Archive for the ‘Cinema’ Category

Sessão especial do filme Atos dos Homens discute os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Exibição do documentário de Kiko Goifman, no dia 11 de dezembro, completa série de eventos promovidos pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos. 

No próximo dia 11 de dezembro, às 21h30, acontece no Cine Bombril (Av. Paulista, 2073), uma sessão especial do documentário Atos dos Homens, do cineasta Kiko Goifman. A exibição faz parte da série de eventos promovidos pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos para o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O filme, lançado no Festival de Berlim de 2006 e ainda inédito nas salas de cinema do Brasil (só troquei a ordem), ganhou o prêmio de melhor documentário no Festival de Nates. É o segundo longa-metragem dirigido por Kiko Goifman, cineasta que acaba de ser premiado como o grande vencedor do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com o filme “FilmeFobia”.

Em Atos dos Homens, Goifman aborda a desigualdade social e a banalização da morte em comunidades do Rio de Janeiro. O que seria um documentário a respeito de sobreviventes de massacres no Brasil se transformou em um raio X da violência na Baixada Fluminense. Em 31 de março de 2005, um mês antes do início das filmagens, um massacre nas cidades de Nova Iguaçu e Queimados mudaria o argumento do projeto. A realidade fez com que o foco fosse direcionado ao cotidiano dos moradores daquela região: o extermínio, os matadores e o desejo de viver dos moradores da Baixada Fluminense.

Festivais e Prêmios:

– Melhor Documentário no Festival 3 Continents de Nantes, França.

– Festivais: Berlinale, É tudo Verdade, Mostra Internacional de São Paulo, Festival do Rio, Locarno.

Frases sobre o filme:

“Goifman é uma das figuras mais interessantes do cinema brasileiro atual”

Luiz Carlos Merten – O Estado de S. Paulo

“Um ano depois da tragédia, seu melhor relato”

Jaime Biaggio – O Globo

“O depoimento de um matador é impressionante”

Deborah Young – Variety

Cotação máxima ****

Pedro Butcher – Folha de S. Paulo

Sobre o diretor Kiko Goifman

Antropólogo pela UFMG e Mestre em Multimeios/UNICAMP. Autor do livro e CD-ROM “Valetes em slow-motion” vencedor do Grand Prix Mobius Paris/98 e obra do acervo do Centro Georges Pompidou em Paris. Artista do núcleo de net art da 24a. e 25a. Bienais de SP. Homenageado do Festival de Cinema de Tiradentes/2002, Mostra do Audiovisual Paulista/2003, Festival de Toulouse/2005, Festival Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira/2005 e Festival de Tampere/2006. Entre os filmes recentes que dirigiu destacam-se os longas-metragens “33” (Festival de Locarno, Rotterdam, Marseille e NoirFest (Itália). Prêmio de distribuição da Hubbert Bals Fund. Melhor roteiro do cinema paulista de 2004, FIESP/SESI. Entre os melhores filmes – votação do público – na  Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2003). Em 2008, Kiko lançou seu primeiro filme de ficção “FilmeFobia”, com estréia internacional no Festival de Locarno, Suíça e estréia nacional no Festival de Brasília, no qual foi o grande vencedor com 5 prêmios, entre eles o de Melhor Filme.

Sobre o Fundo Brasil de Direitos Humanos

O Fundo Brasil de Direitos Humanos é uma fundação de direito privado, 100% brasileira, que visa contribuir para a promoção dos direitos humanos no Brasil. Com uma proposta inovadora, pretende impulsionar as atividades de pessoas e pequenas organizações da sociedade civil voltadas para a promoção e defesa dos direitos humanos no país, criando mecanismos sustentáveis de doação de recursos. O compromisso da fundação é fortalecer especialmente aqueles que possuam condições de fazer a diferença e de colocar em prática propostas criativas, com grande potencial de impacto local na luta contra a discriminação e a violência institucional.

Sessão especial do documentário Atos dos Homens

Quando: 11 de dezembro, às 21h30

Onde: Cine Bombril – Sala 2 – Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073

Entrada Franca – retirar os ingressos na bilheteria 1 hora antes da projeção

Anúncios

3º Festival Internacional de Animação Erótica começa em SP e RJ

O FIAE – 3º Festival Internacional de Animação Erótica é um festival competitivo de filmes de animação que pretende contribuir para a descoberta e revelação no Brasil de novos filmes e novos cineastas, dentro do universo da animação brasileira e estrangeira. O FIAE é o único festival do gênero no mundo e nasceu em 2006 com o objetivo de estimular a exibição pública de animações que não são distribuídas nem exibidas no circuito tradicional de cinema no Brasil.

Este ano recebemos mais de 200 inscrições de animações de diversas partes do mundo, destes, foram selecionados 149 curtas de 32 países diferentes e 01 longa metragem da Bélgica. Sexo, amor, sensualidade, fetiche, romance, saúde sexual, sexualidade e erotismo são alguns dos temas relacionados aos filmes de animação, brasileiros e estrangeiros, selecionados para esta edição do festival.

Os filmes selecionados participam dos programas: Especial de Abertura, Competição de Curta, Longa Metragem, Competição de Curta Online, Especial Sexo Seguro e Especial City Hunters. Em São Paulo haverá a exibição das Retrospectivas 1 e 2, com os melhores e os premiados de 2006 e 2007.

Os prêmios do festival serão entregues a Melhor Animação Brasileira e Melhor Animação Internacional escolhidas pelo júri popular, através de voto. A Animação Mais Quente será escolhida pelo Sexyhot e a Melhor Animação Online pelo Porta Curtas. A Melhor Animação Brasileira e a Melhor Animação Estrangeira, do Especial Sexo Seguro, também escolhidas pelo júri popular, serão premiadas pela Prudence.

O FIAE 2008 acontecerá de 06 a 14 de novembro de 2008 no MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de 02 a 07 de dezembro no HSBC Belas Artes de São Paulo.

Mais informações http://www.fiae.com.br

Mostra mapeia o cinema espanhol atual

10 a 14 de dezembro de 2008

A Cinemateca Brasileira, a Embaixada da Espanha no Brasil e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional reúnem-se mais uma vez para oferecer ao público um breve apanhado da nova cinematografia espanhola. A partir da exibição de títulos premiados, aclamados pela crítica e, em sua maioria, nunca lançados comercialmente no Brasil, o ciclo é uma boa oportunidade para se conferir os rumos e tendências do novo cinema espanhol.

