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Mostra do cinema sul-coreano

A Mostra do cinema sul-coreano, em exibição de 15 a 20 de janeiro no CCSP, traz filmes produzidos entre 1993 e 2006 que retratam a sociedade atual da Coréia.

Os filmes serão exibidos com legendas em português e em suporte DVD.

Para mais informações, clique aqui.

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MAC USP Ibirapuera confronta graffiti de brasileiros e italianos na mostra Street Art

Uma das linguagens visuais de maior impacto nos grandes centros urbanos da atualidade, a arte de rua ganha como suportes a tela e a madeira e  é tema  da exposição organizada a quatro mãos pelo curador brasileiro Fabio Magalhães e o italiano Vittorio Sgarbi.

De 17 de janeiro a 17 de fevereiro, o MAC USP Ibirapuera apresenta a mostra Street Art – do Graffiti à Pintura, composta por uma seleção de 60 trabalhos sobre tela ou madeira de 10 artistas grafiteiros italianos e 10 brasileiros. As obras são inéditas, e as brasileiras foram feitas especialmente para a exposição. A seleção das obras italianas ficou a cargo de Vittorio Sgarbi, atual Secretário da Cultura de Milão, enquanto que os trabalhos dos artistas nacionais foram escolhidos pelo curador Fabio Magalhães.

Sgarbi é pai do projeto Italian Street Art Meets the World, criado a partir do sucesso da exposição de graffiti italiano “Street-Art, Sweet-Art”, realizada em Milão no início deste ano. O projeto visa fortalecer o diálogo  e estabelecer o confronto entre os artistas grafiteiros da Itália com artistas que adotaram a mesma linguagem em outras partes do mundo. Para promover a iniciativa no Brasil, Vittorio Sgarbi convidou Fabio Magalhães para uma parceria brasiliana. Magalhães então mergulhou no universo da arte de rua, com a colaboração do artista grafiteiro e pichador Boleta, que o ajudou também na seleção dos trabalhos.

Entre os brasileiros que integram a mostra estão o próprio Boleta, César Profeta, Bugre, Highraff, Prozak, Ndrua, Smael, Tim Tchais, Yá! e Zezão. Os italianos são Cano, Kayone, Led, Leo, Filippo Minelli, Pho, Francesco Pogliaghi, Rae Martini, Verbo e Wany. Para a escolha, foi adotado o critério de diversidade dos meios expressivos (abstratos e figurativos).

As obras em exposição foram elaboradas sobre os suportes convencionais da pintura, a tela e a madeira, que, entre quatro paredes, fazem as vezes dos painéis espalhados pelos espaços públicos das grandes cidades, onde esses artistas costumam fazer suas intervenções.

Sobre os curadores

Fábio Magalhães é  museólogo, ex-curador-chefe do MASP (1989/1994) e ex- secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (2005/2006). Magalhães exerceu diversos cargos, entre os quais diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo (1979/1982), Secretário da Cultura do Município de São Paulo (1983), presidente da Embrafilme (1988), presidente da Fundação Memorial da América Latina (1995/2003) e curador das 2ª e 3ª bienais de Artes Visuais do Mercosul, em Porto Alegre (1998/2001).

Vittorio Sgarbi,  crítico de arte e escritor, é o atual secretário da Cultura de Milão.

SERVIÇO:
Mostra: Street Art – do Graffiti à Pintura
Abertura: 17 de janeiro, quinta-feira, às 19 horas.
Público: de 17 de janeiro a 17 de fevereiro de 2008.
MAC USP Ibirapuera
Terça a domingo das 10 às 19 horas
Tel.:11. 5573-9932
Entrada franca
Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3º piso (Prédio da Bienal, entrada pela rampa lateral)
Parque Ibirapuera – Portão 3
Estacionamento no parque com zona azul

Mostra do cinema atual espanhol

A Cinemateca Brasileira, a Embaixada da Espanha no Brasil e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional reúnem-se mais uma vez para oferecer ao público um breve apanhado da nova cinematografia espanhola. A partir da exibição de títulos premiados, aclamados pela crítica e, em sua maioria, nunca lançados comercialmente no Brasil, o ciclo é uma boa oportunidade para se conferir os rumos e tendências do novo cinema espanhol.

SALA CINEMATECA / PETROBRAS
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: 3512-6111 (ramal 215) / 3512-6101
www.cinemateca.gov.br
ENTRADA GRATUITA

PROGRAMAÇÃO
12/12 – quarta
21h00
Habana blues

13/12 – quinta
21h00
A vida secreta das palavras

14/12 – sexta
21h00
Tapas

15/12 – sábado
21h00
Más temporadas

16/12 – domingo
21h00
7 virgens

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

Habana blues, de Benito Zambrano
Espanha/Cuba/França, 2005, 35mm, cor, 115’
Alberto Yoel, Roberto Sanmartín,
Yailene Sierra, Mayra Rodríguez
Legendas em português
Ruy e Tito, dois jovens cubanos têm um sonho comum: se transformarem em estrelas da música. O dilema e a tentação diante de uma oferta internacional para gravar e atuar fora do país mudará suas vidas e suas relações com parentes e amigos.

