Syring, Ulrike Butz, Marie Forså

Um grupo de bruxas realiza estranhos rituais para manter aceso o espírito de sua mestra até o dia em que ela possa retornar ao mundo dos vivos. A chegada de visitantes inesperados faz surgir a oportunidade perfeita para seu retorno.

O inferno de Drácula
(Chi o suu bara), de Michio Yamamoto

Japão, 1974, 35mm, cor, 87’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Toshio Kurosawa, Kunie Tanaka, Katsuhiko Sasaki, Shin Kishida

Um professor chega a uma escola que esconde segredos sinistros. Ao investigá-los, surge uma trilha de sangue que leva às origens do próprio Drácula.

Lábios de sangue
(Lèvres de sang), de Jean Rollin

França, 1975, 35mm, cor, 88’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Jean-Loup Philippe, Annie Belle, Nathalie Perrey, Martine Grimaud

Desde que seu pai morreu, Frederick tem dificuldades em lembrar-se de sua infância. Até que a imagem de um castelo desperta estranhas recordações de um passado obscuro. Considerado um dos filmes mais líricos de Jean Rollin.

A loucura do vampiro
(Le frisson des vampires), de Jean Rollin

França, 1971, 35mm, cor, 95’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Sandra Julien, Jean-Marie Durand, Jacques Robiolles, Michel Delahaye

Um jovem casal resolve passar a noite em um antigo castelo. Mas, o local é habitado por uma horda de vampiros ansiosos por carne fresca.

Mulher vampiro
(Female vampire/Les avaleuses), de Jess Franco

França/Bélgica, 1973, 35mm, cor, 82’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Lina Romay, Jack Taylor, Alice Arno, Jesus Franco

A bela e muda Condessa Irina Karlstein padece do mesmo mal que há séculos consome seus ancestrais: o vampirismo. Mas, diferente dos vampiros tradicionais, Irina tem o hábito de sugar a energia vital de suas vítimas através do sexo oral…

A orgia noturna dos vampiros
(La orgía nocturna de los vampiros), de León Klimovsky

Espanha, 1973, 35mm, cor, 80’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Jack Taylor, Dyanik Zurakowska, José Guardiola, Charo Soriano

Um grupo de pessoas viaja de ônibus a caminho de uma cidade na Espanha. Após a morte do motorista, eles são obrigados a passar a noite em uma pequena vila – completamente habitada por vampiros.

A prometida de Drácula
(La fiancée de Dracula), de Jean Rollin

França, 2002, 35mm, cor, 91’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Cyrille Iste, Jacques Orth, Thomas Smith, Sandrine Thoquet

Penúltimo filme dirigido por Jean Rollin, mostra a busca de um professor pelos descendentes de Drácula. Uma pista acaba levando-o a uma mansão cheia de estranhas freiras, conhecidas como a “Ordem das Virgens Brancas”.

Sangue de virgens
(Sangre de vírgenes), de Emilio Vieyra

Argentina, 1967, 35mm, cor, 72’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Ricardo Bauleo, Susana Beltrán, Gloria Prat, Walter Kliche

Para evitar o casamento de sua amante Ofelia, Gustavo mata seu futuro marido e a transforma em uma vampira. Agora, um grupo de jovens se depara com Ofelia sem saber que pode ser sua próxima vítima.

Santo contra as mulheres vampiro
(Santo vs las mujeres vampiro), de Alfonso Corona Blake

México, 1962, 35mm, pb, 89’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Santo, Lorena Velázquez, María Duval, Jaime Fernández

Professor contrata o lutador Santo para proteger sua filha dos vampiros que planejam sequestar a menina para casá-la com o demônio.

Vampiras
(Vampyres), de José Ramón Larraz

Inglaterra, 1974, 35mm, cor, 87’ I Legendas em português I Exibição em DVD

Marianne Morris, Anulka Dziubinska, Murray Brown, Brian Deacon

Fran e Miriam formam um belo e sedutor casal de vampiras. Seduzindo casais à beira da estrada, elas conseguem assim saciar sua sede por sangue. Mas um casal de turistas põe em risco o reinado das belas vampiras.