ENTRADA FRANCA
Não indicado para menores de 16 anos
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próxima ao Metrâ Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br

PROGRAMAÇÃO
10.12 | QUARTA
SALA CINEMATECA BNDES
20h30
AZULESCUROQUASEPRETO

11.12 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
20h30
O MELHOR DE MIM

12.12 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
20h30
EU SOU A JUANI

13.12 | SÁBADO
SALA CINEMATECA BNDES
20h30
UM FRANCO, 14 PESETAS

14.12 | DOMINGO
SALA CINEMATECA BNDES
20h30
SALVADOR – ESTÓRIA DE UM MILAGRE COTIDIANO | TUA VIDA EM 65?

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES
AzulEscuroQuasePreto (Azuloscurocasinegro), de Daniel Sánchez Arávalo
Espanha, 2006, 35mm, cor, 105? I Legendas eletrônicas em português
Quim Gutiérrez, Marta Etura, Antonio de la Torre, Héctor Colom
Depois de passar anos estudando, cuidando do pai doente e trabalhando como faxineiro, um jovem decide mudar o rumo de sua vida. Por meio do irm?o, que cumpre pena num pres?dio, conhece uma mulher com quem desenvolver? uma rela??o incomum.

Eu sou a Juani (Yo soy ja Juani), de Bigas Luna
Espanha, 2006, 35mm, cor, 90? | Legendas eletrônicas em português
Veronica Echegui, Dani Martin, Laya Marte, Gorka Lasaosa
A jovem Juani tem problemas em casa. Seu namorado é insuportável e, não aturando mais seus ciúmes, ela o abandona e decide fazer tudo aquilo que não fez enquanto estava com ele. Cansada de levar uma vida conformada e tola, Juani resolve ser atriz.

Um Franco, 14 pesetas (Un Franco, 14 pesetas), de Carlos Iglesias
Espanha, 2006, 35mm, cor, 96? | Legendas eletrônicas em português
Carlos Iglesias, Javier Gutierrez, Nieve de Medina, Isabel Blanco
Em 1960, dois amigos abandonam suas famílias na Espanha e partem para a Suécia à procura de trabalho. Arrumam emprego como mecânicos de uma fábrica e passam a morar numa pequena vila industrial. Ali, terão de adaptar-se a uma nova realidade.

O melhor de mim (Lo mejor de m?), de Roser Aguilar
Espanha, 2007, 35mm, cor, 85? | Legendas eletrônicas em português
Marian Álvarez, Juan Sanz, Lluas Homar, Alberto Jimenez
Quando criança, Raquel não conseguia entender por que as pessoas falavam tanto sobre o amor. Nesta época, pensava no que poderia acontecer se ninguém a amasse. Hoje, ela questiona até onde está disposta a ir por amor.

Salvador – Estória de um milagre cotidiano (Salvador ? Historia de un milagro cotidiano), de Hwidar Abdelatif
Espanha, 2007, 35mm, cor, 14? | Legendas eletrônicas em português
Nacho Fresneda, Gabriel Merchan, Orlan Morin
Uma criança brinca num vagão de trem. Em um trajeto idílico, todos participam do jogo, à exceção de um passageiro que, inquieto, abandona o veículo. O diretor Hwidar Abdelatif idealiza a trágica manhã de 11 de março de 2004, em Madri, dia em que uma série de atentados terroristas foram cometidos na rede ferroviária da cidade.

Tua vida em 65? (Tu vida en 65?), de Mar?a Ripoll
Espanha, 2006, 35mm, cor, 100? | Legendas eletrônicas em português
Javier Pereira, Oriol Vila, Marc Rodriguez, Tamara Arias

Num domingo, três jovens lêem uma nota de óbito e acreditam que o morto é um antigo colega de escola. Eles se dirigem ao velório e descobrem que se enganaram. A partir daí, a confus?o e o acaso tecem uma história de amizade, amor e morte.

S. Bernardo, longa dirigido por Leon Hirszman, tem sessão grátis no Cine Bombril, amanhã, terça, 2 de dezembro

s. bernardo, longa dirigido por Leon Hirszman, tem sessão grátis no Cine Bombril, amanhã, terça, 2 de dezembro

Sessão, às 20h, será seguida de debate com Ismail Xavier, Lauro Escorel e Othon Bastos

S.Bernardo, longa dirigido por Leon Hirszman em 1972, será exibido no Cine Bombril, amanhã, terça-feira, 02 de dezembro, com entrada franca. Othon Bastos, protagonista do filme, Lauro Escorel,  diretor de fotografia de S.Bernardo  (e um dos responsáveis pelo projeto de restauro da obra de  Hirszman) e o crítico e ensaísta Ismail Xavier, serão os debatedores da noite, mediados pelo jornalista Sergio Rizzo. As senhas poderão ser retiradas a partir das 19h, na bilheteria do cinema.

Em continuidade ao projeto de restauro da obra de Hirszman, S.Bernardo está sendo lançado em DVD pela Vídeo Filmes. Esta segunda caixa inclui os curtas Maioria Absoluta (1964) e Cantos de Trabalho (1975). A primeira caixa de DVD, lançada no final do ano passado, incluiu os filmes Eles Não Usam Black-Tie, ABC da Greve, Ecologia, Megalópolis, Pedreira de São Diogo e o documentário inédito Deixa Que Eu Falo, de Eduardo Escorel. Até 2010 mais duas caixas serão lançadas, reunindo outras obras essenciais do cinema brasileiro como A Falecida e Imagens do Inconsciente.

O projeto Restauro Digital da obra de Leon Hirszman tem o apoio do Ministério da Cultura e da Cinemateca Brasileira, produção da Cinefilmes Ltda e patrocínio da Petrobrás, através do Projeto Petrobrás Cultural. São Curadores e responsáveis pelo projeto, Carlos Augusto Calil, Lauro Escorel e Eduardo Escorel, com acompanhamento de Maria e João Pedro Hirszman, filhos do cineasta.

