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Geração Editorial cria concurso para novos escritores

A Geração Editorial lança concurso cultural para seus leitores em busca de novos talentos. Basta escrever um conto ou uma crônica e enviar para o e-mail todosnos@geracaobooks.com.br, contendo nome, endereço e telefone do autor. Os melhores textos serão selecionados e publicados no site da editora, na seção Todos Nós, exclusiva para novos escritores. O vencedor ganhará um prêmio surpresa.

Para participar do concurso, os textos devem ser enviados até o dia 15 de fevereiro, e os resultados serão divulgados no início de março.

Para mais informações acesse o site: www.geracaobooks.com.br/divulgacao/todosnos.htm

O Verdadeiro Indiana Jones: o Enigma do Coronel Fawcett

Livro de Hermes Leal, lançamento da Geração Editorial -Ediouro, refaz a história do coronel inglês Fawcett em busca da Cidade Escondida no Brasil

Saga do tenente-coronel inglês Percy Harrisson Fawcett é recheada de aventura, suspense, lendas e mitos. Não é à toa que seus estudos de campo como antropólogo pela América Latina, em especial no Brasil, inspiraram escritores famosos de histórias de aventuras, como Arthur Conan Doyle e Henry Rider Haggard, além do personagem Indiana Jones, levado ao cinema por Steven Spielberg.

Em O Verdadeiro Indiana Jones: o Enigma do Coronel Fawcett, lançamento da Geração Editorial-Ediouro, o escritor e jornalista Hermes Leal se dedicou a instigante tarefa de contar a biografia desse explorador, bem como as impressões sobre os lugares por onde passou. O livro detalha a determinação, a coragem e as dificuldades encontradas por Fawcett para alcançar o seu tão almejado sonho – o de descobrir vestígios de uma cidade desaparecida no Brasil Central, o que culminou com o seu desaparecimento em 1925. Fato até hoje envolto em um mistério que intriga pesquisadores e expedicionários.

De forma sóbria e realista, Hermes Leal oferece ao leitor o cenário vivido pelo explorador – uma aventura embrenhada nas fronteiras brasileiras e na mata mato-grossense em contato com populações indígenas, sertanejos e fazendeiros. Seu protagonista percorreu a trajetória com obstinação e coragem. Esta se inicia no oriente, nos primeiros anos do século passado, onde o Coronel Fawcett desempenhou um papel de destaque a serviço do exército nas antigas colônias inglesas, dentre as quais o Ceilão.

O especialista em antropologia e topografia casou-se, teve três filhos e serviu na primeira Grande Guerra, mas seus planos estavam muito distantes do oriente. Budista, ele se convencera de que poderia encontrar uma civilização pré-histórica na América Latina, parecida com os Impérios Inca e Asteca. A partir de 1906 foi contratado para expedições de delimitação de fronteiras entre o Peru e a Bolívia e, daí em diante, nascia um dos exploradores mais famosos do século XX.

Seus feitos heróicos e suas investigações arqueológicas vêm acompanhados de descrições detalhadas das regiões nunca antes desbravadas pela ação do homem. A extensa pesquisa de Leal é baseada em arquivos, documentos e livros sobre as expedições de Fawcett espalhados na Europa, na Ásia e no Brasil, em cartas e artigos escritos pelo próprio durante suas jornadas, além de uma visita in loco.

Apesar de escrito com base na América Latina e no Brasil dos anos 20, as aventuras e as “imagens” narradas pelo autor continuam atuais e vigorosas, principalmente, ao abordar lendas  das quais Fawcett ouvira falar e ainda continuam sendo objeto   de culto entre os místicos. A narrativa combina as belas imagens das cordilheiras com passagens de feições assustadoras que descrevem as descidas em rios traiçoeiros, o silêncio da mata, o sofrimento, as privações, a fome e a espera de um iminente ataque indígena.

Para o Coronel, o desbravamento do continente também o levava para um novo mundo repleto de histórias do imaginário sertanejo, índios morcegos, animais exóticos, doenças tropicais, escravos e vestígios de civilizações superiores. A posse de uma estatueta de basalto com hieróglifos lhe servia de mapa para encontrar a Cidade Abandonada ou a “Misteriosa Z”, como ele a batizou, “construída em outros tempos, por gente mística além da nossa compreensão”.

Tanto mistério transformou a sua presença em alvo de controvérsias no território brasileiro. O renomado Marechal Cândido Rondon enxergava nele algo mais do que um aventureiro romântico que almejava trazer benefícios para a humanidade; Rondon acreditava se tratar de um estrangeiro em busca de tesouros. Ao que tudo indica nunca se chegou a tal “Cidade Abandonada”, suas expedições com patrocínio do governo brasileiro, entre 1920 e 1923, fracassaram ao desbravar o Mato Grosso e a Bahia entrando em terras indígenas. Empenhado, Fawcett se lançou em outra tentativa, com início envolto em muita polêmica, descrédito da imprensa e sem a confiança das autoridades brasileiras. Em 1925, aos 57 anos, o aventureiro ,  ao lado do filho mais velh o, Jack e de seu colega Rimell, entraria novamente na selva mato-grossense para mais uma missão, dessa vez suicida.

O autor dedica alguns capítulos para esmiuçar a repercussão em torno do desaparecimento dos três. O mito se fortalecia no mundo inteiro fabricando várias teses, todas refutadas pela família, que preferia acreditar no retorno deles – entre as quais especulava-se que Fawcett casara-se com uma índia e Jack tivera um filho (um índio branco), ou mesmo que ambos foram mortos por índios Kalapalos.