Mostra do cinema atual espanhol

A Cinemateca Brasileira, a Embaixada da Espanha no Brasil e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional reúnem-se mais uma vez para oferecer ao público um breve apanhado da nova cinematografia espanhola. A partir da exibição de títulos premiados, aclamados pela crítica e, em sua maioria, nunca lançados comercialmente no Brasil, o ciclo é uma boa oportunidade para se conferir os rumos e tendências do novo cinema espanhol.

SALA CINEMATECA / PETROBRAS
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: 3512-6111 (ramal 215) / 3512-6101
www.cinemateca.gov.br
ENTRADA GRATUITA

PROGRAMAÇÃO
12/12 – quarta
21h00
Habana blues

13/12 – quinta
21h00
A vida secreta das palavras

14/12 – sexta
21h00
Tapas

15/12 – sábado
21h00
Más temporadas

16/12 – domingo
21h00
7 virgens

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

Habana blues, de Benito Zambrano
Espanha/Cuba/França, 2005, 35mm, cor, 115’
Alberto Yoel, Roberto Sanmartín,
Yailene Sierra, Mayra Rodríguez
Legendas em português
Ruy e Tito, dois jovens cubanos têm um sonho comum: se transformarem em estrelas da música. O dilema e a tentação diante de uma oferta internacional para gravar e atuar fora do país mudará suas vidas e suas relações com parentes e amigos.

A vida secreta das palavras (La vida secreta de las palabras), de Isabel Coixet
Espanha, 2005, 35mm, cor, 118’
Sarah Polley, Tim Robbins, Sverre Anker Ousdal, Javier Cámara
Legendas em português
Mulher solitária e misteriosa é levada a uma plataforma de petróleo para cuidar de um homem que ficou temporariamente cego. Entre eles vai crescendo uma estranha intimidade, um vínculo cheio de segredos, verdades, mentiras, humor e dor.

Tapas, de Juan Cruz e José Corbacho
Espanha/Argentina/México, 2005, 35mm, cor, 87’
Ángel de Andrés López, María Galiana, Elvira Mínguez, Rubén Ochandiano
Legendas em português
Cinco histórias se entrelaçam num bairro de Barcelona. Cinco mundos unidos no dia a dia, com o bar, os comércios e o mercado como ponto central, e que nos mostram suas inquietudes, medos, esperanças e sonhos.

Más temporadas (Malas temporadas), de Manuel Martín Cuenca
Espanha, 2005, 35mm, cor, 115’
Yolanda Serrano, Gonzalo Pedrosa, Nathalie Poza, Xosé Manuel Esperante
Legendas em português
Ana trabalha numa ONG de ajuda aos refugiados. Carlos, um cubano exilado, se dedica a ganhar a vida contrabandeando charutos e objetos de arte da ilha. Mikel, que acaba de sair da prisão, espera encontrar seu companheiro de cela e acertar contas. As vidas de Ana, Carlos e Mikel vão se relacionando pouco a pouco.

7 virgens (7 vírgenes), de Alberto Rodríguez
Espanha, 2004, 35mm, cor, 86’
Juan José Ballesta, Iride Barroso, Javier Berger, Jesús Carroza
Legendas em português
Tano, um adolescente que cumpre pena num reformatório, recebe uma licença especial de 48 horas para ir ao casamento de seu irmão Santacana. Durante esse tempo, Tano se reencontra com seu melhor amigo, Richi, e decide viver essas horas com o irresoluto propósito de se divertir e fazer tudo que estava proibido no reformatório.

Curta Cinema 2007 em SP

O Festival Internacional de Curtas-Metragens do Rio de Janeiro – o CURTA CINEMA – é um dos principais festivais competitivos de curtas do país. Dando continuidade à parceria firmada em 2006, a Cinemateca Brasileira exibe, em sessões especiais, alguns dos destaques da programação do festival deste ano: retrospectivas das obras de Antonio Carlos da Fontoura, Jan Svankmajer e Michel Gondry, a sessão Curtíssimos e um programa infantil. Exibições em DVD.