A vida secreta das palavras (La vida secreta de las palabras), de Isabel Coixet
Espanha, 2005, 35mm, cor, 118’
Sarah Polley, Tim Robbins, Sverre Anker Ousdal, Javier Cámara
Legendas em português
Mulher solitária e misteriosa é levada a uma plataforma de petróleo para cuidar de um homem que ficou temporariamente cego. Entre eles vai crescendo uma estranha intimidade, um vínculo cheio de segredos, verdades, mentiras, humor e dor.

Tapas, de Juan Cruz e José Corbacho
Espanha/Argentina/México, 2005, 35mm, cor, 87’
Ángel de Andrés López, María Galiana, Elvira Mínguez, Rubén Ochandiano
Legendas em português
Cinco histórias se entrelaçam num bairro de Barcelona. Cinco mundos unidos no dia a dia, com o bar, os comércios e o mercado como ponto central, e que nos mostram suas inquietudes, medos, esperanças e sonhos.

Más temporadas (Malas temporadas), de Manuel Martín Cuenca
Espanha, 2005, 35mm, cor, 115’
Yolanda Serrano, Gonzalo Pedrosa, Nathalie Poza, Xosé Manuel Esperante
Legendas em português
Ana trabalha numa ONG de ajuda aos refugiados. Carlos, um cubano exilado, se dedica a ganhar a vida contrabandeando charutos e objetos de arte da ilha. Mikel, que acaba de sair da prisão, espera encontrar seu companheiro de cela e acertar contas. As vidas de Ana, Carlos e Mikel vão se relacionando pouco a pouco.

7 virgens (7 vírgenes), de Alberto Rodríguez
Espanha, 2004, 35mm, cor, 86’
Juan José Ballesta, Iride Barroso, Javier Berger, Jesús Carroza
Legendas em português
Tano, um adolescente que cumpre pena num reformatório, recebe uma licença especial de 48 horas para ir ao casamento de seu irmão Santacana. Durante esse tempo, Tano se reencontra com seu melhor amigo, Richi, e decide viver essas horas com o irresoluto propósito de se divertir e fazer tudo que estava proibido no reformatório.

Festival do Minuto anuncia os vencedores 2007

Os vencedores foram escolhidos por uma comissão julgadora, formada por 11 membros, entre eles, Tata Amaral e Jean Thomas Bernardini

O Festival do Minuto anunciou ontem, dia 6, durante cerimônia realizada no Oi Futuro, Rio de Janeiro, os melhores vídeos minutos de 2007. A curadoria selecionou, entre os 900 trabalhos recebidos durante o Festival Permanente do Minuto, os 50 vídeos que mais se destacaram na edição. Esta seleção compõe  a Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007 que, além de estar sendo exibida na programação do Planeta Minuto e em 237 pontos de cultura do País, foi avaliada por uma comissão julgadora, formada por 11 membros.

Profissionais como Tata Amaral (cineasta); Jean Thomas Bernardini (empresário e distribuidor); Cazé Peçanha (apresentador da MTV); Luiz Carlos Merten (jornalista); Francisco César Filho (cineasta e produtor cultural); João Batista Breda (psiquiatra); Jun Nakao (estilista); José Luiz Oliveira Lima (advogado); Pop Carvalho (Designer); Fiamma Zarife (Oi Internet); e Joaquim Egydio de Trez Rios (Animador) integraram o júri. Eles analisaram e elegeram os melhores trabalhos em sete categorias: Melhor Nano Minutos (vídeo com até 10 segundos); Melhor Animação; Melhor Vídeo do Ano; Melhor Som; Melhor Vídeo de Humor; Melhor Vídeo Sem Fala; Água e Melhor Vídeo Feito com Celular. Os vencedores de cada categoria receberam R$ 1 mil, além de um troféu Minuto. Nas modalidades em que tiveram mais de um ganhador, o premio foi dividido entre os vencedores.

Entre os trabalhos premiados, destaque para os vídeos Vazio (Animação),  De Volta Para O Fusquinha (Humor), Footmobile (Celular) e Breath (Água), que foram escolhidos unanimemente pela comissão julgadora em suas categorias. Além disso, Footmobile, As Damas De Picasso em 2007 e Breath venceram em mais de uma modalidade.

