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Curta Cinema 2007 em SP

O Festival Internacional de Curtas-Metragens do Rio de Janeiro – o CURTA CINEMA – é um dos principais festivais competitivos de curtas do país. Dando continuidade à parceria firmada em 2006, a Cinemateca Brasileira exibe, em sessões especiais, alguns dos destaques da programação do festival deste ano: retrospectivas das obras de Antonio Carlos da Fontoura, Jan Svankmajer e Michel Gondry, a sessão Curtíssimos e um programa infantil. Exibições em DVD.

SALA CINEMATECA / PETROBRAS

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: 3512-6111 (ramal 215) / 3512-6101
www.cinemateca.gov.br
ENTRADA GRATUITA

PROGRAMAÇÃO

30/11 – sexta
17h20
Retrospectiva Antonio Carlos da Fontoura
21h10
Programa Michel Gondry

01/12 – sábado
19h20
Programa Jan Svankmajer

02/12 – domingo
15h00
Programa Infantil

18h20
Programa Curtíssimos

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

PROGRAMA CURTÍSSIMOS
Cocotte minute (Panela de pressão), de Thibault Berard, Sylvain Marc, Loïc Miermont, Amandine Percharman, Nathalie Robert e Romain Vacher
França, 2006, 2’
Na cozinha de um restaurante, uma galinha em busca de liberdade tenta sobreviver durante uma corrida de aves organizada pelos chefs.

Do you wanna baby? (Quer, baby?), de Lee Sang-Geun
Coréia do Sul, 2006, 35mm, 10’
No metrô, Yu-hyoung quer escutar música. Mas os fones estão embaraçados. Os outros passageiros o olham. Ele tem de fazer acontecer de qualquer maneira.

Gravidade, de Nicolas Provost
Bélgica, 2007, 6’
O mundo reconfortante de beijos cinematográ3os multiplicados é estraçalhado por um efeito estroboscópico que nos atira e nos solta numa vertigem estonteante do abraço onde o amor se torna uma batalha passional na qual os monstros são, enfim, desmascarados.

Hotel do coração partido, de Raoni Assis
Pernambuco, 2006, DV, 5’
Ronaldo era especial. Seu coração era evidentemente maior que os corações normais…

Mammal (Mamífero), de Astrid Rieger
Alemanha, 2006, DV, 8’
Filho se afasta da mãe que não consegue parar de tratá-lo como criança mesmo ele sendo adulto.

O paradoxo da espera do ônibus, de Christian Caselli
Rio de Janeiro, 2007, DVD, 3’
Um cara espera pelo ônibus. Ele virá? Quando? O que fazer? Desenho desanimado visto MAIS DE 200 MIL VEZES NA INTERNET.

Peiote, de Cao Guimarães
Minas Gerais, 2006, DVD, 4’
Uma criança possuída por entidade híbrida (luta livre mexicana e super heróis japoneses) oferece aos índios ancestrais a contra-dança.

Rondo, de Marja Mikkonen
Finlândia, 2006, super 8, 8’
Um filme poético sobre mudança. Filmado originalmente em Super 8, sem diálogo e baseado na estrutura circular do roteiro, este filme tenta descrever o estado mental de uma pessoa que está entre um evento e outro, passando por uma sobrecarga emocional.

The little Samurai (A pequena samurai), de Lorenz Merz
Suíça, 2006, 35mm, 5’
Uma menina passa a tarde no jardim de uma casa de veraneio solitária. Com sua espada de samurai, ela vive aventuras perigosas. Ninguém pode vencê-la.

The tourists (Os turistas), de Malcolm Sutherland
Canadá, 2007, DV, 3’
Mais um dia passageiro na praia

PROGRAMA INFANTIL 1
A anta do sonho, de Young-Seok Lee
Coréia do Sul, 2006, 6’
Menino acordo sozinho do seu sonho no seu quarto e de repente o ambiente como o papel de parede, o gato miando e a sombra por baixo da cama se aproximam e o paralisam de medo.

Calango, de Alê Camargo
São Paulo, 2007, 8’
Um esfomeado calango decide que um grilo será sua próxima refeição…mas as coisas não serão tão simples quanto ele imagina. Ação , humor e uma perseguição desenfreada numa animação 3D bem brasileira.

Caminhado na chuva, de yeon-Myeong Choi
Coréia do Sul, 2006, 4’
Chove e todos orgulhosamente exibem seus guarda-chuvas fortes. Todos menos Bo-young. Envergonhada com seu guarda-chuva envergado ela resolve só ir para casa quando todos tiverem saído da escola. Mas enquanto corre para casa, o guarda-chuva escangalha e Bo-young espera a chuva parar debaixo de uma grande árvore.