Preço sugerido para o DVD: R$ 55,00

Visite o site: http://www.leonhirszman.com.br

Companhia produtora: Saga Filmes

Companhias produtoras associadas: Mapa Filmes, L. C. Barreto

Distribuição: Embrafilme

Produção executiva: Marcos Farias

Produtores associados: Márcio Noronha, Henrique Coutinho, Luna Mochcovith

Direção de produção: Liana Aureliano, Rubens Azevedo, Rui Polanah

Direção: Leon Hirszman

Assistência de direção: Lúcio Lombardi

Argumento: baseado no romance homônimo de Graciliano Ramos

Roteiro: Leon Hirszman

Fotografia: Lauro Escorel Filho

Câmera: Cláudio Portiolli

Assistência de câmera: Renato Laclette

Montagem: Eduardo Escorel

Assistência de montagem: Gilberto Santeiro

Elenco: Othon Bastos, Isabel Ribeiro, Vanda Lacerda, Nildo Parente, Mário Lago, Josef Guerreiro, Rodolfo Arena, Jofre Soares, José Labanca, José Policena, Andrey Salvador

Faroeste, Comédia, Drama e Documentário na Odisséia de Cinema

Fechando temporada 2008, a Odisséia de Cinema traz diversidade de gêneros na edição dessa sexta-feira, dia 28/11

Nessa sexta-feira, dia 28 de novembro, acontece mais uma edição da Odisséia de Cinema, no Espaço Unibanco, em parceria com a Rain Cinema Digital e com o site MovieMobz.

A edição que fecha a temporada 2008 da Odisséia de Cinema traz, na sala 1, o documentário Café dos Maestros, de Miguel Kohan, um retrato da presença do Tango na sociedade Argentina, e o drama Quando Você Viu Seu pai Pela Última Vez?, de Anand Tucker, sobre o relacionamento entre um filho e um pai vítima de uma doença terminal.

Na sala 2 passam o faroeste Apaloosa – Uma Cidade Sem Lei, de Ed Harris, com Viggo Mortensen e Ed Harris no elenco, e a comédia espanhola Eu Sou a Juani, dirigida por Bigas Luna.

Em ambas as salas, às 2h10, acontece a exibição do filme-surpresa, escolhido por meio de votação no movieclube Odisséia de Cinema, do site http://www.moviemobz.com.

O evento termina na manhã de sábado, com café da manhã, e os intervalos entre todas as sessões são embalados por Dj, no foyer do cinema.

O ingresso custa R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia) e a classificação indicativa do evento é 18 anos. Ao comprar o ingresso o espectador pode optar pela programação de uma das duas salas.

Serviço
Odisséia de Cinema
Dia 28 de novembro, a partir das 23h
Local: Espaço Unibanco de Cinema – Rua Augusta, 1475 – Cerqueira César
Telefone: 11 3288-6780
Ingressos: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia)
Classificação: 18 anos
Realização: Rain e Espaço Unibanco de Cinema
Patrocínio: Oi

Yeah, right! de Spike Jonze de graça, seguido de mesa redonda

Com programação diversificada e gratuita, o Paço das Artes lança neste sábado, 29 de novembro, o livro da exposição “I/Legítimo: Dentro e Fora do Circuito – Núcleo Zonas de Ação”, que segue em cartaz na instituição até dia 30 de novembro (*). A partir das 18 horas, acontece uma mesa redonda aberta ao público, sobre os processos de legitimação e exclusão no campo da arte contemporânea. Participam os curadores da mostra, Fernando Oliva e Priscila Arantes, além da crítica de arte e curadora Luisa Duarte e do artista Daniel Lima. Já às 20 horas, será exibido no vão livre do Subsolo do Paço das Artes o filme “Yeah Right!”, dirigido pelo cineasta Spike Jonze.

Serviço
Mesa redonda “I/Legítimo: Dentro e Fora do Circuito” e exibição do filme “Yeah Right!” de Spike Jonze
Local: Paço das Artes
Data: 29 de novembro (sábado)
Horário: 18:00 (mesa redonda) e 20:00 (filme)
Entrada: gratuita
Capacidade: espaço aberto
(*) O Museu da Imagem e do Som exibe, como parte do projeto “I/Legítimo: Dentro e Fora do Circuito”, o núcleo “Espaço em Movimento”, até o dia 11 de janeiro de 2009.
PAÇO DAS ARTES
End.: Av. da Universidade, nº 1. Cidade Universitária.
Telefone para informações: (11) 3814-4832
Site: http://www.pacodasartes.org.br/

I Festival de filmes de pesquisa sobre a memória da escravidão moderna

Mostra Internacional Itinerante/ Rio de Janeiro 2008. Universidade Federal Fluminense / Centro Cultural Banco do Brasil. 24 e 28 de novembro de 2008

Em tempos de transformações com a eleição Barack Hussein Obama, o primeiro presidente negro americano, e das discussões geradas pela comemoração do Dia da Consciência Negra em 20 de novembro, a Universidade Federal Fluminense e o Centro Cultural Banco do Brasil vêm aquecer o tema recebendo a jornada de encerramento do primeiro Festival de Filmes Digitais de Pesquisa Universitária sobre Patrimônio e Memória da Escravidão Moderna, com mostra de filmes e mesa de debates, abordando questões políticas e culturais contemporâneas relacionadas à diáspora africana no Atlântico.

Este festival faz parte de uma Mostra Internacional Itinerante organizada pelo Centro Internacional de Pesquisa da Escravidão, sediado em Paris, pela Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar, Senegal, pelo Instituto Harriet Tubman da Universidade de York, pela Cátedra de Pesquisa em História Comparada da Memória da Universidade de Laval, ambos no Canadá, e pelo Laboratório de História Oral e Imagem da UFF.

Nessa primeira edição, nove filmes foram selecionados. O festival itinerante iniciou-se em Toronto, na Universidade de York/Canadá, em abril de 2008. Em seguida, realizou-se na Universidade de Laval (Quebec, Canadá), em maio, e na Universidade Sheik Anta Diop, Dakar, em julho de 2008.  Durante o segundo semestre os filmes selecionados foram exibidos em Abidjan, na Costa do Marfim; Uagadugu, em Burkina Faso e na Ilha da Reunião, departamento francês.

A partir de 2009, o festival será competitivo, com júri formado por um membro de cada uma das cidades universitárias participantes da mostra, com entrega do prêmio no encerramento do festival no Brasil.

PROGRAMAÇÃO

24/11 – Universidade Federal Fluminense

Instituto de Ciências Humanas – Campus do Gragoatá, Bloco O, Niterói.

10h às 12h – História, Antropologia e Escrita Áudio-Visual em Ciências Sociais

● 10h – O Que Remanesceu – de Pedro Simonard e Flávio dos Santos Gomes (Universidade de Laval, Quebec, Canadá, e Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1997, português, 25 min).

● 10h30 – Buscapé. Um espaço para todos – de Francine Saillant (Universidade de Laval, Quebec, 2007, português, 30 min.).