Todos os vídeos premiados, assim como os demais trabalhos recebidos pelo Festival Permanente do Minuto, poderão ser visto pelo site http://www.festivaldominuto.com.br

Conheça os vencedores

Melhor Vídeo
– Footmobile, de Rui Avelans Coelho (Portugal)
– Desenho Demais, de Ronaldo Teixeira Moura (MG)
– As Damas De Picasso em 2007, de Marcelo Graciano (MG)
– Nenhuma Recordação, de Ricardo Targino (RJ)

Nano Minutos
– Aniversário De Pobre, de Washington Carvalho (SP)
– Game Over, de Diego Marsicano (SP)

Animação
– Vazio, de Gabriel Bitar (SP)

Som
– Nossa Relação, Um Poema Pós-Moderno, de Marcelo Perdido (SP)
– As Damas De Picasso em 2007, de Marcelo Graciano (MG)
– Breath, de Leonardo Camarcio (GO)

Humor
– De Volta Para O Fusquinha, de Carlos Eduardo Scheffer (PR)

Água
– Breath, de Leonardo Camarcio (GO)

Sem Fala
– A Capital Dos Mortos, de Rodrigo Luiz Martins (DF)
– Decidindo O Tema, Marcelo Moura (SP)

Celular
– Footmobile, de Rui Avelans Coelho-Portugal

Festival do Minuto realiza Planeta Minuto no RJ e SP

A programação é gratuita, e incluirá debate com curadores internacionais e a exibição de aproximadamente 500 vídeos. 237 centros culturais, de mais de 100 cidades brasileiras, apresentarão os melhores minutos de 2007

O Festival do Minuto promoverá, de 4 a 9 de dezembro, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, o Planeta Minuto. Trata-se de um evento que reunirá as melhores produções do Brasil e do mundo no formato. Na programação estão mostras de vídeos minutos de 14 países, exibição dos melhores trabalhos de 2007, além da realização de um debate com curadores de Festivais do Minuto de sete países. O Planeta Minuto é gratuito e será realizado no Cine Olido e MIS (SP), e no OI Futuro (RJ). A abertura oficial acontecerá no dia 4, às 12h, no Oi Futuro. Em São Paulo, o Planeta se iniciará às 20h do mesmo dia, no Cine Olido, com exibição da Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007. Ambos os eventos serão abertos ao público. O Planeta Minuto é patrocinado pela Oi.

A Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007 é composta pelos 50 vídeos que mais se destacaram no Festival Permanente do Minuto. Eles foram escolhidos pela curadoria entre os 900 trabalhos recebidos nesta edição. Em 2007, o Festival do Minuto sofreu modificações, passando a ser realizado mensalmente e exclusivamente pela Internet, por meio do site http://www.festivaldominuto.com.br, transformado em um portal de vídeos diferenciado. Desde o seu lançamento, em setembro, o site Minuto já registrou 40 mil visitas únicas e um tempo médio de visitação de 12 minutos.

Além de ser exibida no decorrer da programação do Planeta Minuto, a Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007 será apresentada em 237 centros culturais, localizados em mais de 100 cidades do País. A relação completa poderá ser visualizada no site Minuto.

PREMIAÇÃO

Os trabalhos que compõem a Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007 serão avaliados por uma comissão julgadora, formada por 11 membros. São eles: Tata Amaral (cineasta); Jean Thomas Bernardini (empresário e distribuidor); Cazé Peçanha (apresentador da MTV); Luiz Carlos Merten (jornalista); Francisco César Filho (cineasta e produtor cultural); João Batista Breda (psiquiatra); Jun Nakao (estilista); José Luiz Oliveira Lima (advogado); Pop Carvalho (Designer); Fiamma Zarife (Oi Internet); e Joaquim Egydio de Trez Rios (Animador).

O júri analisará e elegerá os melhores de trabalhos em sete categorias: Melhor Nano Minutos (vídeo com até 10 segundos); Melhor Animação; Melhor Vídeo do Ano; Melhor Som; Melhor Vídeo de Humor; Melhor Vídeo Sem Fala; e Melhor Vídeo Feito com Celular. Os vencedores serão anunciados no dia 6, às 20h30, no Oi Futuro, e receberão R$ 1 mil e troféus.

MOSTRAS

O Planeta Minuto terá duas mostras: a internacional e a retrospectiva. A Mostra Internacional reunirá vídeos minutos da China, Itália, Canadá, Portugal, Holanda, Chile, Lituânia, Eslováquia, África, Eslovênia, Filipinas, Estados Unidos e Japão. Ela será realizada a partir do dia 4, no Oi Futuro, e do dia 5, no Cine Olido.