SALA CINEMATECA / PETROBRAS

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: 3512-6111 (ramal 215) / 3512-6101
www.cinemateca.gov.br
ENTRADA GRATUITA

PROGRAMAÇÃO

30/11 – sexta
17h20
Retrospectiva Antonio Carlos da Fontoura
21h10
Programa Michel Gondry

01/12 – sábado
19h20
Programa Jan Svankmajer

02/12 – domingo
15h00
Programa Infantil

18h20
Programa Curtíssimos

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

PROGRAMA CURTÍSSIMOS
Cocotte minute (Panela de pressão), de Thibault Berard, Sylvain Marc, Loïc Miermont, Amandine Percharman, Nathalie Robert e Romain Vacher
França, 2006, 2’
Na cozinha de um restaurante, uma galinha em busca de liberdade tenta sobreviver durante uma corrida de aves organizada pelos chefs.

Do you wanna baby? (Quer, baby?), de Lee Sang-Geun
Coréia do Sul, 2006, 35mm, 10’
No metrô, Yu-hyoung quer escutar música. Mas os fones estão embaraçados. Os outros passageiros o olham. Ele tem de fazer acontecer de qualquer maneira.

Gravidade, de Nicolas Provost
Bélgica, 2007, 6’
O mundo reconfortante de beijos cinematográ3os multiplicados é estraçalhado por um efeito estroboscópico que nos atira e nos solta numa vertigem estonteante do abraço onde o amor se torna uma batalha passional na qual os monstros são, enfim, desmascarados.

Hotel do coração partido, de Raoni Assis
Pernambuco, 2006, DV, 5’
Ronaldo era especial. Seu coração era evidentemente maior que os corações normais…

Mammal (Mamífero), de Astrid Rieger
Alemanha, 2006, DV, 8’
Filho se afasta da mãe que não consegue parar de tratá-lo como criança mesmo ele sendo adulto.

O paradoxo da espera do ônibus, de Christian Caselli
Rio de Janeiro, 2007, DVD, 3’
Um cara espera pelo ônibus. Ele virá? Quando? O que fazer? Desenho desanimado visto MAIS DE 200 MIL VEZES NA INTERNET.

Peiote, de Cao Guimarães
Minas Gerais, 2006, DVD, 4’
Uma criança possuída por entidade híbrida (luta livre mexicana e super heróis japoneses) oferece aos índios ancestrais a contra-dança.

Rondo, de Marja Mikkonen
Finlândia, 2006, super 8, 8’
Um filme poético sobre mudança. Filmado originalmente em Super 8, sem diálogo e baseado na estrutura circular do roteiro, este filme tenta descrever o estado mental de uma pessoa que está entre um evento e outro, passando por uma sobrecarga emocional.

The little Samurai (A pequena samurai), de Lorenz Merz
Suíça, 2006, 35mm, 5’
Uma menina passa a tarde no jardim de uma casa de veraneio solitária. Com sua espada de samurai, ela vive aventuras perigosas. Ninguém pode vencê-la.

The tourists (Os turistas), de Malcolm Sutherland
Canadá, 2007, DV, 3’
Mais um dia passageiro na praia

PROGRAMA INFANTIL 1
A anta do sonho, de Young-Seok Lee
Coréia do Sul, 2006, 6’
Menino acordo sozinho do seu sonho no seu quarto e de repente o ambiente como o papel de parede, o gato miando e a sombra por baixo da cama se aproximam e o paralisam de medo.

Calango, de Alê Camargo
São Paulo, 2007, 8’
Um esfomeado calango decide que um grilo será sua próxima refeição…mas as coisas não serão tão simples quanto ele imagina. Ação , humor e uma perseguição desenfreada numa animação 3D bem brasileira.

Caminhado na chuva, de yeon-Myeong Choi
Coréia do Sul, 2006, 4’
Chove e todos orgulhosamente exibem seus guarda-chuvas fortes. Todos menos Bo-young. Envergonhada com seu guarda-chuva envergado ela resolve só ir para casa quando todos tiverem saído da escola. Mas enquanto corre para casa, o guarda-chuva escangalha e Bo-young espera a chuva parar debaixo de uma grande árvore.

Juro que vi: Matinta Pereira, de Humberto Avelar
Rio de Janeiro, 2006, 35mm, 13’
No interior do Brasil, reza a lenda que quando Matinta Perera passa por um vilarejo, e não encontra oferendas, uma tragédia pode ocorrer. Uma menina e seu gato, por acaso, descobrem os mistérios da bruxa Matinta Perera que se transforma num pássaro e que desvela conhecimentos sobre um mundo novo e maravilhoso, o que permite a menina ousar suplantar seus medos.