● 11h – mesa redonda – História, antropologia e escrita áudio-visual em ciências sociais, com Francine Saillant, Pedro Simonard (Universidade de Laval, Quebec, Canadá),  Hebe Mattos e Martha Abreu (Universidade Federal Fluminense).

16h30 às 20h – A Escravidão Africana Além do Atlântico

● 16h – Ces Mémoires Là… – de Sudel Fuma (Universidade da Reunião, 2005, francês, 25 min)

● 16h30 – Slaves Routes and Oral Tradition in Southeastern Africa: History and Images – de Benigna Zimba (Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, Moçambique, 2008, português/inglês, 34 min).

● 17h – Afro-Iranian Lives – de Behnaz Mirzai (Brock University, St. Catharines, Canadá, 2008, inglês, 46 minutos).

● 18h – mesa redonda – A escravidão africana além do Atlântico, com Alberto Costa e Silva (Academia Brasileira de Letras) e Mariza Soares (Departamento de História, Universidade Federal Fluminense).

28/11 – Centro Cultural Banco do Brasil (sala de cinema)

10h às 13h – Patrimônio e Espetáculo – O Jongo e a Memória da Escravidão na Serrinha e no Quilombo São José.

● 10h – Memórias do Cativeiro – de Hebe Mattos, Martha Abreu, Guilherme Fernandez e Isabel Castro (LABHOI-UFF, 2005, português, 48 minutos).

● 11h – Salve Jongo! – de Pedro Simonard (Universidade de Laval, Quebec, Canadá e Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2005, português, 25 minutos).

● 11h30 – mesa redonda – Patrimônio e espetáculo, com os realizadores e Zózimo Bobul (Centro Afrocarioca de Cinema).

14h às 19h – Memória da Escravidão, Cultura Negra e Política.

● 14h – Jongos, Calangos e Folias. Música Negra, memória e poesia – de Hebe Mattos e Martha Abreu (PETROBRAS/ LABHOI-UFF/Núcleo de Pesquisa em História Cultural/NUPEHC-UFF, 2007, português, 45 minutos).

● 15h – O Navio Negreiro – de Francine Saillant e Pedro Simonard (Universidade de Laval, Quebec, Canadá, português, 2008, 50 minutos).

● 16h – Lançamento do filme Axé Dignidade – de Francine Saillant e Pedro Simonard (Universidade de Laval, Quebec, Canadá, 2008, português, 51 min.). 

● 17h – mesa redonda – Cultura Negra e Política, com os realizadores e  Zózimo Bubul (Centro Afrocarioca de Cinema).

Sinopses:

O Que Remanesceu – de Pedro Simonard e Flávio dos Santos Gomes

Na região norte do Brasil, sobre rios de vários afluentes, existe certos lugares onde habitam comunidades quilombolas, descendentes de escravos. Ainda que estas comunidades estejam localizadas no meio da floresta, seus habitantes construíram laços comerciais e relações culturais com diversas outras pequenas vilas da região. O documentário apresenta as relações sociais e a cultura dessas populações pobres. Para caracterizar seus habitantes como descendentes de escravos, não basta procurar os elementos culturais de origem africana ou parar na cor da pele, é preciso antes compreender suas historias, memórias e identidades e, sobretudo, como eles se constroem hoje como comunidades quilombolas.

Buscapé. Um espaço para todos – de Francine Saillant

Apresenta uma forma de intervenção específica de uma ONG em Salvador, ligando dois grupos sociais (crianças em situação de risco social e portadores de deficiência). Ambos têm em comum o fato de pertencerem aos estratos mais pobres da sociedade e de serem afro-brasileiros. A intervenção consiste na preparação, durante vários meses, de um grupo carnavalesco alternativo ao carnaval oficial de Salvador e baseado nos elementos chaves da cultura afro-brasileira. O documentário apresenta os preparativos e a saída do grupo carnavalesco Buscapé.

Ces Mémoires Là… – de Sudel Fuma

O documentário mostra a memória da escravidão no Oceano Índico. Um habitante da Ilha da Reunião, descendente de uma família de escravos trazidos de Madagascar, se lembra do passado da ilha e do destino dos descendentes de escravos.

Slaves Routes and Oral Tradition in Southeastern Africa: History and Images – de Benigna Zimba

Edição de cerca de 300 imagens e pequenos filmes produzidos durante a última fase da pesquisa que resultou na publicação do livro de mesmo título (2005). Os países envolvidos são Moçambique, Mallawi, Tanzânia e Kenia. As imagens representam várias formas de testemunho oral, evidências arqueológicas e rituais tradicionais desenvolvidos por causa do recrudescimento do comércio de escravos na costa leste da África, durante os séculos 19 e 20. O vídeo é organizado em capítulos por países e a parte final enfatiza as similitudes entre eles.

Afro-Iranian Lives – de Behnaz Mirzai

A produtora e diretora Behnaz Mirzai nasceu e foi criada no Iran, tendo se mudado para o Canadá em 1997, onde fez o doutorado em história. O documentário é resultado de 10 anos de pesquisa em arquivos iranianos e europeus e de entrevistas e pesquisa de campo. O filme explora a história do tráfico de escravos africanos para o Irã, bem como as tradições de origem africanas presentes no país. Presta atenção particular às atividades sócio-econômicas, performances e rituais de descendentes de africanos escravizados em comunidades rurais e urbanas de quatro províncias: Sistan va Baluchistan, Hurmuzgan, Bushir e Khuzestan.

O filme permite visualizar o dia-a-dia de afro-iraniamos dispersos por diversas regiões ao sul do Golfo Pérsico, que, apesar disso, souberam preservar e misturar heranças culturais africanas com religiões e tradições locais. O documentário mostra tanto a diversidade da sociedade iraniana como a reconstrução da identidade das comunidades africanas no Irã.

Memórias do Cativeiro – de Hebe Mattos, Martha Abreu, Guilherme Fernandez e Isabel Castro

O documentário conta a história da última geração de escravos do mundo rural fluminense e dos caminhos de seus descendentes ao longo do século XX, bem como da força da memória familiar e da cultura negra entre eles. Tem como fio condutor a história e a memória dos moradores da comunidade remanescente de Quilombo de São José da Serra (Valença, RJ), base do grupo de Jongo do Quilombo São José, um dos solicitantes do reconhecimento do Jongo como patrimônio imaterial do Brasil.