O MIS abrigará a Retrospectiva Brasil e, a partir do dia 5, exibirá obras de edições passadas do Festival do Minuto. Os trabalhos estarão agrupados por temas: Acabou a Gasolina (2007); Control+Alt+Del (2006); Comuni. da Internet (2006); Silêncio (2005); Sexo (2005); Mãe (2003); Cidade (1995); Mínima Diferença; além da Mostra Brasil Melhores Minutos de 2007 e Retrospectiva Brasil (seleção de alguns dos trabalhos que se destacaram em edições passadas, com temas variados).

ENCONTRO MINUTO

No dia 6, o Planeta Minuto promoverá às 19h30, no Teatro do Oi Futuro, um debate com curadores internacionais. A proposta do encontro é aprofundar a discussão sobre o formato minuto e avaliar a criação de uma rede internacional de festivais do Minuto. Estarão presentes: Joanne Tremblay (Minutes Moments – Canadá); George  Lever (Minuto Cidade – Chile); Martin Hasak (Festival Azyl – Eslováquia); Bart Rutten (One Minute Fundation –  Holanda); Andrea Salvatori Mi (Vídeo Minuto – Itália); Indre Viltrakyte (Pravda Minute – Lituânia); e Paula Albuquerque (Workshop Minutos – Portugal). A mediação será feita por Marcelo Masagão, criador e curador do Festival do Minuto, evento que inspirou a criação de outros do gênero no mundo.

Este é o segundo encontro realizado entre curadores de festivais do minuto. O primeiro ocorreu em outubro deste ano, em Firenze, por  iniciativa do Festival do Minuto da Itália. Intitulado One Minute Onde World I, o evento reuniu curadores de 10 festivais.

“Cada Festival do Minuto tem suas particularidades. No Canadá, o evento foi idealizado por um VJ, é realizado mensalmente em um galpão, e a exibição e premiação dos vídeos acontece na mesma noite. Já o festival da Lituânia nasceu de um grupo de realizadores que produzia uma revista, com estilo semelhante a um fanzine, enquanto na Holanda desde 1998 é organizado pela One Minute Foundation. Na Itália, um Museu perto de Firenze é ocupado por uma semana com exibições e instalações de vídeos de um minuto e, em Portugal, um workshop com 22 artistas produziu minutos de alta qualidade”, explica Marcelo Masagão.

Festival do Minuto – Criado em 1991, pelo cineasta Marcelo Masagão, o Festival do Minuto é hoje o maior festival de vídeo da América Latina, inspirando a criação de outros eventos do gênero no mundo. Em 16 anos de existência, foram mais de 10 mil trabalhos recebidos, provenientes de 40 países. É considerado por muitos o mais democrático dos festivais, justamente por conseguir reunir em um único espaço, diretores conceituados, estudantes universitários, vídeos amadores e profissionais. A partir deste ano,  ele deixou de ser um evento pontual, para se tornar permanente. Neste novo formato, os temas serão lançados mensalmente pela curadoria e os vídeos deverão ser enviados exclusivamente pela internet. A proposta é criar um espaço em que o conteúdo seja elaborado pelos próprios participantes, estimulando de forma contínua a produção de vídeos com este formato.

SERVIÇO
Planeta Minuto – de 4 a 9/12
Locais: Cine Olido – avenida São João, 475. São Paulo.
MIS – avenida Europa, 158. São Paulo.
Oi Futuro – rua dois de dezembro, 63 – Flamengo. Rio de Janeiro.
ENTRADA GRATUITA
Mais informações: www.festivaldominuto.com.br

Cinco olhares em Florianópolis

Começa esta semana em Florianópolis o circuito Cinco Olhares, na Confraria das Artes. Uma série de exposições reunirá cinco jovens talentos das artes brasileiras, que trabalham com diferentes linguagens, materiais e técnicas.

27/11 – Paulo Gaiad
04/12 – Baravelli
11/12 – Guido Heuer
18/12 – Fernando Lemos
27/12 – M. Calvacanti.

Confraria das Artes
Informações: (48) 3232.2298 – Reservas: (48) 9918-0912
Rua João Pacheco da Costa nº 31 – Lagoa da Conceição
Florianópolis -SC
Mais infos:
http://www.confrariadasartes.com.br/index2.html

Mostra Venezia Cinema Italiano III, no RJ, exibe filmes de diretores italianos inéditos no país

A Embaixada da Itália e Instituto Italiano de Cultura promovem a Mostra Venezia Cinema Italiano III, de 28 de novembro a 4 de dezembro, no Armazém Digital, no Leblon. Serão exibidos sete filmes de diretores italianos que integraram a 64ª edição da Mostra Internacional de Arte Cinematográfica de Veneza. Seis deles representam o cinema italiano contemporâneo, e para completar a lista será apresentado um longa-metragem do conceituado diretor Bernardo Bertolucci, “A estratégia da aranha”, em versão restaurada. O filme que abre a Mostra na quarta, 28, é “Il Doce e l´amaro”, de Andrea Porporati, em sessão somente para convidados. A partir de quinta, 29 de novembro, os demais filmes terão exibições gratuitas, abertas ao público.

