Archive for the ‘Literatura’ Tag

A vida imita a arte

Roberto Schultz lança Segredo e Fim, seu primeiro romance que retrata personagens que nos remetem às situações reais

arq_540_9022O realismo literário foi a forma encontrada pelo escritor Roberto Schultz para contar a historia de seu primeiro romance, Segredo e Fim,lançamento da Editora Novo Século. Com o estilo direto e sem muitos adjetivos, imortalizado por escritores como o americano Ernest Hemmingway e pelo brasileiro Rubem Fonseca, o gaúcho dá vida a personagens comuns, colocados à prova em situações extraordinárias.

O escritor, também advogado, apaixonado pela literatura, leitor e discípulo confesso de Fonseca, cria em sua obra personagens que poderiam ser nossos amigos, conhecidos ou nós mesmos, já que conta suas histórias a partir do próprio ponto de vista, porém, de forma visceral.

O enredo

A história se passa no início dos anos 70, quando uma mulher casada, Lis, se apaixona por um homem solteiro. Apesar de se entregarem à paixão, a história é interrompida pelo moral vigente na época e pela vida familiar de Lis que vê, no amor que sente pela sua única filha, a impossibilidade de romper o casamento.

Trinta anos depois, por conta de uma doença grave da mãe, a filha de Lis vai ao seu encontro e acha uma velha caixa de charutos com lembranças e cartas trocadas pelos amantes. E é justamente essa filha, Liciane, que serve como elo entre aquele passado e o presente.

Unidos pelo amor de Herbert e Lis, inúmeras personagens se entrecruzam e surgem à trama, que se transforma em uma colcha de retalhos de sentimentos nada convencionais.

Mas, para Roberto Schultz, o amor nem sempre se mostra de maneiras óbvias. Cada capítulo é quase uma história independente, com início, meio e fim. Nenhum dos seus personagens são politicamente corretos. Todos são pessoas de verdade. Prostitutas, picaretas nacionais e vigaristas estrangeiros, gente simples do povo, mulheres desprezadas e assassinos são alguns dos estereótipos que retratam o mundo em que vivemos de forma objetiva e sem perder a poesia quando ela se faz necessária.

Liciane é apresentada como uma mulher que deseja aprender a amar. Pedro, seu irmão, é um mau-caráter que tenta descobrir se Herbert é o seu verdadeiro pai. Ernesto, um ceramista temperamental e apaixonado, cujo grande ídolo é Astor Piazzola. O negro Antônio Pillar foi palhaço na juventude mas se transformou em um homem frio e violento. Além desses, o autor ainda apresenta um personagem chamado “O Árabe” (que não é árabe de verdade), e que vive em uma constante procura de um amor de mãe para a sua filha, e Dagomir, um médico nordestino de origem holandesa, que se envolve em tramóias relacionadas ao gás natural. Esses e tantos outros personagens vão surgindo na trama e envolvendo o leitor até às páginas finais do romance.

Sobre o autor

O advogado Roberto Schultz é gaúcho e mora em Porto Alegre (RS), mas faz questão de ser lido não como um autor “regional” do Sul e sim como um autor brasileiro. Ex-professor Universitário da Cadeira de Ética e Legislação em cursos de Propaganda e Comunicação Digital, publicou três livros de contos: O Coro do Vento (EDUNISC, 2001); O Amor dessa Mulher (LITERALIS, 2002); Margaridas Forjadas (EDUNISC, 2003), o livro de história empresarial FAMASTIL 50 ANOS – Uma História Abençoada pelo Trabalho (Ed. da Empresa, 2003) e O Publicitário Legal, Ed. QUALITYMARK, 2005, única obra do gênero no Brasil e que também inaugura esse ramo do Direito.

O livro Segredo e Fim pode ser encontrado nas livrarias: Cultura, Saraiva, Siciliano e FNAC (SP). O preço sugerido é R$ 35.

FICHA TÉCNICA
SEGREDO E FIM
Autor: SCHULTZ, ROBERTO
Editora: NOVO SECULO
Livro em Brochura
1ª Edição – 2007 – 272 pág.

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A saga do jogo que deu o primeiro título mundial ao Santos vira livro

“Existem histórias que precisam ser contadas sempre, a história desse jogo é uma delas”, é dessa maneira simples e direta que o escritor Odir Cunha define seu mais novo livro, Donos da terra, da Editora Realejo (184 páginas, R$ 35, em média), narra de maneira inédita todos os momentos do jogo Santos x Benfica, em 1962, que deu o primeiro título mundial interclubes para o clube da baixada santista, e que nesse ano comemora o 45º aniversário.