Baseado no livro Memórias do Cativeiro. Família, trabalho e cidadania na pós-abolição, de Ana Lugão Rios e Hebe Mattos (2005) e nos depoimentos orais de descendentes de escravos depositados no Laboratório de História Oral e Imagem da UFF. http://www.historia.uff.br/labhoi

Salve Jongo! – de Pedro Simonard

O jongo é uma dança afro-brasileira desenvolvida por antigos escravos nas grandes fazendas cafeeiras do sudeste do Brasil no século XIX. Durante o século XX, a urbanização e a migração para as grandes cidades quase o fizeram desaparecer. No Rio de Janeiro, o jongo “sobreviveu” no Morro da Serrinha. No final dos anos 1960, o jongo estava em risco de desaparecimento quando Mestre Darcy, morador da comunidade, propôs modificações no jongo de modo a torná-lo mais acessível à classe média carioca, passando a fazer apresentações em teatros e casas de espetáculos, fora do território da favela. O documentário mostra as mudanças feitas pelo Mestre Darcy que transformaram o jongo em espetáculo.

Jongos, Calangos e Folias. Música Negra, memória e poesia – de Hebe Mattos e Martha Abreu

A história dos jongos, calangos e folias como patrimônios culturais é apresentada de forma associada à história social dos grupos que lhe dão suporte.

O filme coloca em destaque o papel da poesia negra em todas as três manifestações culturais e seu papel na legitimação política das comunidades remanescentes de quilombo do estado do RJ.  A primeira parte do filme refere-se ao litoral do estado, sul e norte, ponto de desembarque dos últimos africanos vindos como escravos no Brasil, e apresenta as comunidades quilombolas do Bracuí, em Angra dos Reis, e Rasa, em Búzios. A segunda parte sobe a Serra do Mar, chega ao Vale do Paraíba, o velho vale do café no século XIX, para onde se dirigiu a maioria dos recém chegados. Ali são entrevistados representantes das comunidades de Barra do Piraí, Quilombo São José da Serra e Duas Barras. A terceira e última parte, desce a serra, e atinge a Baixada Fluminense, especialmente Nova Iguaçu, Mesquita, Duque de Caxias  e São João do Meriti, para onde muitos dos descendentes dos últimos escravos se dirigiram, em diferentes momentos do século XX, na busca por melhores oportunidades de trabalho. Em todas as regiões apresentam-se as relações entre os jongos, calangos e folias de reis, como patrimônios familiares, com destaque para a poesia e os desafios presentes nestas manifestações. http://www.historia.uff.br/jongos

Axé Dignidade – de Francine Saillant e Pedro Simonard

Uma casa de candomblé na região metropolitana do RJ abre seu espaço para conduzir atividades sociais e espirituais que permitem aos habitantes da comunidade o acesso a uma vida melhor. O documentário mostra o cotidiano do bairro popular onde fica o terreiro, as intervenções da mãe de santo na sociedade civil, associando ancestralidade e direitos humanos, as atividades religiosas do terreiro e as lutas políticas em que seus membros estão implicados.

O Navio Negreiro – de Francine Saillant e Pedro Simonard

O documentário apresenta uma peça de teatro encenada num terreiro de candomblé do RJ que reconstrói a viagem e chegada dos escravos africanos no Brasil no interior de um navio negreiro. Trata-se de encenação pedagógica feita por crianças que freqüentam os cursos de cidadania do terreiro e por filhos e filhas de santo. Durante a encenação, a mãe de santo discursa explicando às crianças quem eram os escravos enviados ao Brasil, as diversas regiões da África de onde vieram e como as entidades do candomblé e diversas tradições culturais africanas vieram com eles no navio. O relato inverte a visão tradicional do escravo vítima, apresentando-o como sobrevivente e herói cultural.

Serviço:

Mostra: I Festival de Filmes de Pesquisa sobre Patrimônio e Memória da Escravidão Moderna

Local: Universidade Federal Fluminense e Centro Cultural Banco do Brasil

Datas e horários: de 24 e 28 de novembro (segunda e sexta-feira)

● 24/11 (segunda-feira) – Universidade Federal Fluminense – das 10hs às 18hs

Instituto de Ciências Humanas – Campus do Gragoatá, Bloco O, Niterói

● 28/11 (sexta-feira) – Centro Cultural Banco do Brasil (sala de cinema)  – das 10hs às 17hs

Capacidade: CCBB: 102 lugares mais 02 cadeirantes

Classificação: Livre

GRATUITO – tanto na UFF como no CCBB, sendo que neste último a retirada de senhas (uma por pessoa) será uma hora antes do evento na bilheteria, localizada no térreo.

Encontro do cinema negro

Cinema, seminários e oficinas fazem parte da programação do II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina, que acontecerá de 13 a 24 de novembro no Rio de Janeiro. Idealizado por Zózimo Bulbul — ator e cineasta pioneiro com experiência Internacional dirigiu vários filmes afro-brasileiros, sempre retratando a historia do povo Negro —, o evento reunirá realizadores afro-descendentes da América Latina, de diversos estados do Brasil e do continente Africano para promover um fórum de reflexões e idéias.

O objetivo é valorizar a presença do negro e suas temáticas no cinema nacional e internacional. Para isso, o Encontro promoverá a troca de experiências entre os diretores pioneiros e novos talentos, através de debates entre produtores, críticos, estudantes e público interessado em cinema, além de oficinas de capacitação gratuitas, abertas para o público.

O evento acontecerá espalhado pela cidade. No Centro, terá palco no Cinema Odeon BR, Centro Cultural Justiça Federal, numa tenda montada na Lapa e encontros diários pela manhã no Centro Afro Carioca de Cinema, espaço lançado em 2007 por Bulbul e Biza Vianna, pela produtora-executiva deste Encontro. Na Zona Sul, no recém-inaugurado Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico.

Vários filmes que serão exibidos na programação do Encontro participaram do Fespaco — Festival Pan-Africano de Cinema de Ouagadodou, em Burkina Faso, em que Zózimo Bulbul participou em 1997. Este ano, o II Encontro de Cinema Negro receberá o cineasta Guy Désiré Yaméogo, representante da Fespaco, que vem ao Brasil com apoio do Consulado Geral da França no Rio de Janeiro. “Foi no Fespaco que descobri que o africano preserva a cultura oral e ama o cinema por ser um ato social, de integração, diferente da literatura, que é mais individual. Os cineastas africanos são verdadeiros griots, velhos sábios que contam histórias para a população. Já confirmei minha participação para a 26ª participação do evento, que acontecerá em 2009”, comemora Zózimo Bulbul.