Os filmes selecionados foram apresentados em diferentes seções da Mostra Internacional de Arte Cinematográfica de Veneza (Concurso, Horizontes, Semana da Crítica, Dias dos Autores e Retrospectivas), que ocorreu de 29 de agosto a 8 de setembro de 2007. É o segundo ano da Mostra no Rio e as projeções também serão realizadas em Brasília, São Paulo e pela primeira vez se estenderá também a Recife. Todas as apresentações ocorrerão às 20h30 e terão entrada franca.

O objetivo da Mostra é chamar a atenção sobre o cinema italiano contemporâneo que nos últimos anos está novamente oferecendo ao público e à critica internacional longas-metragens valiosos e estimulantes. O patrimônio do cinema italiano não apenas é composto pelos nomes históricos. Hoje as películas dos “novos” autores italianos continuam a estar entre as mais amadas pelo público internacional, projetando histórias, idéias e emoções no mundo, obtendo sucesso no Oscar e nos principais Festivais Internacionais.

Os parceiros da Embaixada da Itália no Brasil e da Bienal de Veneza na realização do evento são a TIM Brasil, os Institutos Italianos de Cultura em São Paulo e no Rio de Janeiro e o Consulado da Itália em Recife, o Governo do Distrito Federal, as Prefeituras das cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Recife, e a empresária ítalo-brasileira Cristiana Arcangeli.

Os filmes que serão apresentados no Armazém Digital Leblon são:

1)      Quarta-feira, 28 de novembro, às 20h30 – SESSÃO FECHADA PARA CONVIDADOS – Il dolce e l’amaro (O doce e o amargo) de Andrea PORPORATI – Itália, 98’; com Fabrizio Gifuni, Luigi Lo Cascio, Donatella Finocchiaro;
2)      Quinta-feira, 29 de novembro, às 20h30 – L’ora di punta (O horário de pico) de Vincenzo MARRA – Itália, 96’; com Fanny Ardant, Michele Lastella, Giulia Bevilacqua;
3)    Sexta-feira, 30 de novembro, às 20h30 – La ragazza del lago (A garota do lago) de Andrea Molaioli – Itália, 109’; com Tony Servillo, Fabrizio Gifuni e Valeria Golino;
4)   Sábado, 01 de dezembro, às 20h30 – Non pensarci (Nem pensar) de Gianni Zanasi – Itália, 105’; com Valerio Mastrandrea e Caterina Murino;
5)   Domingo, 02 de dezembro, às 20h30 – Hotel Meina de Carlo Lizzani – Itália-França-Sérvia, 110’, com Marta Bifano, Federico Costantini, Ivana Lotito;
6)   Segunda-feira, 03 de dezembro, às 20h30 – Valzer de Salvatore Maira – Itália, 90’, com Valeria Solarino, Maurizio Micheli;
7)  Terça-feira, 04 de dezembro, às 20h30 – Strategia del ragno (A estratégia da aranha) (1970) – versione restaurata – de Bernardo Bertolucci, Italia, 100’; com Giulio Brogi, Alida Valli, Tino Scotti;

Sinopses

Il dolce e l’amaro
Começo dos anos oitenta: para Saro Scordia Cosa Nostra é algo grande e merecedor de respeito. Gaetano Butera, um mafioso de alto escalão, começa a ficar de olho neste menino pobre, mas inteligente e corajoso e deixa ele entender como, ao provar sua valentia, Saro terá um futuro entre os homens de honra.
Começa assim uma viagem através da existência doce e amarga de um homem que fez a escolha errada. Um grande amor, rebelde, irá subverter tudo causando um choque normalidade cotidiana do mal contra a “banalidade do bem”.

L’ora di punta
Filippo Costa, jovem fiscal da receita, de classe social modesta, alimenta uma enorme ambição que o distancia de seus colegas e da sua origem. A princípio, pensa em fazer carreira dentro do trabalho que escolheu, mas depois, quando deve enfrentar diretamente a corrupção, entende que pode mirar muito mais alto. Na sua irresistível ascensão social, ele é ajudado por Caterina, uma mulher mais velha do que ele, bela, culta, elegante, muito rica e muito apaixonada. Graças a ela, Filippo entra em contato com o mundo das altas finanças e começa a escalada a um nível social economicamente de prestígio. Mas para não ser esmagado pelas cínicas regras daquele mundo, Filippo é obrigado a abandonar qualquer resíduo de escrúpulo moral e humano.