Para fazer o livro, Odir não se ateve a entrevistar apenas os heróis do Santos. Ele foi buscar o outro lado da história: os jogadores do Benfica, entre eles Eusébio, Simões, Zé Augusto, Humberto, Cruz e Mário João, destes, só último não esteve em campo, pois decidiu trocar a carreira de jogador para ser funcionário de uma empresa, dias antes da partida final. A história do lateral-direito do Benfica é uma das informações, entre outras, do livro.

Com o relato do time adversário foi possível também, pela primeira vez, ter um relato dos 2 gols feitos pelo Benfica. Pela primeira vez o perdedor é tratado com a devida reverência. Afinal, o Benfica era o bicampeão europeu, tinha a base da Seleção de Portugal e a partida só pôde entrar para a história porque os portugueses não apelaram, mesmo sendo goleados em seu estádio.

Há também a contextualização histórica, que mostra bem como era aquela época turbulenta do início dos anos 60, relembrando fatos acontecidos naquele dia, mês e ano. O jogo é descrito lance a lance, em detalhes precisos. É uma grande vantagem, já que alguns sites esportivos atuais erram até na ficha técnica da partida. Além disso, o livro traz as dúvidas dos técnicos, as expectativas da imprensa de Brasil e de Portugal, enfim, os bastidores e as conseqüências desta partida para os destinos de Santos e Benfica.

Além das histórias, curiosidades e detalhes da partida, o livro tem outra preciosidade: 10 fotos inéditas do jogo, extraídas diretamente dos fotogramas do Canal 100, o único registro conhecido do jogo. Não há fotos dessa partida e essas cenas nunca foram mostradas. Inclusive, uma delas ilustra a capa.

Segundo o autor nunca um título mundial seria novamente conquistado com uma vitória de goleada sobre um bicampeão europeu e no campo do adversário. E isso numa época em que se vivia o auge do futebol-arte, os rivais tinham um craque como Eusébio, e representavam a base da Seleção de Portugal que humilharia o Brasil quatro anos mais tarde, na Copa da Inglaterra. Com esses argumentos, para Odir “este jogo é o mais importante da história do Santos, da carreira de Pelé e, por extensão, de um time brasileiro de futebol”.

A orelha do livro é do também jornalista Xico Sá, que dá o tom do conteúdo do livro da seguinte maneira: “Por mais que você, amigo, saiba e tenha visto imagens sobre a noite em que o Santos F.C. conquistou a terra, no glorioso 11 de outubro de 1962, mesmo assim encontrará neste livro um baú de novidades e arrepios que voltam à flor da pele como em um desses momentos em que falamos de coisas sagradas e sobrenaturais”.

O lançamento do livro será feito no próximo dia 26, no Bar Paulicéia, na rua dos Pinheiros, 473, a partir das 19 horas.

Livros: Mais vendidos de novembro

Lista de ficção (fonte livraria Siciliano)

1. A cidade do sol, Khaled Hosseini (EDITORA NOVA FRONTEIRA)
2. A menina que roubava livros , Markus Zusak (EDITORA INTRINSECA)
3. O caçador de pipas, Khaled Hosseini (EDITORA NOVA FRONTEIRA)
4. Elite da tropa, Luis Eduardo Soares (EDITORA OBJETIVA)
5. Lula e minha anta, Diogo Mainardi (EDITORA RCB)
6. O Bispo – A história revelada de Edir Macedo – Douglas Tavolaro (LAROUSSE DO BRASIL)
7. A sombra do vento, Carlos Ruiz Zafon (EDITORA OBJETIVA)
8. O guardião de memórias, Kim Edwards (EDITORA SEXTANTE)
9. A conspiração franciscana, John Sack (GMT EDITORES)
10. Eu sei que vou te amar, Arnaldo Jabor (EDITORA OBJETIVA)
11. Transformando suor em ouro, Bernardinho (GMT EDITORES)
12. Código da vida, Saulo Ramos (EDITORA PLANETA)
13. Marley e eu – A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo, John Grogan (EDIOURO PUBLICACOES)
14. A montanha e o rio, Da Chen (EDITORA NOVA FRONTEIRA)
15. D. Pedro II, José Murilo de Carvalho EDITORA SCHWARCZ
16. O futuro da humanidade – A saga de um pensador, Augusto Cury (EDITORA SEXTANTE)
17. Eric Clapton – A Autobiografia, Eric Clapton (EDITORA PLANETA)
18. Fortaleza digital, Dan Brown (EDITORA SEXTANTE)
19. Memória de minhas putas tristes, Gabriel Garcia Marquez (EDITORA RCB)
20. Anjos e demônios, Dan Brown (EDITORA SEXTANTE)