Entre os cineastas estrangeiros confirmados para o II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina estão Mansour Zora Wade (Senegal), Rigoberto Lopez (Cuba), Derby Arboleda (Colômbia), Apoline Traore (Burkina Faso), Angele Diabang Brener (Senegal), Antônio Molina (Cuba) e Guy Désiré Yaméogo (Burkina Faso).

MOSTRA DE FILMES

São mais de 50 produções dos seguintes países: Brasil, Mali, Mauritânia, Burkina Faso, Senegal Colômbia, Níger, Cuba, Colômbia, África do Sul, Madagascar e Guiné Bissau. Entre a programação de cinema, destaque para as sessões temáticas “Contos Desenhos e Tradições Africanas” — que apresenta o curta “Mon beau sourire”, de Angèle Diabang Brener, sobre o ritual da tatuagem na gengiva, costume bastante difundido na África Ocidental —, “Cineastas Novíssimos” — com “A cidade do Pan”, curta produzido por jovens cineastas da Cufa (Central Única das Favelas), entre os filmes de novos talentos —, “Um Domingo Africano em Família” — que inclui o longa-metragem “Moolaadé”, de Ousmane Sembéne, sobre quatro meninas que tentam escapar do salindé, a tradicional circuncisão feminina —, e “Mulheres Realizadoras”  — com 10 filmes produzidos por mulheres, entre eles “Primeiro Plano”, documentário da capixaba Kênia Freitas, que trata de questões raciais a partir do depoimento de estudantes cotistas negros da Uerj.

SEMINÁRIOS

O Cinema Negro é a pauta dos seis seminários promovidos no II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina, que reunirão 16 cineastas, produtores, críticos e o público nos seguintes desdobramentos: “O Intercâmbio do Cinema Negro Brasil, África e América Latina”, “A Importância dos Roteiros para demonstrar a trajetória do negro como protagonista de sua própria história”, “Festivais Internacionais, informes”, “Avaliação do Crescimento do Encontro de Cinema Negro e da Formação de Platéia de 2007 para 2008”, “Cinema Negro, As Possibilidades de Intercâmbio”, “Cinema Negro, Novas Produções” e “Mulheres Realizadoras no Cinema Negro”.

OFICINAS

O II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina vai promover ainda três oficinas de capacitação para o público, com entrada franca. São elas:

. Produção de Cinema e TV, com Flávio Leandro, professor da Escola de Artes da Mangueira;

. Oficina de Roteiro, com Antônio Molina, cineasta cubano residente no Brasil com ampla experiência em cursos de roteiro junto a projetos sociais através do cinema, entre eles os cursos do Cidan e o projeto Viajando na telinha;

. Oficina de Fotografia, com Ierê Ferreira, fotógrafo com grande experiência sobre o olhar afro-descendente, valorização de suas formas, beleza e conteúdo;

ZÓZIMO BULBUL E CENTRO AFROCARIOCA DE CINEMA

Zózimo Bulbul é um dos ícones negro dos anos 60 e 70, por suas interpretações na no cinema e na televisão. Além de todo o pioneirismo que envolve seu nome, Zózimo foi um dos principais atores dos filmes produzidos no movimento do Cinema Novo. Rejeitou o estereótipo escravo e do negro bandido. Foi assim no cinema, na tevê e no teatro. Como realizador cinematográfico, não foi diferente. Já com a câmera nas mãos, começou com o emblemático e censurado “Alma no Olho”, seguido de “Aniceto do Império” e do longa “Abolição”. Retomou o olhar de diretor na virada do século fazendo “Pequena África”, “Samba no Trem” e “República Tiradentes”. Em 2007, com 70 anos inicia um projeto pioneiro e ousado, o “Centro Afrocarioca de Cinema” onde realizou o I Encontro de Cinema Negro Brasil África. Em 2008, produz o documentário “Solano Trindade” em homenagem ao centenário do poeta e produz o II Encontro de Cinema Negro Brasil África América Latina.

SERVIÇO
II ENCONTRO DE CINEMA NEGRO BRASIL, ÁFRICA e AMÉRICA LATINA
De 14 a 24 de novembro
Abertura para convidados: 13 de novembro
Cinema Odeon Petrobras
Praça Mahatma Gandhi 2, Cinelândia. Tel.: 2240 1093
Ingressos: Sessões de Cinema: R$ 2. Seminário: Entrada Franca
Capacidade: 600 lugares

Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco 241, Centro. Tel.: 3261 2550
Ingressos: Sessões de Cinema: R$ 2. Seminário: Entrada Franca
Capacidade: 40 lugares

Espaço Tom Jobim
Rua Jardim Botânico 1.008
Ingressos: R$ 2
Capacidade: 400 lugares

Centro Afro Carioca de Cinema
Rua Joaquim Silva 40, Lapa. Tel.: 2508 7381
Ingressos: entrada franca
Capacidade: 30 lugares

Tenda Lapa
Arcos da Lapa. Exibição de filme ao ar livre
Ingressos: entrada franca

Poemas Visionários – o Cinema de F. W. Murnau

Poemas Visionários – O Cinema de F.W. Murnau traz clássicos do diretor expressionista alemão como Nosferatu, Fausto, A Última Gargalhada e Aurora, ao lado de obras de rara exibição no país (Terra em chamas, Fantasma e As Finanças do Grão-Duque). A mostra comemora os 120 anos de nascimento de Murnau, que, com sua genialidade, abriu novos caminhos na cinematografia internacional, tornando-se um dos mais importantes diretores de cinema mudo e expressionista. Poemas Visionários estará em cartaz no CCBB de São Paulo entre 19 e 30 de novembro; em Brasília, de 4 a 16 de novembro; e no Rio de Janeiro, de 28 de outubro a 9 de novembro.

No período de pouco mais de uma década, Murnau realizou 21 filmes. Poemas Visionários apresenta os 12 disponíveis ainda hoje, da fase alemã até a fase americana. Onze estão em película – 35mm e 16mm – e um em DVD, todos com legenda em português.

Os movimentos rápidos, as luzes moduladas com sutileza e o espaço aberto fascinavam o cineasta. Murnau registrava com total habilidade e sensibilidade paisagens aparentemente intocadas, a imensidão dos mares, o bramir dos ventos, as forças indomáveis da natureza e, ao mesmo tempo, o espetáculo das cidades e sua arquitetura diversificada. Expoente do cinema expressionista alemão, cujo desenvolvimento após a Primeira Guerra exprimia uma realidade interior oprimida, de uma sociedade profundamente abatida, Murnau explorava os temas fantásticos, sombrios, os anseios e medos infantis (Nosferatu, Fausto, Tabu); sua empatia pertencia aos marginalizados, aos ingênuos, aos que a modernidade ameaçou e aos que sofrem com os conflitos contemporâneos do pós-guerra.