Juro que vi: Matinta Pereira, de Humberto Avelar
Rio de Janeiro, 2006, 35mm, 13’
No interior do Brasil, reza a lenda que quando Matinta Perera passa por um vilarejo, e não encontra oferendas, uma tragédia pode ocorrer. Uma menina e seu gato, por acaso, descobrem os mistérios da bruxa Matinta Perera que se transforma num pássaro e que desvela conhecimentos sobre um mundo novo e maravilhoso, o que permite a menina ousar suplantar seus medos.

Ksiezniczka (A princesa), de Karolina Phyak
Polônia, 2006, 35mm, 4’
Numa terra nevada muito longe daqui vive uma princesa numa cabana. Como todas as manhãs, se banha com leite. Porém, hoje é um dia especial. Ela vai procurar outras criaturas na neve.

Meu final feliz, de Milien Vitanov
Alemanha, 2007, 35mm, 5’
Todo cachorro corre atrás de seu próprio rabo. Mas um cachorro consegue pegá-lo. Isso muda sua vida, pois assim ele encontra seu melhor amigo.

O rapto das cebolinhas, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 2006, 35mm, 15’
O Coronel cultiva em seu sítio três preciosos pés de cebolinha da Índia. Quem toma o chá destas cebolinhas tem garantia de vida longa e alegria. Uma cebolinha é roubada da horta e o Coronel contrata o Detetive Camaleão Alface para descobrir o ladrão.

Um dia de sol, de Gil Alkabetz
Alemanha, 2007, 35mm, 6’
O sol se levanta como em toda manhã, mas hoje descobre que não está tão bem-vindo como esperava.

PROGRAMA JAN SVANKMAJER
Byt (O apartamento), de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1968, 35mm, 13’
The Flat pega emprestado o humor da antiga comédia de Hollywood, onde os objetos conspiram contra o herói, 3ando quase satisfeitos com a humilhação e a dor que causam. A ambivalência neste filme entre sadismo e comédia é o humor negro associado com o cinema do leste europeu.

Et cetera, de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1966, 35mm, 7’
A infância sempre teve uma profunda influência no trabalho de Svankmajer, e a infantilidade permeia Et Cetera em todos os níveis. O estilo deliberadamente cru e a repetição constante geram uma impressão permanente de impaciência. O filme – que mostra uma figura animada aprendendo a usar um whip, um par de asas e uma casa – pode ser visto como uma alegoria do progresso, que enfatiza sua inutilidade.

Historia naturae, suita, de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1967, 35mm, 9’
Neste tour de force da montagem, Svankmajer explora intensamente as possiblidades para uma bizarra e surrealista justaposição e combinação de imagens. Porém, as impressões misturadas logo começam a definir-se em um grande número de significações e oposições, que culminam em um frio e desconcertante comentário sobre a postura humana frente a outros seres vivos.

Johann Sebastian Bach: fantasia g-moll (Bach – fantasia em sol bemol), de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1965, 35mm, 9’
Um dos trabalhos mais elegantes e formais de autor, este filme trata a música de Bach de forma singularmente imaginativa, contrapondo o tom quase matemático do som ao imaginário realista. Svankmajer traz a tona a força de sua inspiração humanista.

Poslední trik pana schwarcewalldea a pana edgara (O último truque) , de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1964, 35mm, 11’
Combinando live action com animação, Svankmajer revela neste filme sua habilidade como mágico e apresenta uma impressionante miscelânia surrealista de artefatos, truques e conceitos.

Rakvickarna (Polichinelo) , de Jan Svankmajer
República Tcheca, 1966, 35mm, 10’
A história é primitiva e aborda a relação de clássicos personagens no trabalho do autor, Joey e Punch. Dois bonecos discutem a posse de um porquinho da índia, e a tentativa, antes racional, de um acordo se desdobra na morte dos dois personagens em uma cena de violência teatral.

PROGRAMA MICHEL GONDRY
Around the world, de Michel Gondry
França, 1997, 4’
Para Around the World, segundo single do álbum de début do Daft Punk Homework, Michel deu vida à música. Literalmente cada parte da música é representada por um quarteto dançante: o baixo por seres humanos ultra altos, os glissandos ágeis pelos nadadores sincronizados, o “around the world” vocoderizado por robôs, etc. Conforme a melodia vai progredindo, a performance de cada grupo vai evoluindo.