Leia o primeiro capítulo de Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band

Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band foi o disco mais importante dos Beatles, o grupo de rock mais importante do século XX. Lançado em 1967, o álbum revolucionou a música pop, trazendo inúmeras inovações e experimentos, sem deixar de lado as melodias acessíveis que levaram os Beatles ao topo das paradas. Um dos discos mais vendidos de todos os tempos, Sgt Pepper´s é um documento histórico das mudanças sociais, políticas e estéticas dos anos 60.

Em Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band – um ano na vida dos Beatles e amigos, da Conrad Editora, Clinton Heilyn vasculha a história para tentar explicar o que fez de Sgt Pepper´s um marco cultural tão aclamado. Heylin revela o cotidiano dos Beatles e outros artistas que, de uma forma ou de outra, influenciaram os rapazes de Liverpool naquele momento – gente como Bob Dylan, The Beach Boys, Pink Floyd e The Byrds.

Com uma prosa clara e uma série de informações históricas, Heylin vai mostrando como, compacto a compacto, show a show, a música pop dos Beatles foi mudando em direção a um rótulo definitivo que virou padrão nas décadas seguintes: o rock.

Da Costa Oeste americana com o jingle-jangle dos Byrds e as harmonias dos Beach Boys à música underground dos novaiorquinos do Velvet Underground, passando pelos roqueiros da Swingin´ London (Who, The Move, Cream, Hendrix e Pink Floyd), Sgt Pepper´s, evoca a cultura pop dos anos 60 para mostrar o impacto e a importância histórica do álbum dos Beatles. A partir de sessões de gravação, shows históricos, depoimentos exclusivos e uma extensa pesquisa, Heylin construiu o mais fiel e honesto relato do momento em que os Beatles transformaram a cultura mundial para sempre.

• “When I´m Sixty Four” (nona faixa do álbum) estava cotada para ser lado B de algum single. A canção tinha sido composta na época em que os Beatles estavam em Hamburgo, Alemanha, no começo da carreira, e foi ressuscitada por Paul McCartney, cujo pai estava chegando aos 64 anos.

• A capa do álbum, criada por Peter Blake e que custou quase três mil libras (100 vezes o custo de uma capa de disco da época) é uma das mais parodiadas e homenageadas da história, tinha um conceito inicial diferente do que acabou sendo realizado: Blake tinha imaginado uma pintura com clima de praia.

• A música favorita dos Fab Four na época do lançamento de Sgt Pepper´s era “A Whiter Shade Of Pale”, single da banda inglesa Procol Harum cuja linha melódica é inspirada pelo compositor erudito alemão Johan Sebastian Bach.

• Em 26 de maio de 1967, já era possível encontrar cópias de Sgt Pepper´s nas melhores lojas de discos de Londres – quase uma semana antes do lançamento oficial.

• Além do Pink Floyd, outra banda que dividiu com os Beatles os estúdios de Abey Road foi o The N’Beetweens – embrião do que viria a ser, nos anos 70, o Slade, os maiores hit-makers da Inglaterra entre 71 e 75.

Para ler o primeiro capítulo da obra, clique aqui

46 livros de moda vai ser lançado em SP

46 autores. 46 livros. 46 paixões. A Memória Visual convidou 46 profissionais do mundo da moda para que escrevessem um depoimento sobre o livro de moda que traçou a sua carreira,mudou seu rumo, abalou seus alicerces. Livros de moda que foram esquecidos pelo tempo. Livros novos recém-publicados, livros em outras línguas. 46 LIVROS DE MODA QUE VOCÊ NãO PODE DEIXAR DE LER nasceu para ser uma obra de referência para todos aqueles interessados em moda. Quer ser um ponto de partida para os estudantes, uma dica especial dos professores, um guia para os profissionais e colecionadores de livros sobre o tema.

“Indicar livros ou leituras é algo nobre. É como confidenciar alguns de nossos segredos mais íntimos; indicar um amigo para um cargo de confiança; ou educar uma criança. É algo de extrema responsabilidade. Algumas leituras podem marcar nossas vidas para sempre”, diz Paula Acioli no primeiro parágrafo de seu depoimento.