Hotel Meina
O filme é baseado em fatos reais narrados em um livro de Marco Nozza.
Lago Maggiore, setembro de 1943. Um grupo de seis judeus italianos, provenientes da Grécia, está hospedado no Hotel Meina, de propriedade de Giorgio Benar, um judeu com passaporte turco, ou seja, cidadão de um país neutro. Depois de 8 de setembro, dia do armistício entre Itália e os Aliados, uma divisão da SS chefiada pelo comandante pelo comandante Krassler chega a Meina. Dois jovens namorados, Noa Benar e Julien Fendez, são violentamente separados pelo brutal aparecimento dos nazistas. Os judeus são enclausurados no hotel e começa uma semana de expectativas, terror e esperança. É uma estranha convivência entre judeus, hóspedes não judeus do hotel e SS. Discute-se a possibilidade de fuga. Os próprios alemães esperam ordens. Para eles, talvez esteja também se aproximando o fim da guerra. Então começa a escalada da violência. Os SS separam os judeus em pequenos grupos e os levam para fora do hotel para interrogá-los – é o que dizem – no Comando da cidade vizinha de Baveno. Na verdade, eles os matam e depois os jogam no lago. Até a tentativa de salvá-los, feita por uma alemã antinazista filiada a uma rede que opera entre a Suíça e a Itália, resulta vã. Os últimos a serem executados pelas balas nazistas são exatamente Julien Fendez, seus dois irmãos menores e o avô. Noa, depois de perder a esperança de salvá-los, consegue fugir com o pai, a mãe e o irmão para a Suíça.

La ragazza del lago
São oito da manhã quando Marta, comendo uma rosquinha, está voltando para casa depois de ter dormido na casa de uma tia. Um furgão pára: Mario, um rapaz com deficiência mental, convence-a a ir com ele para seu sítio. Logo é dado o alarme, Marta tem só seis anos. Na cidadezinha chega o comissário Sanzio, um policial experiente, transferido há pouco tempo para aquela região afastada. Siboldi, seu colega mais jovem, morador do local, torna-se seu guia, inclusive para apresentar as ligações familiares e afetivas da pequena comunidade. Os dois, acompanhados por Alfredo, fiel colega de Sanzio dos tempos da delegacia de homicídios, são obrigados a ficar na cidade pois outro crime está para acontecer; um crime nascido, seguramente, dentro de uma das famílias da cidade, fruto de uma ligação afetiva ou sentimental. Todos os que Sanzio encontra e interroga podem ser os potenciais assassinos. O comissário envolve-se nessa história de maneira insólita. Até mesmo sua família é atingida por um grande sofrimento que acontece paralelamente à investigação.

Non pensarci
Stefano Cardini toca desde os cinco anos e do conservatório acabou aos poucos transformando-se em um pequeno star do punk rock independente. Mas os tempos de suas fotos nas capas das revista já se passaram e agora, aos trinta e seis anos, olha ao seu redor: toca com jovens endemoniados de vinte anos, não tem namorada nem cama onde dormir, restou-lhe apenas uma guitarra e um carro com portas que não se abrem… Enfim, chegou o momento de procurar proteção, de retornar à família que não vê há muito tempo, de refletir. Mas em casa encontra tudo mudado. O pai, recuperando-se de um infarto, joga golfe; a mãe assiste palestras sobre ‘técnicas de xamanismo’; Michela, a irmã mais moça, largou tudo para trabalhar com golfinhos num parque aquático e Alberto, o irmão mais velho, carrega toda a ‘terrível’ responsabilidade da fábrica de cerejas em conserva da família… Pego, quase de surpresa, por uma série de revelações e descobertas familiares inacreditáveis, Stefano vê-se obrigado, a contragosto, a ocupar-se, absurdamente e a seu modo, de todos. E afinal, talvez seja essa a forma pela qual, depois de tanto tempo e sem se dar conta, acabe ocupando-se de si mesmo.
Por trás do tom (hilariante) de comédia de gerações, vislumbra-se um balanço, no mínimo amargo, do nosso país; aquela família desestruturada, mas falsamente patriarcal, nos dá um diagnóstico pouco tranqüilizador, no qual os afetos e os interesses misturam-se sempre da pior maneira. E aí sim, talvez compense lutar, mesmo que essa luta nos faça sofrer. Deixa-se claro que omitir-se não é a solução, cada um tem o seu peso e as suas responsabilidades… Um belo retorno e a confirmação de um verdadeiro amadurecimento do último poeta de nossa província, que parou de filmar há anos depois dos primeiros trabalhos (Nella mischia, A domani, Fuori di me).