Ksiezniczka (A princesa), de Karolina Phyak
Polônia, 2006, 35mm, 4’
Numa terra nevada muito longe daqui vive uma princesa numa cabana. Como todas as manhãs, se banha com leite. Porém, hoje é um dia especial. Ela vai procurar outras criaturas na neve.

Meu final feliz, de Milien Vitanov
Alemanha, 2007, 35mm, 5’
Todo cachorro corre atrás de seu próprio rabo. Mas um cachorro consegue pegá-lo. Isso muda sua vida, pois assim ele encontra seu melhor amigo.

O rapto das cebolinhas, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 2006, 35mm, 15’
O Coronel cultiva em seu sítio três preciosos pés de cebolinha da Índia. Quem toma o chá destas cebolinhas tem garantia de vida longa e alegria. Uma cebolinha é roubada da horta e o Coronel contrata o Detetive Camaleão Alface para descobrir o ladrão.

Um dia de sol, de Gil Alkabetz
Alemanha, 2007, 35mm, 6’
O sol se levanta como em toda manhã, mas hoje descobre que não está tão bem-vindo como esperava.

PROGRAMA JAN SVANKMAJER
Byt (O apartamento), de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1968, 35mm, 13’
The Flat pega emprestado o humor da antiga comédia de Hollywood, onde os objetos conspiram contra o herói, 3ando quase satisfeitos com a humilhação e a dor que causam. A ambivalência neste filme entre sadismo e comédia é o humor negro associado com o cinema do leste europeu.

Et cetera, de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1966, 35mm, 7’
A infância sempre teve uma profunda influência no trabalho de Svankmajer, e a infantilidade permeia Et Cetera em todos os níveis. O estilo deliberadamente cru e a repetição constante geram uma impressão permanente de impaciência. O filme – que mostra uma figura animada aprendendo a usar um whip, um par de asas e uma casa – pode ser visto como uma alegoria do progresso, que enfatiza sua inutilidade.

Historia naturae, suita, de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1967, 35mm, 9’
Neste tour de force da montagem, Svankmajer explora intensamente as possiblidades para uma bizarra e surrealista justaposição e combinação de imagens. Porém, as impressões misturadas logo começam a definir-se em um grande número de significações e oposições, que culminam em um frio e desconcertante comentário sobre a postura humana frente a outros seres vivos.

Johann Sebastian Bach: fantasia g-moll (Bach – fantasia em sol bemol), de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1965, 35mm, 9’
Um dos trabalhos mais elegantes e formais de autor, este filme trata a música de Bach de forma singularmente imaginativa, contrapondo o tom quase matemático do som ao imaginário realista. Svankmajer traz a tona a força de sua inspiração humanista.

Poslední trik pana schwarcewalldea a pana edgara (O último truque) , de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1964, 35mm, 11’
Combinando live action com animação, Svankmajer revela neste filme sua habilidade como mágico e apresenta uma impressionante miscelânia surrealista de artefatos, truques e conceitos.

Rakvickarna (Polichinelo) , de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1966, 35mm, 10’
A história é primitiva e aborda a relação de clássicos personagens no trabalho do autor, Joey e Punch. Dois bonecos discutem a posse de um porquinho da índia, e a tentativa, antes racional, de um acordo se desdobra na morte dos dois personagens em uma cena de violência teatral.

PROGRAMA MICHEL GONDRY
Around the world, de Michel Gondry
França, 1997, 4’
Para Around the World, segundo single do álbum de début do Daft Punk Homework, Michel deu vida à música. Literalmente cada parte da música é representada por um quarteto dançante: o baixo por seres humanos ultra altos, os glissandos ágeis pelos nadadores sincronizados, o “around the world” vocoderizado por robôs, etc. Conforme a melodia vai progredindo, a performance de cada grupo vai evoluindo.

Bachelorette, de Michel Gondry
França, 1997, 5’
Os mundos fantásticos que Michel Gondry e Björk criaram ao longo de seis vídeos são centrados em um tema: a natureza, o mundo da Björk, nosso mundo e seu povo. Na sua última colaboração, Gondry e Björk juntam as histórias num grande final. Bachelorette é a história da história de uma garota. Ela diz na introdução à tragédia: “Um dia achei um livro grande enterrado fundo no chão”.