Bachelorette, de Michel Gondry
França, 1997, 5’
Os mundos fantásticos que Michel Gondry e Björk criaram ao longo de seis vídeos são centrados em um tema: a natureza, o mundo da Björk, nosso mundo e seu povo. Na sua última colaboração, Gondry e Björk juntam as histórias num grande final. Bachelorette é a história da história de uma garota. Ela diz na introdução à tragédia: “Um dia achei um livro grande enterrado fundo no chão”.

Drumb & Drumber (Quanto mais batera, melhor), de Michel Gondry
França, 2004, 1’
Jeitoso remix audiovisual de Michel à bateria em vários locais em Nova Iorque.

Fell in love with a girl, de Michel Gondry
França, 2002, 2’
Um caso amoroso com Lego, brinquedo emblemático para crianças. Mais uma vez a natureza infantil de Gondry produziu um vídeo marcante. A MTV o denominou um vídeo que faz diferença. As imagens são cinéticas e jubilantes. Os níveis de áudio latejam, as pessoas nadam, um sinal de pedestre diz “Anda” e os White Stripes, feito doces, mandam ver. Sobre a criação do vídeo: “Filmamos algo básico de uma banda em Londres, editamos, um programa pixelozou o vídeo, mais ou mento do tamanho de peças de Lego, e depois imprimimos cada quadro (25 quadros por segundo) em papel. Um time de animação construía peças de Lego para corresponder a cada quadro. Depois, refilmamos cada quadro em película. Não tínhamos Lego su3iente para filmar mais que 5 quadros a cada vez. Portanto, após cada cinco quadros, tivemos de desmontar os Legos e montar os cinco próximos quadros.

Joga, de Michel Gondry
França, 1997, 3’
A introdução ao terceiro álbum de Björk, Homogenic, é o vídeo Joga. Björk e Gondry evocam mais outro novo mundo: criado da topografia da terra de Björk, Islândia. A música é uma cascata calma de cordas e bits,com Björk suplicando, “Paisagens emocionais me intrigam”. Para fazer o vídeo, Gondry viajou pela Islândia, filmando em 16mm e fazendo centenas de fotos. A filmagem foi morphada ao estilo de “Like a Rolling Stone” e a equipe de efeitos pós filmagem desenvolveram um mundo maravilhoso, flutuante. Vários itens topográ3os mudam e se deslocam enquanto o vídeo transporta o espectador através da paisagem.

La lettre, de Michel Gondry
França, 1998, 14’
Esta investigação sobre o amor infantil está repleta do surrealismo típica de Michel Gondry. Numa noite de virada de século, Stephane discute com seu irmão sobre o fim do milênio, mas também sobre meninas, especialmente Aurelie, uma colega por quem está secretamente apaixonado.

Let forever be, de Michel Gondry
França, 1999, 4’
Eu gosto do princípio dos fractais, a idéia de encontrar a geometria na natureza ou em histórias. O efeito no vídeo dos Chemical Brothers é uma combinação de morphing com computação grá3a. A idéia é fazer o espectador crer que é apenas um efeito tradicional de caleidoscópio para depois perceber que foi transportado para uma nova realidade. Quando uso efeitos especiais, sei exatamente o que estou fazendo e o que é preciso. No geral, eu mesmo crio os efeitos ou trabalho bem de perto com quem os criam.

Ma Maison, de Michel Gondry
França, 1990, 4’
Michel diz, “Este era sobre uma barata na natureza. Havia elementos que usei depois em Human Behavior. A primeira vez que as pessoas viram o vídeo da Björk, disseram, “O cara roubou o estilo do Michel.

My brother’s 24th birthay (Os 24 anos do meu irmão), de Michel Gondry
França, 1988, 4’
Em 1988, Michel filmou sua família e amigos em vinhetas para o aniversário de 24 anos de seu irmão Twist. Cada pessoa faz alguma coisa e depois dá seu presente. As peças foram filmadas na maior parte em animação stop motion em Super 8, e usavam cenários, perspectivas forçadas e outras marcas de Gondry.

One day (Um dia), de Michel Gondry
França, 2003, 7’
“Um Dia”, feito para o DVD de Michel Director’s Label, estreando Michel e o cada vez mais mal criado cocô, interpretado por um fantasiado David Cross, que sai do vaso um dia. Acaba perseguindo Michel pela rua, querendo o reconhecimento de seu “pai.