Em seus filmes apresenta-se o eterno conflito entre o mundo natural e a civilização moderna, entre a inocência e o artificialismo que condiciona as relações das pessoas em sociedade.

Os filmes
O Caminho da Noite (1921), sétimo filme de Murnau, é também seu mais antigo título preservado. Nele, revela-se uma das principais características de seu cinema: o olhar expressivo – o encontro e desencontro dos olhares, o olhar vazio, o olhar que revela a alma.

Em Aurora, primeiro longa em solo americano, premiado com três Oscar® na primeira cerimônia dos Academy Awards, em 1928 (incluindo melhor atriz para Janet Gaynor), a encenação do olhar permanece evidente. “O filme mais belo do mundo”, como diria Truffaut, mantém também o movimento da imagem inaugurado em A Última Gargalhada.

Com Emil Jannings no papel principal e roteiro de Carl Mayer (parceiros de muitos filmes), A Última Gargalhada inaugura a câmera em movimento, até então estática. Tudo está em movimento entusiasmado, não apenas a câmera, mas também o movimento diante dela – são os novos tempos, a vida moderna, os automóveis, a porta giratória, o parque de diversões, a agitação da cidade.

Outros clássicos são Nosferatu, baseado na novela de Bram Stocker, cujas bem-sucedidas caracterização do vampiro, por Max Schreck, e ambientação de horror são das mais célebres da história do cinema; Tartufo, adaptado na comédia de Molière, em que a crítica à hipocrisia é apresentada pelo filme dentro do filme; e o último título da fase alemã, Fausto, inspirado pela obra de Goethe, é o que mais representa em seu cinema o questionamento moral do homem.

Seu último filme, Tabu, rodado no Taiti, foi inicialmente realizado com o documentarista Robert J. Flaherty (de Nanook – o Esquimó, O Homem de Aran), que se desentendeu com Murnau por acreditar que o cineasta romantizava a vida dos ilhéus. E, mesmo assim, ao apresentar um lugar paradisíaco e abençoado, Murnau mostra a degeneração humana, o amor puro e inocente versus a lei divina utilizada como artifício pela comunidade para regular a si própria.

Com pleno domínio da linguagem cinematográfica, Murnau tornou-se um diretor cultuado por cinéfilos do mundo todo, motivo pelo qual os curadores Arndt Roskens e Cristiano Terto decidiram reunir todos os seus filmes disponíveis nesta mostra. “Os filmes dele são indispensáveis objetos de estudo para todos os amantes e estudiosos de cinema e arte”, afirma Roskens.

A mostra Poemas Visionários – O Cinema de F.W. Murnau, idealizada por Arndt Roskens e Cristiano Terto, é patrocinada pelo Banco do Brasil por meio da Lei Rouanet, realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil e tem apoio do Instituto Goethe.

Friedrich Wilhelm Murnau
Em 28 de dezembro de 1888, nascia em Bielefeld, na Alemanha, Friedrich Wilhelm Murnau. De olhar sensível, idealizou e criou, na Alemanha dos anos 20, importantes obras como Nosferatu, eine Symphonie des Grauens (Nosferatu), de 1922; Der letzte Mann (A Última Gargalhada), de 1924; e Faust (Fausto), de 1926. Ainda em 1926, Murnau emigrou para Hollywood, onde realizou quatro filmes. Os três primeiros pelos estúdios Fox: Sunrise (Aurora), de 1927; 4 Devils, em 1928, desaparecido; e City Girl, de 1929/30. Insatisfeito com as limitações dos grandes estúdios de Hollywood, Murnau realizou o seu último filme, Tabu, em 1931, de forma independente, em colaboração com Robert Flaherty. O gênio alemão morreu no mesmo ano em um acidente de carro, em março de 1931, pouco antes da estréia do filme em Los Angeles.

FILMOGRAFIA
(Filmes disponíveis ainda hoje)
Sinopses e fichas técnicas em anexo

Aurora (Sunrise), 110 min., EUA, 1927: cópia 35mm; legenda eletrônica
O Caminho na Noite (Der Gang in die Nacht), 83 min., Alemanha, 1921: cópia 35mm, legendada
Castelo Vogelöd (Schloss Vogelöd), 60 min., Alemanha, 1921: cópia 16mm, legenda eletrônica
City Girl (City Girl), 66 min., EUA, 1929/30: cópia 35mm, legenda eletrônica
Fantasma (Phantom), 119 min., Alemanha, 1922: DVD, legenda eletrônica
Fausto (Faust), 116 min., Alemanha, 1926: cópia 35mm, legenda eletrônica
As finanças do Grão-Duque (Die Finanzen des Grossherzogs), 64 min., Alemanha, 1924: cópia 35mm, legenda eletrônica
Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens), 66 min., Alemanha, 1922: cópia 16mm, legenda eletrônica
Tabu (Tabu), 81 min., EUA, 1931: cópia 16mm, legenda eletrônica
Tartufo (Tartüff), 71 min., Alemanha, 1925: cópia 16mm, legenda eletrônica
Terra em chamas (Der brennende Acker), 110 min., Alemanha, 1921: cópia 35mm, legenda eletrônica
A Última Gargalhada (Der letzte Mann), 75 min., Alemanha, 1924: cópia 16mm, legenda eletrônica

Serviço
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo
Informações: (11) 3113-3651 / 3113-3652
http://www.bb.com.br/cultura

Cinema (70 lugares): R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia-entrada)
Sessões em DVD: entrada franca – mediante retirada de senha na bilheteria, a partir das 10h, no dia da sessão.
Sujeito à lotação da sala.
Aceita cartões de crédito Visa ou Mastercard, cheque ou dinheiro
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física
Ar-condicionado
Opções de estacionamento na Rua Libero Badaró, próximas à Praça do Patriarca