Drumb & Drumber (Quanto mais batera, melhor), de Michel Gondry
França, 2004, 1’
Jeitoso remix audiovisual de Michel à bateria em vários locais em Nova Iorque.

Fell in love with a girl, de Michel Gondry
França, 2002, 2’
Um caso amoroso com Lego, brinquedo emblemático para crianças. Mais uma vez a natureza infantil de Gondry produziu um vídeo marcante. A MTV o denominou um vídeo que faz diferença. As imagens são cinéticas e jubilantes. Os níveis de áudio latejam, as pessoas nadam, um sinal de pedestre diz “Anda” e os White Stripes, feito doces, mandam ver. Sobre a criação do vídeo: “Filmamos algo básico de uma banda em Londres, editamos, um programa pixelozou o vídeo, mais ou mento do tamanho de peças de Lego, e depois imprimimos cada quadro (25 quadros por segundo) em papel. Um time de animação construía peças de Lego para corresponder a cada quadro. Depois, refilmamos cada quadro em película. Não tínhamos Lego su3iente para filmar mais que 5 quadros a cada vez. Portanto, após cada cinco quadros, tivemos de desmontar os Legos e montar os cinco próximos quadros.

Joga, de Michel Gondry
França, 1997, 3’
A introdução ao terceiro álbum de Björk, Homogenic, é o vídeo Joga. Björk e Gondry evocam mais outro novo mundo: criado da topografia da terra de Björk, Islândia. A música é uma cascata calma de cordas e bits,com Björk suplicando, “Paisagens emocionais me intrigam”. Para fazer o vídeo, Gondry viajou pela Islândia, filmando em 16mm e fazendo centenas de fotos. A filmagem foi morphada ao estilo de “Like a Rolling Stone” e a equipe de efeitos pós filmagem desenvolveram um mundo maravilhoso, flutuante. Vários itens topográ3os mudam e se deslocam enquanto o vídeo transporta o espectador através da paisagem.

La lettre, de Michel Gondry
França, 1998, 14’
Esta investigação sobre o amor infantil está repleta do surrealismo típica de Michel Gondry. Numa noite de virada de século, Stephane discute com seu irmão sobre o fim do milênio, mas também sobre meninas, especialmente Aurelie, uma colega por quem está secretamente apaixonado.

Let forever be, de Michel Gondry
França, 1999, 4’
Eu gosto do princípio dos fractais, a idéia de encontrar a geometria na natureza ou em histórias. O efeito no vídeo dos Chemical Brothers é uma combinação de morphing com computação grá3a. A idéia é fazer o espectador crer que é apenas um efeito tradicional de caleidoscópio para depois perceber que foi transportado para uma nova realidade. Quando uso efeitos especiais, sei exatamente o que estou fazendo e o que é preciso. No geral, eu mesmo crio os efeitos ou trabalho bem de perto com quem os criam.

Ma Maison, de Michel Gondry
França, 1990, 4’
Michel diz, “Este era sobre uma barata na natureza. Havia elementos que usei depois em Human Behavior. A primeira vez que as pessoas viram o vídeo da Björk, disseram, “O cara roubou o estilo do Michel.

My brother’s 24th birthay (Os 24 anos do meu irmão), de Michel Gondry
França, 1988, 4’
Em 1988, Michel filmou sua família e amigos em vinhetas para o aniversário de 24 anos de seu irmão Twist. Cada pessoa faz alguma coisa e depois dá seu presente. As peças foram filmadas na maior parte em animação stop motion em Super 8, e usavam cenários, perspectivas forçadas e outras marcas de Gondry.

One day (Um dia), de Michel Gondry
França, 2003, 7’
“Um Dia”, feito para o DVD de Michel Director’s Label, estreando Michel e o cada vez mais mal criado cocô, interpretado por um fantasiado David Cross, que sai do vaso um dia. Acaba perseguindo Michel pela rua, querendo o reconhecimento de seu “pai.