Star guitar, de Michel Gondry
França, 2001, 4’
Cada som da música será ilustrado por um elemento da paisagem que aparece a cada vez que o som é ouvido. Conforme a música vai ficando mais elaborada, criaremos uma paisagem cada vez mais complexa.” Este trecho publicado sobre o tratamento de Gondry descreve bem a fusão entre música e paisagem neste segundo vídeo para os Chemical Brothers. Nota-se a similaridade de conceito entre este vídeo e o dos Daft Punks para Around the World – porém a diferença está na execução. Em vez de cada elemento ser um bailarino, ele é parte do cenário. O vídeo está baseado nas tomadas em Vídeo Digital que Gondry fez quando estava de férias na França. Filmaram a viagem de trem 10 vezes à luz do dia para conseguir as gradientes diferentes da luz.

The hardes button to button, de Michel Gondry
França, 2003, 4’
Este vídeo segue regras semelhantes a Around the World e Star Guitar, onde cada parte da música tem um correspondente visual. Aqui, já que se trata de uma banda, o conceito é mais matemático. À MTV News, Gondry disse, “Quando ouvi a música, era tão incrível que eu sabia que eu tinha de fazer o vídeo. É a forma da música que me deu a idéia. O ritmo que faz ‘doot-doot-doot[-doot], doot, doot, doot, doot, doot.’ E me faz pensar 1, 2, 3, 4 … 4, 8, 12, 16 … 2, 4, 8, 16, 32.”” Então quando a Meg faz uma batida, sua bateria se multiplica e quando Jack toca um lick, seu ampli3ador se multiplica. Produtora Julie Fong teve de comprar 32 baterias Ludwig idênticas e alugar 32 ampli3adores e 16 pedestais para microfone para a tomada. Tudo era montado e lavado ao set a cada tomada –às vezes, menos de uma batida – e pronto. Deve ter dado um trabalho, pois a filmagem levou 3 dias de 16 horas cada para completar, tudo à luz do dia.

Thee dead people, de Michel Gondry
França, 2004, 3’
Três mortos saem de sua casa lunar e se sentam à beira de uma cratera cheia de globos brilhantes. Intrigados, os esqueletos pegam os globos e os jogam no ar, onde explodem em foguinhos de artifício.

Tiny (Pequeninho) , de Michel Gondry
França, 2004, 1’
Ó, a dor da rejeição. Este curta animado de um minuto mostra a vez que Michel foi rejeitado por uma garota num baile. Ela disse que ele era muito pequenininho.

RETROSPECTIVA ANTONIO CARLOS DA FONTOURA
Arquitetura de morar, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1975, beta, 10’
Uma visão encantada de três maravilhosas casas erguidas por Mestre José Zanine na encosta à beira-mar da Joatinga, ostentando uma deslumbrante trilha musical especialmente criada para o filme pelo maestro Antonio Carlos Jobim.

Chorinhos e chorões, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1974, 35mm, 11’
O Chorinho, música chorosa e sentimental, surgiu no final do século XIX e tem sua origem ligada ao músico Joaquim Antônio da Silva Calado. Gênero cujo repertório derivou da polca, tem como instrumentos característicos a flauta e o bandolim. Os mais conhecidos chorões foram Pixinguinha, Benedito Lacerda, Patápio Silva e Altamiro Carrilho, na flauta.

Heitor dos Prazeres, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1965, 35mm, 13’
Memórias do sambista popular e pintor naif Heitor dos Prazeres em seu atélier na Cidade Nova, bairro decadente do Rio de Janeiro, que só sobrevivia em seus sambas, seus quadros e suas recordações.

Meu nome é Gal, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1970, 35mm, 12’
Clip precursor que registra a performance de Gal Costa em três canções que marcaram de forma determinante os momentos iniciais de sua carreira.

Mutantes, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1970, 35mm, 7’
Uma brincadeira mutante improvisada por Arnaldo Dias, Sérgio Batista e Rita Lee, Os Mutantes, num dia único pelas ruas de São Paulo.

Ouro Preto e Scliar, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1969, 35mm, 12’
Carlos Scliar nos guia a uma visita afetiva à cidade onde ele instalou seu atelier de inverno, Ouro Preto, fonte de inspiração de grande parte de seu trabalho.

Ver Ouvir, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1966, 35mm, 20’
A pintura fala através do trabalho de três jovens artistas, Roberto Magalhães, Antonio Dias e Rubens Gerchman, simplesmente devastadores na visualidade com que, em seus trabalhos, transmutam a cacofonia da cidade contemporânea.

Wanda Pimentel, de Antonio Carlos da Fontoura
Rio de Janeiro, 1972, beta, 6’
Registro autoral de algumas obras da artista plástica Wanda Pimentel

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