Seminário A Nova Escrita da Cena no Fórum /UFRJ

O Fórum de Ciência e Cultura  e o curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da UFRJ gostariam de convidá-l@s para o Seminário A Nova Escrita da Cena.  O seminário acontecerá no Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, de 10 a 13 de setembro, de segunda à quinta-feira, sempre às 19h, e tem entrada gratuita. O programa completo segue abaixo e conta com apoio das revistas Cinética ( http://www.revistacinetica.com.br), Questão de Crítica ( http://www.questaodecritica.com.br) e faz parte da programação da 8ª Mostra de Teatro da UFRJ, que acontece de 14 de novembro a 15 de dezembro, também disponível em nosso site ( http://www.forum.ufrj.br).
            O seminário pretende discutir pretende refletir acerca da diversidade de formas e soluções artísticas trazidas pela produção recente de jovens dramaturgos, roteiristas de cinema e críticos brasileiros. A proposta é revisitar a questão da palavra escrita no contexto pós anos 90, discutindo um possível retorno aos clássicos ou a permanência de uma tradição de vanguarda. Além disso, também pretende-se discutir como essas narrativas dialogam com as novas mídias e tecnologias.
Mais detalhes sobre a programação e localização do Fórum de Ciência e Cultura podem ser encontrados no site do Fórum.
Esperamos contar com sua presença e divulgação para eventuais interessad@s,
Beatriz Resende,
Coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ
Carmem Gadelha,
Coordenadora do Curso de Direção Teatral da Escola de Comunicação da UFRJ
Denilson Lopes,
Superintendente de Difusão Cultural do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ

PROGRAMA
Dia 10, às 19h – Salão Dourado
Abertura com os críticos Lionel Fischer e José Carlos Avellar
Mediadora: Profa. Carmem Gadelha (UFRJ)
Dia 11, às 19h – Mesa-redonda Cinema e Teatro – Salão Dourado
Dramaturga Pedro Brício
Roteirista de cinema Paulo Pons
Crítico de teatro João Cícero
Crítico de cinema Ruy Gardnier
Mediador: Prof. Maurício Lissovsky (UFRJ)
dia 12, às 19h – Mesa-redonda As encenações da palavra – Salão Dourado
Dramaturgo Newton Moreno
Roteirista de cinema Hilton Lacerda
Crítico de teatro Kil Abreu
Crítico de cinema Cléber Eduardo
Mediadora: Profa. Adriana Schneider (UFRJ)
dia 13, às 19h – Mesa-redonda Cinema da retomada e a nova dramaturgia – Salão Dourado
Dramaturgo Daniela Pereira de Carvalho
Roteirista de cinema Philippe Barcinski
Crítica de teatro Daniele Avila
Crítico de cinema André Miranda
Mediador: Profa. Marina Vianna (UFRJ)
José Carlos Avellar é crítico de cinema, tendo trabalhado por mais de 20 anos no Jornal do Brasil, consultor e curador de diversos festivais nacionais e internacionais de cinema, autor de Autor de O chão da palavra: cinema e literatura no Brasil (2007), O Cinema Dilacerado (1986), entre outros. Atualmente é professor da Escola de Cinema Darcy Ribeiro, secretário para a América Latina da Fipresci – Associação Internacional de Críticos de Cinema, da qual também foi Vice-Presdente. Foi diretor da Rio Filmes e da Cinamateca do Museu de Arte Moderna.
Lionel Fischer é ator, autor, diretor, crítico e professor de teatro. Foi jurado do Prêmio Shell entre 1994 e 2003. Atualmente é editor da revista Cadernos de Teatro do Tablado, crítico do jornal A Tribuna da Imprensa e professor de interpretação do Tablado.
Daniela Pereira de Carvalho é graduada em Teoria de Teatro pela Unirio. Foi indicada ao prêmio Shell 2007 de melhor autor pela peça Por uma vida um pouco menos ordinária, em 2006, por Não existem níveis seguros para o consumo dessas substâncias, e em 2005, por Tudo é permitido.
Paulo Pons é diretor, roteirista e um dos sócios da produtora Pax Filmes. Foi indicado ao prêmio de melhor diretor do Festival de Gramado de 2008 por Vingança, selecionado para a Mostra Competitiva da Première Brasil do Festival do Rio de 2008.
João Cícero é teórico e crítico teatral, mestrando no Programa de Pós-Graduação em Teatro da Unirio. Participou como crítico teatral da 8ª edição do Riocenacontemporanea. Contribuiu como colunista convidado para a Revista Ponto TV do Jornal do Brasil, dentre outros trabalhos na área.
Ruy Gardnier é jornalista, graduado pela ECO/UFRJ, editor da revista eletrônica Contracampo, crítico de cinema do jornal O Globo, professor de Linguagem Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, e colaborador da revista Paisà, além de atuar como pesquisador de cinema e curador de mostras de cinema.
Newton Moreno é formado em Artes Cênicas pela Unicamp e doutorando na USP. Em 2005, realizou intercâmbio numa das principais instituições mundiais de fomento à dramaturgia – The Royal Court Theatre (Londres). Recebeu o prêmio Shell de melhor autor em 2007, por As Centenárias e em 2004, por Agreste.
Hilton Lacerda se destaca pelo roteiro de longas-metragens como Baixio das Bestas (2007), Árido Movie (2004), Amarelo Manga (2002) e Baile Perfumado (1997). Mais recentemente, assinou o roteiro de A Festa da Menina Morta (2008), juntamente com Matheus Nachtergaele.
Kil Abreu é jornalista, doutor em Letras e mestre em Artes Cênicas pela USP. Crítico-colaborador da Revista Bravo! desde 2005, foi crítico de teatro do jornal Folha de São Paulo, entre 2000 e 2001, e desde 2002 é um dos jurados do Prêmio Shell de Teatro.
Cléber Eduardo é professor, curador e diretor de cinema. Atuou como jornalista e crítico no jornal Diário Popular e na revista Época. Foi curador da Mostra de Tiradentes entre 2007 e 2008.  Atualmente é crítico da revista eletrônica Cinética.
Pedro Brício é ator, diretor e dramaturgo. Formado em Cinema pela UFF e mestre em Teatro pela Unirio, recebeu o prêmio Shell de melhor autor em 2006 pelo espetáculo A incrível confeitaria do Sr. Pellica.
Philippe Barcinski  é roteirista e cineasta. Dirigiu curtas-metragens como Palíndromo (2002) e A Janela Aberta (2001), que participaram de festivais como Cannes, Berlim, Gramado e Brasília, recebendo mais de 40 prêmios. Seu primeiro longa, Não Por Acaso (2007), recebeu 12 prêmios em festivais como Recife e Chicago.
Daniele Avila é formada em Teoria do Teatro pela Unirio. Teve artigos publicados na revista O Percevejo da PPGT/Unirio e na revista eletrônica Desfolhar. Em 2007, foi curadora-assistente do Palco Petrobrás do Riocenacontemporanea. Atualmente é editora da revista eletrônica Questão de Crítica.
André Miranda é jornalista e crítico de cinema do jornal O Globo.