Star guitar, de Michel Gondry
França, 2001, 4’
Cada som da música será ilustrado por um elemento da paisagem que aparece a cada vez que o som é ouvido. Conforme a música vai ficando mais elaborada, criaremos uma paisagem cada vez mais complexa.” Este trecho publicado sobre o tratamento de Gondry descreve bem a fusão entre música e paisagem neste segundo vídeo para os Chemical Brothers. Nota-se a similaridade de conceito entre este vídeo e o dos Daft Punks para Around the World – porém a diferença está na execução. Em vez de cada elemento ser um bailarino, ele é parte do cenário. O vídeo está baseado nas tomadas em Vídeo Digital que Gondry fez quando estava de férias na França. Filmaram a viagem de trem 10 vezes à luz do dia para conseguir as gradientes diferentes da luz.

The hardes button to button, de Michel Gondry
França, 2003, 4’
Este vídeo segue regras semelhantes a Around the World e Star Guitar, onde cada parte da música tem um correspondente visual. Aqui, já que se trata de uma banda, o conceito é mais matemático. À MTV News, Gondry disse, “Quando ouvi a música, era tão incrível que eu sabia que eu tinha de fazer o vídeo. É a forma da música que me deu a idéia. O ritmo que faz ‘doot-doot-doot[-doot], doot, doot, doot, doot, doot.’ E me faz pensar 1, 2, 3, 4 … 4, 8, 12, 16 … 2, 4, 8, 16, 32.”” Então quando a Meg faz uma batida, sua bateria se multiplica e quando Jack toca um lick, seu ampli3ador se multiplica. Produtora Julie Fong teve de comprar 32 baterias Ludwig idênticas e alugar 32 ampli3adores e 16 pedestais para microfone para a tomada. Tudo era montado e lavado ao set a cada tomada –às vezes, menos de uma batida – e pronto. Deve ter dado um trabalho, pois a filmagem levou 3 dias de 16 horas cada para completar, tudo à luz do dia.

Thee dead people, de Michel Gondry
França, 2004, 3’
Três mortos saem de sua casa lunar e se sentam à beira de uma cratera cheia de globos brilhantes. Intrigados, os esqueletos pegam os globos e os jogam no ar, onde explodem em foguinhos de artifício.

Tiny (Pequeninho) , de Michel Gondry
França, 2004, 1’
Ó, a dor da rejeição. Este curta animado de um minuto mostra a vez que Michel foi rejeitado por uma garota num baile. Ela disse que ele era muito pequenininho.

RETROSPECTIVA ANTONIO CARLOS DA FONTOURA
Arquitetura de morar, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1975, beta, 10’
Uma visão encantada de três maravilhosas casas erguidas por Mestre José Zanine na encosta à beira-mar da Joatinga, ostentando uma deslumbrante trilha musical especialmente criada para o filme pelo maestro Antonio Carlos Jobim.

Chorinhos e chorões, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1974, 35mm, 11’
O Chorinho, música chorosa e sentimental, surgiu no final do século XIX e tem sua origem ligada ao músico Joaquim Antônio da Silva Calado. Gênero cujo repertório derivou da polca, tem como instrumentos característicos a flauta e o bandolim. Os mais conhecidos chorões foram Pixinguinha, Benedito Lacerda, Patápio Silva e Altamiro Carrilho, na flauta.

Heitor dos Prazeres, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1965, 35mm, 13’
Memórias do sambista popular e pintor naif Heitor dos Prazeres em seu atélier na Cidade Nova, bairro decadente do Rio de Janeiro, que só sobrevivia em seus sambas, seus quadros e suas recordações.

Meu nome é Gal, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1970, 35mm, 12’
Clip precursor que registra a performance de Gal Costa em três canções que marcaram de forma determinante os momentos iniciais de sua carreira.

Mutantes, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1970, 35mm, 7’
Uma brincadeira mutante improvisada por Arnaldo Dias, Sérgio Batista e Rita Lee, Os Mutantes, num dia único pelas ruas de São Paulo.

Ouro Preto e Scliar, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1969, 35mm, 12’
Carlos Scliar nos guia a uma visita afetiva à cidade onde ele instalou seu atelier de inverno, Ouro Preto, fonte de inspiração de grande parte de seu trabalho.

Ver Ouvir, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1966, 35mm, 20’
A pintura fala através do trabalho de três jovens artistas, Roberto Magalhães, Antonio Dias e Rubens Gerchman, simplesmente devastadores na visualidade com que, em seus trabalhos, transmutam a cacofonia da cidade contemporânea.

Wanda Pimentel, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1972, beta, 6’
Registro autoral de algumas obras da artista plástica Wanda Pimentel