Valzer
Este filme foi feito em um único plano de seqüência. Mesmo as partes em flashback não interrompem o fluxo contínuo da narração principal porque são simultâneas a ela. Não se trata de virtuosismo estilístico, nem de uma exibição tecnológica. O filme foi concebido dessa forma, desde sua primeira inspiração narrativa e musical.
A Valsa [Valzer] do título é tocada em cena por um pequeno conjunto musical que dá o andamento musical da história, articulada em dois níveis diferentes: o arquitetônico e o narrativo.
Em uma hora e meia (o tempo da projeção coincide com o da ação) a vida de duas pessoas muda de modo definitivo: nos andares inferiores de um grande hotel, na área de serviço, uma jovem camareira e um homem estão em uma situação que coloca em crise qualquer identidade e certeza. A história de Assunta, de Lucia e de seu pai: um pai que acredita ter encontrado sua filha depois de vinte anos de ausência, mas na verdade encontra uma mulher desconhecida que assumiu sua identidade.
Ao mesmo tempo, nos andares superiores, dirigentes de clubes de futebol representam a si mesmos no cinismo e na sofreguidão de seus gestos, procurando entender, e conter, o vendaval do escândalo que se abateu sobre eles.
As duas histórias seguem paralelas e em certo momento irão encontrar-se, causando um curto-circuito dramático. O plano de seqüência une as histórias e sub-histórias em uma única, e aparentemente leve, valsa que, dessa forma, torna-se um tipo de atordoamento.

La strategia del ragno
Athos Magnani, que tem o mesmo nome do pai, chega a Tara, povoado da bassa padana, para investigar sobre sua morte. Para os habitantes de Tara, Athos pai é um herói da luta contra o fascismo, que havia sido morto porque preparara, com outras pessoas, um atentado terrorista contra Mussolini. O jovem Athos encontra Draifa, a amante oficial do pai, e três amigos dele: o provador de salames Gaibazzi, Costa, proprietário de uma sala de cinema, e o professor primário Rasori, além de um dos inimigos, o latifundiário e ex-fascista, Agenore Beccaccia, acusado, entre outras coisas, de ser o responsável pelo assassinato do pai. Draifa e os três amigos relembram, em uma série de flashbacks, o verão de 1936, os planos do atentado ao Duce, o seu insucesso devido a uma denúncia, e como o traidor, Athos Magnani pai, dixou-se matar pelos companheiros. Athos Magnani foi um traidor ou um herói? Athos filho desiste de entender e decide ir embora. Contudo, aparentemente, em Tara, já há algum tempo, não passa nenhum trem.

CCBB apresenta Cinema de Estrelas

Mostra será realizada, em São Paulo, de 12 a 23 de dezembro; serão exibidos 14 filmes com elenco que inclui Sidney Magal, Roberto Carlos e Gilberto Gil

A mostra Cinema de Estrelas tem no elenco de seus filmes protagonistas que são cantores ou artistas populares, vivendo alter egos nas telas. Estão no elenco Roberto Carlos, Gilberto Gil, Sidney Magal, entre outros. Os títulos programados, recheados de canções, aproveitam o sucesso dessas “estrelas” no terreno da música para serem também sucesso no mundo do cinema. Do sertanejo à Jovem Guarda, da MPB ao cancioneiro romântico, os mais distintos gostos e estilos serão acolhidos. Entre filmes populares e obras raras, as estrelas de nossa música irão tomar a sala de cinema do CCBB e soltar a voz.

A mostra

Muito já foi dito sobre a força da música brasileira e sua presença destacada no cenário cultural, em meio às outras artes. Sendo o cinema a arte mais intimamente ligada às regras da indústria e do comércio, é natural que tenha sempre buscado se abrir para abarcar o sucesso dos músicos.

Esta mostra vai reunir filmes protagonizados por astros musicais, representando eles mesmos ou alter egos. Assim, teremos filmes bastante animados cheios de elencos literalmente estelares, com nomes como Roberto Carlos e Gilberto Gil. Este gênero de produção, bastante comum entre os anos 60 e 80, proporcionou muita diversão às platéias, como o público do CCBB poderá conferir através de alguns exemplares criativos, dançantes e animados.

Por dentro de Cinema das Estrelas

O vigor popular da música brasileira não teve correspondência senão ocasional na produção de cinema. Tendo isso em vista, essa mostra se propõe a exibir os filmes produzidos entre o final dos anos 60 e o início dos 80 calcados nos artistas de sucesso da música brasileira. A escolha deste período, além de ser necessária para assegurar um sentido comum e uma compreensão histórica, parte da constatação do forte viés comercial presente em parte da produção cinematográfica da época – coisa nem sempre lembrada por críticos e estudiosos, tampouco pelo senso comum.