Atrás de fama e reconhecimento, escritores, pesquisadores, charlatões, além da imprensa sensacionalista lançaram suas obras e reportagens: sérias e absurdas. Caravanas de expedicionários chegavam ao Brasil prometendo desvendar o mistério ou mesmo encontrá-los, talvez como prisioneiros de alguma comunidade indígena. Todos os resultados soaram infrutíferos. O que chegou mais perto da verdade envolveu a descoberta de ossadas pelo sertanista Orlando Villas Boas, em 1951, comprovadas posteriormente que não eram do aventureiro.

O projeto de Hermes Leal em traçar a história de Fawcett o levou a fazer parte de uma expedição ao Xingu. Junto com um grupo de jornalistas, estudantes e equipes de vídeos se formou a “Expedição Autan nas trilhas do Coronel Fawcett”, em maio de 1996, objetivando conhecer as terras que encantaram o explorador inglês e o universo místico que rodeia as imensas serras da região.

Como Leal mesmo justifica: “Para entender Fawcett, era preciso conhecer os lugares por onde ele passou e descobrir o que tem no sertão do Mato Grosso de tão mágico a ponto de atraí-lo numa arriscada expedição em busca de um mundo perdido”. O autor se deparou com as mudanças culturais dos índios, agora consumidores de produtos modernos, adeptos da moda dos “brancos” e de bicicletas. Em plena reserva indígena seu grupo foi seqüestrado e se tornou alvo de barganha dos índios em troca de pertences pessoais, equipamentos e caminhonetes.

O desfecho de O Verdadeiro Indiana Jones se enquadra bem na trajetória real de Fawcett. No final, o leitor saberá que a aventura dele encontra laços com a própria experiência pessoal do autor. Os fatos narrados no livro e o posterior perigo de Leal e seu grupo sob domínio dos índios servem para recuperar questões importantes, sobretudo aquelas determinadas pela ação dos homens e não pela natureza; como a de imaginar um pouco as dificuldades extremas, a coragem e o espírito, assim como as condições que levaram ao desaparecimento do explorador inglês.

Coração de pedra, o sucessor de Harry Potter, chega ao Brasil

Coração de pedraNovo escritor inglês narra uma fascinante viagem ao passado de Londres e é apontado como o legítimo sucessor de J.K. Rowling

Ele vem sendo apontado nada mais nada menos como o sucessor de J. K. Rowling no coração dos adolescentes que adoram aventuras eletrizantes. E é com uma história realmente eletrizante – a série Coração de Pedra, que se estenderá por três livros – que o inglês Charlie Fletcher, um homem do cinema, estréia na literatura para adolescentes.

Vejamos: com raiva do professor que o puniu injustamente durante uma visita ao Museu de História Natural, em Londres, George Chapman, um garoto de 12 anos, decepa com um murro a cabeça de um dragão de pedra – um gárgula – do pórtico do museu. Tem início então uma guerra entre estátuas mitológicas (o mal) e estátuas de seres humanos (o bem), e uma frenética e fascinante viagem ao passado da cidade de 2 mil anos.

Depois de ter colocado no bolso a cabeça do dragão, do tamanho de seu punho, George é perseguido por Pterodáctilo, réptil do tamanho de uma pomba com os dedos unidos por membranas e dentes afiados e pontudos, que se soltou da fachada do museu e o olhava fixamente com ódio e fome.

E isso é só o começo: Coração de Pedra, lançado agora no Brasil pela Geração-Ediouro, em tradução de Lidia Cavalcante Luther, tem não apenas linguagem ágil, fácil e cativante; a história, de perder o fôlego, mas ao mesmo tempo divertida, tem adrenalina suficiente para despertar o interesse dos órfãos do bruxinho que nos últimos anos cativou crianças e adolescentes no mundo inteiro.

Na fuga desenfreada, George chega a parar de respirar de tanto susto e corre o risco de ser atropelado na rua, mas ninguém vê do que ele foge. Na calha ornamental de um prédio, salamandras começam a se mover. A perseguição de Pterodáctilo continua. “Dizem que nunca se está mais sozinho do que no meio de uma multidão, mas estar sozinho no meio de uma multidão, enquanto se é perseguido por uma coisa monstruosa sem que ninguém perceba, é muito pior”, escreve o autor.

O garoto é salvo pela estátua do Artilheiro do Memorial de Guerra, que abate Pterodáctilo com vários tiros de revólver. Assustado, George agradece. Uma voz sepulcral sai da garganta do Artilheiro: “Me agradeça quando chegar ao fim, amigo”. Para reparar seu erro e restabelecer a paz, George tem que colocar a cabeça do dragão no Coração de Pedra. Mas, para isso, claro, ele precisa descobrir que coração é esse.

Para encontrar o Coração de Pedra, George Chapman conta com a ajuda de uma nova amiga, Edie, uma garota de “cabelos brilhantes cor de berinjela”, de dureza de expressão e determinada – ela não se importava com pequenas questões da vida. “Sua expressão era a de um rosto firme na perseguição de alguma coisa grande”, escreve Charlie Fletcher.

Da mesma forma que George, Edie vê os seres mitológicos. Mas, diferente dele, ela consegue ficar invisível, quando quer passar incógnita. Na busca do Coração de Pedra, “uma coisa preciosa”, eles lançam mão do Dicionário, que lhes ensina o significado de palavras importante para prosseguirem.

Coração de Pedra é uma história por vezes sombria, mas autêntica – as ruas, os lugares e as estátuas do livro existem, estão na Londres real. Charlie Fletcher combina erudição com divertimento e lições, numa prosa cativante e enredo talvez ingênuo, mas verossímil. Coração de Pedra é uma aventura mais do que surpreendente. Fletcher já escreveu para cinema, televisão e jornais. Atualmente o escritor mora em Edimburgo com a mulher, dois filhos e um cão terrier.

Coração de Pedra
Autor: Charlie Fletcher – Infanto Juvenil
R$ 39,90