Uma compilação que serve também para aguçar a curiosidade: afinal o que leram todas essas pessoas e como esses livros ajudaram a torná-los quem são?

Gilda Chataignier diz: “A memória sobre livros de moda que influenciaram minha vida perde-se na infância bem tenra. Antes mesmo dos livros, meus olhos debruçaram-se sobre revistas de moda, fossem elas com desenhos de croquis ou fotografias”. Além dos depoimentos, 46 livros de moda que você não pode deixar de ler conta com um índice organizado por título, além de verbetes sobre os autores.

Biti Averbach, ex-editora de moda da revista Marie Claire, escolheu a publicação , dos autores Sean Topham e Courtenay Smith e comenta: “Sempre me rebelei contra o fato da moda ser considerada, por muitos, como uma matéria fútil. É claro que há futilidade envolvida neste meio, assim como há em muitos outros. Mas desde sempre me pareceu que, por seu aspecto lúdico e sua capacidade de comunicação, a moda não deveria ser encarada com descaso ou leviandade. Por isso, desde o início da minha carreira, procurei ler e entender a subjetividade envolvida no ato de se vestir”.

Amanda França, editora de fotografia da Speculum, faz parte da compilação.

O lançamento em SP acontece no próximo dia 29, às 19h na Livraria Cosmopolita, na rua Doutor Mário Ferraz, 32, Jardim Paulistano. Tel.: 3816.2617

Paulo Betancur dá oficina de litertura em Porto Alegre

“Como a leitura sistemática nos torna melhores escritores, melhores leitores (claro), melhores profissionais, ou, sobretudo, melhores seres humanos”. Afinal, segundo Jorge Luis Borges, “ler é o mais civilizado dos atos”. Ele escreveu isso como se, ironicamente, estivesse se referindo ao ato de escrever como uma ação da barbárie. Claro que não é, sabemos perfeitamente disso. Mas a leitura é a imersão lenta, gradual, profunda num universo onde a palavra (esse perfeito combustível para o espírito) não descansa enquanto não nos encontra. E, nos encontrando, é decisivo que a encontremos também. Ler em silêncio é um ato quase místico, no mínimo de extrema intimidade, daí seu poder revelador; ler em voz alta, um ato de teatro, de certa forma, total. Ambas as práticas devem ser desenvolvidas. E a oficina LER É VER propõe a instauração desse processo de ambas as formas de leitura e dos diversos estágios da aventura do ler.

Cronograma:
TURMA 1: Às terças-feiras, das 16 às 18h – dias, 20/11, 27/11, 05/12 e 11/12 de 2007; 08/01, 15/01, 22/01 e 29/01 de 2008.
TURMA 2: Às terças-feiras, das 19 às 21h – dias, 20/11, 27/11, 05/12 e 11/12 de 2007; 08/01, 15/01, 22/01 e 29/01 de 2008.
TURMA 3: Às quintas-feiras, das 16 às 18h – dias, 22/11, 29/11, 06/12, 13/12 de 2007, 10/01, 17/01, 24/01 e 31/01 de 2008.

Valor:
R$ 400,00 (à vista ou em dois pagamentos)

OFICINA 02: MISTÉRIOS DA CRIAÇÃO LITERÁRIA
Escrever é uma ação que exige uma série de etapas que vão desde a eleição do tema e a forma que o expressará até o resultado final, com qualidade suficiente para que esse resultado possa ser coinsiderado publicável.

Cronograma:
TURMA 1: Às quartas-feiras, das 16 às 18h – dias 21/11, 28/11, 05/12 e 12/12 de 2007; 09/01, 16/01, 23/01 e 30/01 de 2008.
TURMA 2: Às sextas-feiras, das 18h30 às 20h45 – dias 23/11, 30/11, 07/12 e 14/12 de 2007; 11/01, 18/01 e 25/01 de 2008.

VALOR:
R$ 400,00 (à vista ou em dois pagamentos)

O oficineiro
Paulo Bentancur é escritor de ficção, poeta, crítico literário, editor, autor de cerca de 20 obras de diversos gêneros, tanto para o público adulto quanto juvenil e infantil. Ganhador de diversos prêmios literários importantes. Traduzido para o espanhol e o italiano. Incluído em diversas antologias representativas da ficção contemporânea brasileira nos últimos 30 anos.

Palavraria – Livraria-Café
Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim
90420-111 – Porto Alegre
Telefone 051 32684260
palavraria@palavraria.com.br

Conrad lança Os sentidos do vinho em SP