A partir do sucesso dos filmes de Roberto Farias com Roberto Carlos, o dispositivo de alter ego entre artista e personagem do filme tornou-se constante ao longo dos anos, com características próprias em cada filme. Examinar estes longas em perspectiva dará ao público do CCBB a chance de refletir sobre as contraditórias e muito discutidas relações entre arte e indústria cultural – seja pela explicitação irônica, como nos filmes de Farias, seja em filmes com astros da Jovem Guarda, seja pela contestação e subversão. Se, por natureza, essa tensa relação entre arte e indústria pode “erguer e destruir as coisas belas”, ao envolver a realidade e a persona dos ídolos e ao relacionar intimamente o sempre frágil cinema e a vigorosa música esta relação vem produzindo alguns filmes bastante significativos e poderosos.

Os astros da mostra

Teixeirinha
“… onde o povo me pediu para estar, eu fui…” É assim que se apresenta um dos mais célebres nomes da música popular gaúcha.

Sidney Magal
Apareceu na mídia nos anos 70 como um cantor de músicas bregas, sensuais e românticas, que incorporava elementos ciganos e causava furor entre as fãs.

Roberto Carlos
Revolucionou a música, trocando a bossa nova pelo rock, incorporando o pop e as influências estrangeiras. Remexeu os anos 60, que viveu na onda do iê iê iê.

Marcio Greyck
O cantor de “Impossível acreditar que perdi você” apurou em Minas Gerais seu romantismo através das serenatas que fazia embaixo das janelas de suas primeiras fãs.

Antônio Marcos
Cantor, ator, humorista: ele fez de tudo. Artista romântico, nos moldes de seus amigos Roberto e Erasmo, encantou corações desde a época da Jovem Guarda

Gilberto Gil
Surgiu na década de 60, misturando estilos e mudando a história da MPB. Tropicalista sempre em transformação, cantor e pensador, hoje até é ministro da cultura.

As Melindrosas
Fundado por Gretchen, que logo saiu do grupo, o trio durou apenas três anos, mas vendeu quatro milhões de discos, recriando cantigas de roda no ritmo disco.

Tião Carreiro e Pardinho
Uma das principais duplas existentes de música sertaneja de raiz, inventaram o pagode caipira. Nele, não existe samba, mas uma festa recheada de violas.

Agnaldo Rayol
Estilo impostado e operístico, voz afinada e um primoroso repertório romântico caracterizam este, que também marcou presença na TV e no cinema.

Tonico e Tinoco
Com canções cheias de saudade, lendas do interior e sotaque caipira, a dupla é o melhor exemplo do romantismo e da essência sertaneja brasileira.

Milionário e José Rico
A dupla sertaneja, sempre percorrendo as longas estradas da vida, conquistou o Brasil, que ficou pequeno para tamanho sucesso.

Filmes:
Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (1968) – dir. Roberto Farias, estrela: Roberto Carlos
Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa (1970) – dir. Roberto Farias, estrela: Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wandérlea
Corações a Mil (1983) – dir. Jom Tob Azulay, estrela: Gilberto Gil
Ela tornou-se Freira (1972) – de Vanoly Pereira Dias, estrela: Teixeirinha
Teixeirinha a 7 Provas (1973) – de Milton Barragan, estrela: Teixeirinha
Som, Amor e Curtição (1972) – de J.B Tanko, estrela: Antonio Marcos
Em Ritmo Jovem (1969) – de Mozael Silveira, estrela: Marcio Greyck
Sertão em Festa (1970) – de Osvaldo de Oliveira, estrela: Tião Carreiro e Pardinho
Amante Latino (1979) – de Pedro Carlos Rovai, estrela: Sidney Magal
Vamos Cantar Disco Baby – de J.B. Tanko, estrela: As Melindrosas
Agnaldo, Perigo à Vista – de Reynado Paes de Barros, estrela: Agnaldo Rayol – EXIBIÇÃO EM DVD
Estrada da Vida – de Nelson Pereira dos Santos, estrelas: Milionário e José Rico
Sonhei com Você – de Ney Sant’Anna, estrelas: Milionário e José Rico
Obrigado a Matar…! – de Eduardo Llorente, estrelas: Tonico e Tinoco

Serviço
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652
http://www.bb.com.br/cultura
Cinema: 70 lugares
Entrada: R$ 4,00 / R$ 2,00 (para estudantes); retirada de senha meia hora antes do evento; sessão em DVD gratuita.
Cinema de Estrelas estará em cartaz de 12 a 23 de dezembro
Filmes exibidos em película. Apenas Agnaldo, Perigo à Vista será exibido em dvd.